<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<rss version="2.0">
<channel>

    <title><![CDATA[Blog Esquerda, direita e centro  - Portal EXAME]]></title>
    <description>Blogs - Portal EXAME</description>
    <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/listar1.shtml</link>
    <image>
      <title>Portal EXAME - Blogs</title>
      <url>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/tit_blog.jpg</url>
      <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/</link>
    </image>
    <generator>portalexame.abril.com.br</generator>
	<copyright><![CDATA[Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.]]></copyright>

<item>
<title><![CDATA[Uma jabuticaba amarga]]></title>

<pubDate>Qua, 25 Nov 2009 16:27:01 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091125_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Não contentes com o polpudo aumento de 21,5 bilhões de reais que levaram para casa este ano, os funcionários  públicos querem mais. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">E na véspera de um ano eleitoral, seu poder de pressão sobre o governo cresce, uma vez que eles tem uma histórica capacidade de mobilização para os candidatos do PT e aliados.</p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Em tramitação no Congresso, o orçamento de 2010 prevê aumentos de mais 700 milhões de reais, contemplando carreiras como as do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes, o DNIT. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Mas agora outros 500 000 servidores negociam com o governo uma segunda rodada de gratificações. &quot;A luta é pelas categorias injustiçadas, como as dos ministérios do Trabalho e Cultura, além do Incra&quot;, diz Sérgio Ronaldo, diretor da Condsef, a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, ligada à CUT. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Para Ronaldo, se concedidos pelo governo, a pauta de aumentos reivindicados podem chegar a 10 bilhões de reais. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">A ordem da Condsef é pressionar ao máximo, inclusive com greves. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Em 2009 o governo está gastando 170 bilhões de reais com salários, aposentadorias e pensões do funcionalismo. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">E antes mesmo da próxima rodada de bondades, os aumentos concedidos geram um efeito cascata. De acordo com dados do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, as novas despesas inflarão tais gastos em 29 bilhões de reais em  2012. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&quot;O padrão de aumentos do governo para o funcionalismo é assustador, pois engessa o orçamento da União pelo menos pelos próximos três anos&quot;, diz Raul Velloso, especialista em contas públicas.</p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> Para efeito de comparação, até outubro a União desembolsou menos de 30 bilhões de reais em investimentos. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">O lado mais perverso dessa jabuticaba é que, ao contrário dos funcionários do setor privado, o funcionalismo goza de privilégios como estabilidade no emprego e aposentadoria integral. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Além disso, eles não tem um sistema de avaliação de desempenho, que premie os bons e puna os funcionários medíocres. </p><br /><br /><div align="center"><table cellspacing="0" cellpadding="0" width="600"><colgroup><col width="73" /><col span="5" width="64" /><col width="170" /></colgroup><tbody><tr height="18"><td colspan="7" height="18"><strong><font size="3">Reajustes 2008 a 2012</font></strong></td></tr><tr height="18"><td width="73" bgcolor="#cc0000" height="18"> </td><td width="64" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">2008</font></strong></div></td><td width="64" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">2009</font></strong></div></td><td width="64" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">2010</font></strong></div></td><td width="64" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">2011</font></strong></div></td><td width="64" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">2012</font></strong></div></td><td width="170" bgcolor="#cc0000"><div align="center"><strong><font color="#ffffff">Posição</font></strong></div></td></tr><tr height="18"><td height="18"><strong>MP 431</strong></td><td>       3,53 </td><td>     11,03 </td><td>     15,34 </td><td>     18,95 </td><td>     19,61 </td><td>Convertida em lei (11784)</td></tr><tr height="17"><td bgcolor="#dddddd" height="17"><strong>MP 440</strong></td><td bgcolor="#dddddd">       1,90 </td><td bgcolor="#dddddd">       4,73 </td><td bgcolor="#dddddd">       6,61 </td><td bgcolor="#dddddd">       7,21 </td><td bgcolor="#dddddd">          -   </td><td bgcolor="#dddddd">Convertida em lei (11890)</td></tr><tr height="17"><td height="17"><strong>MP 441</strong></td><td>       1,55 </td><td>       5,70 </td><td>       7,41 </td><td>       8,91 </td><td>       9,12 </td><td>Convertida em lei (11907)</td></tr><tr height="18"><td bgcolor="#dddddd" height="18"><strong>Total</strong></td><td bgcolor="#dddddd">       6,98 </td><td bgcolor="#dddddd">     21,46 </td><td bgcolor="#dddddd">     29,35 </td><td bgcolor="#dddddd">     35,07 </td><td bgcolor="#dddddd">     28,73 </td><td bgcolor="#dddddd"> </td></tr></tbody></table><br /><img src="/static/aberto/complementos/blogs/tab_edc1_g.jpg" /> </div>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Protecionismo chavista prejudica exportação de celulares]]></title>

<pubDate>Seg, 16 Nov 2009 17:20:32 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091116_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><br />Antes mesmo de entrar para o Mercosul, a Venezuela já provoca dores de cabeça nos exportadores brasileiros. Só este ano, as vendas de celulares brasileiros para o país de Hugo Chávez caíram mais de 60%. </p><p>Os dados, obtidos com exclusividade pelo blog, são da Abinee, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. </p><p>Segundo a Abinee, em 2008, a Venezuela importou 397 milhões de dólares em celulares brasileiros, dos quais 297 milhões de dólares foram comprados entre janeiro a setembro do ano passado. </p><p>Mas entre janeiro e setembro de 2009, as vendas de aparelhos brasileiros à Venezuela caíram para 116 milhões de dólares.</p><p>A queda nas exportações brasileiras para os hermanos do norte acontece desde maio, quando numa sociedade com a empresa chinesa ZTE, o governo Chávez lançou o &quot;Vergatario&quot;, o primeiro celular bolivariano, que custa 15 dólares no varejo local.</p><p>&quot;Esse telefone será campeão de vendas não só na Venezuela, mas em todo o mundo. Quem não tiver um Vergatario será um zero à esquerda&quot;, declarou Chávez na época, depois de ligar para a própria mãe.</p><p>Mas o sucesso do Vergatario, que significa &quot;grandioso&quot; na Venezuela, não tem a ver apenas com seus recursos técnicos, como câmera fotográfica embutida, conexão para Internet e MP3.</p><p>Grande parte do desempenho da engenhoca sino-bolivariana está nas mal-disfarçadas restrições protecionistas às importações brasileiras.</p><p>As duas únicas operadoras privadas de celulares do país, a Digitel e a Telefonica, tem encontrado enormes obstáculos para fechar contratos de câmbio que lhes permitam importar celulares brasileiros.</p><p>A exemplo do Brasil do tempo da hiperinflação, a Venezuela opera num regime de câmbio fixo. </p><p>E para realizar operações de comércio exterior, é preciso fechar contratos junto ao governo Chávez, que atrasa indefinidamente a venda de moeda externa pela cotação do dólar oficial no país, mesmo artifício usado pelo governo de Cristina Kirchner para dificultar vendas brasileiras à Argentina.</p><p>&quot;As operadoras privadas de telefonia venezuelana são obrigadas a pagar um ágio de até 200% sobre a cotação do dólar oficial para importar aparelhos brasileiros&quot;, diz Humberto Barbato, presidente da Abinee.</p><p>Há pouco mais de um mês a Abinee encaminhou uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC, pedindo a intervenção do governo brasileiro.</p><p>&quot;Assim como o Brasil, a Venezuela tem o direito de fazer política industrial&quot;, diz Barbato. &quot;Mas a atitude do governo Chávez em atrasar sem justificativa os contratos de câmbio é um flagrante desrespeito às regras da Organização Mundial do Comércio&quot;.</p><p>De fato, a conduta do governo Chávez é um mau sinal para as futuras relações comerciais entre Brasília e Caracas.</p><p>A entrada da Venezuela no Mercosul depende apenas da aprovação em plenário do Senado brasileiro, numa votação de maioria simples, o que pode acontecer ainda esta semana.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Onde procurar as causas do apagão 2 ]]></title>

