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    <title><![CDATA[Blog do investidor - Portal EXAME]]></title>
    <description>Blogs - Portal EXAME</description>
    <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/listar1.shtml</link>
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      <title>Portal EXAME - Blogs</title>
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    <generator>portalexame.abril.com.br</generator>
	<copyright><![CDATA[Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.]]></copyright>


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<title><![CDATA[Até a próxima! E obrigado pela audiência]]></title>

<pubDate>Qua, 07 Out 2009 13:09:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20091007_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Prezada leitora, prezado leitor.</p><p>Fernando Pessoa escreveu, certa vez, que todas as cartas de amor são ridículas. O blogueiro, modestamente, acrescentaria que todos os posts de despedida tendem a ser piegas. Por isso, direi brevemente que, após três anos acompanhando as estripulias do mercado, o blog se despede das páginas de EXAME.</p><p>Agradeço à jornalista Cláudia Vassallo pelo apoio nesse período, aos editores do portal - João, Francine, Márcio e Peri, em especial - e, principalmente, a você, leitora e leitor, pelas críticas, sugestões e comentários.</p><p>Um abraço. Se você sentir saudade, por favor, não dê na vista: tem mais <a href="http://ruadoslombardos.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Nova meta para o Ibovespa]]></title>

<pubDate>Ter, 22 Set 2009 18:27:35 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090922_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O índice Bovespa chegou a 62 000 pontos ao longo do pregão desta terça-feira, dia 22 de setembro. Junto com a primavera, o principal indicador do mercado acionário brasileiro atingiu o nível que a grande maioria dos analistas considerava uma meta justa para 2009. Considerando-se que ainda temos toda uma estação pela frente, sem contar os dez dias do verão, o que esperar para o que resta do ano?</p><p>Para os especialistas, é hora de refazer as contas. O Índice Bovespa poderá, para os mais pessimistas, subir para 65 000 pontos antes do fim do ano. Alguns, mais otimistas, acreditam que o índice poderá chegar ainda a 70 000 pontos.</p><p>Há dois bons motivos para isso. O primeiro é que a economia por aqui vai bem. A cada semana, os prognósticos para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 melhoram. A mais recente, divulgada no dia 21 de setembro, mostra que o mercado espera uma estabilidade para o ano. Ou seja, já se descarta a hipótese de uma retração do PIB. Para 2010, as estimativas são de um crescimento de 4%.</p><p>O segundo, e mais importante, é que há dinheiro em profusão no mercado internacional. Os governos dos países desenvolvidos continuam mantendo seus programas de ajuda aos bancos, o que garante um estoque relevante de capital à disposição dos investidores. Esse dinheiro vem ao Brasil em busca dos bons prognósticos para a economia.</p><p>Um único número mostra a pujança do mercado: a abertura de capital do Santander ABN deverá captar 13 bilhões de reais, o que a transformará no maior IPO da história recente do mercado de capitais. Em conjunto, as diversas empresas de Eike Batista captaram mais dinheiro, mas o cenário pré-crise era bem diferente. Só o fato de um banco vir com tanta sede ao pote mostra que há bastante água.</p><p>Com tudo isso, é possível prever que a bolsa tem espaço para continuar subindo, mas essa trajetória estará longe de ser retilínea. Ou seja, quem entrar agora corre muitos riscos de ver seu dinheiro encolher antes de crescer. Cuidado, portanto.</p><p />]]></description>

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<title><![CDATA[Água e liquidez]]></title>

<pubDate>Qui, 10 Set 2009 23:54:29 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090910_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Duas notícias aparentemente díspares mostram um cenário ruim para as ações brasileiras no médio prazo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">1) <u>São Paulo sofre com chuvas recordes</u>. No dia 8 de setembeo, a capital paulista recebeu, em um só dia, 80% da chuva esperada para setembro. Sete pessoas morreram, casas desabaram, aviões tiveram de ser desviados e o trânsito, já complicado, ficou impraticável.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><u>Ponto a comentar</u>: o problema climático mostra que, além de a infraestrutura não suportar testes de stress, o tal do aquecimento globla veio para ficar.Vejam-se os furacões em Santa Catarina, por exemplo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><u>2) Bancos têm 440 bilhões de reais para emprestar</u>. A política do Banco Central de comprar dólares para impedir uma queda ainda maior das cotações da moeda americana, aliada à decisão do Tesouro de reduzir o estoque de títulos da dívida pública encharcou o mercado financeiro de dinheiro.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><u>Ponto a comentar:</u> o fato de os bancos terem muito dinheiro em caixa não é uma notícia boa. Bancos ganham dinheiro concedendo empréstimos, mas eles só emprestam dinheiro para quem tem possibilidade de pagar a fatura.. Se os bancos não conseguem achar clientes para emprestar dinheiro, então quer dizer que não há tantas empresas capazes de receber recursos para crescer.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Conclusão:</strong> Aparentemente, as enchentes e o crédito bancário não têm nenhuma correlação. No entanto, os dois fatos são indicadores poderosos de que há limites para o crescimentoi da economia, apesar do otimismo das declarações oficiais. Não por acaso, o Ìndice Bovespa está relutando, nos últimos dias, a romper a barreira dos 58 mil pontos. Quando supera essa cifra, o índice cai rapidamente.</font></p><p />]]></description>

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<title><![CDATA[Keep It Simple, Stupid (ou: tudo bem com a poupança)]]></title>

<pubDate>Sex, 04 Set 2009 12:22:59 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090904_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os estadunidenses são um povo reconhecido por sua praticidade. Apesar do desconcertante hábito de fazer diplomacia com o Exército e da mania de tratar todos os estrangeiros como terroristas em potencial, é possível aprender muito com eles. Uma das máximas é o KISS, o acróstico de Keep it Simple, Stupid - algo como Não Complica, sua Anta.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Esse comentário vem a respeito dos dados da poupança em agosto. As cadernetas tiveram uma captação positiva de quase 3,1 bilhões de reais no mês passado. No acumulado do ano, a poupança recebeu 12,2 bilhões líquidos. No total, as cadernetas acumulam 295 bilhões de reais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Esse sucesso é inédito. A poupança foi, durante muito tempo, o primo pobre das aplicações financeiras. Hoje, devido à estrutura de sua remuneração, as cadernetas se tornaram mais competitivas em relação à maioria dos fundos de investimento de varejo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A causa é bem conhecida. Quem investe em fundos paga impostos e taxa de administração, algo que os aplicadores em poupança não têm de pagar. Quando os juros referenciais eram elevados, de mais de 15% ao ano, a poupança perdia feio dos fundos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Hoje, com uma taxa Selic de 8,75% ao ano, a rentabilidade garantida de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial (TR) das cadernetas proporciona um desempenho comparável ao dos fundos de renda fixa mais populares.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Cabe aqui a pergunta: há algum problema em investir bastente dinheiro ou por muito tempo na poupança? Ou, melhor dizendo, ficar apenas com essa aplicação simples é mau negócio?</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Respondendo rapidamente: não, enquanto os juros permanecerem baixos. Antigamente, as cadernetas eram o jardim de infância dos investidores. Por serem o investimento mais simples, mais seguro e por serem isentas de imposto e extremamente populares, as cadernetas serviam para quem nunca tinha investido antes começar a se mover na selva das aplicações financeiras. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Depois de algum tempo na poupança, era hora de o investidor começar a procurar alternativas mais rentáveis (e, portanto, mais complexas e um pouco mais arriscadas).</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Hoje, a queda dos juros fez com que a poupança ganhasse competitividade em relação aos fundos. Um fundo que cobre uma taxa de administração inferior a 0,5% ao ano será mais rentável do que a poupança. O problema é que, para investir nesse fundo, o investidor precisa de 100 000 reais, pelo menos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Para aplicar em um fundo comparável com a poupança, que cobre, digamos, 1% ao ano de taxa de administração, o investidor terá de ter 50 000 reais e precisa procurar bastante, pois os bancos estão cobrando mais do que isso.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Assim, não há mal nenhum em deixar seu dinheiro mais tempo na prosaica caderneta de poupança, enquanto você junta capital suficiente para procurar alternativas mais rentáveis, mas que exigam aplicações maiores. Complicação não é sinônimo de boa solução.</font> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[As ações da Cetip são um bom negócio?]]></title>

