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    <title><![CDATA[Blog Mundo Agro- Portal EXAME]]></title>
    <description>Blogs - Portal EXAME</description>
    <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/listar1.shtml</link>
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      <title>Portal EXAME - Blogs</title>
      <url>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/tit_blog.jpg</url>
      <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/</link>
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    <generator>portalexame.abril.com.br</generator>
	<copyright><![CDATA[Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.]]></copyright>


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<title><![CDATA[Exemplos de um mundo sem fome]]></title>

<pubDate>Qui, 12 Nov 2009 23:48:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091112_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O International Food Policy Research Institute, grupo de análise de agricultura sustentável, acabou de lançar o livro &quot;Millions Fed: Proven Successes in Agricultural Development (numa tradução livre seria &quot;Milhões alimentados: sucesso comprovado no desenvolvimento agrícola&quot;). Patrocinado pela Fundação Bill &amp; Melina Gates, o livro apresenta 20 casos de sucesso no desenvolvimento agrícola ao redor do mundo nos últimos 50 anos. O objetivo da publicação foi apresentar projetos de longo prazo e de grande escala que conseguiram ter impacto efetivo na redução da fome e no aumento da segurança alimentar. </p><p /><p /><p>Mais da metade dos casos apresentam experiências desenvolvidas na Ásia. Outras cinco mostram soluções criadas na África. O único exemplo na América Latina veio da Argentina. Nos últimos 20 anos, o uso de técnicas de plantio direto e a adoção de variedades de soja resistentes a herbicidas (leia-se aqui transgênicos) nos pampas argentinos foram fundamentais para melhorar a fertilidade de solo e reverter décadas de erosão. Segundo o livro, essas inovações possibilitaram a criação de 200 000 novos empregos na área agrícola e aumentaram os estoques internacionais do grão, mantendo o preço da commodity em níveis baixos. <br /></p><p>PS: Mundo Agro também está no Twitter! Siga o blog: <a href="http://twitter.com/mundo_agro">http://twitter.com/mundo_agro</a></p><p />]]></description>

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<title><![CDATA[Porco de estimação]]></title>

<pubDate>Sex, 06 Nov 2009 23:46:02 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091106_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Você teria um porco como animal de estimação? Bom, os ingleses têm. No Reino Unido, a moda é ter micro porcos como pets. O jogador de futebol David Beckham ganhou dois desses porquinhos da mulher, Victoria. A edição de ontem do jornal inglês <em>Guardian </em>trazia uma reportagem sobre uma fazenda que cria esses animais, com o sugestivo nome de <em>The Little Pig Farm</em>. </p><p>Jane Croft, dona da fazenda, afirma que os porquinhos são inteligentes (conseguem aprender o nome) e podem ser treinados - assim como os cães. A versão micro do animal foi obtida atráves de cruzamentos dos menores exemplares de três raças de suínos, processo que levou dois anos para ser concluído. Quando adulto, o porco pet chega a ter uma altura de 40 centímetros (o da foto é um recém nascido) e pode viver até 18 anos. A recomendação é que eles sejam criados em duplas, em casas com grandes jardins. Cada porquinho custa cerca de 700 libras (ou 2 000 reais). Croft afirma que quem quiser comprar um micro porco precisa comprovar condições para &quot;adotá-lo&quot;. Afinal, esses porquinhos não são brinquedos.</p><p><br /> </p><p> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Agricultura sem agroindústria?]]></title>

<pubDate>Sex, 30 Out 2009 19:02:50 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091030_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Ontem, um comercial de 30 segundos na TV aberta me chamou a atenção. Dizia assim: &quot;Se você planta cana, mas não tem usina. Ou cria gado, mas não tem frigorífico. Se você planta laranja e não exporta suco. Ou colhe soja e não vende torta ou óleo. Você sabe a diferença entre ser ruralista e representante do agronegócio. O ruralista movimenta a economia verde do Brasil. Enquanto o agronegócio fica com os lucros e o reconhecimento do governo.&quot; O filme de 30 segundos foi produzido pelo PTB e entrou na cota de inserções nacionais do partido. </p><p><br />O que surpreende no vídeo é a visão estreita defendida pelo PTB. Quem produz - qualquer coisa - precisa vender para alguém. E quanto mais estruturada é uma cadeia produtiva, maiores ganhos são divididos para todos os participantes. É claro que em alguns segmentos as relações entre fornecedores e indústrias são extremamente tensas - é só lembrar como andam as negociações no setor de laranja. Mas, mesmo quando a situação está desgastada, nenhuma das partes pode abrir mão da outra.  </p><p><br />Veja <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YflNxb7-Xvs"><font color="#0000ff">aqui</font></a> o filme do PTB que está no youtube. <br /> </p><p>PS: Antes do vídeo que mencionei, há outros dois filmes  ambos sobre o fator previdenciário.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Combinando com os russos]]></title>

