Duas notícias aparentemente díspares mostram um cenário ruim para as ações brasileiras no médio prazo.
1) São Paulo sofre com chuvas recordes. No dia 8 de setembeo, a capital paulista recebeu, em um só dia, 80% da chuva esperada para setembro. Sete pessoas morreram, casas desabaram, aviões tiveram de ser desviados e o trânsito, já complicado, ficou impraticável.
Ponto a comentar: o problema climático mostra que, além de a infraestrutura não suportar testes de stress, o tal do aquecimento globla veio para ficar.Vejam-se os furacões em Santa Catarina, por exemplo.
2) Bancos têm 440 bilhões de reais para emprestar. A política do Banco Central de comprar dólares para impedir uma queda ainda maior das cotações da moeda americana, aliada à decisão do Tesouro de reduzir o estoque de títulos da dívida pública encharcou o mercado financeiro de dinheiro.
Ponto a comentar: o fato de os bancos terem muito dinheiro em caixa não é uma notícia boa. Bancos ganham dinheiro concedendo empréstimos, mas eles só emprestam dinheiro para quem tem possibilidade de pagar a fatura.. Se os bancos não conseguem achar clientes para emprestar dinheiro, então quer dizer que não há tantas empresas capazes de receber recursos para crescer.
Conclusão: Aparentemente, as enchentes e o crédito bancário não têm nenhuma correlação. No entanto, os dois fatos são indicadores poderosos de que há limites para o crescimentoi da economia, apesar do otimismo das declarações oficiais. Não por acaso, o Ìndice Bovespa está relutando, nos últimos dias, a romper a barreira dos 58 mil pontos. Quando supera essa cifra, o índice cai rapidamente.