<pubDate>Qui, 03 Set 2009 15:52:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090903_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A Cetip confirmou, formalmente, que vai preparar o lançamento de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo. Essa empresa é uma daquelas entidades do mercado financeiro que só os especialistas conhecem, mas que têm uma participação muito grande no dia-a-dia do mercado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A Cetip nasceu como uma empresa de custódia e liquidação de ativos. Em português, ela registrava quais títulos de renda fixa privados (os títulos públicos eram custodiados em outra câmara, a Selic, que batizou a taxa de juros referencial brasileira) e compensava as compras e vendas.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Suas ações são um bom negócio? Claro que vai depender do preço, que ainda não saiu, mas a Cetip seria uma daquelas empresas que Warren Buffet muito provavelmente compraria - de novo, dependendo do preço.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Qual a grande vantagem da Cetip? Principalmente, ela é a líder em um mercado importante e praticamente não tem concorrência. Quem precisar investir e negociar títulos de renda fixa, como debêntures e notas promissórias de empresas, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e outros papéis desse tipo tem de recorrer à Cetip. Seu principal concorrente, a Bovespa Fix, não é representativa no mercado de renda fixa.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Isso é uma recomendação de compra? Não, de modo algum. A Cetip é uma empresa de boa qualidade, cujo lançamento de ações deve ser observado com cuidado. No entanto, qualquer decisão de investimento vai depender do preço. Não é porque a empresa é boa que ela vale qualquer preço.</font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[As ações das construtoras são um bom negócio?]]></title>

<pubDate>Qua, 02 Set 2009 12:26:28 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090902_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Para descansar um pouco das peraltices da Petrobras, vamos tratar da volta das aberturas de capital. Depois de atravessarem um período muito ruim, as empresas de construção civil voltaram ao mercado. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Como era de se esperar quando ocorreu a primeira onda de aberturas de capital desse setor em 2007, muitas das empresas que lançaram ações não sobreviveram. Isso já estava no preço: várias empresas de construção civil abriram capital para elevar o preço de seus ativos em uma eventual venda do controle acionário. O que ninguém esperava era a fúria da crise financeira internacional em 2008, que atingiu em cheio o setor de construção civil nos Estados Unidos e no Brasil. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Depois de passarem mais de um ano perto dos preços de liquidação (ou seja, o valor que sobra depois da falência), várias empresas apresentaram uma forte elevação nos preços de suas ações. Os motivos são vários. No caso das administradoras de shopping centers, a constatação que o dinheiro continuou a pingar regularmente no caixa apesar da crise. No caso das construtoras e incorporadoras, a conjunção entre a abertura dos cofres públicos para os financiamentos imobiliários e a recuperação do mercado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Agora, passado o que parece ter sido o pior momento da crise, as empresas voltam ao mercado. PDG Realty e Rossi preparam novas captações, e Abyara, Agra e Klabin Segall fundem suas operações e preparam o lançamento de uma nova ação, a Agre.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">É bom negócio? A princípio, o setor de construção civil é arriscado. Imóveis têm pouca liquidez, são profundamente dependentes de variáveis incontroláveis como a renda e o gosto do consumidor, e, pior do que tudo, o histórico de resultado das construtoras não é bom. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">As companhias foram (mal) aconselhadas pelos bancos de investimento que montaram suas aberturas de capital para investir o recurso em terrenos, o que lançou um peso exagerado em seus balanços sem a contrapartida de receitas. Em vez de usarem o dinheiro na atividade-fim, que é construir, as empresas tornaram-se especuladores imobiliários. É uma estratégia imbatível quando tudo vai bem, mas mortal quando as coisas dão errado. E muitas estiveram a pique de falir, ao passo que outras tiveram de ser vendidas na bacia das almas, caso da Tenda.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A reestruturação das atividades, com injeção de dinheiro novo, corte de custos e a expectativa de melhoria das condições econômicas permite aos acionistas ser um pouco mais otimistas quanto aos prognósticos para essas empresas. Ou seja, não é absurdo esperar que elas possam apresentar alguns bons resultados ao longo dos próximos meses.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Isso é uma recomendação de compra? Só para quem gosta MUITO de risco. As ações do setor de construção civil são bastante arriscadas, e podem apresentar pesados solavancos enquanto o mercado não chega a um consenso sobre suas perspectivas. A melhor definição sobre volatilidade é: um momento em que não há certeza sobre o valor exato de uma ação, commodity, moeda ou título. E volatilidade é o que se deve esperar das ações de empresas de construção.</font><br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Você está R$ 120,75 mais pobre (ou: o meu, o seu, o deles)]]></title>

<pubDate>Qua, 02 Set 2009 11:27:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090902_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">R$ 120,75. Esse foi o valor que saiu do bolso de cada brasileiro - homem ou mulher, rico ou pobre, maduro ou jovem - desde o dia 21 de agosto, quando o governo começou a soltar os primeiros balões de ensaio a respeito tanto das regras de exploração do petróleo no pré-sal quanto da participação da Petrobras nesse empreendimento.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Segundo dados da empresa especializada em informações financeiras Economática, o valor de mercado da empresa que pertence ao Tesouro (e é, portanto, propriedade de todos os brasileiros) encolheu 14 bilhões de reais. </font><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Valor de mercado é um número teórico, obtido por meio de uma conta simples. Multiplique o número de ações ordinárias e preferenciais por suas cotações e você saberá quanto uma empresa vale. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O valor da Petrobras encolheu porque os investidores minoritários temem a proposta de elevação da fatia do governo no capital da estatal. Mais do que isso, o governo pretende comprar essas ações pagando com títulos públicos, em vez de dinheiro vivo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O governo é um mau administrador. A Petrobras é uma empresa de classe mundial. Mesmo assim, ela vem sendo prejudicada por decisões que nada têm a ver com a prospecção e refino de petróleo, devido à ingerência política do acionista controlador. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os problemas pequenos são o apoio a fundações no Sarneystão, digo, no Maranhão. Os maiores são alguns números inexplicáveis.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por exemplo, na terça-feira, dia primeiro de setembro, a Petrobras divulgou uma revisão dos custos projetados para a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A unidade capaz de refinar 200 mil barris de petróleo por dia custaria, a princípio, 4 bilhões de dólares.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Ao elevar essa capacidade em 15%, para 230 mil barris por dia, os custos subiram 195%, para 12 bilhões de dólares. Tudo bem que o mercado de petróleo é imprevisível, mas uma diferença de OITO BILHÕES de dólares é meio difícil de explicar lá em casa.</font></p><p><font face="Verdana" size="2">A justificativa da Petrobras é que os novos custos incluem tecnologias novas para absorção de gases e conteção do efeito estufa, além do fato de o mercado de petróleo estar muito aquecido, o que eleva os preços dos insumos. </font></p><p><font face="Verdana" size="2">O blogueiro não é ecologista nem engenheiro, mas as notícas lá de fora dizem que tem uma tal de uma crise, e crise não combina com aquecimento de mercado nem com elevação de preços de insumos. Ao contrário, as empresas de bens de capital costumam conceder bons descontos nessas épocas, para manter suas unidades caríssimas funcionando.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Com um histórico desses, é possível defender um aumento da participação do governo no capital da Petrobras? </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>Em tempo: o blogueiro reitera que não tem ações da companhia em seu patrimônio pessoal.</em> </font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta aberta ao nobre deputado Haroldo Lima]]></title>