<pubDate>Ter, 27 Out 2009 19:12:40 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091027_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Implantar um projeto de papel e celulose não é uma tarefa fácil. Além da complexidade natural para construir qualquer empreendimento agroindustrial, cultivar extensas áreas de eucalipto costuma gerar muita polêmica. A Suzano Papel e Celulose tem chamado as organizações não-governamentais do Maranhão e do Piauí - estados onde serão construídas duas fábricas da empresa - para conversar. A ideia é explicar para ONGs (tanto locais como nacionais) como serão os projetos, englobando desde o impacto econômico até as compensações ambientais e sociais. </p><p> </p><p>O objetivo da Suzano é reduzir a desinformação e derrubar as resistências, principalmente entre os ambientalistas. Já foram quatro encontros que reuniram cerca de 40 ONGs - entre elas, a WWF e a Conservação Internacional. &quot;A maior preocupação nessas regiões é em relação aos recursos hídricos. Existe o mito que o eucalipto seca as áreas onde é cultivado&quot;, diz João Comério, diretor florestal da Suzano.</p><p> </p><p>Já faz algum tempo que as empresas (não só as do agronegócio) passaram a considerar como estratégicas suas relações com as ONGs e afins. Comprar briga como uma organização não-governamental é garantia de conflitos com as comunidades em que atuam ou exposição negativa na mídia. Mas a questão é: será que as ONGs acabam convencidas?</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Abrindo a caixa preta]]></title>

<pubDate>Seg, 12 Out 2009 18:12:42 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091012_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Amanhã, terça-feira, a Confederação Nacional da Agricultura promete divulgar dados consolidados sobre os assentamentos rurais provenientes da reforma agrária. Aqui estão alguns <em>highligths</em> da pesquisa realizada pelo Ibope:</p><p> </p><p>- 48% dos assentados não produzem o suficiente para sobreviver;<br />- 75% não têm acesso aos programas de crédito do governo;<br />- 46% compraram suas terras ilegalmente de terceiros.</p><p> </p><p>Os dados não surpreendem, mas confirmam as suspeitas dos economistas agrícolas. Isso porque faltam dados sobre o desempenho econômicos dos assentamentos. O ministério do Desenvolvimento Agrário tem pouquíssimas informações disponíveis. Os movimentos sociais também não querem saber de contabilizar a eficiência (ou ineficiência) dos assentamentos. É claro que dados geram cobranças - mas acima de tudo dão parâmetros para se fazer melhor. Isso já acontece nas propriedades do agronegócio. Também poderia ser assim nos 80 milhões de hectares dedicados à reforma agrária no país.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[MST: o tiro no próprio pé]]></title>

<pubDate>Qua, 07 Out 2009 19:50:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091007_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Chegou ao fim hoje uma das mais bizarras invasões do MST a uma fazenda no interior de São Paulo. Depois de 8 dias de ocupação e 1 milhão de reais de prejuízo, cerca de 250 famílias deixaram a fazenda do grupo Cutrale, em Borebi. O movimento destruiu nada menos que 12 000 pés de laranja, máquinas agrícolas e instalações. Há dois dias foram divulgadas as imagens de militantes do MST passando um trator sobre fileiras e mais fileiras do laranjal de 5 anos de idade e em plena produção. As imagens chocaram. O próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, classificou o episódio de grotesco. A punição: botar em banho-maria a atualização dos índices de produtividade. A medida é uma das principais bandeiras do movimento para ampliar o espectro de propriedades passíveis de desapropriação. Ou seja, a invasão seguida de destruição foi um tiro no próprio pé do movimento. </p><p /><p>Há anos, o MST adotou a estratégia de invadir propriedades famosas (lembram da invasão de uma fazenda de FHC em Buritis?) para pressionar o Incra na desapropriação de fazendas que estariam de fato na mira do movimento. Isso porque uma medida provisória de 2000 determina que as propriedades invadidas tornam-se impedidas de seguir para a reforma agrária (desde o início do governo Lula há tentativas de burlar a MP). Ou seja, a destruição dos 12 000 pés de laranja foi puro vandalismo, uma vez que essa fazenda não poderia ser desapropriada - além do que a propriedade em questão é altamente produtiva. Mais um capítulo lamentável na novela em torno do MST. E você, leitor: o que acha das invasões dos sem-terras?</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Menor e mais produtivo - 2]]></title>