<pubDate>Sex, 13 Nov 2009 07:38:51 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091113_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[  Acho que já ficou claro no post anterior que problemas nas linhas de transmissão de Itaipu eram mais do que previsíveis. Mas não dá para atribuir tudo à fragilidade das linhas. Até onde sei, duas outras providências poderiam ter ajudado a evitar o apagão. Digo até onde sei porque tenho certeza de que muitas outras informações novas sobre esse sistema de transmissão de Itaipu ainda vão aparecer. Mas vamos lá: <br /><br /><br />Desde o início ano passado, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já previa a necessidade de construir uma outra linha de transmissão, ligando Foz de Iguaçu a Cascavel (no meio do caminho entre Foz e Ivaiporã), A previsão foi feita no planejamento estratégico da estatal para o período de 2008 a 2012 e repetida no plano de 2009 a 2012. Segundo a EPE, a nova linha de transmissão serviria para o &quot;aumento de confiabilidade do sistema integrado nacional no caso de perdas múltiplas de circuitos do tronco de 750 kV (que é o de Itaipu)&quot;. A nova linha era necessária para o final de 2008. Como o prazo de construção estimado era de 24 meses - ou seja, na melhor das hipóteses, só ficaria pronta em 2010 - pode-se concluir que, no momento em que foi prevista, a obra já estava atrasada. Mesmo assim, só no início de setembro passado a Superintendência de Regulação dos Sistemas de Transmissão da Aneel, a agência reguladora do setor elétrico, realizou a licitação da linha Foz-Cascavel.<br /><br /><br />Uma fonte que participou desse processo garante que não era do interesse de Furnas permitir a entrada da linha Foz - Cascavel Oeste. Furnas é a dona da rede de transmissão de Itaipu e recebe uma taxa diferenciada, com prêmio, para transmitir essa energia. A nova linha colocará o status das linhas de Furnas como &quot;rede básica&quot;, com uma remuneração sem prêmio, o que não é de interesse da empresa. Não sei se a responsabilidade pelo atraso da linha Foz - Cascavel Oeste é ou não de Furnas. Mas é fato que, se já tivesse em operação, no momento em que as outras três linhas de transmissão ficaram fora de operação, essa linha continuaria a transmitir boa parte da energia que deixou de circular no sistema quando as linhas de Furnas deram pau. Isso poderia minimizar ou mesmo eliminar o apagão. <br /><br /><br />Outra questão igualmente importante é a forma como o ONS lidou com a rede na hora em que as linhas de transmissão pararam de funcionar. Quem entende do assunto afirma que houve uma barbeiragem na hora de manejar a distribuição da carga sobre o sistema. Isso porque Itaipu tem cerca de 12 mil MW de potência, dividida em dois blocos de 6 mil MW. Apenas as linhas que partem de um desses blocos de geração foram as que saíram de operação. O sistema brasileiro perdeu portanto metade de itaipu (que provavelmente não era de exatos 6 mil MW, mas boa parte disso). Tudo que um sistema elétrico precisa para funcionar bem é que a geração seja igual ao consumo (&quot;carga&quot;). Para haver um equilíbrio na rede, seria necessário que o operador retirasse rapidamente do sistema carga igual à que havia sido perdida  ou seja, os tais 6 mil MW. O ONS faz isso ordenando que as empresas distribuidoras desliguem alguns de seus consumidores, evento chamado no setor de &quot;corte de carga&quot;. Se tivessem sido desligados apenas os 6 mil MW que foram perdidos, em muito menos tempo o ONS reorganizaria a geração do sistema e voltaria atender essa carga. Seria um mini-apagão, mas corrigido muito mais rapidamente, e de forma ordenada para prejudicar o mínimo de consumidores possível. Mas o ONS tentou reorganizar o sistema sem desligar consumidores. O resultado foi o que se viu. O sistema desmontou e um total de 29 mil MW foram desligados na hora do apagão. Foram necessárias horas para a rede se recompor. Até a outra metade de Itaipu, que o Brasil compartilha com o Paraguai, foi desligada no efeito dominó. Ou seja, saíram de circulação, abruptamente e sem necessidade, no mínimo 23 mil MW, que estavam sendo gerados normalmente por outras usinas.<br /><br /><br />Como o ONS sabe da necessidade do balanço carga-geração tanto quanto qualquer outro técnico do setor elétrico, o que provavelmente ocorreu foi uma falha nos esquemas de emergência, que não atuaram ou atuaram indevidamente; ou mesmo receio das implicações políticas que um corte de carga autorizado poderia ter. Parece que, como não tinha um plano pré-definido para enfrentar esse evento que já se tinha condições de saber que poderia ocorrer, o ONS só pensou em evitar o mini-apagão. Mas acabou provocando um apagão monstro. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Onde procurar as causas do apagão - 1]]></title>

<pubDate>Qui, 12 Nov 2009 18:39:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091112_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<p>Quem quiser entender como e por quê o apagão da noite de segunda-feira aconteceu deve esquecer a história do &quot;evento climático inédito na história deste país&quot;. E também pode deixar de lado a história do transformador danificado por um raio. </p><p>As melhores pistas disponíveis até agora estão em documentos públicos do Operador Nacional do Sistema, o ONS, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério do Planejamento. Embora o vocabulário técnico seja quase indecifrável por leigos munidos apenas de boa vontade, a história que esses documentos contam é simples. </p><p>Não é de hoje que falta manutenção adequada às torres das linhas de transmissão que ligam Foz do Iguaçu, no Paraná, à subestação de Tijuco Preto, em Mogi das Cruzes. Na verdade, a impressão que se tem, ao ler os documentos oficiais, é que as torres do sistema de transmissão de Itaipu nunca pararam em pé direito. Há anos, uma verdadeira novela se desenrola em torno do seu reforço. </p><p>Em 2004, o TCU analisou contratos emergenciais feitos por Furnas entre 1997 e 2000 para o reforço de 149 torres do sistema. No <strong><u><a href="http://www.ons.org.br/download/avaliacao_condicao/operacao_energetica/Plano_Energ_2004_2arq.pdf">documento</a></u></strong>, do TCU afirma, com base em informações fornecidas por Furnas, que: em 1982, ventos fortes destruíram 39 torres do sistema; entre novembro de 1997 e abril de 1998 caíram 17 torres desse mesmo sistema, o que levou ao desligamento de alguns circuitos por até seis dias e meio. Segundo o relatório, outras dez torres já haviam caído em anos anteriores. Havia uma suspeita de que Furnas contratara de forma irregular as tais obras de reparação das torres. O ministro do tribunal Ubiratan Aguiar, que assina o relatório, diz que as obras eram necessárias, e explica seu ponto de vista. &quot;Ademais, cabe consignar a urgência das obras de reforço das torres do Sistema de Transmissão de Itaipu (..), com vistas a se evitar novos acidentes, cuja extensão e conseqüências, embora imprevisíveis, certamente seriam desastrosas para o país&quot;. </p><p>No mesmo ano de 2004, o <u><strong><a href="http://www.ons.org.br/download/avaliacao_condicao/operacao_energetica/Plano_Energ_2004_2arq.pdf">relatório</a></strong></u> de planejamento do sistema elétrico para aquele ano fala novamente na necessidade de reforço das torres que ligam Itaipu a São Paulo  de onde a energia é distribuída aos outros estados. &quot;Estão previstas obras de reforço estrutural nas torres das linhas de transmissão em 765 kV Foz do Iguaçu-Ivaiporã e Ivaiporã-Itaberá, pertencentes a FURNAS, com duração de 5 meses corridos&quot;, diz, na página 33, o ONS. As obras foram programadas para oorrer entre maio e setembro de 2005.  Mas, em junho de 2005,<a href="http://www.cgu.gov.br/relatorios/ra175370/RA175370.pdf"> <strong><u>auditoria </u></strong></a> (ver página 9) da Controladoria Geral da União, a CGU, mostra que, neste ano, não houve nem orçamento e nem gasto nenhum com o reforço das torres. Justificativa de Furnas: &quot;Este empreendimento depende de autorização do ONS para o desligamento das LT, para que os reforços nas torres sejam efetuados, o que não ocorreu em 2005&quot;.</p><p>Três anos depois, em 2007, o ONS continuava <a href="http://www.ons.com.br/download/agentes/pel/VolI-Rev1-Principais_Aspectos_Desempenho_SIN_Recomenda%C3%A7%C3%B5es_08-09.pdf"><strong><u>prevendo </u></strong></a> (páginas 201 e 202) o reforço de torres no sistema de transmissão de Itaipu. Ou seja, mesmo que algo tenha sido feito entre 2006 e 2007, ainda havia torres precisando de manutenção. O relatório de 2007 faz ainda uma avaliação sobre um novo esquema de emergência para evitar problemas, caso duas das três torres fossem afetadas por ventos fortes e tornados, comuns naquela região. Segundo o texto, o trecho que liga Foz do Iguaçu ao município de Ivaiporã poderia suportar uma queda dupla, mas o trecho seguinte, que liga Ivaiporã a Itaberá (SP) e Tijuco Preto (SP) não agüentariam. &quot;Os equipamentos terminais do circuito remanescente, disjuntores, bobinas de bloqueio, TCs e chaves seccionadoras ainda ficam submetidos a um carregamento superior ao máximo admissível.&quot;</p><p>A novela não termina aí. Outro <strong><u><a href="http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/dest/4bimestre_2009_alineaE.pdf">documento</a></u></strong>, a dotação orçamentária de Furnas para 2009, mostra que, neste ano, havia 1,3 milhão de reais disponíveis para as obras de reforço das famigeradas torres. Mas, até julho, nenhum real foi gasto. </p><p>Ou seja, minha gente: as autoridades envolvidas com a operação e o planejamento do setor elétrico sabiam (ou pelo menos deviam saber) há muitos anos, que essas torres, tão importantes para o abastecimento de energia do Brasil, estavam em situação frágil. Chegou-se até a estudar esquemas de emergência para minimizar o efeito dos ventos, tufões ou mini-tornados. O Ministério das Minas e Energia afirma que, ao contrário do que aconteceu de outras vezes, desta vez não houve queda de torres, mas sim um raio muito forte, tão forte que desligou as três linhas ao mesmo tempo. Pode-se até argumentar que nada poderia ser capaz de deter esse raio tão poderoso. Mas a história que esses documentos contam mostra que havia, sim,  providências possíveis para evitar que o impacto de uma forte tempestade prejudicasse o abastecimento de energia. Dizer agora que foi culpa do clima ou do transformador estragado não adianta muita coisa. E também não exime de responsabilidade quem deveria ter tomado providências. </p><p>p.s. 1. passei a tarde tentando contato com algum assessor de imprensa do ONS, sem sucesso </p><p>p.s.2. todos os documentos descritos neste post foram enviados a Furnas, acompanhados de pedidos de explicação. Até agora, não obtive resposta</p><p>p.s.3. se você achou que os fatos acima ainda não são suficientes para explicar o que aconteceu na última terça-feira à noite, saiba que ainda tem mais. No próximo post <br /></p><p><br /></p><p><br /></p><p>(atualização na terça-feira, dia 17 de novembro: 