<pubDate>Ter, 01 Set 2009 20:26:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090901_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Nobre Deputado Haroldo Lima (PC do B - BA), presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP):</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Acompanho há muitos anos a trajetória política de Vossa Excelência. Por ela tenho o máximo respeito.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Respeito sua luta pela redemocratização do Brasil quando vivíamos os piores anos de nossa história recente. </font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Respeito o sofrimento político e pessoal de Vossa Excelência com as perseguições que sofreu.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Respeito sua coerência política e o </font></font><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">fato de que Vossa Excelência manteve-se fiel ao mesmo partido durante toda a sua trajetória, exceto quando esse partido teve sua atuação proibida pela ditadura militar.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Isto posto, nobre deputado, permita-me respeitosamente sugerir a Vossa Excelência que modere a língua para não falar bobagens.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Vossa Excelência ocupa um dos cargos mais importantes da República, sendo o responsável pela agência reguladora que trata do petróleo.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como Vossa Excelência bem sabe, o petróleo é a commodity mais sensível que existe. Não só por ser essencial, mas pelo fato de o grosso de sua produção estar localizada em países politicamente instáveis, que não são democráticos e não têm nenhuma transparência em suas informações.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Por isso mesmo, nobre deputado, declarações como a de Vossa Excelência na segunda-feira, dia 31 de agosto, de que o poço de Iara reserva <em><u>uma surpresa positiva</u></em> são uma temeridade.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="2"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Não poucas vezes, o partido de Vossa Excelência chamou os profissionais de mercado de tubarões. Em certo sentido, eles o são. Os tubarões de verdade são os grandes faxineiros do oceano, devorando as presas mais fáceis de pegar. Ou seja, as mais fracas e menos aptas a sobreviver.</font></font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os profissionais do mercado financeiro atuam da mesma maneira, sempre buscando oportunidades de obter lucro devido a informações, privilegiadas ou não, que permitam antecipar o comportamento dos preços.</font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Quando antecipa quaisquer fatos, positivos ou não, Vossa Excelência inadvertidamente fornece material para a especulação no mercado. No limite, Vossa Excelência atua contra os acionistas da Petrobras (ou seja, o Estado brasileiro, que representa o povo) ao divulgar ao mercado informações que pertencem, prioritariamente, à empresa e a seus acionistas.</font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Atenciosamente</font></p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Cláudio Gradilone</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Verdana" size="2"></font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Verdana" size="2"></font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Verdana" size="2"><em>Em tempo: o blogueiro não possui ações da Petrobras em seu patrimônio pessoal.</em></font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O sorriso de Geisel (ou: me empresta R$ 660 bi?)]]></title>

<pubDate>Ter, 01 Set 2009 08:59:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090901_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979), à parte ter conseguido a façanha de controlar a indisciplina militar, acreditava piamente que a economia, assim como a tropa, deveria marchar de maneira ordenada e controlada. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Bom descendente de alemães, Geisel (1907-1996) detestava desordem, fosse política, militar ou aquela que o economista austríaco Joseph Schumpeter chamaria, mais tarde, de a destruição criadora do capitalismo. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Em retrospecto, em seu apreço pela ordem, Geisel fez várias barbaridades no campo econômico (as barbaridades políticas já foram largamente comentadas). As piores decorreram da crença que os burocratas de Brasília sabem o que é melhor para todos. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Onde quer que esteja, Geisel deve estar sentindo-se gratificado pela forma como o governo Lula está lidando com o pré-sal. A estratégia do Planalto é reforçar o viés estatizante da exploração das jazidas do pré-sal, concentrando as atividades nas mãos da Petrobras.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Qual o problema disso? Dois, principalmente. O primeiro é que essa exploração é de risco. Nunca ninguém conseguiu tirar petróleo tão fundo. Só para dar uma ideia dos problemas, o petróleo do pré-sal é de excelente qualidade, por estar em uma temperatura de mais de 70 graus Celsius. Como ele está muito fundo, ainda aproveita um pouco do calor interno do planeta. O óleo vem sendo cozido a fogo lento a milênios e está macio, no ponto para ser refinado.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">No entanto, a água imediatamente acima do petróleo está a quase zero graus. Ou seja, o petróleo quente passará por tubulações perto do ponto de congelamento. Uma alteração tão abrupta de temperatura pode solidificar alguns componentes, entupindo os tubos. Se um cano entupido na cozinha já causa transtornos, que dirá uma tubulação entupida a 4 mil metros de profundidade em águas geladas e escuras. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por tudo isso, os enormes riscos de extrair esse óleo não deveriam ficar majoritariamente nas mãos da Petrobras. A comprovada competência da estatal não deve ser confundida com onisciência.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O segundo problema é se a sociedade brasileira quer gastar tanto dinheiro com a Petrobras. As declarações do governo pautaram-se por uma confusão que deixaria Geisel enfurecido. Das informações desencontradas, chegou-se a uma conclusão provisória de que a capitalização pode chegar ao valor de 5 bilhões de barris de óleo.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Fazendo uma conta de dono de padaria: no dia 31 de agosto, o petróleo fechou a 69,90 dólares em Londres e o dólar fechou a 1,889 reais no Brasil. Assim, 5 bilhões de barris equivalem a um pouquinho mais de 660 bilhões de reais (quase um número satânico, brrrr). Esse é o dinheiro governamental - ou seja, o meu, o seu, o nosso - que será injetado na Petrobras.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Algum chato (como o blogueiro) poderia dizer que esse dinheiro seria melhor empregado melhorando a educação, saneando a saúde, reforçando a segurança pública, preservando o meio-ambiente, ou mesmo construindo estradas, portos e ferrovias para facilitar o tramitar da economia. Mas, ao dizer isso, corremos o risco de desagradar o falecido presidente Geisel.</font></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Petróleo grosso, ações aguadas, ideias turvas]]></title>