<pubDate>Qui, 01 Out 2009 23:47:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20091001_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Ontem, publiquei aqui alguns highlights do censo agropecuário, divulgado pelo IBGE. Um leitor do blog cobrou comentários sobre a concentração de renda. Embora o estudo não trate especificamente da renda, acho importante olhar a questão da concentração de terras. O censo 2006 mostra que a estrutura fundiária permaneceu praticamente inalterada, em relação aos levantamentos de 1985 e 1995. Os estabelecimentos com mais de 1 000 hectares, que representam cerca de 1% do total das propriedades, ocupavam 43% da área total dedicada à agropecuária. Já os estabelecimentos com menos de 10 hectares (que equivalem a 47% do total de propriedades pesquisadas) detinham 2,7% da área total.</p><p>Para medir a concentração no campo, no entanto, o IBGE utilizou o índice de Gini, que mede desigualdade. Por esse parâmetro, a concentrou aumentou 1,9% em relação a 1995 - sendo que o maior crescimento foi verificado no estado de São Paulo. De acordo com o IBGE, a concentração ocorreu especialmente entre as propriedades médias - o que necessariamente não é uma coisa ruim. Nesse caso, terras que estavam sendo subutilizadas entram em produção - gerando riqueza e emprego. Melhor que terra parada e abandonada.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Menor e mais produtivo]]></title>

<pubDate>Qua, 30 Set 2009 23:53:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090930_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p> Depois de três anos, finalmente, o censo agropecuário foi divulgado. O levantamento produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística traz um retrato mais acurado das mudanças que o agronegócio nacional sofreu de <metricconverter w:st="on" productid="1996 a" />1996 a</metricconverter /> 2006. Nele, está o incrível avanço da soja no país, com um crescimento de 88% na produção - sendo que quase metade da safra foi de transgênicos em 2006. O rebanho nacional também cresceu 12% em relação ao último censo, registrando um total de 171,6 milhões de cabeças.</p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p> </p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Um dado que chama a atenção é a redução de área para a agropecuária brasileira. Os 5,2 milhões de estabelecimentos rurais perderam uma área de 23,6 milhões de hectares, passando a ocupar quase 330 milhões de hectares - o que equivale a 36,75% do território nacional. Segundo o IBGE, uma das possíveis razões que explica essa diminuição foi o aumento das áreas de conservação de ambiental e de reservas indígenas, que juntas ganharam cerca de 60 milhões de hectares no período de <metricconverter w:st="on" productid="1996 a" />1996 a</metricconverter /> 2006.</p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p> </p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">No ano de 2006, o valor da produção dos estabelecimentos rurais foi de 147 bilhões de reais. Três setores do agronegócio nacional concentram quase 40% do valor da produção: soja, cana e pecuária bovina. Esta última é a principal atividade rural brasileira, identificada em mais de 30% das propriedades. </p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" /><p> </p><p /><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Ao mesmo tempo em que o censo mostra avanços importantes, ele também traz dados alarmantes. Cerca de 80% dos produtores agropecuários eram analfabetos ou não concluíram o ensino médio. Mais da metade das propriedades que utilizam agrotóxicos não recebeu orientação técnica para isso. Apenas 17% das propriedades tiveram acesso a algum tipo de financiamento. É o lado B de um dos setores mais importantes da economia brasileira.</p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Internacionalização: só com dinheiro próprio]]></title>

<pubDate>Seg, 28 Set 2009 20:12:51 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090928_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) divulgou hoje um trabalho que analisa a atuação das empresas do agronegócio nos investimentos diretos das companhias brasileiras no exterior. O trabalho focou em duas frentes: investimentos e acesso a mercados. </p><p> </p><p>De acordo com o trabalho da Sobeet, mais da metade das empresas do agronegócio financia o processo de internacionalização com recursos próprios. Outras 38% se valem do mercado dívidas no exterior. Apenas 13% dessas companhias utilizam recursos do BNDES para expandir suas operações fora do Brasil.</p><p> </p><p>No campo das dificuldades, a principal barreira para a internacionalização é a falta de acesso a canais de distribuição nos mercados internacionais. Também fazem parte da lista de dificuldades os entraves protecionistas, a elevada carga tributária e a falta de conhecimento dos mercados potenciais.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Etanol de beterraba no Brasil]]></title>