<meta name="Title" />
<meta name="Keywords" />
<meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type" />
<meta content="Word.Document" name="ProgId" />
<meta content="Microsoft Word 2008" name="Generator" />
<meta content="Microsoft Word 2008" name="Originator" />
<link href="file://localhost/Users/Malu/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0clip_filelist.xml" rel="File-List" />
<!--[if gte mso 9]><xml>
 <o:DocumentProperties>
  <o:Template>Normal.dotm</o:Template>
  <o:Revision>0</o:Revision>
  <o:TotalTime>0</o:TotalTime>
  <o:Pages>1</o:Pages>
  <o:Words>93</o:Words>
  <o:Characters>533</o:Characters>
  <o:Company>Editora Abril</o:Company>
  <o:Lines>4</o:Lines>
  <o:Paragraphs>1</o:Paragraphs>
  <o:CharactersWithSpaces>654</o:CharactersWithSpaces>
  <o:Version>12.0</o:Version>
 </o:DocumentProperties>
 <o:OfficeDocumentSettings>
  <o:AllowPNG/>
 </o:OfficeDocumentSettings>
</xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>
 <w:WordDocument>
  <w:Zoom>0</w:Zoom>
  <w:TrackMoves>false</w:TrackMoves>
  <w:TrackFormatting/>
  <w:PunctuationKerning/>
  <w:DrawingGridHorizontalSpacing>18 pt</w:DrawingGridHorizontalSpacing>
  <w:DrawingGridVerticalSpacing>18 pt</w:DrawingGridVerticalSpacing>
  <w:DisplayHorizontalDrawingGridEvery>0</w:DisplayHorizontalDrawingGridEvery>
  <w:DisplayVerticalDrawingGridEvery>0</w:DisplayVerticalDrawingGridEvery>
  <w:ValidateAgainstSchemas/>
  <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid>
  <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent>
  <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText>
  <w:Compatibility>
   <w:BreakWrappedTables/>
   <w:DontGrowAutofit/>
   <w:DontAutofitConstrainedTables/>
   <w:DontVertAlignInTxbx/>
  </w:Compatibility>
 </w:WordDocument>
</xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>
 <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="276">
 </w:LatentStyles>
</xml><![endif]-->
<style>
&lt;!--
 /* Font Definitions */
@font-face
	{font-family:Cambria;
	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;
	mso-font-charset:0;
	mso-generic-font-family:auto;
	mso-font-pitch:variable;
	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}
 /* Style Definitions */
p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal
	{mso-style-parent:&quot;&quot;;
	margin:0cm;
	margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	mso-bidi-font-size:10.0pt;
	font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
	mso-ascii-font-family:Cambria;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:Cambria;
	mso-fareast-theme-font:minor-latin;
	mso-hansi-font-family:Cambria;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;
	mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}
@page Section1
	{size:612.0pt 792.0pt;
	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;
	mso-header-margin:36.0pt;
	mso-footer-margin:36.0pt;
	mso-paper-source:0;}
div.Section1
	{page:Section1;}
--&gt;
</style>
<!--[if gte mso 10]>
<style>
 /* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
	{mso-style-name:"Table Normal";
	mso-tstyle-rowband-size:0;
	mso-tstyle-colband-size:0;
	mso-style-noshow:yes;
	mso-style-parent:"";
	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
	mso-para-margin:0cm;
	mso-para-margin-bottom:.0001pt;
	mso-pagination:widow-orphan;
	font-size:12.0pt;
	font-family:"Times New Roman";
	mso-ascii-font-family:Cambria;
	mso-ascii-theme-font:minor-latin;
	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";
	mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
	mso-hansi-font-family:Cambria;
	mso-hansi-theme-font:minor-latin;}
</style>
<![endif]-->

<!--StartFragment-->

<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US"><o:p>&nbsp;</o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Na
sexta-feira à noite, Furnas respondeu<span>&nbsp;</span>às perguntas enviadas pelo blog.<span>&nbsp;</span>Pedi alguns esclarecimentos, e as últimas respostas vieram hoje.<span>&nbsp;</span>A empresa diz que, nos últimos anos,
fez o reforço de mais de 3 400 torres nas linhas de transmissão entre Foz do
Iguaçu e Ivaiporã,<span>&nbsp;</span>onde havia mais
quedas de torres. Segundo a empresa, os planos de contingência foram implantados.
Furnas afirma ainda que,<span>&nbsp;</span>em setembro
e outubro, gastou <span>&nbsp;</span>70% do 1,3 milhão
de reais previsto para o reforço das torres  910 mil reais em dois meses. A
empresa afirma ainda ter 40 pessoas dedicadas à manutenção de 9,5 mil torres,
pessoalmente e por avião ou helicóptero. Graás a esse esquema, neste ano não teria havido nenhum incidente grave de queda de torres.)<o:p /></span></p>

<!--EndFragment-->
</p><p><br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Grevistas da Vale Inco vêm pedir ajuda]]></title>

<pubDate>Ter, 10 Nov 2009 12:02:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091110_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Os sindicalistas da Vale Inco desembarcam no Brasil amanhã para fazer lobby em favor da greve que mantém no Canadá, e que completa quatro meses no final de semana sem perspectiva de solução. A agenda dos sindicalistas Darren Cove e Rick Bertrand, representantes da United Steel Workers (USW), o poderoso sindicato norte-americano da indústria do aço, inclui a participação em assembléias de sindicatos locais e visitas a deputados e senadores, em Brasília. Os canadenses estão tentando ser recebidos também pelo ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, mas até agora não foi confirmada nenhuma audiência. Na quinta-feira, eles participarão de uma assembléia do sindicato de trabalhadores da Vale no Rio de Janeiro, em Mangaratiba.</p><p> </p><p>Ao contrário do que ocorre no Canadá, onde as negociações estão suspensas e os protestos são freqüentes, o clima entre a Vale e seus empregados no Brasil é bem mais pacífico. A negociação salarial deste ano deve ser concluída rapidamente. A companhia ofereceu aos empregados, entre outros benefícios, aumento real de 7% e bônus de 1 200 reais. Os sindicalistas haviam pedido 15% de aumento real, mas as assembléias já realizadas, em Carajás (Pará) e Congonhas (Minas Gerais) aprovaram a proposta. Ainda falta fazer assembléias em Sergipe, no Maranhão, no Espírito Santo, no Rio e em outros locais de Minas Gerais.</p><p> </p><p>O principal motivo da greve no Canadá é a proposta da Vale de alterar o sistema de participação nos lucros, baseado no desempenho do níquel no mercado internacional. A Vale comprou a Inco, uma das maiores produtoras de níquel do mundo, em 2006, por 13 bilhões de dólares. A proposta da empresa prevê cortes no sistema de reajuste salarial e estabelecer um teto para o bônus do níquel, o que os trabalhadores não aceitam. Desde que a greve começou, os sindicalistas tentam chamar atenção para o movimento. Mantém um site, o <a href="www.fairdealnow.ca">FairDealNow,</a> e alimentam discussões em comunidades virtuais formadas em redes sociais como o Facebook. Como no Canadá quem está em greve não recebe salário, boa parte das trocas de mensagens nessas comunidades é sobre empregos temporários.</p><p>Apesar de a Vale se manter fora da mesa de negociação, a companhia também perde com a greve. Em seus resultados financeiros do terceiro trimestre, divulgados na semana passada, a empresa informou já ter gasto 209 milhões de dólares com manutenção de equipamentos e instalações afetadas pelo movimento. Admitiu ter tido que comprar matéria-prima para honrar contratos e disse que reduziu suas vendas de níquel em 45% entre julho e setembro. Ontem, em Londres, um pequeno grupo de sindicalistas protestou contra a Vale na entrada de uma conferência de metais promovida pelo Deutsche Bank em que havia executivos da Vale. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A campanha da Boeing]]></title>