<pubDate>Seg, 31 Ago 2009 19:18:55 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090831_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A divulgação das regras do pré-sal teve tudo aquilo que Brasília gosta e essa entidade mítica conhecida como mercado financeiro detesta: decisões tomadas e (mal) informadas na calada da noite, muita pressão política em uma decisão que deveria ser eminentemente técnica e, principalmente, as suspeitas de que os acionistas minoritários da Petrobras terão de, mais uma vez, arcar com o ônus de terem o governo como sócio controlador.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Não se discute o fato de que o dinheiro que o Estado auferir com a exploração do petróleo deva ser empregado para melhorar a vida do maior número possível de cidadãos brasileiros. O problema é a maneira como essa decisão foi tomada.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Tudo começou no domingo à noite, quando os governadores José Serra (São Paulo), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) e Paulo Hartung (Espírito Santo) se encontraram à noite no aeroporto de Brasília para combinar a maneira de pressionar o Planalto para manter imutável a estrutura de royalties que beneficia os seus estados. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O resultado de uma reunião que se estendeu pela noite foi a manutenção de uma estrutura que beneficia fortemente as localidades onde há petróleo. A negociação foi dura: sem as concessões do Planalto, os governadores iriam orientar suas bancadas no Congresso para travar todas as decisões favoráveis ao governo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Aí já existe um problema. Em vários e honrosos casos, os municípios em cuja vizinhança o Padre Eterno deixou cair um vasto lençol de petróleo estão usando bem o dinheiro recebido, investindo em saúde e educação. Em outros, no entanto, o dinheiro do petróleo foi usado para contratar shows internacionais a peso de ouro.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Ao longo do dia, a expectativa do mercado só foi piorando. Além da incerteza - as decisões finais ficaram para 2010, e até lá muita água salgada vai passar debaixo das plataformas e muitos votos serão traficados pelos corredores do Congresso - o que realmente desagradou o mercado foi uma proposta de capitalização da Petrobras.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Explicando: para explorar algo como 25 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para suprir o consumo brasileiro por quase 38 anos, a Petrobras vai precisar de dinheiro. Muito dinheiro. Para isso, ela deverá fazer o que qualquer boa empresa aberta faz quando precisa de recursos: ir ao mercado e vender ações, para se capitalizar.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O problema é que não está claro o quanto a União vai subscrever dessas ações e quantas serão de fato vendidas aos acionistas. Apesar de a União ter o controle acionário da Petrobras gravado na Constituição, o fato de Brasília poder ampliar sua fatia não é bem visto pelo mercado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A Petrobras sempre teve mais de uma função no Brasil. Ela nunca foi apenas a excelente empresa petrolífera, mas muitas vezes serviu para reforçar o caixa do governo e também para ser a operadora de algumas decisões de governo. A recente defasagem temporal no repasse da alta internacional do petróleo aos preços dos combustíveis no mercado interno é apenas um dos exemplos dessa relação tão delicada.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Mais do que embaralhar as regras do mercado, o governo mudou as regras na exploração também. Nos mais de 50 anos entre as passeatas do Petróleo é Nosso e a aprovação da Nova Lei do Petróleo, o regime que valeu foi o de concessões: a empresa explorava uma jazida e ficava com os resultados, bons ou ruins.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Agora, o modelo a ser adotado será o de partilha, que traz um novo conceito, o de Óleo Lucro (<em>Profit Oil</em>), que representa o total produzido por determinado campo, menos custos e despesas associados à produção. Outro conceito novo é o de Custo em Óleo (<em>Cost Oil</em>), que corresponde aos custos em que o contratado incorreu para pesquisar explorar o óleo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A Petrobras será a operadora de todos os blocos explorados neste regime, e terá participação mínima de 30%, e poderá também participar de licitações para aumentar sua participação nas áreas. Vencerá a licitação a a empresa que oferecer o maior porcentual do Óleo Lucro para o governo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Ficou claro? Não, claro que não. Não ficou claro para você, não ficou claro para o blogueiro e não ficou claro para alguns milhares de investidores da Petrobras, que reagiram como o mercado reage quando as coisas não estão claras: vendendo ações. Não por acaso, os papéis da Petrobras lideraram as baixas no pregão de hoje. As preferenciais caíram 3,7% e as ordinárias caíram 4,7%, após recuarem mais de 6% no pior momento do dia.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Apenas no fim da noite o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, tentou explicar como a captação de recursos vai funcionar. Barbosa disse que a União deverá ceder à Petrobras o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo, e a Petrobras terá de pagar um valor à União para poder fazer isso. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Quanto? Depende de quanto vale o petróleo que está a 4 mil metros de profundidade no solo, debaixo de uma lâmina de 3 mil metros de água geladíssima, e que ninguém tem muita ideia de como explorar. Como ninguém ainda sabe o preço desse barril de petróleo, Petrobras e União vão contratar uma empresa independente para avaliar e calcular a fatura de parte a parte.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Para os analistas, são tantas emoções e indefinições que a recomendação é vender as ações até que o quadro esteja mais claro. O que, em se tratando do atual governo e suas relações com o mercado, é quase uma contradição em termos. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Aliás, nobre deputado Haroldo Lima (PC do B - BA), mui digno presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP): Vossa Excelência já aprendeu onde fica a Bolsa de Valores?</font><br /></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>Em tempo: o blogueiro agradece as manifestações de solidariedade e apreço. Uma gripe, não suína mas com espírito de porco, impediu os posts na semana passada.</em></font> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Afinal, vale a pena investir em fundos?]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Ago 2009 14:13:32 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090820_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Nada como uma boa polêmica para melhorar o dia do blogueiro. Foi o caso do post referente aos fundos multimercados. Afinal, vale a pena investir em fundos, ou não?</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A rigor, fundos não são o melhor negócio. Eles rendem menos pelo simples motivo de cobrarem taxas de administração e, eventualmente, de performance. Como esse dinheiro sai do bolso do investidor, os fundos são, automaticamente, menos rentáveis do que investir dinheiro diretamente.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vale a pena? Uma velha piada das faculdades de economia americanas diz que um economista não é competente se corta a própria grama. Jardineiros tendem a ganhar menos que economistas (exceto o que podou as azaléias daqui de casa, claro). Por isso, é mais negócio trabalhar uma hora como economista e pagar uma fração do valor ganho pela hora de trabalho do jardineiro. Se o economista está cortando a própria grama, ou ele ganha muito pouco (o que é mau) ou ele não sabe fazer essa conta (o que é pior ainda). </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">No caso dos fundos é a mesma coisa. Investir em um fundo é como optar por contratar um jardineiro em vez de cortar a própria grama. Vale a pena se você não tiver tempo ou não se sentir confortável em administrar o próprio dinheiro em aplicações mais sofisticadas.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">No caso das aplicações mais simples, como os fundos DI e de renda fixa, eles perdem cada vez mais competitividade em relação a aplicações alternativas como cadernetas de poupança ou Certificados de Depósito Bancário. Não por acaso, a migração de recursos dos fundos para a poupança tem sido intensa.</font> <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Adriano Silva e os fundos multimercados]]></title>

<pubDate>Ter, 18 Ago 2009 13:24:04 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090818_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Há alguns dias, o blogueiro saiu para tomar um café com o colega Adriano Silva, que mantém o manual do executivo ingênuo, <a href="http://portalexame.abril.com.br/blogs/manualdoexecutivo/listar1.shtml" target="_blank">aqui do lado</a>. Conversa vai, conversa vem, estávamos pedindo a conta quando o assunto chegou nos fundos multimercados. Não deu tempo para responder a pergunta do Adriano como se deve, por isso vai aqui uma explicação de três reais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Pergunta 1: o que são fundos multimercados?</strong> </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A resposta óbvia é que são fundos que investem em ativos diferentes, como ações, renda fixa, câmbio e derivativos. Há centenas deles no mercado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">No entanto, podemos pensar nesses fundos com outro sentido: os que ganham dinheiro tanto em mercados de alta quanto em mercados de baixa. Esses são muito escassos. Vamos ver o porquê.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Pergunta 2: quais são os tipos de fundos multimercados?</strong> </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Na prática, há três grandes grupos:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">a) os que investem em vários tipos de ativos, mesmo: mandam um pouco de dinheiro para as ações, outro para renda fixa, mais um tanto para derivativos, mais um pouco para câmbio ou commodities agrícolas, e por aí vai. Não são a maioria, e são conhecidos como os fundos de apostas multidirecionais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">b) os que se restringem a ativos parecidos: são os mais comuns. Dizem que são multimercados para permitirem maior poder de decisão ao gestor, mas, na prática, funcionam como fundos de renda fixa turbinados. Assim, o gestor pode apostar em contratos futuros de juros de vários vencimentos, misturar com contratos futuros de câmbio e títulos corrigidos pela inflação, por exemplo. São os chamados fundos de apostas unidirecionais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">c) os fundos alavancados, mais conhecidos como tarja preta. Investem nos mesmo ativos dois tipos anteriores de fundos, mas correm muito mais riscos. Apostam várias vezes o patrimônio do fundo em operações arriscadas. Os ganhos podem ser grandes, as perdas também.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Pergunta 3: os multimercados são um bom negócio?</strong></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Na teoria, sem dúvida. Afinal, se o gestor for bom, ele pode ganhar dinheiro livremente em vários mercados, sem as restrições da renda fixa e sem os limites que impedem a alavacagem em várias carteiras. Na prática, porém, como o Brasil só tem quase fundos unidirecionais, isso gera alguns problemas para o investidor.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Pergunta 4: quais os problemas dos multimercados na prática?</strong></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os multimercados têm um problema que não é culpa de nenhum gestor, mas de como o mercado se estruturou no Brasil. Por razões históricas, o mercado financeiro brasileiro tem poucos ativos defensivos. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Ou seja, nos momentos bons, tudo melhora: a bolsa sobe, os juros e o dólar caem. Nos momentos ruins, tudo piora: a bolsa cai, os juros e o dólar sobem. Não há ativos que ficam estáveis ou caem quando tudo vai bem, mas que sobem quando tudo vai mal. O ouro cumpria mal e mal essa função, mas deixou de fazer isso há mais de 20 anos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por isso, o gestor de fundos multimercados não tem muitas alternativas para montar uma estratégia defensiva. Quando ele acha que a bolsa está cara, por exemplo, ele só pode se arriscar e montar uma posição vendida na bolsa. Mas isso é apostar em um movimento de mercado, algo muito arriscado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vou dar um exemplo. No ano passado, um conhecido do blogueiro ganhou uma fábula de dinheiro apostando no petróleo no mercado lá fora. A estratégia dele foi, em retrospecto, de uma simplicidade comovente: ele ficou vendido em (muitos) contratos futuros de petróleo quando o barril estava a 140 dólares e zerou a posição quando o barril chegou a 40 dólares. Ao me contar a história, entre duas baforadas de charuto, ele me disse:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>- Eu não conseguiria fazer isso no Brasil, aqui não tem nenhum contrato com essas características. As commodities negociadas em bolsa não têm liquidez.</em></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por isso, há poucos multimercados que, de fato, possam ganhar dinheiro em momentos bons e ruins do mercado. Não há instrumentos suficientes.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><strong>Pergunta 5: então, é para comprar ou para vender?</strong></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os multimercados não são uma panaceia que resolve todos os problemas do investidor. Eles ajudam bastante na hora da diversificação, especialmente se o investidor não tem tempo, conhecimento ou paciência para ficar acomapanhando as vicissitudes do mercado. Mas precisam ser observados com muito cuidado, pois podem não só render pouco como também expor os investidores a riscos além da conta.</font></p><p><font face="Verdana" size="2">Valeu, Adriano? Abração!</font></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Realização ou retração?]]></title>

