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A última do Garcia

O coordenador do programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silava, Marco Aurélio Garcia, disse ontem à noite durante uma entrevista na televisão que: <br>

1) reduzir o déficit nominal do governo não é importante, e que os atuais 3% são "razoáveis"; <br>

2) a economia deve crescer 5% em 2007. <br>

Garcia por Garcia, ainda prefiro o da foto acima...


Publicado em 27/10/2006 - 12:42


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Ações de telefonia são um mau negócio

Durante muito tempo, as ações de empresas telefônicas foram os principais papéis da Bovespa. Elas ainda são importantes, mas perderam espaço para papéis de mineradoras como a Vale, petrolíferas como a Petrobras e bancos como Bradesco e Itaú. Parte dessa perda de importância vem das más perspectivas de empresas telefônicas.

Tomemos, por exemplo, os resultados da Vivo, divulgados nesta manhã. O prejuído do terceiro trimestre foi de 197 milhões de reais, 64% maior que o prejuízo de 120 milhões de reais do mesmo período do ano passado. No acumulado de 2006, a Vivo perdeu 870 milhões de reais. Havia perdido 330 milhões de reais nos nove primeiros meses de 2005.

Os números ruins não querem dizer que a Vivo é uma empresa mal-gerida. Ao contrário: em um ano, a Vivo reduziu suas despesas administrativas em 29%, mostrando uma enorme capacidade gerencial para fazer mais com menos.

Qual o problema, então? "Telefonia celular é um sorvedouro de dinheiro", diz um analista de uma corretora de São Paulo. "As operadoras concorrem fortemente entre si, oferecem aparelhos subsidiados aos assinantes e, têm de lidar com uma inadimplência alta e com celulares pré-pagos, que geram pouca receita."

O panorama da telefonia fixa é um pouco melhor, mas não muito. As empresas estão começando a ter de enfrentar a competição de outros participantes do mercado. Nas chamadas de curta distância, há concorrentes oferecendo ligações gratuitas em São Paulo. No caso da longa distância, o recurso da voz sobre protocolo IP (VoIP), mais barato ou até mesmo gratuito, também tira um naco do faturamento.

Finalmente, os serviços de internet banda larga há muito deixaram de ser monopólio das empresas telefônicas. "Essas empresas são como uma fortaleza atacada por todos os lados; é óbvio que não serão destruídas, mas sua capacidade de operar ficará comprometida", diz o analista.


Publicado em 27/10/2006 - 11:04


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O leitor pergunta: e se houver um calote na dívida pública?

O leitor Marco Falcone me enviou duas perguntas por e-mail sobre a solvência da dívida pública. Prezado Marco, achei suas perguntas muito pertinentes, por isso tomei a liberdade de respondê-las aqui. Obrigado pela leitura!

A primeira pergunta foi: qual a possibilidade de o governo Lula não honrar os títulos da dívida interna, dívida esta que supera um trilhão de reais (ou R$ 1.000.000.000.000,00) ?

Eu acho que essa probabilidade sempre existe, mas é estatísticamente desprezível, algo como 0,1%. Dá para dizer isso por dois motivos. O primeiro é que um presidente já fez isso, em 1990, e o sr. Fernando Collor de Mello não só não acabou seu mandato como também ficou 14 anos fora da vida política. E o companheiro-presidente não é besta, e sabe muito bem disso.

O segundo motivo é que, supondo-se um pouco provável cenário em que a desconfiança sobre o governo seja tanta que ninguém queira comprar os títulos públicos, não é preciso dar um calote no sentido clássico do termo. O mais provável - e volto a dizer que esse cenário é muito improvável - é que o governo simplesmente imprima um trilhão de reais em dinheiro e pague quem tem os títulos. Isso geraria, instantaneamente, uma inflação mastodôntica, mas não seria um calote no sentido clássico. Você receberá seu dinheiro direitinho. Agora, se vai conseguir comprar alguma coisa com ele, aí já é outra história...

A segunda pergunta foi: qual o impacto para quem comprou títulos de longo prazo no Tesouro Direto?

Vamos voltar para a pouco provável situação-limite da pergunta 1. Se ninguém mais quiser comprar os títulos da dívida pública, o governo terá de pagá-los em dinheiro à medida em que forem vencendo. Como isso vai forçar a emissão de muito dinheiro, a inflação vai subir.

Os títulos de longo prazo indexados à inflação - como as NTN-B e NTN-C - deverão ser uma boa proteção nesse caso, pois o investidor vai receber seu dinheiro corrigido por um índice de inflação, mais juros.

No caso dos títulos não indexados à inflação, mas pós-fixados, como as LFT, a proteção é menos eficiente, mas também vai existir. Esses títulos pagam juros de mercado, e as taxas de juros embutem uma projeção de inflação.

Os títulos prefixados, como as LTN e as NTN prefixadas serão os mais prejudicados, pois a remuneração que o investidor receberá não vai englobar o aumento previsto dos índices de inflação.

Mas, de novo: se você tiver títulos da dívida pública, pode dormir tranquilo. A hipótese de um calote é muito, mas muito remota.


Publicado em 26/10/2006 - 10:22


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Curiosidade sobre a Mega Sena

O sorteio do concurso 811 da Mega Sena deverá ocorrer no próximo sábado, dia 28 de outubro. Segundo a Caixa Econômica Federal, que explora o monopólio estatal do jogo legal no Brasil, o ganhador deverá levar para casa a respeitável bolada de 30 milhões de reais.

O feliz proprietário (ou proprietária) desse dinheiro pode dizer, com tranquilidade, que está com a vida ganha. Um cálculo financeiro simples mostra que é possível gastar 100 000 reais por mês durante os próximos 60 anos antes que o dinheiro acabe, isso se o capital investido render modestos 0,3% ao mês - cerca de metade do que rende a caderneta de poupança.

Apetitoso, não? Não é à toa que milhões de brasileiros fazem fila todas as semanas nas casas lotéricas para tentar levar essas fortunas para casa sem esforço. Como diversão, nada contra; porém, quem aposta em qualquer loteria deve saber que o efeito financeiro é o mesmo de queimar o dinheiro.

A probabilidade de ganho estatístico é de uma chance em 50 milhões. Só para comparar, a probabilidade de ser atingido por um raio é de uma em um milhão. Ou seja, é quase certo que o 1,50 real gasto no jogo nunca volte ao bolso do apostador.


Publicado em 26/10/2006 - 07:44


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Vale, CSN, Arcelor...

Os investidores tiveram muitas notícias para digerir. Logo cedo, a Arcelor anunciou uma oferta pública de aquisição (OPA) por todas as ações ainda em circulação no Brasil.

A Arcelor Brasil  - que congregava jóias do pregão como Belgo Mineira e CST, além da catarinense Vega - vai oferecer 32,70 reais por ação, menos do que o mercado esperava. Como consequência, as ações da Arcelor fecharam o dia com uma queda de 7,4%.

Não foi a única notícia no setor siderúrgico. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou uma fusão com a americana Wheeling-Pittsburgh Corporation. As ações da CSN fecharam em queda de 1,1%

As ações da Vale do Rio Doce, que na véspera anunciou a compra da mineradora canadense Inco por 18 bilhões de dólares, mantiveram o fôlego e subiram mais 1,5%.


Publicado em 25/10/2006 - 17:27


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Jornalista, economista, ele escreve regularmente sobre investimentos e finanças pessoais

claudio.gradilone@gmail.com







 
 
 
 

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