<pubDate>Qua, 23 Set 2009 23:50:17 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090923_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p> Cosan, Dedini e Syngenta estão envolvidas num projeto inusitado: a produção de açúcar e etanol de beterraba.  Comum na Europa, o cultivo da beterraba açucareira não existe no Brasil (a hortaliça que se planta no país é menor e tem teor mais baixo de sacarose). O projeto nasceu a partir da constatação de que as usinas brasileiras operam apenas durante dois terços do ano. Nos quatro meses restantes, quando ocorre a entressafra da cana, a usina fica parada - em geral, em manutenção. A ideia das três empresas é desenvolver uma cultura capaz de produzir açúcar e álcool justamente no intervelo da cana. </p><p /><p /><p>A Syngenta trouxe para o Brasil 23 variedades da planta. Apenas duas se adaptaram ao clima tropical e foram testadas em campo. Em 2008, a primeira colheita de beterraba açucareira somou 500 toneladas - o que permitiu que uma das usinas da Cosan no interior de São Paulo rodasse com a planta por três horas. No final do ano, cerca de 1 000 toneladas farão parte de um novo teste.  Além de ocupar as usinas por mais tempo, a beterraba açúcareira é um tipo de cultura voltada para pequenas propriedades, o que seria uma alternativa de inclusão de pequenos agricultores no setor sucroalcooleiro.</p><p> </p><p>Há mais de uma década a Syngenta pesquisa a versão tropicalizada da planta em diferentes regiões do planeta. Em 2008, o projeto recebeu um prêmio da Nações Unidas por incentivar a agricultura sustentável na área de bioenergia. A multinacional suíça já testou variedades da beterraba tropicalizada na Índia e na Colômbia. Nos experimentos brasileiros, enquanto a Syngenta se dedica à seleção das variedades, a Dedini adapta equipamentos à planta e a Cosan testa o processo produtivo. </p><p /><p /><p>O projeto é curioso sobretudo porque a produção do açúcar de beterraba na Europa só existe porque é bancada por generosos subsídios governamentais. Aqui, a ideia é que a beterraba seja também uma alternativa de rotação dos canaviais - em geral, soja e amendoim assumem esse papel. Será que no país da cana existe espaço para a beterraba açucareira?</p><p> <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Agropalma e as certificações]]></title>

<pubDate>Seg, 21 Set 2009 23:03:50 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090921_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Há quatro anos, a Agropalma, maior fabricante de óleo de palma do Brasil, era surpreendida por um gigantesco questionário de um de seus clientes internacionais. A multinacional de alimentos queria saber detalhes do processo de fabricação que, à primeira vista, pareciam irrelevantes e resvalavam para a mera burocracia. O diretor comercial da Agropalma, Marcello Brito, achou um exagero, mas uma análise mais atenta mostrou que aquelas exigências faziam sentido. &quot;Naquela época, era raro, mas agora os grandes clientes querem que todos os insumos que entram na cadeia de produção sejam rastreados&quot;, diz Brito. O processo que começou em 2005 acabou de ser concluído. </p><p> </p><p>Há duas semanas, a empresa conquistou o ISO 22 000 - que certifica justamente o sistema de gestão para a segurança de alimentos. O selo se junta a outras oito certificações que a agroindústria possui: três são relacionados à gestão e cinco atestam que os produtos são orgânicos. A Agropalma é considerada uma empresa modelo quando o assunto é o desenvolvimento sustentável na região amazônica. Encravada no meio do Pará, a empresa adota as melhores práticas relacionadas ao meio-ambiente, promove parcerias com pequenos produtores locais e desenvolve uma série de projetos junto à comunidade - e ainda assim é uma companhia bastante lucrativa.</p><p> </p><p>Sua atuação é tão impressionante que a empresa virou uma espécie de embaixadora do agronegócio sustentável do Brasil. Nos próximos dias, Brito participa de dois fóruns internacionais sobre o tema: um na França e outro na Colômbia.</p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Tão iguais, tão diferentes]]></title>

<pubDate>Qua, 16 Set 2009 22:29:01 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090916_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Eles eram amigos e viraram sócios. Desfizeram a sociedade, mas continuaram amigos. Agora, são sócios de novo. Não é a primeira vez que a família Batista, dona da JBS Friboi, se associa aos irmãos Bertin. As duas maiores empresas de carne bovina do Brasil eram donas da BF Alimentos, joint-venture para a exportação do produto. A sociedade durou três anos e acabou em 2003 - aparentemente sem mágoas para nenhum dos lados. Cada empresa tinha uma visão diferente do mercado de carnes: Friboi dava prioridade ao mercado de carne <em>in natura</em> e Bertin avançava no segmento de processados. </p><p> </p><p>De lá para cá, as empresas tomaram trajetórias bastante diferentes. A JBS Friboi se tornou uma das maiores empresas do mundo em proteína animal, graças ao IPO que financiou seu projeto de expansão. Extremamente internacionalizada, o grosso de suas operações se concentra hoje nos Estados Unidos e na Austrália. O Bertin continuou uma empresa familiar (embora flertasse com a possibilidade de abertura de capital). Extremamente verticalizada, a empresa sempre levou a sério um ditado do mercado pecuário: do boi só se perde o berro. O Bertin atua na área de carnes, couros, higiene e limpeza (onde entra o sebo bovino) e equipamentos de segurança (onde entra o couro). Durante a <em>conference call</em> que apresentou a operação ao mercado, Joesley Batista, presidente da JBS Friboi, explicou a diferença das duas empresas. &quot;O Bertin é uma empresa que tirou o máximo dos intermediários possíveis da produção. O Friboi é uma companhia que tirou o máximo de intermediários da comercialização. Existe uma complementaridade muito grande entre as duas empresas&quot;. </p><p> </p><p>Hoje, a JBS Friboi é uma empresa que fatura 30 bilhões de reais - quatro vezes mais que o Bertin. Já a margem do Bertin gira entre 10% e 11% - a do Friboi é de 3%. O casamento entre as duas empresas (e mais a aquisição da Pilgrim's Pride, nos Estados Unidos, também anunciada hoje) gera um gigante com um faturamento consolidado de 51,6 bilhões de reais em 2008. Será a terceira maior empresa do Brasil, depois de Petrobras e Vale. Será a maior empresa de proteína animal do mundo.</p><p> </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Ganharam de novo. Mas será que agora vão levar?]]></title>