<pubDate>Sex, 06 Nov 2009 15:46:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091106_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
Com a expectativa, para breve, do anúncio da companhia vencedora da concorrência para fornecer os novos caças da Força Aérea Brasileira, é frenética a movimentação dos lobbies concorrentes para conseguir qualquer vantagem nos últimos dias. Como as últimas versões das propostas foram entregues em setembro e está vedado o acesso das empresas à qualquer oficial da FAB, a disputa passou a ser pela opinião pública. As empresas sabem que uma escolha como essa não é apenas pelo melhor avião, com o melhor preço, talvez não seja mais nem mesmo definida pela possibilidade de transferência de tecnologia, o item que mais tem despertado polêmica quanto às propostas da americana Boeing, da francesa Dassault e da suíça SAAB. Qualquer que seja a decisão, levará em conta um forte componente geopolítico. Afinal, não estamos falando apenas de um dos melhores contratos em disputa hoje no mundo, de até 8 bilhões de dólares a serem pagos por 36 aeronaves. Estão em jogo a segurança nacional, os interesses do Brasil e da América do Sul e até mesmo a imagem internacional do presidente Lula. Esse aspecto do jogo tornou-se especialmente importante quando Lula, depois de receber a visita do colega francês Nicolas Sarkozy, declarou que o Brasil escolheria os franceses. Até então, a Boeing mantinha uma postura discreta, pelo menos em público. No último mês, a companhia parece ter acordado para o fato de que estava comendo poeira em sua estratégia de relações públicas, e acionou sua metralhadora giratória contra a concorrência. Uma ofensiva de entrevistas (como a que Michael Coggins, da Boeing, deu hoje para a Folha) em que os americanos dizem, sem meias palavras, que os concorrentes mentem, foi desencadeada, assim como um lobby massivo em Brasília junto a deputados, senadores e oficiais. Nas últimas semanas, foram distribuídos em Brasília 171 pacotes com informações sobre o Super Hornet, da Boeing, a generais da Força Aérea, deputados e senadores. Mais de 20 jornalistas foram convidados para conversas (eu entre elas) com os executivos da Boeing. Outros tantos políticos receberam visitas da companhia, e todas as possíveis fornecedoras brasileiras de componentes foram acionadas para falar em favor da proposta americana. Acompanhando o discurso a respeito das qualidades do avião da Boeing, sempre há uma lista das tais mentiras que os franceses estão contando para levar o contrato com o Brasil. Entre elas estaria o fato de a transferência tecnológica prometida pelos franceses não ser tão ampla como parece, e o fato de que o avião da Dassault ter muito mais componentes feitos fora da França (e em locais como os EUA e a Suíça, por exemplo) do que os franceses gostam de admitir. A nova postura chama a atenção porque, oficialmente, a política da Boeing é nunca falar mal do concorrente abertamente, e sempre destacar suas próprias qualidades. &quot;Tivemos que abandonar essa postura para poder reagir aos franceses. Afinal, é como se estivéssemos em meio à campanha política. É preciso responder aos ataques&quot;, diz Michael Coggins. Se acabar não dando certo, a nova estratégia, no mínimo, terá levantado o moral da tropa na reta final da disputa. Os executivos da Boeing agora já vêem alguma chance de vencer a proposta francesa. Daqui para frente, pelo menos um diretor da Boeing estará permanentemente no Brasil para não deixar a campanha da empresa perder fôlego.<br /><br /><br /><br />Correção - a Saab é Sueca. E a aeronáutica não tem generais, tem brigadeiros. <br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Dilma se prepara para gravar o programa de fim de ano do PT]]></title>

<pubDate>Qui, 05 Nov 2009 17:50:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091105_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Já na semana que vem, assim que retornar de Londres, a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, retoma o treinamento com o marketeiro João Santana, preparando-se para as gravações do próximo programa de TV do partido, no começo do mês que vem.</p><p>As inserções mais curtas devem ir ao ar entre os dias 3 e 8 de dezembro. Já o programa do PT, em que a ministra deve ser a estrela principal, junto do presidente Lula, deve ser exibido no dia 10 ou 12.</p><p>Alguns dias depois do programa, deve sair uma nova fornada de pesquisas eleitorais. </p><p>Mas segundo um cardeal petista ouvido pelo blog, não existe no comando da campanha - e nem no PMDB, principal partido da aliança governista - grande expectativa de que a ministra já ultrapasse a marca dos 20% nas intenções de voto. </p><p>&quot;Se ela alcançar de 18% a 20% já estará de ótimo tamanho&quot;, diz ele. &quot;Nesse momento, apenas 50% do eleitorado, formado sobretudo pela classe média, tem interesse nas eleições, que só vão mesmo entrar no radar do povão a partir de agosto do ano que vem, quando começar o horário eleitoral&quot;. </p><p>O presidente Lula tem demonstrado a mesma tranquilidade para o comando da campanha. </p><p>Quando confrontado com os baixos resultados de Dilma nas últimas pesquisas, divulgadas no final de setembro, em que ela atingia cerca de 14%, contra uma média de 34% do tucano José Serra, Lula tem dito que não faz sentido &quot;se preocupar antes da hora&quot;.</p><p>Para eles, Dilma terá tempo para suavizar sua imagem e também para tornar-se mais conhecida entre as classes C, D e E.</p><p>Passado o Natal e o Ano Novo, a grande novidade da imagem da ministra deverá vir na época do Carnaval, quando ela poderá exibir seu cabelo natural, que terá então atingido um tamanho semelhante ao do corte chanel de sua peruca.</p><p>Na mesma época, Dilma deverá passar por uma nova bateria de exames para verificar a eficácia do tratamento a que se submeteu para tratar-se de um linfoma. </p><p>No final de setembro, os médicos da ministra, do hospital Sírio Libanês, declararam que ela se encontra livre do tumor. </p><p>Ao ser diagnosticada, no início do ano, os médicos indicaram que a chance de cura definitiva da ministra é superior a 90%. </p><p>Mas por questão de precaução, os pacientes que se tratam da doença costumam se submeter a exames periódicos durante os primeiros cinco anos após o diagnóstico. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O ministro fala]]></title>

<pubDate>Qui, 05 Nov 2009 12:18:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091105_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, me procurou para manifestar sua indignação com o post sobre o dossiê da Caixa. Bernardo disse que é uma leviandade afirmar que ele, por ser do PT do Paraná, tenha a ver com qualquer irregularidade que possa estar sendo cometida com as verbas de publicidade no banco. &quot;Não acredito que haja nem mesmo um dossiê. Mas te garanto que não tenho nada a ver com isso&quot;, disse Paulo Bernardo. </p><p>Posso garantir que o dossiê existe sim. Mas Bernardo tem razão quando afirma que qualquer um pode produzir um documento apócrifo fazendo acusações a quem quer que seja. Isso, obviamente, não quer dizer que tais acusações são, necessariamente verdadeiras. De todo modo, continua me chamando a atenção o fato de estar circulando na CEF um documento questionando a conduta da área de publicidade. Afinal, dossiês não pipocam todos os dias em todos os lugares, sem razão aparente. Quando um documento desses começa a circular, é sinal de que algo não muito bonito está se passando nos bastidores do poder. </p><p>Ganha um doce quem conseguir me dizer exatamente o que é. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Dossiê na caixa]]></title>

<pubDate>Sex, 30 Out 2009 18:42:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091030_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A diretoria da Caixa Econômica Federal vive dias de tensão. Circula entre diretores do banco um dossiê atribuindo a um grupo conhecido internamente como &quot;República do Paraná&quot; o controle (e o mau uso) das verbas de publicidade da instituição. A tal república seria formada pelos petistas André Vargas, que é deputado federal, e Nedson Micheleti, ex-prefeito de Londrina e funcionário de carreira da Caixa. Ambos são ligados ao ministro Paulo Bernando, que também é petista e paranaense. Vargas, inclusive, foi coordenador da campanha de Gleisi Hoffmann, mulher de Bernardo, ao governo do Paraná. </p><p>O documento afirma que os políticos comandam o superintendente de comunicação e marketing, Clauir Santos, responsável pela aprovação das campanhas publicitárias do banco. Afirma também que o grupo tem uma ligação especial com outro personagem, o publicitário Ricardo Hoffmann - que, apesar da coincidência de sobrenomes, não é parente da mulher do ministro. Hoffmann é chefe do escritório brasiliense da BorghiErh/Lowe, uma das três agências que ganharam, no ano passado, a conta de publicidade da Caixa, um contrato de 260 milhões de reais. É a BorghiErh/Lowe que faz, por exemplo, as campanhas das loterias, que só neste ano já consumiram 40 milhões de reais.</p><p>A assessoria de imprensa da Caixa diz não ter conhecimento do dossiê e afirma que a contratação da BorguiErh/Lowe foi feita por licitação pública. Mas fiquei curiosa para saber mais sobre os personagens envolvidos. O que descobri: o ex-prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, foi condenado no ano passado, em primeira instância, à suspensão de direitos políticos e pagamento de multa por fazer publicidade indevida de sua gestão. Ele recorreu da decisão. Clauir Santos realmente foi indicado pelo PT do Paraná para a superintendência de marketing. </p><p>O publicitário Ricardo Hoffmann é gaúcho, mas atuou por muitos anos no Paraná, onde trabalhou na campanha de Roberto Requião a governador, em 1982. E a BorguiErh/Lowe, para onde Hoffmann se transferiu em 2007, teve uma ascensão impressionante nos últimos três anos. Em 2006, quando fundiu-se com a inglesa Lowe, era uma agência regional, pequena. Foi crescendo e, nos últimos 12 meses, passou de 15ª para a quarta maior agência do Brasil, segundo o ranking do Ibope Monitor. A agência conquistou a conta da Caixa há um ano, em setembro de 2008 (assim como a do UOL, da Knorr e da BIC, por exemplo).  Em agosto, a concorrência chegou a ser suspensa pela 3ª Vara Federal de Brasília, depois que uma agência derrotada, a Giovanni+DraftFCB, alegou ter havido favorecimento à BorghiErhLowe. Como as duas são ligadas à mesma multinacional, a Interpublic, a reclamação foi retirada 24 horas depois da decisão judicial. Procurado, Hoffmann não quis falar sobre o assunto. </p><p /><p /><p /><p>Errata - Gleisi Hoffmann foi candidata à prefeitura de Curitiba e não ao governo do Estado, como afirmei acima. Agradeço aos leitores que me alertaram sobre o erro. </p><p /><p /><p /><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[É dura a vida de um executivo global]]></title>

