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Juros futuros corrigem excesso e fecham em baixa

 | 15.05.2008 | 16h32

 

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Por Denise Abarca

Agência Estado 

Os juros futuros fecharam em baixa hoje, devolvendo uma pequena parte da escalada vista ontem nos principais contratos de depósito interfinanceiro (DIs). O argumento mais citado pelos operadores para justificar o movimento foi a correção de uma alta exagerada na véspera causada pelas especulações de que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de maio viria acima das previsões, possivelmente perto de 2%. Como a expectativa não se confirmou, alguns investidores foram estimulados a aplicar, dados os prêmios elevados dos DIs.

Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o IGP-10 subiu 1,52% em maio. Foi a maior taxa já registrada para este indicador desde dezembro do ano passado e o mais alto para o mês desde 1995. Ainda na agenda de indicadores brasileiros, o IBGE informou que as vendas no varejo em março cresceram 1,8% em relação a fevereiro e 11,4% comparativamente a março de 2007.

O fato de o petróleo ter operado em baixa hoje no mercado internacional e se distanciado dos US$ 125 por barril durante boa parte do pregão também deu condições de queda para as taxas, assim como também voltaram a circular nas mesas de operação rumores de que a agência de classificação de risco Fitch seria a próxima a elevar a nota de risco de crédito (rating) do Brasil para grau de investimento.

Outra notícia considerada positiva foi a confirmação da desoneração, anunciada ontem à noite, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o pão francês, o trigo e a farinha de trigo. O objetivo é conter a alta do preço desses produtos. Embora não haja consenso em torno dos benefícios que a desoneração do trigo, eventualmente, trará para o consumidor, em um primeiro momento, o anúncio agradou.

No fechamento, o DI com vencimento em janeiro de 2010 (274.445 contratos) recuou de 14,42% ao ano ontem para 14,34% ao ano hoje; o DI de janeiro de 2009 (130.545 contratos) terminou em 13,09% ao ano, de 13,12% ao ano no fechamento anterior.

 
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