<pubDate>Seg, 31 Ago 2009 21:28:23 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090831_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Produtores de algodão e o ministério das Relações Exteriores estão discutindo uma forma de reverter para o setor os ganhos obtidos na longa batalha na Organização Mundial do Comércio contra os subsídios ao algodão americano. Hoje, a OMC anunciou que o Brasil poderá retaliar em 800 milhões de dólares os Estados Unidos para compensar os prejuízos causados pelos subsídios concedidos aos produtores americanos de algodão. Uma das ideias em discussão no Brasil seria criar um fundo destinado à lavoura do algodão que captasse parte da compensação autorizada pela OMC. A decisão dá direito ao Brasil de praticar a chamada retaliação cruzada. Nesse caso, o país poderia, por exemplo, quebrar patentes de farmacêuticas americanas que, por sua vez, pressionariam o governo dos Estados Unidos a reduzir os subsídios ao algodão americano. Pois, mesmo depois das sucessivas derrotas na OMC, a política de subsídios nos Estados Unidos ao algodão continua a todo o vapor. </p><p> </p><p>Em 2002, o Brasil entrou com uma queixa na OMC contra os subsídios dos Estados Unidos, que sustentam artificialmente a produção americana de algodão e acabam distorcendo o preço mundial da commodity. Só para se ter uma ideia, entre 1999 e 2002, os incentivos governamentais somaram o montante de 12 bilhões de dólares, enquanto que o valor da colheita de algodão durante esses anos chegou a 13,9 bilhões de dólares. O Brasil marcou sua primeira vitória em 2004 - que foi confirmada um ano depois em processo de apelação. Como nada aconteceu, o governo brasileiro reclamou de novo e mais uma chancela foi dada pela OMC em 2007 - confirmada novamente em 2008. Resumo da história: quatro derrotas depois, os americanos continuam a subsidiar seu algodão. E os produtores brasileiros? Esses não ganharam um centavo sequer. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Endividamento, o retorno]]></title>

<pubDate>Ter, 25 Ago 2009 23:24:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090825_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Em setembro de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a lei que instituía a renegociação das dívidas rurais. Quase um ano se passou e parte da legislação ainda não foi regulamentada. Amanhã, quarta-feira, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, uma audiência pública irá tratar do endividamento do agronegócio  tema recorrente no setor. Entre as pendências da legislação, as dívidas ativas junto a União estão na pauta. Como nenhum produtor rural pode negociar diretamente seus débitos com o Tesouro Nacional, o tema continua em aberto. Quase duas dezenas de representantes rurais vão discorrer sobre as dificuldades de seus respectivos setores. Ninguém sabe muito bem o que sairá da audiência pública. Na pior das hipóteses, talvez seja apenas mais uma rodada de lamentações.]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Seguro rural: mais uma tentativa]]></title>

<pubDate>Dom, 26 Jul 2009 22:16:48 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090726_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[