<pubDate>Seg, 17 Ago 2009 23:56:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090817_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Depois de vários pregões em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em uma queda significativa. O índice Bovespa recuou 2,5% e fechou a 55 200 pontos, o menor nível desde o fim de julho.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Cinco especialistas consultados indicaram cinco razões sólidas para a queda. Moral da história, as cotações caíram simplesmente porque os investidores resolveram colocar no bolso os lucros das últimas semanas. A pergunta que se coloca agora, é: vai continuar caindo ou é hora de entrar?</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os profissionais do mercado acreditam que, no fim do ano, o Índice Bovespa poderá chegar a 62 000 pontos. Na ponta do lápis, isso equivale a uma alta de 12,7%, bem mais do que os 8,75% previstos para a renda fica no acumulado do ano. Ou seja, há espaço para entrar, agora, desde que o investidor tenha  estômago para fortes emoções ao longo dos cinco próximos meses.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A necessidade de nervos de aço decorre da queda de braço entre otimistas e pessimistas com relação às expectativas para a recuperação econômica. As economias de China, Japão, Índia e Estados Unidos são, por diversos motivos, incógnitas para o mercado. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Em alguns casos, como China e Índia, a ausência de dados confiáveis e a dependência das estatísticas governamentais torna difícil cravar qualquer previsão. No Japão, o agora vai se delineia com certeza para o próximo trimestre desde 1988. Nos últimos vinte anos, porém, não houve nenhum movimento relevante de prosperidade.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Já nos Estados Unidos, a incógnita é a qualidade do crédito. Ao longo do fim de semana, notícias sobre novos problemas no sistema financeiro lançaram uma sombra de preocupação sobre os investidores, algo que não ajuda os mercados ao redor do mundo. Vale a pena entrar na bolsa? Sem dúvida, mas só para investidores com nervos de aço, sem sangue nas veias e sem coração.</font><br /></p>]]></description>

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<item>
<title><![CDATA[Crise custa 12 bilhões de reais às empresas]]></title>

<pubDate>Sex, 14 Ago 2009 20:04:52 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090814_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A crise internacional custou caro às empresas brasileiras no primeiro semestre de 2009. Mais especificamente, custou 12 bilhões de reais em lucros. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Um levantamento feito pelo blogueiro no sistema de dados Economática mostra que as 235 companhias abertas que já divulgaram seus resultados na primeira metade deste ano lucraram, juntas 45 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2008, essas mesmas 235 empresas haviam lucrado, em valores atualizados pela inflação, 57 bilhões de reais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Um bom exemplo é o lucro líquido da Petrobras, divulgado na sexta-feira, dia 14 de agosto. Os resultados da maior empresa brasileira, que tem a ação mais importante da Bolsa de Valores de São Paulo, sofreram com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. No primeiro semestre de 2009, a Petrobras lucrou 13,5 bilhões de reais, uma queda de três bilhões em relação ao mesmo número de 2008.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Das 235 empresas, 127 ou 54% apresentaram uma redução dos lucros em relação ao mesmo período do ano passado. O pior resultado em termos absolutos foi o da Gerdau, que passou de um lucro de 2,8 bilhões de reais em 2008 para um prejuízo de 178 milhões de reais em 2009.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Na ponta dos lucros, a líder em termos absolutos foi a Ambev. A cervejaria lucrou 2,9 bilhões de reais no primeiro semestre, um crescimento de 146% em relação ao mesmo período do ano passado.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Em termos relativos, quem mais elevou os lucros foi a TAM, cujo resultado cresceu 1.450%. O lucro da empresa aérea subiu de 55 milhões de reais no primeiro semestre de 2008 para 853 milhões de reais nos primeiros seis meses deste ano.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Mesmo ganhando menos, as empresas não apresentaram uma perda em sua eficiência. As margens líquidas (que são calculadas pela divisão do lucro líquido pela receita líquida) ficaram estáveis, em 11% ao ano. Ou seja, na ponta do lápis, investir em ações ainda é um bom negócio. A rentabilidade patrimonial ainda está superando, com folga, a rentabilidade das aplicações de renda fixa.</font><br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Como saber se a Bolsa vai subir (um post, digamos, filosófico)]]></title>

<pubDate>Qui, 13 Ago 2009 10:12:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090813_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Uma troca de e-mails com o leitor Max (que já criticou ferozmente o blogueiro em outras ocasiões) rendeu assunto para um bom post. Max pergunta: é possível esperar uma valorização colossal na bolsa nos próximos anos?</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Bom, Max, respire fundo e se ajeite na cadeira porque a resposta é comprida. Antes de mais nada, vamos definir o que, de fato, quer dizer <strong>colossal</strong>. Como a bolsa têm mais risco do que a renda fixa, as ações tem quase uma obrigação de renderem mais do que os juros de mercado. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vamos chutar, sem nenhuma base científica, que a valorização esperada (ou <strong>não-colossal</strong>) das ações seja 200% dos juros de mercado. Por que 200? Porque eu gosto do número, uai.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Assim, uma valorização colossal das ações seria uma valorização consistentemente acima dos 200%. Dá para conseguir isso? Depende. Há condições <u>necessárias</u> e condições <u>suficientes</u>. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Explicando: uma condição <u>necessária</u> é aquela que é imprescindível para a ocorrência de determinado fato. Ppor exemplo, para eu viajar de avião preciso que exista um avião (não estranhe, filósofo pensa desse jeito). </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Só a existência de um avião não garante a viagem. É preciso haver um piloto, é preciso que os controladores de vôo estejam trabalhando, entre muitas outras necessidades. Ou seja, a existência de um avião é uma condição <u>necessária</u>, mas não <u>suficiente</u>.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O que poderia sustentar uma alta colossal das ações seria um forte influxo de dinheiro para a bolsa. Há algumas justificativas muito plausíveis para esperar que isso, sim, vai acontecer. Por exemplo:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">- os juros brasileiros estão baixando consistentemente, o que vai forçar mais e mais investidores a transferir dinheiro para as ações, saindo da renda fixa.<br />- a crise internacional começa a dar sinais de alivio nos Estados Unidos, o que facilita a recuperação dos fluxos internacionais de capital para os países emergentes.<br />- as empresas brasileiras mostraram uma razoável resistência à crise. Apesar de perderem mercado lá fora, o fato de o Brasil ser uma economia fechada garante nossa economia contra os piores solavancos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Essas são as condições <u>necessárias</u> para a alta da bolsa. E dá para dizer que há 99% de possibilidade de que elas estejam, sim, presentes. Mas ainda é preciso que haja condições <u>suficientes</u>:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">- a perspectiva de que a economia continue crescendo razoavelmente acima do seu crescimento orgânico;<br />- a perspectiva de que o dinheiro que começar a circular na economia não seja totalmente (ou quase) drenado para pagar os gastos do governo;</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Essas perspectivas são possíveis, mas sua existência é menos provável do que as anteriores. Por isso, as EXPECTATIVAS (e escrevo em maiúsculas para frisar bem isso) de que elas vão ocorrer é que vão sustentar a alta colossal. Se os investidores não acreditarem que haverá condições suficientes, a bolsa deverá oferecer um prêmio <strong>não-colossal</strong> em comparação com a renda fixa.</font></p><p><font face="Verdana" size="2">Valeu?</font></p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Quais setores são os mais promissores da bolsa?]]></title>

