Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje pela terceira vez em quatro sessões, em uma sessão volátil, marcada pelo vencimento das opções de petróleo de junho e a aprovação de um projeto no Senado dos Estados Unidos que abre caminho para uma maior regulação dos mercados de energia.
No fechamento, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em junho fechou em leve queda de 0,08%, a US$ 124,12 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Os preços oscilaram acentuadamente, entre a máxima de US$ 126,64 o barril e a mínima de US$ 120,75 o barril. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com mesmo vencimento fechou em baixa de 0,50% a US$ 121,25 o barril, no mercado eletrônico ICE.
Hoje, as negociações no ICE foram suspensas por volta das 11h20 (horário de Brasília) por falta de energia no sistema de dados principal em Chicago e só foram retomadas às 15 horas (de Brasília).
Em Nova York, os contratos da matéria-prima (commodity) afundaram após a notícia de que o Senado americano aprovou o projeto que dá à Comissão de Transações de Commodities Futuros (CFTC, na sigla em inglês) novos poderes para regular os negócios eletrônicos nos mercados de energia. O projeto prevê que os operadores eletrônicos mantenham uma trilha de auditoria (gravação dos detalhes do uso de um sistema anotando as transações executadas), permitindo ainda que a CFTC monitore se há manipulação do mercado, aumente as punições e limite a especulação.
A senadora democrata Maria Cantwell (Washington) afirmou que a legislação confere força à CFTC, mas acrescentou que "há mais trabalho a ser feito". "Precisamos dar mais autoridade à CFTC", afirmou.
Os mercados temem que as normas afastem os especuladores e outros investidores que desempenharam um papel na alta dos preços do petróleo. Mas o projeto aprovado hoje não deve ter este efeito, disse Rachel Ziemba, analista do site de pesquisa financeira RGE Monitor. "Esta parece ser uma decisão muito simbólica", afirmou. "O que pode ser mais significativo é se houver mais mudanças regulatórias para as transações; não estou segura de que haja um consenso político para mudanças mais amplas", acrescentou. As informações são da agência Dow Jones.