<pubDate>Qua, 28 Out 2009 23:27:02 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091028_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<br />Com a queda-de-braço entre o presidente Lula e a direção da Vale em momento de trégua, Roger Agnelli partiu para um giro internacional que inclui passagens por operações da companhia na África e na Ásia. Mas isso não quer dizer que Agnelli ficará livre de problemas. É justamente no exterior que estão os próximos nós a serem desatados pelo presidente da Vale. <br /><br />A greve dos trabalhadores da mineradora no Canadá está prestes a completar quatro meses sem perspectiva de solução. Para tentar forçar a companhia a voltar à mesa de negociação, os sindicalistas ligados aos grevistas pretendem seguir Agnelli com manifestações por onde ele for. No último dia 21, a companhia cancelou a participação na cerimônia de abertura do pregão da bolsa de Nova York, o dia da Vale na NYSE, para onde seguiriam três ônibus cheios de sindicalistas canadenses. Diante da ausência de Agnelli, a central sindical United Steel Workers, que representa os grevistas e havia marcado protestos no Rio, em Nova York e no Canadá, cancelou a mobilização. Os sindicalistas agora se preparam para atazanar a vida do executivo em Londres, no próximo dia 5, onde ele será um dos palestrantes num  seminário do Financial Times.<br /><br />Não há notícia de que Agnelli  vá à Nova Caldônica, ilha da Oceania onde a empresa planeja colocar em operação em 2010 a mina de níquel de Goro, com um ano de atraso. Se fosse, poderia participar de uma reunião que ocorre nesta quinta-feira entre seus executivos e representantes da província sul da Nova Caledônia. O assunto é a liberação de centenas de vistos para estrangeiros que a companhia precisa contratar para trabalhar na operação da mina. Com as outras minas de níquel, no Canadá, em greve, quanto mais cedo Goro começar a funcionar, melhor.  A Vale nega que esses vistos estejam em discussão, e a razão para isso é simples. A presença de 2 mil filipinos na ilha durante a construção da mina foi um fator de estresse entre os aborígenes e a Vale. Os aborígenes afirmavam que os filipinos levavam violência, doença e prostituição -  além, é claro, de tirar os empregos deles. Após negociações com representantes locais, a empresa prometeu trabalhar com uma maioria absoluta de funcionários locais. Não interessa para a Vale arrumar ainda mais problemas na Nova Caledônia.<br /><br />Afinal, lá, a companhia ainda administra o  desgaste provocado por acidentes ambientais, como o vazamento de diesel de um equipamento, no último final de semana, e de 100 000 litros de ácido sulfúrico que matou milhares de peixes, em abril. Nos últimos doze meses, quase toda a diretoria da Vale Inco que responde pelas operações no Canadá e na Nova Caledônia, foi trocada. Além de executivos do primeiro escalão, como o presidente, Murilo Ferreira, saíram os vices-presidentes da área jurídica, o do marketing e o operacional, e os diretores operacionais de todas as minas.<br /><br />Noutro segmento de atuação da Vale no exterior, o carvão, a empresa também enfrenta dificuldades. Depois de promover o executivo Renato Paladino da área de marketing para a diretoria global de carvão, há cerca de dois anos, a companhia o trocou pelo diretor de projetos e logística, Décio Amaral. A substituição, que, segundo a Vale, &quot;ocorre dentro de um processo normal de reestruturação&quot;, tem a ver com os maus resultados obtidos na Austrália. Primeiro foram os atrasos nos embarques de carvão para a China, antes da crise global, quando o mercado estava aquecido. Depois, chuvas que alagaram as minas por semanas. Quando a situação começou a se normalizar, os preços caíram. E  Vale ainda tem dificuldades no relacionamento com  os sócios de três das quatro minas australianas.<br /><br />Como se vê, não é fácil a vida de um executivo global. Quem sabe na volta ao Brasil, dentro de alguns dias, Roger Agnelli possa se sentir mais tranquilo. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[E o que as empresas tem com isso?]]></title>

<pubDate>Sex, 23 Out 2009 18:05:50 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091023_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Eu estava no jantar em que o secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, desabafou, dizendo que o governo federal não faz a sua parte no combate ao tráfico de drogas. O encontro, parte de um ciclo de debates sobre o futuro do estado conhecido como OsteRio, aconteceu na noite de segunda-feira, dia seguinte à derrubada de um helicóptero da PM por traficantes. Ironia das ironias, o helicóptero caiu sobre uma Vila Olímpica. Dois PMs morreram, num daqueles dias que os cariocas gostariam de poder esquecer. O episódio despertou a indignação que costuma seguir os surtos de violência na cidade, e dos mais indignados parecia ser o próprio secretário Beltrame.</p><p>Mas não foi só do governo federal que Beltrame cobrou providências. Depois de apresentar os resultados de sua política de pacificação de favelas em cinco localidades (Dona Marta, Batam, Cidade de Deus, Babilônia e Chapéu Mangueira), ele falou diretamente aos empresários. Havia vários deles na platéia. &quot;Esses locais não são mais sitiados, não é mais preciso pedir autorização ao tráfico para entrar. Mas, para que a experiência dê certo, é preciso que os senhores levem seus negócios para lá. Montem hotéis, filiais de suas empresas, financiem pequenos empreendimentos, criem emprego. Senão, de nada vai adiantar&quot;, pediu o secretário carioca. </p><p>É claro que nem todo negócio faz sentido numa favela, mas o secretário não está delirando. A Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro, já entrou numa desses locais pacificados, no morro Dona Marta, regularizando todo o fornecimento de luz. É um caso inédito de comunidade sem gato, em que a empresa passou a faturar 15 mil reais mensais, contra os 600 reais de antes da formalização. A taxa de pagamento de contas na data do vencimento é de 70%, contra 40% no resto da cidade. Noutra comunidade, o Batam, a concessionária, a Cedae instalou cerca de 3 quilômetros de ligação de água. Aos poucos, esses locais e seus habitantes começam a ser incorporados ao mundo formal. Espera-se que, quanto mais o processo avance, mas difícil fique a retomada desses locais pelo tráfico, algo que os próprios moradores terão interesse em impedir. Algumas empresas têm mostrado que entendem a situação como uma valiosa oportunidade de negócios (leia <a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0954/economia/emergentes-emergentes-505359.html"><strong>matéria</strong></a> a respeito publicada em EXAME) e começam a se organizar. </p><p>Anteontem, no Rio, um outro movimento, liderado pela associação comercial, foi criado para incentivar a formalização dos negócios nas comunidades pobres. Entre as empresas que participam estão a NET, de TV a cabo, a indústria d cimento, além da própria Light e da Cedae. É apenas uma iniciativa, entre as tantas necessárias para ajudar a vencer a disputa contra o tráfico. A lista de tarefas é imensa, e inclui acabar com a corrupção nas polícias, melhorar o treinamento dos policiais, proteger as fronteiras da entrada de armas e urbanizar as favelas. Mas não dá para dizer que as empresas não tem nada a ver com isso. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[José Mayer ficou para as calendas]]></title>