<!--StartFragment-->

<p class="MsoNormal"><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">Está
em discussão um novo projeto de seguro rural no país. </span><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">O governo pretende criar um fundo de
repartição de perdas, que garantiria as operações do seguro rural em caso de
problemas climáticos, como excesso ou falta de chuvas. A União entraria com um
aporte de 5 bilhões de reais para dar a largada ao projeto.</span><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">  </span></span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">Hoje, apenas 3% dos produtores
contratam seguro rural e o fundo permitiria ampliar substancialmente esse
número. O governo deve emplacar esse projeto na Câmara até setembro, fazendo
que a medida passe a valer apenas na safra 2010/2011. </span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "><o:p /></span></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><o:p><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">O
que tem me chamado a atenção nessa discussão é o recorrente argumento de que,
uma vez acertada a fonte de financiamento do projeto, faltaria apenas convencer
o produtor rural a aderir à ideia -como se o agricultor brasileiro fosse
relutante em fazer seguro. Já ouvi</span><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> 
</span></span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">fontes dizerem que o seguro não pega no Brasil por um fator meramente
cultural. Segundo essa teoria, o produtor rural prefereria arriscar a sorte e, no caso de azar, apelar para o
calote, seguido de renegociação de dívida.</span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "><o:p /></span></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><o:p><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">Nunca
achei essa explicação razoável. Há um tempo conversei com o deputado Homero
Pereira (PR/MT) que me deu algumas pistas do porquê da baixa adesão ao seguro.
Segundo Pereira, os cálculos de cobertura - no caso de quebra de safra - utilizam dados de produtividade defasados, obtidos no censo agropecuário de
1996, realizado pelo IBGE. Ou seja, quem faz seguro hoje acaba recebendo apenas
o equivalente a uma parcela da produção - embora pague pela área total da
lavoura. Um péssimo negócio, naturalmente. Resumo da história: o fundo de
repartição de perdas é muito bem-vindo. Mas sozinho não vai transformar o
mercado de seguro rural.</span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "><o:p /></span></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><o:p><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><o:p><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><o:p><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "> </span></o:p></span></p>

<p class="MsoNormal"><span><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; ">PS:
estarei em férias até 21 de agosto. Até breve.</span><o:p /></span></p>

<!--EndFragment-->












]]></description>

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<title><![CDATA[Caça aos fora da lei]]></title>

<pubDate>Qui, 16 Jul 2009 23:53:27 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090716_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Serasa está lançando um novo sistema que vai entregar as agroindústrias que não estão em dia com o licenciamento ambiental. Até o final de agosto, entra em ação o Conformidade Ambiental, programa que irá buscar informações junto aos órgãos e secretariais ambientais nas esferas estadual e federal. A partir do CNPJ, será possível rastrear pendências no licenciamento ambiental de uma empresa rural. O programa foi criado para atender uma demanda dos bancos, que temem financiar quem não anda cumprindo a legislação e ser responsabilizados por isso.</p><p> <br />A boa notícia é que o sistema pretende recompensar as agroindústrias que estiverem em dia com as regras ambientais. De acordo Franklin Thame, gerente de risco de produtos socioambientais da Serasa, as instituições financeiras deverão beneficiar empresas e produtores com taxas de juros mais baixas, prazos mais amigáveis ou garantias menores. O sistema Conformidade Ambiental também será um instrumento para os bancos identificarem potenciais clientes para linhas de financiamento para recomposição florestal. Ou seja, dar crédito para legalizar quem está ilegal. Afinal, não é nada barato transformar área degradada em vegetação nativa. Só para se ter uma idéia o custo de recompor uma área florestal vai de 8 000 a 13 000 reais por hectare. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Ainda é tempo para desbravar]]></title>

<pubDate>Sex, 10 Jul 2009 18:55:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090710_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Na semana passada, estive em Balsas, no Maranhão, para conhecer umas das áreas com as maiores perspectivas de crescimento do agronegócio no país. É impressionante a expansão da região que há pouco menos de duas décadas era irrelevante em termos de agricultura. Hoje, as lavouras de soja, de algodão e de milho estão mexendo com a economia dos 163 cidades municípios que compõem o Mapitoba - área que engloba o cerrado nos estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. </p><p><br /></p><p>Lá em Balsas, conheci empreendedores que realmente desbravaram esse pedaço do Brasil. Um deles foi Paulo Fachin, dono da Ceagro, empresa produtora de grãos e revenda de insumos. Em 1986, quando tinha 27 anos de idade, esse paranaense de Toledo era um mero plantador de batatas. Ele, então, decidiu vender os dois tratores e o único caminhão que possuía para fazer agricultura no sul do Maranhão. Na safra 2008/2009, Fachin produziu 75 000 toneladas de grão na última safra e comercializou outras 120 000 toneladas de terceiros. No ano passado, ele vendeu 40% da empresa para o grupo argentino Los Grobo. </p><p><br />No final da entrevista, perguntei para Fachin se ainda havia espaço para quem quisesse começar do zero na região e repetir o que ele mesmo havia construído ao longo dos últimos 20 anos. &quot;Claro. Tem muito espaço para ser desbravado&quot;, disse Fachin. A reportagem que fala de Balsas e outras regiões do Mapitoba pode ser lida na edição de EXAME que começa a circular hoje. Veja <a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/negocios/sertao-agora-assim-482542.html"><font color="#0000ff">aqui</font></a>.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Diplomatas no campo]]></title>