<pubDate>Qua, 12 Ago 2009 18:21:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090812_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">As ações vêm sendo o melhor investimento do mercado nos últimos tempos. Nos quase 45 dias corridos do terceiro trimestre de 2009, o Índice Bovespa já subiu 8%. Na média, as 340 ações líquidas negociadas na bolsa avançaram 14,5%, superando, e muito, os juros nesse período. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Setores como construção civil brindaram seus acionistas com uma valorização superior a 30% nesse período, quase 1% por dia útil.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Explicar o passado é fácil. Resta saber, agora, quais são os setores mais promissores para o que resta de 2009. Para saber isso, o blogueiro falou com vários profissionais do mercado e fez umas contas simples.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Foram comparados dois indicadores: a valorização das ações e a relação Preço / Lucro (P/L). Esses números, os mais quotidianos do mercado, mostram basicamente o seguinte:</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">- o quanto uma ação subiu em um determinado período;</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">- se a rentabilidade da empresa é alta ou baixa (P/L)</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Assim, o setor de construção civil, que subiu mais de 30% no terceiro trimestre, está com um P/L negativo. Ou seja, na média, as 40 empresas do setor mais dão prejuízo do que lucro. Há grandes possibilidades, portanto, de que a alta das empresas de construção civil tenha sido provocada por uma expectativa do mercado com relação a fusões e aquisições de empresas.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Na outra ponta, o setor de petróleo e gás subiu pouco mais de 2% no trimestre. Parece que o setor perdeu o bonde de alta e tem muito espaço para apresentar um desempenho fulgurante nas próximas semanas. No entanto, o P/L médio desse setor é de 14, quase 60% acima da média do mercado, que está em 9. Ou seja, o setor não subiu porque já havia subido nos trimestres anteriores.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Para procurar os setores mais promissoes, é preciso escolher entre as ações que subiram menos e que estão com os P/Ls mais baixos. Infelizmente, são poucos os setores que se enquadram nessa categoria. Apenas energia elétrica, que subiu apenas 5% e está com um P/L de 4,5, e eletroeletrônicos, que subiram 4% e estão com um P/L de 5.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Quais os setores menos promissores, então? Um dos que parecem problemáticos é o do comércio, cujas ações subiram 22% no terceiro trimestre e cujo P/L está acima de 22, duas vezes e meia a média do mercado.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O que fazer? Em termos gerais, os prognósticos para a bolsa são positivos. Os juros estão baixos e o refluxo recente dos índices de inflação promete abrir espaço para novos cortes, pelo menos na cabeça dos investidores  onde, alíás, são tomadas as decisões de comprar e vender. No entanto, há poucas barbadas e muitos sinais claros de papéis que estão maduros para uma realização de lucros.</font></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Não, o dólar não vai subir]]></title>

<pubDate>Ter, 11 Ago 2009 09:28:44 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090811_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">José Roberto Guzzo, um dos melhores jornalistas do País, com quem tive a honra e o privilégio de trabalhar por um curto (infelizmente) período em EXAME, era uma fera nas reuniões de pauta. Para quem não é jornalista, reunião de pauta é quando os editores se reunem para definir como será a próxima edição do jornal ou da revista.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Guzzo tem um imbatível olho clínico para diferenciar o que é de fato notícia do que é retórica. Sua conclusão devastadora é:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">-  Isso é mais um dos mitos e lendas da Amazônia.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Um dos bons mitos e lendas da Amazônia que mais causam reclamação é o de que o dólar só vai subir (ou seja, o real só vai se desvalorizar) quando os juros baixarem. Pois bom, os juros caíram à metade desde o início do ano, e nem assim o dólar baixou. Na verdade, as cotações da moeda americana não vão baixar tão cedo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Há dois motivos para isso. O primeiro é que, apesar de bem menores do que no início do ano, os juros ainda estão muito acima dos demais países desenvolvidos. O Brasil encontra-se em um paradoxo de manter taxas de país pobre (que tem de pagar caro para atrair dinheiro, pois seu mercado é arriscado demais) e estrutura legal, jurídica e fiscal de país rico </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vá lá que o governo esteja fazendo uma bobagem atrás da outra, mas ninguém tem dúvidas de que a moeda brasileira em 2011 será o real e que a inflação deverá ficar em um dígito nos próximos dois anos: se estivéssemos conversando em 1989, o economista que afirmasse isso seria alvo de ridículo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O segundo motivo é que o Brasil ainda é uma economia fechada. Exportamos mais do que importamos, e isso gera um excesso de dólares no mercado. O fluxo de dinheiro não é privilégio exclusivo do comércio exterior, mas também decorre do apetite dos investidores. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Nos seis primeiros dias de agosto, a Bolsa de Valores de São Paulo recebeu 950 milhões de reais, ou seja, os estrangeiros colocaram quase um bilhão no mercado em menos de uma semana. Não por acaso, a pesquisa Focus, divulgada semanalmente pelo Banco Central, indica que as expectativas do mercado são de um dólar a 1,90 reais no fim de 2009 e uma cotação inalterada para 1,90 reais no fim de 2010.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Com tanto dinheiro entrando, não há como o dólar se valorizar. Isso é um problema, pois a taxa de câmbio é uma daquelas variáveis economicamente neutras, mas politicamente explosivas, principalmente no Brasil. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O dólar baixo é bom ou ruim? Essa é uma daquelas irritantes perguntas de economista, cuja resposta é um incômodo depende. Se você for uma empresa exportadora, trabalhar para uma empresa exportadora ou for um fornecedor de serviços para uma empresa exportadora, a queda do dólar é péssima. Reduz suas margens de lucro e dinamita sua competitividade.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Se, ao contrário, você for uma empresa que opera no mercado interno, imune a essas oscilações, e depender um pouquinho só de matérias-primas importadas, a queda do dólar é um excelente negócio. <br /></font></p>]]></description>

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<title><![CDATA[E os CDBs, quando são melhores do que a poupança?]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Ago 2009 17:32:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090804_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A pergunta do leitor Adilson gerou muitos comentários e um grande interesse dos leitores. Um deles foi o André, que escreveu pedindo a mesma comparação com os Certificados de Depósito Bancário (CDB).</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vamos por partes. Os CDB são o principal combustível do crédito. Quando um banco quer emprestar dinheiro, ele capta recursos dos investidores principalmente vendendo CDB. O diferencial entre o que ele paga aos investidores e o que ele cobra dos tomadores de empréstimos é o que vem sustentando os lucros dos bancos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os CDBs são de dois grandes tipos, os prefixados e os pós-fixados. Os prefixados são menos comuns, mas mais fáceis de entender. O investidor aplica, digamos, 100 000 reais por um ano em um CDB que paga 9% ao ano. Depois de 360 dias ele vai receber 109 000 reais, pagar 1 800 reais de imposto (a alíquota é de 20%) e embolsar 107 200 reais se o banco não quebrar.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Caso o banco quebre, o investidor tem o direito de sentar-se na calçada em frente à agência e chorar bastante. Se ele não tiver mais nenhuma aplicação em seu nome naquele banco, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pagará até 60 000 reais. Os 47 200 reais restantes... bem, por vezes é necessário exercitar o desapego.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">No caso dos CDBs pós-fixados, a rentabilidade é estimada, mas não conhecida. Em geral, esses CDBs pagam um percentual de alguma taxa conhecida no mercado. A maioria absoluta dos CDBs é indexada aos juros do mercado interbancário conhecidos como CDI. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Há algum tempo havia CDBs indexados à taxa Selic, à TR e até mesmo a índices de inflação como o IGP-M, mas esses investimentos foram caindo em desuso e hoje só estão disponíveis em poucos bancos ou para grandes investidores, como fundações de previdência privada, que têm obrigações em IGP-M. Mas são casos tão raros que valem só como curiosidade.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os CDBs pós-fixados são remunerados em relação a um percentual do CDI. Em nenhum momento ter dinheiro no bolso faz tanta diferença quando na hora de negociar um CDB. Quem tem mais ganha mais, quem tem menos ganha menos. Simples assim. Dependendo do banco, o investidor terá de ter pelo menos 50 000 reais para conseguir uma taxa parecida com a do CDI.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Quando os CDBs ganham da poupança? O número mágico é 99,5% do CDI. CDBs com essa remuneração SEMPRE vão GANHAR da poupança. Abaixo disso, eles vão PERDER da poupança.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Na ponta do lápis, parece que os CDBs são uma aplicação melhor que os fundos DI. Mais uma vez, esse é um dos efeitos da queda de juros. A grande diferença entre os CDBs e os fundos é a taxa de administração. Os fundos a cobram, os CDBs não, e esses pontos percentuais a mais garantem uma grande competitividade para os CDBs.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Valeu?</font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Até quando a bolsa vai subir]]></title>

