Eu sei, eu sei, isso é totalmente [ Off Topic ], aqui não é lugar para ficar falando de futebol. Mas essa reta final do Brasileirão está sendo emocionante e reveladora. E, sim, às 19h desta sexta calorenta em São Paulo, talvez possamos abrir uma pequena exceção.
Ontem, na minha pelada, em que jogam comigo grandes craques, como Arnaldo Ribeiro e Rogério Andrade, da Placar, Maurício Ribeiro, da Runner's e Maurício Teixeira, do Ig, que são, além de tudo, luminares do jornalismo futebolístico brasileiro, verdadeiras sumidades dos gramados naturais e sintéticos, eu ofereci 50 reais a quem me explicasse o que aconteceu com o Inter nesse Brasileiro. Porque eu, honestamente, não consigo entender.
Eis o que eu bradava aos céus, diante dos companheiros de batalha campal e de churrascos redentórios: Como pode o time com a melhor campanha do primeiro turno fazer a pior do segundo? Como pode um time estar a dois ou três pontos do líder, depois de já ter estado a nove, e diante da terceira ou quarta chance de ganhar esse campeonato, perder em casa para um adversário que é sério candidato ao rebaixamento? Como pode um time tomar gol de bola parada depois dos 40 minutos? Como pode um time ceder o empate, jogando em casa, depois de abrir 2 a 0 sobre o adversário? Será que entre os jogadores ninguém fica com o radinho ligado, ninguém passa os olhos nos jornais, e grita para o grupo: "Ei, cambada, agora é a nossa hora, está para nós, vambora ganhar essa bagaça, cacete?" O que aconteceu esse ano não pode ser explicado pelos altos e baixos do campeonato mais disputado do mundo, nem pelas fases que todo time passa, nem pelas injustiças que toram o ludopédio um esporte tão fascinante. Será que as estrelas estão com os salários atrasados? Será que estão boicotando o técnico? Será que o grupo está rachado, cheio de maus elementos? Será que as vedetes estão fazendo corpo mole a mando de empresários cujas contas passam longe do que passa no coração da torcida? Mas que ganhos podem ter com isso? O que perder um campeonato vexatoriamente pode lhes acrescentar? Será que não percebem que quem está na berlinda, com a cara a bater, diante da torcida, nas ruas, nos shoppings, na imprensa, diante dos demais clubes no Brasil e fora dele, são eles mesmos?
Aí um amigo meu, palmeirense, que sabe que eu sou colorado, me perguntou, depois da minha longa exasperação: "Você está falando do Palmeiras?" E rimos juntos.
Meu amigo ingênuo, minha amiga ingênua. Estão a fim de duplicar vossos desempenhos sexuais? Sei lá, sexta feira, findi chegando, quem sabe não é mesmo uma boa ideia?
O Vigor Force, devidamente registrado no Ministério da Saúde, notem que interessante, mistura Guaraná e Açaí para oferecer a você o que a vida tem de melhor: sexo de qualidade, galopante, animado.
Estou chegando aos 40 e costumo me deparar com sexo e sono em posições opostas. Hmmm. Uma transa ou uma soneca? Vamos encarar uma trepidante sessão de sexo ou vamos dormir abraçadinhos? Esta, quero crer, é uma das grandes dicotomias do homem e da mulher modernos que chegam às dez da noite sem ainda terem conseguido fechar o notebook e sabem que precisam acordar às 6h no outro dia para levar as crianças à escola.
Vigor Force promete resolver isso de uma vez por todas. E a resposta certa é... sexo, claro! Chega de impotência, de falta de apetite, de cansaço físico e fadiga mental. Até insegurança ele resolve!
Hay que tener.
Até segunda!
Amigos, açei..., digo, assei..., quer dizer, aceitem as minhas desculpas.
O erro é craç..., ou melhor, crasso.
Procurei abrigo para meu equívoco na etimologia, na grafia de palavras correlatas como "alicerçar" e não pude encontrar um único "s" por lá capaz de minimizar a minha mancada.
Então só me resta pedir desculpas mesmo. Baita desatenção, polvilhada com ignorância.
E eu que já estava meio deprimido com a derrota em casa do Inter e com o adeus colorado ao Brasileirão deste ano, fico com mais um motivo para me entregar a uma barra de Crunch como compensação emocional às amarguras deste final de domingo.
Em horas assim é que ter descoberto uma banda como The Lodger faz sentido. Música alegre, feliz, despretensiosa, ensolarada, para cima. Vou lá me carregar na tomada deles e já volto.