<pubDate>Sex, 03 Jul 2009 22:11:53 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090703_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Na próxima semana, começa o primeiro treinamento de diplomatas brasileiros em temas do agronegócio. Promovido pelo Ministério da Agricultura em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, o programa levará profissionais que ocupam postos estratégicos em países da África, Américas, Europa, Ásia e Oriente Médio para conhecer propriedades rurais e agroindústrias, como frigoríficos, laticínios e usinas de etanol. Em duas semanas, os diplomatas passarão por municípios de Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Paraná. A ideia do Ministério da Agricultura é que esses profissionais ajudem a solucionar problemas burocráticos que o Brasil enfrenta no comércio exterior.<br /></p><p>A iniciativa - obviamente louvável - é uma reivindicação antiga do setor rural. Associações e empresários que lidam com as embaixadas brasileiras diziam que era assustadora a falta de conhecimento da chancelaria em relação ao agronegócio nacional. Só para se ter uma idéia os diplomatas brasileiros que estavam envolvidos nas disputadas do açúcar e do algodão na Organização Mundial do Comércio foram orientados por advogados americanos e europeus (pagos pelas respectivas associações de produtores) que conheciam os meandros da legislação internacional. Se o pelotão da diplomacia brasileira não tem conhecimento sobre o agronegócio nacional (e são eles que tocam o dia a dia das embaixadas), quem irá defender a produção agrícola brasileira na batalha do comércio global?</p>]]></description>

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<title><![CDATA[O óbvio da infraestrutura]]></title>

<pubDate>Ter, 30 Jun 2009 09:58:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090630_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Converso quase que diariamente com empresários, executivos de grandes empresas e analistas ligados ao agronegócio. Invariavelmente, a infraestrutura é apontada como o maior entrave do setor. Hoje, vi um exemplo que retrata isso. Acabei de passar pela BR 230, no Maranhão. Pela rodovia, passa boa parte da soja produzida no sul do estado. Como vocês podem ver na foto ao lado, a situação da estrada é dramática. Os poucos mais de 100 quilômetros entre Riachão e Balsas estão repletos de buracos. Há trechos em que é melhor seguir pelo acostamento de terra. Na prática, o tempo para percorrer o trajeto aumenta em pelo menos 50% em função das condições de tráfego. É possível notar que há pouco tempo uma operação tapa-buracos passou por ali - que naturalmente não resistiu às chuvas e ao peso dos caminhões. A impressão que dá é que a estrada federal é uma fina camada de asfalto que corta o cerrado. Eu não sou engenheira, mas uma estrada no sul do Maranhão não parece ser uma obra complexa - especialmente numa área sem ocupação urbana. É claro que custa dinheiro. Mas esse investimento facilitaria o escoamento da produção agrícola, o que estimularia mais produção e mais investimento. Tudo parece tão óbvio. Mas por que será que as coisas não acontecem? ]]></description>

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<title><![CDATA[Credibilidade em xeque]]></title>

<pubDate>Qua, 24 Jun 2009 21:07:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090624_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise financeira no setor de carne acabou gerando uma crise de credibilidade. Depois de calotes de frigoríficos como Independência e Margen, os pecuaristas decidiram que é hora de se prevenir. A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a Famato, lançou hoje a sugestiva campanha &quot;Gado só à vista&quot;. De acordo com a Famato, a campanha tem o objetivo de conscientizar o produtor rural a negociar seu gado com maior segurança. Muitos frigoríficos forçavam a compra de rebanho a prazo, transformando o pecuarista no financiador do capital de giro da indústria. No auge da crise global, o crédito secou e o fluxo de dinheiro foi interrompido - deixando milhares de pecuaristas sem receber pelos animais abatidos. Esse modelo de financiamento dentro da própria cadeia produtiva não era uma exclusividade do setor de carnes - produtores de grãos e de cana também utilizam o dinheiro da indústria para alavancar sua lavoura. O que parece bastante razoável dado o nível de dependência entre os elos da cadeia agropecuária. O problema é que esse modelo parece funcionar apenas nas épocas de bonança. Nas horas de vacas magras (com perdão do trocadilho), perde sempre o elo mais fraco da cadeia.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[O açúcar voltou à moda]]></title>

