A revista americana Fortune acaba de eleger o fundador da Apple como CEO da década. Basta saber um pouco da história dele para entender o porquê da escolha. Jobs foi chutado da própria empresa que havia criado na década de 80. Na década seguinte voltou ao comando da companhia e a tirou de uma crise. Nesta década criou produtos que se tornaram ícones de consumo em todo o mundo -- é preciso morar em Marte para ignorar a febre do iPod e do iPhone. Entre a criação de um blockbuster e outro, ele ainda enfrentou doenças gravíssimas duas vezes.
Visionário, egocêntrico, genial, irascível, criativo. Os adjetivos para qualificar esse empresário de 54 anos são muitos -- nem todos simpáticos. Não importa. Ele criou uma empresa invejada e copiada no mundo todo.
Ao ler a notícia da Fortune pensei numa coisa: se fizéssemos uma eleição para descobrir qual o empresário ou executivo brasileiro da década, quem ganharia? Para quem você daria seu voto?
É possível que nenhum personagem de desenho seja tão conhecido no mundo quanto Mickey Mouse. Criado por Walt Disney várias décadas atrás, ele rende à empresa nada menos que 5 bilhões de dólares por ano. É muito? O pessoal da Disney acha que não -- e se prepara para fazer um "extreme makeover" no ratinho. Ok. Talvez não seja tão "extreme" assim, mas o jeito bonzinho e inocente do Mickey deve desaparecer em breve. A notícia está no The New York Times de hoje.
O primeiro passo dessa mudança poderá ser visto no jogo Epic Mickey, que será lançado ano que vem. Ali, o personagem vai mostrar seu lado "negro". Calma, ele não vai sair matando ninguém. Mas terá momentos de mau-humor e outros em que banca o espertalhão -- uma imagem muito diferente daquela que as crianças se acostumaram a ver desde que ele foi criado.
A repercussão do jogo vai determinar o futuro do personagem. Se ele for bem recebido, a Disney pretende mudar desde o conceito da linha de produtos do Mickey até a exposição que o ratinho tem nos parques temáticos espalhados pelo mundo.
Será que mudar tanto assim um ícone é um ato de coragem ou de loucura?
Segundo pessoas próximas à GP Investimentos, a decisão anunciada ontem de sair do bloco de controle da Hypermarcas não significa que o administrador de private equity deixará imediatamente a companhia. De acordo com essas fontes, a intenção da GP é dar liquidez às suas ações (hoje a GP detém quase 7% de participação no capital da Hypermarcas).
Investir e desinvestir em empresas é o jogo fundamental de quem atua no mercado de private equity. Normalmente os fundos dessas administradoras tem duração média de oito anos. Ou seja, é óbvio que quando um private equity compra uma participação em uma companhia ele já tem que pensar em sua saída. Uma das mais comuns é preparar a empresa para fazer um IPO -- ao vender suas ações no mercado, o private equity deixa a empresa. Como a Hypermarcas já tem capital aberto, essa seria uma saída impossível para a GP. Outras opções são vender integralmente sua participação ou, aos poucos, diluí-la. A GP parece ter ficado com a última alternativa. Trata-se de um mecanismo já adotado tanto pela própria GP quando por algumas concorrentes. O fundo Pátria, por exemplo, levou alguns anos para vender paulatinamente a participação que detinha no laboratório Dasa (onde era controlador) até ficar com uma fração irrisória atualmente, de cerca de 1% do capital da companhia. O próprio GP, que foi controlador da ALL, começou a vender fatias de sua participação em 2002 -- mas até hoje está na empresa de logística
Fontes próximas à GP negam ainda que a administradora de recursos tenha planos de se desfazer logo de sua participação na BRMalls, maior proprietária de shopping centers do Brasil e presidida por Carlos Medeiros, um dos sócios da GP.
A pedido da editora Carolina Meyer, o PROCON de São Paulo fez um levantamento para EXAME mostrando quantos recalls as grandes montadoras fizeram em 2009. Adivinhe a recordista? Volkswagen, com 3 recalls -- o do Touareg em julho, o do Novo Gol em agosto, e o do Passat e do Eos em outubro.
Em seguida vem Ford, com 2 recalls. A GM e a Fiat estão empatadas, com 1 cada uma.
Em tempo: a Volks tem até amanhã para entregar uma documentação ao PROCON que explique porque o "convite" que a montadora está fazendo atualmente aos proprietários dos modelos Novos Gol, Voyage e Fox 1.0 para levar seus carros às concessionários e trocar o óleo não é um recall (a empresa chama a iniciativa de "campanha de serviços ativa").
O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan, é um dos executivos mais conhecidos do mundo. Como ele divide seu tempo principalmente entre França e Japão, onde estão as sedes da Renault e da Nissan, respectivamente, Ghosn não vem muito ao Brasil. Mas eu acabo de assistir a uma palestra dele -- na internet, que fique bem entendido. A universidade de Wharton acaba de colocar em seu site um vídeo em que Ghosn fala sobre o futuro da indústria automotiva e e explica porque esse setor foi o segundo mais afetada pela crise -- depois do sistema financeiro.
Para Ghosn a saída das montadoras é apostar em carros elétricos. "Os únicos carros com emissão zero (de carbono) são os elétricos...Então nós decidimos apostar nisso. Nós decidimos não esperar a próxima bateria ou o próximo carro em cinco anos. Nós decidimos que o tempo é agora", diz Ghosn.
Quer assistir o vídeo todo? Clique aqui. Detalhe: é em inglês.
