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Dólar comercial fecha em queda de 0,54% a R$ 1,655

 | 15.05.2008 | 16h33

 

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Por AE

Agência Estado 

O dólar retomou o comportamento de baixa em relação ao real hoje, com o mercado de câmbio identificando entradas financeiras pontuais como argumentos para o movimento, enquanto rumores de que o País receberia mais um selo de grau de investimento por parte de uma outra agência de classificação de risco, a Fitch, foram fisgados novamente como pretexto para as vendas da moeda.

No fechamento, o dólar comercial cedeu 0,54% e fechou cotado a R$ 1,655 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 0,54%, a R$ 1,6545.

O dia teve mais um dado elevado de inflação e um outro forte de vendas do varejo em março. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,52% em maio ante 0,45% em abril, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-10 deste mês foi a maior taxa registrada nesse tipo de indicador desde dezembro do ano passado e o mais alto para o mês desde 1995. Já as vendas no varejo em março cresceram 1,8% em relação a fevereiro e 11,4%

comparativamente a março de 2007.

Com mais um dado de inflação salgado divulgado hoje, o mercado discutiu o impacto que a desoneração de tributos sobre o trigo e derivados, anunciada ontem à noite pelo governo brasileiro, poderá ter nas expectativas de inflação e a conclusão foi de que seria uma barreira pequena para novas doses de aperto monetário. "Mesmo com o governo agindo em outras pontas, não houve alteração na expectativa de que o Copom (Comitê de Política Monetária) poderá fazer um aperto monetário de 0,75 ponto porcentual para conter a inflação", disse uma fonte do mercado de câmbio. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 11,75% ao ano.

Hoje, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista à taxa de corte de R$ 1,6602. Segundo fontes, foram apresentadas seis propostas de quatro instituições financeiras, mas só duas

teriam sido aceitas. As taxas variavam R$ 1,6591 a R$ 1,665, ainda de acordo com operadores.

 
Benjamin Steinbruch, da CSN
 

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