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Novo marketing na internet

Esqueça o YouTube e o MySpace. A nova onda na internet chama-se "Second Life". Não é um jogo, não é um site de relacionamento. É um mundo virtual onde você pode ser quem quiser e fazer o que quiser (eu me cadastrei como uma adolescente que se veste como funkeira e se teletransporta para praias paradisíacas num piscar de olhos...). No meio desse mundo virtual, negócios reais se estabelecem - e dinheiro circula pela rede. A varejista americana American Apparel montou ali uma espécie de loja. A agência de notícias Reuters despachou um repórter para esse mundo. Grandes empresas como Toyota, Sony, Adidas e IBM estão buscando maneiras de "anunciar" no "Second Life". A produtora holandesa Endemol, criadora de vários reality shows, planeja uma versão do Big Brother no mundo virtual. O ex-governador do estado americano de Virginia, Mark R. Warner, recentemente deu uma coletiva de imprensa na rede.

Hoje, o Second Life tem quase 1,3 milhão de associados, sendo que mais de 500 000 só nos últimos dois meses. Até onde vai essa febre? É difícil prever, mas muitas empresas estão pagando para ver.

Quer ver como funciona esse mundo? Vá lá: http://www.secondlife.com


Publicado em 07/11/2006 - 19:51


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A lambança da Petrobras

Imagine um executivo de uma empresa privada brasileira que numa pendenga com um sócio no exterior tomasse as seguintes decisões:

1. em vez de manter sua atuação independente no exterior, aceitasse se tornar um mero fornecedor do antigo sócio;

2. mesmo perdendo a sua autonomia, continuasse a investir na empresa lá fora (sabendo que, a qualquer momento, as regras do jogo poderia ser mudadas novamente e ele poderia acabar perdendo ainda mais dinheiro);

3. acatasse o pedido do sócio de que qualquer disputa entre as empresas seria arbitrada não num país neutro, mas naquele onde a empresa brasileira estava investindo (ou seja, uma arbitragem que poderia ser absolutamente tendenciosa).

Surreal, não é? Na iniciativa privada, essas decisões seriam totalmente descabidas (e um executivo que porventura tomasse qualquer uma dessas medidas correria o sério risco de ser demitido). No entanto é praticamente isso que a Petrobras topou fazer na Bolívia. É claro que ali se trata de uma decisão muito mais política que de negócios. Mas não deixa de ser enervante que a maior empresa brasileira tenha se curvado ao governo boliviano e, assim, colocado em risco investimentos de milhões de dólares. 


Publicado em 01/11/2006 - 10:53


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Mais uma baixa na Gradiente

Mudanças no comando da Gradiente. Primeiro foi o vice-presidente Dante Iacovoni, que saiu da empresa há cerca de um mês. Agora, é a vez de Lucio di Domenico, principal executivo da área de celulares, deixar a companhia de Eugênio Staub. No próximo dia 13, Di Domenico assume a diretoria de Marketing do ABN Amro.

Publicado em 31/10/2006 - 20:23


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Promoção? Que promoção?

Um amigo me conta, irritado, de um episódio que protagonizou no final de semana. Navegando pela internet, entrou num site de comércio eletrônico e foi atraído por um banner que anunciava a oferta de uma TV de plasma de 42 polegadas por 2 999,50 reais, um descontão de 50% sobre o preço original. Ao clicar no banner, porém, descobriu que a promoção era válida apenas para portadores do recém-lançado cartão de crédito do site - uma clara estratégia para atrair clientes para o novo cartão. Até aí, tudo bem. 
Só que depois que ele se cadastrou e pediu o tal cartão descobriu que o estoque havia acabado às 9 horas da manhã de sábado (o anúncio ficou na tela até, pelo menos, 17 horas).
Sentindo-se enganado, ele ligou para o serviço de atendimento do site. Sabe qual a explicação que ouviu? O anúncio não tinha sido retirado por "problemas técnicos".
Conveniente, não?
(Quantas vezes você, como esse meu amigo, foi atraído por empresas que faziam "pseudo-ofertas"?)
 
 

Publicado em 31/10/2006 - 16:56


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Abaixo o "Bolsa Big Mac"

Dias atrás recebi um email de uma empresa que alardeava o seguinte fato: em comemoração ao Dia das Crianças, a empresa doaria 500 Big Macs a crianças carentes da região onde ela está instalada. Não parece ótimo? Não parece uma empresa socialmente engajada, disposta a ajudar a comunidade? Por conta dessa responsabilidade social ela não mereceria uma notinha na Exame?

Não, não e não. É simplesmente o fim da picada por tantas razões que nem sei por onde começar!

Mas vamos lá...Em primeiro lugar, tentar ganhar espaço em uma revista séria com uma iniciativa dessas e, no mínimo, piada. Portanto, como estratégia de marketing, os sanduíches não funcionam.

O pior, porém, é uma empresa imaginar que essa atitude realmente traz algum benefício para a sociedade a sua volta. Isso é assistencialismo puro! As crianças iam se esbaldar com os lanches e no dia seguinte...Nada! Voltariam para a mesma vida de sempre! Numa espécie de "Bolsa Big Mac" seriam agraciadas com um sanduíche, mas continuariam vivendo uma vida precária, sem educação de qualidade e sem perspectivas.

Encher a barriga de crianças com um sanduíche não é papel de uma empresa. O real objetivo de uma empresa (e aqui não adianta dourar a pílula) é gerar lucro. Ponto final. E uma empresa séria, com recursos, pode, sim, mudar a vida de seus empregados, fornecedores, clientes. Sem assistencialismo. Sem esmola. Sem "Bolsa Big Mac".

É uma pena que muitos empresários (e políticos) ainda não tenham entendido nada disso.


Publicado em 29/10/2006 - 17:42


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Cristiane Correa, editora executiva de EXAME, escreve sobre o que acontece no mundo das empresas.

ccorrea@abril.com.br





 
 
 
 

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