<pubDate>Qui, 08 Out 2009 17:33:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20091008_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O famigerado anúncio da Vale estrelado por José Mayer, o protagonista da nova novela das oito da TV Globo, não irá ao ar agora e periga não ser visto nunca pelos telespectadores brasileiros. O filme, para o qual Mayer cobrou um cachê de 800 mil reais, já está gravado. Foi previsto para ser exibido uma segunda fase da campanha publicitária iniciada pela Vale, no auge da polêmica com o presidente Lula. A ideia era colocá-lo no ar ainda neste mês. </p><p>Para quem não se lembra, Lula passou todo o mês de agosto e o início de setembro fustigando o presidente da Vale, seu ex-amigo Roger Agnelli. Criticou o fato de a empresa ter comprado navios na China, e não no Brasil, e reclamou do atraso na execução de quatro projetos siderúrgicos da mineradora. A repercussão negativa das declarações do presidente fez o comando da Vale acreditar que os brasileiros não entendem o que a empresa faz e como ela contribui para o crescimento da economia. Fontes da mineradora disseram aos jornalistas que Mayer foi escolhido por ter &quot;grande credibilidade&quot; junto ao público, de acordo com pesquisas da própria empresa.</p><p>Mas, agora, a avaliação interna na Vale é que, no afã de neutralizar as declarações de Lula, a companhia extrapolou. Até o normalmente contido presidente da Previ, Sérgio Rosa que também preside o conselho da Vale-, deixou escapar um &quot;não precisava ser tanto&quot; quando questionado pelos jornalistas sobre a campanha publicitária, mais cedo hoje. Por isso, a ordem agora é engavetar o comercial, até que haja uma boa desculpa para colocá-lo no ar. Ou  para sempre. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Até novembro]]></title>

<pubDate>Ter, 29 Set 2009 14:14:04 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090929_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Entro de férias em outubro, retornando em novembro. </p><p>Até lá, o blog conta com o talento de Malu Gaspar. Malu vive no Rio, mas sabe tudo o que se passa em Brasília. </p><p>Até a volta,</p><p>Angela</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Gabrielli dá aula de pré-sal a petistas]]></title>

<pubDate>Seg, 28 Set 2009 16:38:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090928_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A pedido do Partido dos Trabalhadores, o presidente da Petrobrás e também petista José Sérgio Gabrielli deve fazer em breve uma palestra para a bancada do partido na Câmara, explicando o marco regulatório do pré-sal enviado pelo governo ao Congresso. </p><p>A data do evento ainda não foi marcada, mas ele deve acontecer nesta ou na próxima semana em Brasília.</p><p>Além de tirar dúvidas do projeto que tramita na Câmara, o objetivo da palestra é aprofundar o conhecimento de suas excelências petistas sobre a mudança proposta na lei, que prevê a criação do regime de partilha para o petróleo encontrado na camada submarina.</p><p>A propósito, o projeto do governo conta com mais de 800 propostas de emenda na Câmara. </p><p>A grande maioria diz respeito a um aumento ainda maior do controle do Estado no setor petrolífero. </p><p>Há um projeto de lei, de autoria do deputado Fernando Marroni (PT/RS), que chega a propor a reestatização completa da Petrobrás. </p><p>No melhor estilo chavista, Marroni reivindica o cancelamento de futuros leilões de exploração do óleo, além da retomada pelo governo dos blocos já leiloados e hoje em produção pelo setor privado.</p><p>Entre seus pares, Marroni reconhece que o projeto não tem a menor chance de ser aprovado, pois contraria um dos motes da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para quem &quot;no Brasil, não se rasgam contratos&quot;. </p><p>Ainda bem, pois caso contrário, a mudança das regras no meio do jogo afugentaria investidores e mancharia irremediavelmente o nome do país nos mercados globais.</p><p>Mas ainda assim, Marroni insiste em manter o projeto tramitando, para &quot;marcar posição&quot; - e de quebra aumentar seu prestígio no movimento sindical petroleiro, capitaneado pela FUP, a Federação Única dos Petroleiros, que por sua vez é ligada à CUT, o braço sindical do PT.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula manda Dilma ir ao ataque]]></title>

<pubDate>Ter, 22 Set 2009 15:20:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090922_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p /><p><br />Diante da publicação da pesquisa CNI-Ibope de hoje - que indica o empate entre a ministra Dilma Rousseff, do PT, e Ciro Gomes, do PSB, ambos com 14% dos votos, e do governador paulista José Serra, do PSDB, na liderança, com 34% - a ordem do presidente Lula é acelerar a campanha de Dilma, com o intuito de torná-la um fato consumado.</p><p>Por isso, Lula deu carta branca para que Dilma e o marketeiro do PT, João Santana, trabalhem em duas frentes.</p><p>A primeira é afinar a mensagem da plataforma petista, cujo mote é a ideia do &quot;Brasil, Quinta Potência&quot;, conforme antecipado por este blog.</p><p>A segunda frente é o &quot;media training&quot; da ministra, que deve encontrar-se mais com Santana, a fim de tornar-se mais palatável para o cidadão comum em frente às câmaras de TV.</p><p>Além disso, a ordem de Lula para o PT é começar o aquecimento dos 1,3 milhão de filiados do partido, sobretudo através da Internet, usando ferramentas como e-mails, blogs e redes sociais.</p><p>&quot;Nosso objetivo é preparar a militância para a guerra do ano que vem&quot;, diz um grão-petista. &quot;Não podemos deixar nenhuma notícia ou comentário negativo sobre a Dilma sem resposta&quot;.</p><p>Acredita-se no PT que parte da queda atual de Dilma nas pesquisas de opinião resulte das acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira.</p><p>Lina, que chegou a depor no Congresso, insinuou que Dilma - que sempre negou o fato - tenha lhe pedido para aliviar um processo que a Receita move contra a família do senador José Sarney (PMDB/AP), aliado do governo.</p><p>Se o fato fosse noticiado hoje, a ordem no PT seria desconstruir imediatamente a imagem de Lina, tachando-a de mentirosa.</p><p>A estratégia do partido parte da crença de que as notícias publicadas por jornais e revistas acabam ganhando uma dimensão nacional por serem lidas nas rádios de todo o país. </p><p>De agora em diante, além de respondê-las na Internet, os petistas deverão rebater tais acusações, também ligando para as rádios e mandando cartas aos jornais.</p><p>Nos Estados Unidos, berço da Internet, essa tática, conhecida como &quot;spin&quot;, que significa torcer, foi amplamente usada na campanha de Barack Obama.</p><p>Aliás, o marketeiro dele, Ben Self, que recentemente se encontrou com Dilma e Santana em Brasília, deve dar apenas uma consultoria informal à campanha.</p><p>Como se vê, hoje, nem Lula, nem Dilma ou o PT admitem a existência de um plano B, de uma candidatura alternativa para 2010. A ordem é partir para o ataque.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[FAB e Embraer preferem caça da Boeing]]></title>

<pubDate>Sex, 18 Set 2009 12:38:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090918_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Como já se sabe, se depender do presidente Lula e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a França - com quem o Brasil já fechou negócio para a compra de cinco submarinos e 50 helicópteros - também deverá fornecer um pacote de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira, a FAB, numa transação que pode variar entre 4 bilhões e 8 bilhões de reais.</p><p>Além do Rafale, fabricado pela Dassault, também estão na disputa os caças FA-18 Hornet, da americana Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. Os três concorrentes devem apresentar uma nova rodada de propostas à FAB na próxima segunda-feira. A decisão do governo deve sair em outubro. </p><p>Mas ainda que não comentem a respeito - tanto a FAB, quanto a Embraer, que deverá participar da contrução dos caças e assimilar a transferência de tecnologia exigida do governo brasileiro do fornecedor - preferem o caça FA-18 Hornet, da Boeing.</p><p>Para a Embraer, a preferência pela Boeing é claramente comercial. De saída, a empresa brasileira participa de uma licitação de 100 aviões leves de combate, como o Super Tucano, para a Força Aérea Americana, que pretende usá-los em cenários de guerra de guerrilha, como no Afeganistão. </p><p>A decisão ianque sobre a compra, que pode alcançar 90 milhões de dólares, deve ser anunciada em 2010.</p><p>As duas transações são independentes. Mas se o Brasil optar pelo FA-18, a Embraer deverá contar com maior simpatia dos americanos pelos Super Tucanos. </p><p>Outro ponto importante para a Embraer é o interesse já manifesto pela Boeing em desenvolver com a empresa brasileira um avião cargueiro militar, o KC-390, também a ser vendido para as forças armadas brasileiras. </p><p>O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que a França gostaria de desenvolver um cargueiro com a Embraer. Mas acontece que a Airbus, que é sediada na França, já trabalha num projeto similar ao KC-390.</p><p>Já do ponto de vista da FAB, a preferência pela Boeing diz respeito à superioridade técnica do FA-18 sobre o próprio Rafale e o Gripen. </p><p>Aliás, nos últimos anos, o Rafale, que é fabricado pela Dassault, perdeu cinco disputas internacionais para o FA-18, em países como a Coreia. </p><p>Um dos trunfos do FA-18 é o seu sistema de radar AESA, desenvolvido pela Raytheon, que permite que o avião se torne invisível para o inimigo, que uma vez detectado pode ser fulminado antes mesmo de saber que estava sendo perseguido. </p><p>Além disso, para a FAB, a superioridade técnica da Boeing tem a ver com o sistema de navegação GPS. </p><p>Os americanos possuem a única constelação de satélites do mundo dotada da tecnologia. O GPS permite a localização exata de um objeto na superfície terrestre ou próximo dela, independente de condições meteorológicas ou de luminosidade.</p><p>Cabe ao Pentágono licenciar o uso do GPS para fins civis e militares em todo o mundo.</p><p>Logo, se comprar os Rafales, o Brasil continuará dependente dos americanos, ainda que indiretamente. A importação do GPS certamente tornará o pacote francês mais caro para o Brasil. </p><p>Desde o início da década que a União Europeia analisa a construção de um sistema GPS próprio. Mas a proposta, que está longe de sair do papel, custaria pelo menos 20 bilhões de dólares. </p><p>Outro aspecto que até agora vem sendo ignorado por Lula e Jobim - mas que é de interesse dos comandantes brasileiros - é a transferência tecnológica enquanto treinamento. </p><p>Só um piloto muito bem treinado consegue um rendimento máximo em ação. E nesse quesito, mais uma vez os militares brasileiros tem mais intimidade com os americanos, que por sinal tem as forças armadas mais bem treinadas do mundo.</p><p>A discussão sobre transferência tecnológica dos caças está restrita à resistência americana em permitir que a tecnologia a ser cedida para o FA-18 Hornet no Brasil seja revendida para países indesejáveis para os EUA, como a Venezuela ou o Irã. </p><p>Os americanos já declararam que o Brasil não teria carta branca para revender os FA-18 &quot;made in Brazil&quot;.</p><p>De forma explícita, a provável decisão brasileira em comprar os Rafales vai se apoiar nesse aspecto.</p><p>Mas de forma velada, a intenção do governo Lula em se alinhar à França tem a ver com a intenção de demonstrar aos nossos vizinhos latino-americanos independência em relação a Washington.</p><p>No governo brasileiro, o Itamaraty tem dado sinais de que essa seria uma resposta em boa hora à Casa Branca, poucos meses depois do anúncio da instalação de bases militares americanas na Colômbia de combate ao narcotráfico.</p><p>O anúncio gerou uma enorme polêmica na Unasul, que reúne os países sul-americanos, com anti-americanistas notórios, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Corrêa, do Equador.</p><p>Com razão, o Brasil não gostou da maneira como os americanos trataram o tema, não consultando, ou pelo informando Brasília de antemão a respeito.</p><p>Mas para o bem da segurança nacional, da FAB e do contribuinte brasileiro - que vai pagar a conta - é preciso esclarecer todos os aspectos - geopolíticos, técnicos e comerciais - que cercam a maior compra de aviões militares pelo Brasil desde 1973.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O marketeiro João Santana é o pai da criança]]></title>