<pubDate>Seg, 03 Ago 2009 18:28:53 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090803_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Foi por pouco, apenas três pontos, que o Índice Bovespa não fechou acima de 56 000 pontos nesta segunda-feira, dia 3 de agosto. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Foi quase o melhor resultado em 12 meses: a última vez que o principal indicador do mercado acionário brasileiro havia fechado acima de 56 000 pontos foi em agosto do ano passado, antes da falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers e do que parecia ser o começo do fim do mundo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O início de agosto com uma alta de 2,25% surpreendeu alguns dos profissionais do mercado. Eles esperavam uma realização de lucros depois que o Ibovespa subiu 6,4% em julho e 46% desde dezembro de 2008.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Quais as razões para a alta? Além dos bons prognósticos para a economia brasileira, que parece estar antecipando uma recuperação que só se esperava para 2010, o mercado - que nada mais é do que a soma das decisões de milhões de investidores individuais e de milhares de administradores profissionais de recursos - recebeu bem algumas notícias lá de fora.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Em primeiro lugar, a economia que interessa, a China, indica que sua economia continua crescendo saudavelmente. Em segundo lugar, a economia que interessa muito, os Estados Unidos, mostra que sua recuperação não dá sinais de arrefecimento e que os resultados de algumas empresas devem ser bons.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Isso tudo somado é capaz de atrair alguns investidores para o mercado brasileiro, puxando os preços das ações para cima.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Até onde vai continuar? Segundo os analistas mais otimistas do mercado, é possível que o Índice Bovespa chegue a 63 000 pontos no fim do ano, o que representa uma alta de mais 12% em relação ao fechamento desta segunda-feira. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Vale a pena? Na ponta do lápis, o investidor que obtiver 100% dos juros de mercado medidos pela taxa Selic nos próximos cinco meses terá, sem impostos nem inflação, um ganho de 3,6%. </font></p><p><font face="Verdana" size="2">Assim, a alta <strong><u>prevista</u></strong> do índice Bovespa representa quase </font><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">quatro vezes mais do que as aplicações de renda fixa. </font><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A primeira reação seria ligar imediatamente para seu corretor e mandar aplicar tudo na bolsa. Mas, pare e pense por um momento. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Apesar de os prognósticos serem de alta, a maioria dos profissionais consultados (e o blogueiro falou com uma dúzia deles) espera uma breve realização de lucros nas próximas semanas. Nada muito drástico, mas uma queda para 50 000 ou 52 000 pontos antes da nova arrancada em direção aos 60 000.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Ou seja, a recomendação mais adequada é esperar um pouco antes de comprar. Se a paciência for curta, vale o alerta que quem entrar na bolsa agora com certeza deverá ver os preços caírem 5% ou 10% antes de começar a contabilizar os lucros.</font></p><p><font face="Verdana" size="2"><em>Em tempo - lamento informar que, em tempo de juros baixos, cada vez mais o investidor terá de se acostumar a fazer contas comparando o que pode ganhar na renda fixa com as perspectivas de ganho em outros investimentos. </em></font></p><p><font face="Verdana" size="2"><em>Foram-se, felizmente, os tempos em que bastava aplicar na dívida pública para receber 10% ou 12% ao ano líquidos de inflação e impostos (era uma delícia para os investidores, mas péssimo para o país). Agora, quem quiser ganhar dinheiro tem de correr riscos, fazer contar e manter-se atualizado com que o ocorre no mercado.</em></font></p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[BC americano quer captar 115 bilhões]]></title>

<pubDate>Qua, 29 Jul 2009 07:15:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090729_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) vai leiloar a bagatela de 115 bilhões de dólares em títulos públicos nesta semana. É o maior leilão de títulos públicos da história dos Estados Unidos. Mesmo vendendo tanto, não deverão faltar compradores: espera-se uma demanda recorde pelos investidores interessados nos juros reais atraentes. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Segundo cálculos da Merrill Lynch, os títulos do Tesouro de dez anos devem render cerca de 5% ao ano acima da inflação em dólares, o dobro da média histórica desses papéis. Desde o início do ano, o Tesouro já captou 1,05 trihão de dólares em dinheiro novo, e deve precisar captar mais 1,1 trilhão no segundo semestre.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Essa notícia é ruim para os contribuintes norte-americanos, que terão uma fatia maior do dinheiro dos impostos destinada a pagar juros. No entanto, o fato de haver demanda por títulos públicos é bom para Washington, pois o governo poderá rolar mais facilmente a dívida pública, que disparou devido aos pacotes de estímulo aos bancos e às montadoras. </font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"> </font></p></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Como isso afeta o Brasil? Teoricamente, seria ruim: drenar tanto dinheiro do mercado vai reduzir a fatia de capital disponível para países emergentes. No entanto, a lua de mel do mercado com o Brasil deverá impedir maiores danos.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"></font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O que é mais relevante é a importância de haver um mercado de capitais que funcione corretamente. Só assim seria possível mobilizar tanto dinheiro sem intervir na economia, elevando os impostos e prejudicando a atividade econômica.</font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Susto nas contas do governo]]></title>

<pubDate>Ter, 28 Jul 2009 18:03:17 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090728_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os três pilares da estabilidade brasileira nos últimos 10 anos são bem conhecidos. Câmbio flutuante, que permite amortecer as turbulências lá fora. Economia aberta, que impede a alta da inflação devido à escassez temporária de algum produto. E, last <em>but not least</em>, o equilíbrio das contas públicas. Se o governo gastar menos do que ganha, não será preciso imprimir dinheiro para pagar as contas, o que elimina a pressão inflacionária.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por isso as notícias desta terça-feira são péssimas. O Tesouro Nacional informou que o governo central (que reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central) registrou em junho um déficit primário de 644 milhões de reais. O resultado negativo foi mais que o dobro dos 303 milhões de reais registrados em maio. Ou seja, o superávit primário que vinha tranquilizando o mercado e garantindo vários pontos positivos, como o grau de investimento, por exemplo, já não existe mais.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os culpados são os suspeitos habituais: segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, os gastos de custeio pioraram as contas. Gastos de custeio são o que um ex-presidente chamava de os ralos da República: despesas com previdência, salários dos servidores, saúde, educação, etc. </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Esses gastos cresceram no primeiro semestre. Na primeira metade de 2009, o governo ainda conseguiu um superávit nominal de 1,3% do Produto Interno Bruto. No primeiro semestre do ano passado, esse superávit havia sido de 4,4%. Ou seja, o saldo entre ganhos e gastos piorou 42,8 bilhões de reais em relação à primeira metade do ano passado.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Não por acaso, os juros subiram no mercado futuro e a bolsa, que abriu em baixa mas ensaiou uma recuperação, fechou no vermelho. Mais do que isso, o mercado espera a divulgação do resultado consolidado do setor público em junho, que o Banco Central informa amanhã às 10:30. Os prognósticos são ruins, pois os dados do BC, que valem para </font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Claro, ao divulgar os números, o governo correu para dizer que o diabo não era assim tão feio. Augustin disse que o governo acelerou gastos e abriu mão de receitas com desonerações tributárias no primeiro semestre. Ele lembrou que o governo ampliou em um bilhão de reais os repasses aos municípios e antecipou 1,9 bilhão de reais para os Estados</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Augustin acredita que o segundo semestre deverá ter resultado primário melhor do que o primeiro, pois as receitas, por conta da retomada da atividade econômica, devem se recuperar na segunda metade do ano. Interessante é a ausência de comentários sobre corte de gastos.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="Verdana" size="2">Qual o impacto disso? Juros voltando a subir, ou demorando mais para cair (afinal, se o governo gasta e os preços sobem, o BC tem de apertar o garrote das taxas para conter a inflação), e, com isso, ações subindo menos.</font></span></p><p><span style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: "><font face="Verdana" size="2">A conferir.</font></span></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Quando a poupança é melhor do que os fundos?]]></title>

