
Termômetro de uma economia aquecida: entre agosto de 2007 e julho de 2008, a Votorantim Cimentos contratou 2200 pessoas -- o equivalente a seis novos funcionários todos os dias. Essa quantidade é mais que o dobro do número de contratações que a companhia fez nos 12 meses anteriores. A razão desse recrutamento maciço é o plano de investimentos recorde anunciado pela empresa. . Até 2011, a Votorantim Cimentos vai investir 3,2 bilhões de reais para aumentar sua produção em 60%. Hoje a empresa é a líder desse mercado no Brasil.
Publicado em 04/08/2008 - 11:35
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A disputa no mercado de comércio eletrônico vai ficar mais acirrada. O Ponto Frio acaba de anunciar que fez uma associação com um grupo de executivos para que eles assumam as atividades de comércio eletrônico e televendas do varejista carioca. Com isso, surge uma empresa independente, chamada Pontofrio.com. A participação dos executivos no capital total dessa nova empresa pode chegar a 14% no futuro, caso as opções de ações sejam integralmente exercidas. As negociações entre os executivos e o Ponto Frio, comandado pelo carioca Manoel Amorim, começaram no início deste ano.
O presidente dessa nova empresa será Germán Quiroga, com quem acabo de falar ao telefone. Ex-executivo da americanas.com, Quiroga ocupava até agora o cargo de CIO da construtora Cyrela. Também fazem parte do grupo que vai comandar a Pontofrio.com, os executivos Eduardo Chalita, Eduardo Castro e Renato Drummond -- todos eles com larga experiência na área de comércio eletrônico.
Hoje o Ponto Frio tem uma tímida participação de 4% no mercado de comércio eletrônico. Na liderança está a B2W, empresa resultante da compra do Submarino pela Americanas (leia aqui matéria sobre a disputa pelo segundo lugar no mercado de e-commerce) .
Publicado em 01/08/2008 - 19:30
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Eu tendo a desconfiar de gurus. Depois de quase uma década entrevistando autores de livros de negócios e professores de administração das melhores universidades do mundo é cada vez mais raro que eu me surpreenda com o que essas pessoas têm a dizer.
Hoje, um desses raros momentos aconteceu. Às 8 horas da manhã comecei uma conversa com o indiano Vijay Govindarajan, professor da Tuck School of Business, uma prestigiada escola de negócios americana. O que era para durar 15 minutos se transformou num papo de quase uma hora. VG, como é mais conhecido, consegue falar sobre estratégia e inovação -- temas cruciais para qualquer empresa -- de uma forma simples e objetiva. Não é dado à empáfia e arrogância típica dos gurus (o também indiano Ram Charan é um dos melhores representantes desse estilo). Para ele, uma das questões que define o sucesso ou o fracasso de uma empresa é: "Como você responde às oportunidades que aparecem?" Os erros mais comuns, segundo o professor, são mergulhar cegamente ou deixar as chances passarem -- em qualquer um dos casos, a falta da estratégia costuma ser fatal.
Ao conversar com ele não pude deixar de pensar que os indianos estão cada vez mais fortes no mundo dos negócios, tanto em termos de "produção" de gurus (C.K. Prahalad e o próprio Charan, só para citar dois dos mais conhecidos) quanto na administração das empresas. A indiana Indra Nooyi, por exemplo, assumiu o comando da PepsiCo há dois anos. Ontem, uma reportagem do Wall Street Journal falava que o próximo presidente da Unilever também pode vir da Índia.
Por que o Brasil, tão emergente quanto a Índia, não é capaz de produzir acadêmicos que ganhem o mundo nem de formar executivos que sejam contratados para comandar gigantes globais (não vale citar Carlos Brito, da Inbev, porque a empresa é controlada por brasileiros)?
P.S. Quem quiser ver de perto VG terá uma oportunidade semana que vem. Em sua primeira visita ao Brasil, ele vai participar do Fórum Mundial de Estratégia, organizado pela HSM e que acontece dias 5 e 6 de agosto em São Paulo
Publicado em 30/07/2008 - 12:35
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Anteontem o brasileiro Carlos Brito, presidente da Inbev, esteve na sede da Anheuser-Busch, em St Louis, para conversar com um grupo de funcionários da cervejaria (a primeira conversa desde a aquisição da AB pela InBev).
Brito não fez nenhuma revelação bombástica. Disse que a InBev está nesse ramo há séculos e que quer se perpetuar por muitas gerações. Político, afirmou que a chegada de August Busch IV ao conselho de administração da InBev será positiva para a cervejaria. Ele também fez questão de ressaltar alguns pontos da cultura da companhia belgo-brasileira que agora serão levados para os Estados Unidos. "É uma cultura de bom senso, alta performance, frugalidade e em que os funcionários são donos do negócio. Nós acreditamos em meritocracia, franqueza e informalidade. Nós acreditamos que ser justos é tratar as pessoas de forma diferente. Se alguém é mais comprometido e entrega mais resultado é preciso tratar essa pessoas de um modo diferente do sujeito que apenas comparece ao trabalho", disse ele.
Tem funcionário da AB que pode até se assustar com esse jeitão direto de falar. Mas, honestamente, acho que sem meritocracia não se chega a lugar nenhum. Pelo menos até agora essa fórmula forjada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira (os maiores investidores individuais da InBev) tem se mostrado vitoriosa.
Publicado em 23/07/2008 - 18:35
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Publicado em 22/07/2008 - 16:13
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Cristiane Correa, editora executiva de EXAME, escreve sobre o que acontece no mundo das empresas. ccorrea@abril.com.br ![]() |
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