<pubDate>Qui, 17 Set 2009 18:17:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090917_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Segundo o blog apurou, o slogan &quot;Brasil, Quinta Potência&quot; - o mote da campanha da ministra Dilma Rousseff, do PT, à sucessão do presidente Lula - é de autoria do marketeiro baiano João Santana. </p><p>De agora em diante, Santana começa a trabalhar mais intensamente com Dilma, uma vez que o tratamento de saúde da ministra em função de um linfoma está encerrado.</p><p>Por enquanto, não existe nada de escrito - ao menos oficialmente - do programa de governo do PT ou de Dilma. </p><p>Mas em breve, o partido deve começar a trabalhar num documento programático com sua proposta para o país nos próximos anos.</p><p>A plataforma de Dilma ficaria para mais tarde, no ano que vem, depois que ela se tornar a candidata de fato do PT.</p><p>Além de reunir as ideias de Lula e da própria Dilma, a redação da plataforma contaria com a colaboração do próprio João Santana e de petistas ilustres, como o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza,  o deputado Antonio Palocci (PT/SP) e também de José Dirceu, este através de uma colaboração &quot;remota&quot;, segundo uma fonte do Planalto.</p><p>É possível que a plataforma de Dilma  incorpore ainda as ideias do ex-ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que voltou a dar aulas na Universidade Harvard.</p><p>A propósito da ideia de que o governo Lula pretendia retomar o controle da Vale - estratégia que se encaixa no conceito de &quot;Brasil, Quinta Potência&quot; -  depois de considerar ter &quot;enquadrado&quot; o presidente da empresa, Roger Agnelli, o governo decidiu abandonar o assunto.</p><p>A reestatização da Vale voltou a ser uma bandeira limitada aos setores mais radicais do PT, além do PSOL, PSTU e MST.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Soldado no ministério]]></title>

<pubDate>Qui, 17 Set 2009 17:51:56 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090917_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p /><p>A escolha do médico Alexandre Padilha para substituir o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, está sendo vista com surpresa pelo fato de ele ser um desconhecido no meio político nacional. Convidado ontem à noite por Lula para o cargo, ele aceitou e deve assumir oficialmente nos próximos dias. Há, sim, razões para surpresa, mas só para quem não conhece o novo ministro. </p><p>Aos 38 anos, Padilha é cria do PT. Milita no partido desde a adolescência e já fez de tudo na máquina petista. Foi presidente do DCE da Unicamp, coordenador da campanha do ex-ministro José Dirceu ao governo do Estado, em 1994, aos 23 anos, e chefe do departamento de saúde indígena da FUNASA. Até agora, sempre preferiu atuar nos bastidores, como eminência parda. Apesar da pouca idade, tem bastante trânsito na cúpula do PT paulista e é considerado por gente como o próprio Dirceu um soldado eficiente e muito leal ao partido. Entre os jornalistas de Brasília, é visto como um dos mais bem informados assessores de Lula.</p><p>Como sub-chefe de Assuntos Federativos, é Padilha  quem negocia com os prefeitos a liberação de emendas no orçamento. Ele prepara também a parte política da agenda do presidente nas viagens - e determina, por exemplo, quem entra na sala VIP após os comícios para uma conversa de pé de ouvido com Lula. Sua atuação na campanha à reeleição foi considerada exemplar pelo presidente, principalmente na mobilização de prefeitos num dos piores momentos da campanha. Para quem não se lembra, Lula esperava ganhar no primeiro turno, mas o escândalo do falso dossiê montado por petistas paulistas contra os tucanos acabou levando a disputa para o segundo round. Também foi Padilha quem organizou o encontro de prefeitos em fevereiro passado, que na prática foi um palancão para a apresentação de Dilma Rousseff como candidata à sucessão. Com essa avenida política à disposição, Padilha montou uma rede de apoio entre os prefeitos que lhe garante uma influência razoável na máquina governamental. Agora, como ministro, ele também vai acumular as negociações com parlamentares sobre temas espinhosos como pré-sal e reforma eleitoral. Até agora, embora não tenham ficado eletrizados com sua escolha para o cargo, os parlamentares não reclamaram. </p><p>Estão certos os que acreditam que um ministério como o de Relações Institucionais deveria ter um nome de mais peso político, como o ex-ministro Antônio Palocci, que só não pôde ocupar o posto porque vai ser candidato em 2010.  Mas, em ano eleitoral, em que muitos subs e secretários devem ser promovidos a ministro, a ida de um militante como Padilha para o ministério parece uma escolha até óbvia para tentar garantir um pouco de sossego para Lula no Congresso. Para o &quot;soldado&quot; Padilha, é uma boa chance de provar se ele pode vir a se tornar, um dia, general.   <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sem seguro-desemprego]]></title>

<pubDate>Sex, 04 Set 2009 16:44:46 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090904_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<p>Caros leitores, </p><p>depois de cinco anos e meio, deixo minha funções aqui na EXAME e, consequentemente, este blog. Saio tranquilo, relaxado mesmo, porque sei que as competentes Malu Gaspar e Angela Pimenta, profissionais com as quais tive o orgulho de dividir este espaço, continuarão a brindar os leitores com suas valiosas contribuições. </p><p>Como alguns leitores são mais emotivos que outros, me sinto na obrigação de dizer que não há qualquer motivo de preocupação com o futuro profissional deste escriba. Continuarei a fazer parte dos profissionais da Editora Abril, agora em uma nova função. </p><p>Foi um prazer e uma honra. Forte abraço a todos,</p><p>Maurício   </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[As chances do governo em aprovar o pré-sal]]></title>