<pubDate>Ter, 28 Jul 2009 16:30:04 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090728_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O leitor Adilson manda uma pergunta interessantíssima: a poupança está recebendo muito dinheiro devido à queda dos juros. Quando a poupança é uma aplicação melhor que os fundos DI?</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Prezado Adilson, você tocou em um excelente ponto. A queda dos juros tem um componente para lá de perverso. Os juros desabaram para o investidor, de 13% ao ano no fim de 2008 para 8,75% em meados de 2009. A aposta do mercado é que eles dificilmente vão cair mais do que isso, mas deverão ficar nesse patamar baixo pelo menos até o fim deste ano.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Agora, precisamos apontar o lápis e fazer algumas contas. Suponha que um fundo renda 100% do CDI sem contar a taxa de administração. O CDI costuma ser parecido com a taxa Selic. Há pequenas diferenças a cada dia, mas elas só são perceptíveis quando o volume é de vários bilhões de reais, então vamos supor que esse fundo renda 8,75% ao ano sem a taxa de administração.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A poupança, que não tem taxa de administração, rende em média 6,17% ao ano. mais Taxa Referencial (TR), que tem oscilado entre 1% e 2% ao ano. Assim, a poupança rende, em média, 70% do CDI. Se não houvesse a taxa de administração, os fundos seriam, disparado, melhores do que a poupança.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O problema para o investidor é que as taxas de administração, que são fixas e incidem sobre todo o patrimônio do fundo, estão representando uma fatia cada vez maior da rentabilidade. Afinal, pagar uma taxa de 1% quando o fundo rende 15% ao ano é uma coisa; pagar 1% quando o mesmo fundo rende apenas 8,75% é outra, bem diferente.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Tem mais? Tem, sim: os impostos, aquela contribuição inescapável do governo. Quem resgatar o dinheiro antes de seis meses paga 22,5% sobre o ganho (ao contrário da taxa de administração, que incide sobre tudo, o Leão só crava fundo suas presas no lucro). Se esperar dois anos, o investidor paga apenas 15% sobre o que ganhar na aplicação. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Para calcular o que é melhor, é preciso estimar a rentabilidade do fundo, o imposto a ser pago e comparar o resultado com a poupança. Como tomar a decisão certa com toda essa numeralha? É preciso fazer muitos cálculos, mas eu já fiz esse serviço para você. Resumindo os resultados:</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>- fundo que cobram <u>0,5%</u> de taxa de administração <strong>SEMPRE GANHAM</strong> da poupança;</em></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>- fundos que cobram <u>0,75%</u> de taxa de administração <strong>PERDEM</strong> para a poupança em <strong>MENOS</strong> de 12 meses e <strong>GANHAM</strong> da poupanca em <strong>MAIS</strong> de 12 meses;</em></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>- fundos que cobram <u>1%</u> de taxa de administração <strong>PERDEM</strong> para a poupança em <strong>MENOS</strong> de 18 meses e <strong>GANHAM</strong> da poupança em <strong>MAIS</strong> de 18 meses;</em></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2"><em>- fundos que cobram <u>1,5%</u> de taxa de administração <strong>SEMPRE</strong> <strong>PERDEM</strong> para a poupança.</em></font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Então, respondendo ao Adilson: quem tiver pouco dinheiro e não conseguir aplicar em um fundo que cobre menos de 1,5% de taxa deve investir na poupança. Quem puder ter acesso a fundos mais baratos deve prever quando vai precisar do dinheiro.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Valeu?</font></p><p><font face="Verdana" size="2">Em tempo: o blogueiro agradece pelas correções e pede desculpas pelo lapso no texto. </font></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Vale do Rio Doce quer comprar mineradora africana]]></title>

<pubDate>Seg, 27 Jul 2009 10:05:05 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090727_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A Vale do Rio Doce quer comprar a mineradora Central African Mining &amp; Exploration (Camec), proprietária de minas em diversos países da África. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Os ativos mais relevantes da Camec são minas de cobalto na República Popular do Congo, mas a mineradora, com sede em Londres, também explora cobre, carvão e platina. Suas atividades estendem-se por diversos países, como Moçambique, Zimbábue, África do Sul, Mali, Namíbia e Quênia.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Não é a primeira incursão da mineradora na África. Em março passado, a Vale formou uma joint-venture com a sul-africana African Rainbow Minerals Limited para explorar jazidas de cobre na África do Sul.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Segundo analistas, a expansão da Vale na África leva a mineradora a uma nova frente de combate à expansão de suas principais concorrentes, a Anglo-American e a australiana Rio Tinto, sem esquecer a suíça Xtrata. A África, dizem analistas, é um dos locais onde ainda há empresas grandes o suficiente para fazerem diferença em uma gigante como a Vale, mas pequenas o suficiente para serem compradas pela mineradora brasileira.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A disputa promete ser encarniçada. Além dos suspeitos habituais, Anglo-American e Rio Tinto, a mineradora chinesa Vedanta Resources pode fazer um lance pela Camec. </font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Procurada, a Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que nã comenta boatos. As ações preferenciais estão abrindo a 32,30 reais, uma alta de 0,4%.</font></p><p><br /> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Como a queda do dólar afeta as ações]]></title>

<pubDate>Qui, 23 Jul 2009 18:32:13 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090723_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Pela primeira vez em mais de dez meses, o dólar fechou abaixo do nivel psicológico de 1,9 reais. A moeda americana encerrou o dia cotada a 1,889, queda de 0,78%. O setor exportador vai gritar, os importadores vão comemorar, e o dólar vai continuar caindo.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Por que? O comportamento do dólar é o mesmo do chuchu na feira: os preços caem quando a oferta aumenta, e sobem quando a oferta diminui. A oferta de dólar vai continuar elevada e crescendo, e há pouco que se possa fazer para conter a enxurrada de moeda americana.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">A razão é simples. Os investidores dos países desenvolvidos passaram o último ano amargando rentabilidades baixas dos títulos da dívida pública de seus países de origem. O medo do calote era tão intenso que eles preferiam ganhar quase nada.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Depois que o medo do calote amainou, o regime espartano começou a cansar. Enfastiados com o ganho magro, os investidores de fora sentiram uma gana incontrolável de se refestelar com as delícias dos mercados emergentes. E, com isso, eles enviam dólares em profusão para países como o Brasil, por exemplo. Apesar de os juros estarem no menor patamar da história recente, as taxas ainda são muito mais generosas do que as internacionais.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">O Banco Central (BC) tem atuado sistematicamente no mercado para comprar dólares e atenuar a tendência de baixa, mas mesmo essa atuação tem limites. Nem mesmo o BC é capaz de conter o fluxo de recursos.</font></p><p><font face="verdana,arial,helvetica,sans-serif" size="2">Isso traz duas lições. A primeira, bem conhecida, é não pensar em investir no dólar. Esse é um mercado para profissionais. A segunda é tomar uma dose adicional de cautela com relação às ações de empresas exportadoras. Apesar de os preços das commodities estarem apresentando uma leve recuperação, a desvalorização recorde do dólar piora as expectativas com relação aos resultados dessas companhias.<br /></font></p>]]></description>

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