Segundo pessoas próximas à GP Investimentos, a decisão anunciada ontem de sair do bloco de controle da Hypermarcas não significa que o administrador de private equity deixará imediatamente a companhia. De acordo com essas fontes, a intenção da GP é dar liquidez às suas ações (hoje a GP detém quase 7% de participação no capital da Hypermarcas).
Investir e desinvestir em empresas é o jogo fundamental de quem atua no mercado de private equity. Normalmente os fundos dessas administradoras tem duração média de oito anos. Ou seja, é óbvio que quando um private equity compra uma participação em uma companhia ele já tem que pensar em sua saída. Uma das mais comuns é preparar a empresa para fazer um IPO -- ao vender suas ações no mercado, o private equity deixa a empresa. Como a Hypermarcas já tem capital aberto, essa seria uma saída impossível para a GP. Outras opções são vender integralmente sua participação ou, aos poucos, diluí-la. A GP parece ter ficado com a última alternativa. Trata-se de um mecanismo já adotado tanto pela própria GP quando por algumas concorrentes. O fundo Pátria, por exemplo, levou alguns anos para vender paulatinamente a participação que detinha no laboratório Dasa (onde era controlador) até ficar com uma fração irrisória atualmente, de cerca de 1% do capital da companhia. O próprio GP, que foi controlador da ALL, começou a vender fatias de sua participação em 2002 -- mas até hoje está na empresa de logística
Fontes próximas à GP negam ainda que a administradora de recursos tenha planos de se desfazer logo de sua participação na BRMalls, maior proprietária de shopping centers do Brasil e presidida por Carlos Medeiros, um dos sócios da GP.
A pedido da editora Carolina Meyer, o PROCON de São Paulo fez um levantamento para EXAME mostrando quantos recalls as grandes montadoras fizeram em 2009. Adivinhe a recordista? Volkswagen, com 3 recalls -- o do Touareg em julho, o do Novo Gol em agosto, e o do Passat e do Eos em outubro.
Em seguida vem Ford, com 2 recalls. A GM e a Fiat estão empatadas, com 1 cada uma.
Em tempo: a Volks tem até amanhã para entregar uma documentação ao PROCON que explique porque o "convite" que a montadora está fazendo atualmente aos proprietários dos modelos Novos Gol, Voyage e Fox 1.0 para levar seus carros às concessionários e trocar o óleo não é um recall (a empresa chama a iniciativa de "campanha de serviços ativa").