<pubDate>Qui, 03 Set 2009 15:29:21 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090903_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Apesar do barulho da oposição e do enorme mal-estar entre a base aliada, a estratégia tipo rolo-compressor do governo em aprovar o novo marco regulatório do pré-sal tem uma chance razoável de dar certo. </p><p>É o que indica uma análise da consultoria política Arko Advice, obtida em primeira mão pelo blog. </p><p>Segundo ela, o governo tem 60% de chance de aprovar a nova legislação e vê-la sancionada pelo presidente Lula até o segundo trimestre de 2010 - justamente quando a campanha presidencial chegar às ruas.</p><p>Descrito como &quot;otimista realista&quot; por Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko, tal cenário inclui a manutenção do regime de urgência urgentíssima imposto pelo governo ao Congresso para o pacote de quatro projetos de lei do pré-sal, que criam o sistema de partilha para os novos blocos de petróleo submarino. </p><p>&quot;Nesse cenário, o governo conseguiria aprovar o novo marco sem grandes alterações&quot;, diz Noronha. </p><p>Já num cenário pessimista, que de acordo com a Arko tem 40% de chance de se concretizar, diante do racha na base aliada e sobretudo dos interesses divergentes entre os 27 estados, o novo marco regulatório do governo acabaria naufragando no Congresso. </p><p>De um lado, os três estados produtores, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, querem a manutenção dos royalties do petróleo, enquanto as demais unidades da federação gostariam de morder uma fatia maior das receitas do óleo.</p><p>&quot;É preciso lembrar que o governo não previa um desgaste tão grande e visível na base aliada, sobretudo no PMDB, com um possível impacto negativo no apoio à candidata do PT Dilma Rousseff&quot;, diz Noronha.</p><p>Além disso, diante um déficit de 7 bilhões de reais no orçamento de 2010, fatalmente o governo terá que cortar as emendas parlamentares, gerando mais descontentamento e risco de traição entre seus aliados na Câmara e no Senado. </p><p>Até aqui, depois da decisão de Lula, na manhã de hoje, em não voltar atrás e manter o regime de urgência na tramitação, o governo demonstra confiança de que pode ganhar a guerra. A questão é saber como, quando, e a que preço. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Pré-sal, ame-o ou deixe-o]]></title>

<pubDate>Qua, 02 Set 2009 15:41:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090902_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Em público, a oposição demonstra enorme disposição para peitar o pacote de quatro projetos de lei do do governo. O pacote cria um novo marco regulatório para o pré-sal. O PSDB e o DEM estão obstruindo todas as votações na Câmara.</p><p>Aliás, incomodado com a obstrução, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), deve pedir a Lula a retirada do regime de urgência na tramitação. </p><p>O regime de urgência impõe que a matéria seja votada em noventa dias e que só seja possível apresentar emendas até a quinta sessão de tramitação. Na Câmara, o prazo para emendas ao pacote do governo deve se esgotar no meio da semana que vem. </p><p>Mas se voltar atrás, Lula estará dando um sinal de fraqueza para a oposição...</p><p>A portas fechadas, a conversa da oposição muda de figura. Nos bastidores, a análise de líderes do PSDB e do DEM é que o governo deve ganhar a parada, aprovando no Congresso até o final do ano a criação de um esquema misto, de concessão para as atuais áreas de exploração, e de partilha para os blocos do pré-sal. </p><p>Nessa guerra, o governo tem duas armas poderosas: a primeira é o próprio regime de urgência na tramitação. </p><p>A segunda arma governista é o enorme apelo neo-nacionalista do petróleo submarino. </p><p>A oposição teme que, se conseguir melar o novo marco regulário, no ano que vem, em plena campanha eleitoral, de dedo em riste, o presidente Lula e sua candidata, a ministra Dilma Rousseff, venham culpar a oposição pelo atraso na exploração do pré-sal.</p><p>Além disso, os três governadores que antes se opunham ao novo marco regulatório - o paulista José Serra (PSDB), o carioca Sérgio Cabral (PMDB) e o capixaba Paulo Hartung (PT) - já conseguiram dobrar o governo em sua principal reivindicação, a questão dos royalties - a receita dos estados produtores de petróleo. </p><p>No caso específico de Serra, que começa a acreditar ter sérias chances de se tornar o próximo presidente, em longo prazo, o novo marco regulatório até que poderia se transformar numa bela fonte de renda adicional para a União.</p><p>Trocando em miúdos, às vésperas do Sete de Setembro, o governo parece estar ganhando a parada: Pré-sal, ame-o ou deixe-o. </p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Esplanada dos ministérios ganha cirurgia verde]]></title>

<pubDate>Sex, 21 Ago 2009 15:07:26 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090821_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Na próxima terça-feira, dia 25, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deve receber um plano de modernização ambiental - ou retrofitagem, segundo o jargão verde - para os 17 edifícios da Esplanada dos Ministérios, erguida no final dos anos 50.</p><p>Concebido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, a CBIC, o projeto, já batizado de &quot;Esplanada Sustentável&quot;, visa modernizar os sistemas elétricos e hidráulicos, além de racionalizar a utilização do espaço arquitetônico das principais repartições da União em Brasília.</p><p>O modelo apresentado pela CBIC conta com o apoio do presidente Lula e o patrocínio do <span id="spn_nom_orgao">Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que reúne representantes da sociedade civil.</span></p><p><script language="JavaScript" src="exec/acesso/js/acesso.js" type="text/javascript"></script>A ideia é que a retrofitagem comece pelo próprio ministério do Planejamento, o bloco K da Esplanada, devendo se estender para os demais prédios da União, primeiro na capital federal e depois para todo o país.</p><p>&quot;Além de investir em sustentabilidade e gerar empregos, o projeto vai permitir que a União possa controlar e economizar em suas contas de água e luz&quot;, diz José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC. </p><p>Segundo Martins, a cirurgia da Esplanada deve seguir os mais modernos critérios internacionais de sustentabilidade construtiva, cumprindo os princípios do World Green Building Construction -<a href="http://www.worldgbc.org/">http://www.worldgbc.org/</a> - a maior autoridade global no ramo da retrofitagem.</p><p>Trocando em miúdos, isso significa que a quase cinquentona Esplanada deve ganhar novos sistemas de ar-condicionado, painéis solares, elevadores, sistemas de coleta de água da chuva, além da troca das atuais janelas antiquadas por vidros refletivos.  </p><p>Lançada há um ano, a ideia deve ser concretizada através de uma PPP (parceria público-privada), envolvendo, além do próprio governo, construtoras e um consórcio de bancos e o BNDES.</p><p>A União pagaria a dívida de duas maneiras: através de um financiamento de até trinta anos e também com terrenos de sua propriedade que hoje estão ociosos.</p><p>Para evitar problemas legais, assim que o projeto for formatado e tiver estimativas de custos definidas, ele deverá ser submetido pelo ministério do Planejamento ao crivo do Tribunal de Contas da União. </p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu já vi este filme]]></title>

<pubDate>Sex, 21 Ago 2009 10:51:19 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090821_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Os tambores de Codó, a quarta maior cidade do estado do Maranhão, continuam a bater em homenagem ao senador José Sarney. Tem sido assim nos últimos 40 anos, período em que a família domina o estado. Em toda grande conquista dos Sarney, da presidência da República às operações bem-sucedidas de Roseana, os terreiros do município iniciam uma forte atividade. </p><p>Com a retirada dos processos contra José Sarney no Conselho de Ética, o rufar já dura quase dois dias. Desta vez, porém, a celebração foi um tanto precipitada. Não existe hipótese do senador Sarney terminar este mandato na presidência da Casa. Outras acusações e denúncias vão aparecer diariamente até que, premido pelas circunstâncias, ele finalmente resolva sair. Foi assim com o já falecido senador Antonio Carlos Magalhães, com o senador Renan Calheiros, com o senador Jader Barbalho e com o senador José Roberto Arruda. Todos foram obrigados a renunciar à presidência da casa.</p><p>Com Sarney, o processo talvez demore um pouco mais. Afinal, ele se julga acima dos outros e se considera um intocável (aliás, o presidente Lula também acha isso). Entre seus pares do tapete azul, não há dúvida de que ele goza de tal condição. Há anos, o velho senador maranhense é a grande eminência parda da Casa. Mas, para os repórteres que cobrem o Senado, Sarney se transformou na próxima vítima, no grande prêmio a ser conquistado. E com esse pessoal, Sarney, não tem &quot;costura&quot; ou acordo político.</p><p>Derrubá-lo, para sorte dos brasileiros, é uma questão de tempo. Neste momento, todos os jornalistas de Brasília continuam imbuídos da vontade de dar a tacada certeira, aquela que vai obrigar o poderoso Sarney a se dobrar. Mais cedo ou mais tarde, alguém vai ganhar a gincana. É inevitável. Esta é a dinâmica de Brasília, uma cidade em que só os atores mudam. O filme é o sempre o mesmo.  </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A Dilma é nossa - Parte 2]]></title>

<pubDate>Ter, 18 Ago 2009 16:52:30 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/esquerdadireitaecentro/20090818_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A propósito do post anterior sobre a plataforma econômica de Dilma Rousseff, acrescentem-se duas coisas:</p><p>1) Segundo cardeais petistas, o slogan que deve amarrar a agenda reestatizante da ministra é &quot;Brasil, Quinta Potência Mundial&quot;.</p><p>2) No setor de telecomunicações, o segmento de banda larga deve ser operado em conjunto pelo espólio da Telebrás - que deve ganhar musculatura - e a Eletronet. </p><p>Arrematada recentemente pelo governo, a Eletronet, que opera uma rede de fibras ópticas de 16 000 quilômetros em 18 estados, foi uma parceria mal sucedida entre a americana AES e mais uma estatal, a Eletrobrás. </p><p>O negócio acabou falindo e, depois de uma batalha judicial, o governo acaba de assumir o controle da Eletronet.</p><p />]]></description>

</item>
  
				 
				 
</channel>
</rss>