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40 000 entram na bolsa em outubro
Por Giuliana Napolitano | 06/11/2009 - 21:11

A Bovespa informou hoje que o total de pessoas físicas que investem diretamente em ações subiu para 555 768 em outubro - o que significa que cerca de 40 000 passaram a aplicar na bolsa. É um recorde. Até então, o maior número havia sido o de novembro de 2008, de 548 706.

O curioso é que, como outubro foi um mês super volátil, não dá para saber se os investidores que decidiram entrar na bolsa nesse mês acertaram ou erraram. Talvez uma parte deles tenha aproveitado os dias de baixa da bolsa (o Ibovespa quase caiu abaixo dos 60 000 pontos) para comprar pagando barato.

Mas também pode ser que o mercado tenha sido invadido pelos "panic buyers", aqueles investidores que se desesperam ao ver a bolsa subir e aplicam com medo de perder novas valorizações (leia uma entrevista interessante de Eduardo Lopes, diretor no Brasil da gestora americana Ashmore, sobre isso, feita pelo Guilherme Fogaça).

PS: Um leitor chamou a atenção para o desempenho das ações de small caps neste ano. De fato, esses papéis estão subindo bem mais que a média do mercado. Enquanto o Ibovespa acumula uma alta de 72% em 2009, o Índice Small Cap tem uma valorização de 111%. Vou apurar mais sobre isso na próxima semana, para explicar os motivos e falar das empresas com os melhores desempenhos.

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Por que o desemprego americano não é tão ruim assim (ao menos, para os investidores)
Por Giuliana Napolitano | 06/11/2009 - 17:05

Foi divulgado hoje um dos números mais esperados da semana: a taxa de desemprego nos Estados Unidos. Ficou em 10,2%, o maior nível desde abril de 1983. Além disso, foram fechadas 190 000 vagas no mês, mais do que a previsão média de 175 000 do mercado. Ainda assim, as bolsas americanas passaram a subir depois do anúncio dos números - e a Bovespa passou a cair menos.

O que explica isso, segundo muitos analistas, é uma questão sutil de expectativas - na linha do "tudo é relativo". "Ok, o corte de vagas foi maior que o esperado, mas é menor que os cortes registrados em meses anteriores. Isso indica que há uma recuperação em curso no mercado de trabalho", diz Roberto Padovani, estrategista de investimentos para a América Latina do banco WestLB. Fora isso, a estimativa média para o desemprego americano era de 9,9% - um número bem próximo do que foi divulgado.

Parece pouco para justificar otimismo. E é mesmo. Hoje, o Nobel de economia Edmund Phelps deu uma entrevista dizendo que a recuperação americana pode "perder o gás". Ele afirmou que a economia está "entrando nos eixos", mas ressaltou que "a nova normalidade" deverá ser um cenário de crescimento mais baixo e desemprego mais alto. Resta saber se as bolsas já colocaram isso no preço.

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Itaú será a marca do varejo do Itaú Unibanco
Por Eduardo Salgado | 04/11/2009 - 16:30

Em geral, não me agrada aquela clássica expressão jornalística "como adiantou a revista (ou o jornal, ou o blog) tal", sempre usada para lembrar quem deu determinado furo. Não me agrada porque é muito usada e, quase sempre, para fatos que não são tão importantes assim.Dito isso, vou abrir uma exceção. Ontem, Silvio de Carvalho, diretor-executivo de controladoria do Itaú Unibanco, disse a jornalistas e analistas de mercado que "no varejo, vai prevalecer a marca Itaú". Ainda que tardiamente, o banco confirmou a informação divulgada numa matéria de EXAME que circulou no final de abril com o título "O velocista -liderada por Roberto Setubal, a integração do Itaú Unibanco acontece num ritmo bem mais acelerado que a média de fusões desse porte. Mas é bom lembrar: o trabalho mais difícil começa agora". O trecho da matéria sobre a marca dizia o seguinte: "internamente já está definido que, no varejo, prevalecerá o nome Itaú. "A marca Itaú é muito valiosa, não faz sentido nenhum jogá-la fora ou mudá-la", diz Pedro Moreira Salles, presidente do conselho. Segundo uma pesquisa da consultoria Interbrand, a marca Itaú é a mais valiosa da América Latina e vale 10 bilhões de reais - o dobro da marca Unibanco". Com esse post, caro leitor, quero apenas reiterar o nosso compromisso - jornalistas da equipe de finanças da EXAME e do blog Direto do Pregão - de sempre buscar informações relevantes e em primeira mão para você.

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Apesar do lucro menor, Bradesco segue mais lucrativo
Por Guilherme Fogaça | 04/11/2009 - 11:01

O lucro líquido de 1,81 bilhão de reais registrado pelo Bradesco no terceiro trimestre representa uma queda de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é inferior ao do Itaú Unibanco, que apresentou um lucro líquido de 2,27 bilhões de reais. Mesmo assim, ao analisar a relação entre o lucro e o patrimônio dos bancos, o Bradesco continua sendo o mais lucrativo. Segundo dados da consultoria Economática, o retorno do Bradesco foi de 4,76%, contra 4,72% do Itaú Unibanco e 0,82% do Santander (o Banco do Brasil ainda não divulgou os resultados do trimestre).

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Itaú Unibanco no topo das valorizações
Por Guilherme Fogaça | 03/11/2009 - 15:24

Apesar dos problemas envolvendo instituições financeiras internacionais (leia no post abaixo), as ações do Itaú Unibanco estão liderando as altas desta terça-feira, com uma valorização de 3%. Os investidores ficaram animados com os resultados do terceiro trimestre divulgados hoje pelo banco. O lucro recorrente (que exclui operações eventuais) somou 2,69 bilhões de reais no trimestre -- acima das expectativas de mercado, que eram de 2,37 bilhões de reais, segundo a Bloomberg.

Na concessão de crédito, os resultados foram mais tímidos. O saldo das operações de crédito cresceu 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado -- menos do que os 19% de expansão do sistema como um todo e dos 9% dos bancos privados. Para 2010, o banco espera um crescimento de cerca de 20% nos empréstimos, impulsionado principalmente pelos financiamentos imobiliários.

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editor de finanças de EXAME, escreve sobre o mercado financeiro.



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