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O poder da internet

Para as empresas que ainda insistem em menosprezar o poder da internet, uma notícia publicada esta semana no jornal americano Advertising Age pode parecer quase assustadora: em outubro, os websites da Procter & Gamble e da Unilever somaram, juntos, 9 milhões de visitantes únicos. Em outra palavras, 9 milhões de pessoas diferentes (o equivalente a toda a população da cidade de Nova York) acessaram os sites das duas empresas nos Estados Unidos. Note que nenhuma das empresas faz vendas online. Quem acessou os site estava exclusivamente buscando informações e, de alguma maneira, estabelecendo um relacionamento com as companhias.

Como essas empresas estão atraindo tanta gente? Com ações específicas para a web. É o caso do vídeo "Dove Evolution", da Unilever, que mostra como uma garota comum pode se transformar numa modelo poderosa com a ajuda do cabelereiro e do maquiador certos (e de um bom editor de imagens, como o Photoshop). Em um mês esse vídeo foi assistido por 3 milhões de pessoas.

Quer assistir também e entender porque os internautas adoram o vídeo (principalmente as mulheres)?


Publicado em 07/12/2006 - 19:49


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O Submarino em campanha

No próximo dia 13, uma assembléia de acionistas deve decidir se o Submarino aceita a proposta de fusão com a americanas.com. Para convencer os investidores a apostar na negócio, o presidente do Submarino, Flávio Jansen, e o diretor de Relações com Investidores, Martin Escobari, estão em plena campanha no exterior (a maior parte dos acionistas do Submarino é formada por estrangeiros).

A dupla embarcou para Londres no dia 29 de novembro e só volta para o Brasil no dia 10 de dezembro, às vésperas da assembléia. Na agenda, reuniões e mais reuniões com investidores para mostrar as vantagens de combinar as operações dos dois varejistas.


Publicado em 05/12/2006 - 19:12


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Os planos de Ray Young

As operações brasileiras da Ford e da Volkswagen vão começar o ano sob novo comando. No caso da montadora americana, sai Barry Engle e entra Marcos de Oliveira. No da alemã, o presidente Hans-Christian Maergner aposenta-se e dá lugar a Thomas Schmall. No meio de toda essa movimentação, voltaram ao mercado rumores de que o presidente da GM, Ray Young, também estaria de saída - possivelmente a caminho da matriz, em Detroit, para ajudar na recuperação da empresa.

Ontem, durante um almoço que tive com Young, perguntei se afinal ele fica ou não. Young foi categórico ao afirmar que pretende permanecer no cargo por pelo menos mais um ano. "Meu trabalho aqui ainda não acabou", disse ele. "E até agora ninguém me falou nada sobre uma mudança. Não tenho nenhuma inside information", disse, em tom de brincadeira. Em 2006, a GM deve finalmente voltar ao lucro (de quanto Young não revela). E em 2007 o objetivo do executivo é aumentar a rentabilidade da operação.


Publicado em 01/12/2006 - 10:28


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O efeito Wal-Mart

Uma empresa pode desestabilizar a economia mundial?

Se essa empresa for a gigante do varejo Wal-Mart, a resposta é sim.

Ontem, o anúncio de que as vendas da rede em novembro devem recuar 0,1% ajudou a derrubar as bolsas do mundo todo (as outras razões foram a desvalorização do dólar e a alta do petróleo). Se confirmada, a queda deverá ser a primeira que a cadeia terá registrado nos últimos 10 anos.

Nenhuma outra empresa jamais teve tanta influência na economia americana - e, por tabela, na economia mundial -, quanto o Wal-Mart. A maior rede varejista do mundo já segurou a inflação americana, contribuiu com o aumento da produtividade nacional e, nas últimas duas décadas, derrubou em 9% os preços dos alimentos nos Estados Unidos. Nesse período, de acordo com um estudo da consultoria Global Insight, gerou uma economia de 263 bilhões de dólares no orçamento doméstico dos americanos. Tamanha pujança, obviamente, traz riscos. Basta que a rede anuncie uma ínfima queda de 0,1% para o mundo tremer. A eventual redução de vendas e o susto do mercado mundial levantam duas perguntas. A primeira delas, se esse é um recuo pontual ou o modelo do Wal-Mart estaria começando a dar sinais de esgotamento. A segunda, o que aconteceria com o mundo no caso do Wal-Mart perder seu vigor. É bom pensar a respeito...

 (P.S. Para aqueles que tiverem interesse em conhecer os efeitos menos "glamourosos" do crescimento do Wal-Mart sugiro o livro The Wal-Mart Effect, escrito pelo jornalista Charles Fishman e lançado este ano. Fischman mostra como o Wal-Mart espreme seus fornecedores, paga salários irrisórios e discrimina seus empregados - tudo para manter os preços mais baixos do mercado)


Publicado em 28/11/2006 - 12:09


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Novo round na briga das cervejas

A AmBev acaba de receber um estudo da consultoria Narita Design, especializada em marcas e embalagens, que compara os rótulos da Skol e da concorrente Sol, recém-lançada no Brasil pela mexicana Femsa.

A consultoria analisou sete aspectos do rótulo, como forma, logotipo e uso da cor dourada. Veja algumas das conclusões:

  1. o formato do rótulo da Sol é idêntico ao da Skol
  2. as cores originais do rótulo da Sol foram alteradas e são agora muito mais parecidas com as da Skol
  3. o rótulo da Sol não utilizava o dourado e agora usa essa cor na "moldura" (como a Skol)

Para a Narita Design, graças a esses elementos, vistas à distância, numa gôndola de supermercado, por exemplo, as embalagens são tão seemelhantes que podem confundir o consumidor e "induzi-lo a optar erroneamente pela nova marca".

Será que é tudo mera coincidência? Compare os rótulos (à esquerda, o original da Sol; ao centro, a embalagem Sol utilizada no Brasil, e à direita o rótulo da Skol) e dê sua opinião.


Publicado em 27/11/2006 - 15:44


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Cristiane Correa, editora executiva de EXAME, escreve sobre o que acontece no mundo das empresas.

ccorrea@abril.com.br





 
 
 
 

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