<pubDate>Seg, 22 Jun 2009 19:20:53 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090622_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Há não muito tempo - menos de três anos - o etanol havia se transformado na cereja do bolo do setor sucroalcooleiro. Projetos de novas usinas inteiras foram concebidos para produzir apenas álcool combustível. Ninguém queria saber mais do açúcar - produto que remonta aos tempos do Brasil Colônia. Afinal, as perspectivas de exportação eram tão fantásticas que o açúcar tinha virado realmente coisa do passado. Mas a crise veio, o dinheiro sumiu do mercado e o açúcar mostrou que continua a ser o grande porto seguro do setor. A recente valorização do açúcar mexeu com o setor sucroalcooleiro. Em 12 meses, o açúcar valorizou 56% - sendo que nas últimas semanas o preço da commodity andou caindo. Outro sinal do bom momento do açúcar é a demanda por novas usinas. A Dedini tem propostas firmes de novas unidades apenas para produção de açúcar - coisa que não acontecia há muito tempo. As estatísticas da maior fabricante de bens de capital para o setor sucroalcooleiro apontam numa melhora de humor. Hoje, a empresa tem cerca de 200 propostas firmes em andamento - em janeiro, no auge da crise, eram apenas 80. Em 2006, essas propostas somavam quase 400. Uma época de euforia que deve demorar a voltar. ]]></description>

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<title><![CDATA[Há males que vêm para o bem]]></title>

<pubDate>Sex, 12 Jun 2009 18:59:47 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090612_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Sabe aquela situação terrível, horrorosa mesmo, mas que no final pode solucionar para valer um problema? É assim que eu entendo a repercussão do relatório do Greenpeace sobre a pecuária na Amazônia. A ONG e o Ministério Público do Pará acusam 11 frigoríficos (entre eles Bertin e Minerva) de adquirir gado em áreas de desmatamento na região Amazônica. Obviamente, o clima pesou na pecuária. A reação mais onerosa veio dos três maiores varejistas no Brasil - Carrefour, Wal-mart e Pão de Açúcar-, que na quinta-feira anunciaram a suspensão de compras de carne desses abatedouros. Os grandes frigoríficos, naturalmente, começaram a se mexer. O Friboi acabou de enviar um comunicado para as redes afirmando que &quot;proíbe a compra de animais vindos de propriedades que operam de forma ilegal no que diz respeito a responsabilidade socioambiental&quot;. Outros grandes frigoríficos devem estar se explicando para os seus clientes - dentro e fora do Brasil. E mais do que argumentos bem-intencionados, devem estar passando um pente fino na cadeia de fornecedores. </p><p> </p><p>Quem perde com a situação? Os pecuaristas que produzem ilegalmente na região Amazônica - e não é pouca gente, não. Quando o Pão de Açúcar diz que não compra e o Bertin transmite o recado, não sobra espaço para o criador ilegal. É óbvio que, no curto prazo, o episódio deve causar algum prejuízo para o setor da carne - especialmente num momento em que a cadeia frigorífica tenta se recuperar do baque pós-crise. Mas, no longo prazo, quem não transformar o discurso de sustentabilidade no campo em ação de fato, será jogado para escanteio. Não adianta mais relutar.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[O caminho das pedras]]></title>

<pubDate>Qui, 04 Jun 2009 12:10:05 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090604_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe está editando um guia jurídico do agronegócio. A publicação vai abordar cinco áreas da legislação brasileira aplicada ao setor rural: tributária, trabalhista, comércio internacional, meio ambiente e contratos. Publicado em inglês, o guia irá traçar o panorama legal do agronegócio brasileiro e será distribuído a clientes e potenciais investidores instalados nos 39 países nos quais o escritório Baker &amp; McKenzie, parceiro global ao qual o Trench, Rossi e Watanabe é associado desde 1959. Quem está coordenando o trabalho é o advogado Claudio Moretti, sócio da banca brasileira. Para ele, o capítulo mais complexo do guia será o que explicará a legislação ambiental. &quot;A evolução das regras de meio ambiente é muito controversa&quot;, diz Moretti. A publicação deverá ser lançada ainda neste mês.<br />]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Minc versus o agronegócio]]></title>

<pubDate>Qui, 28 Mai 2009 17:33:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090528_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>As relações entre o agronegócio e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já estavam ruins, mas agora azedaram de vez. Ontem, em Brasília, Minc disse que &quot;os ruralistas encolheram o rabinho de capeta e agora fingem defender a agricultura familiar. É conversa para boi dormir. Não se deixem enganar&quot;. A bancada ruralista também apelou para baixaria. Vários deputados saíram desancando o ministro. O deputado Ronaldo Caiado foi infeliz ao dizer que Minc &quot;está acostumado a usar esse linguajar nos morros do Borel e da Rocinha&quot;. A Confederação Nacional da Agricultura, liderada pela senadora Kátia Abreu, acabou de emitir nota que diz, entre outras coisas, que Minc é desqualificado para ocupar o cargo.</p><p> </p><p>O motivo da nova rodada de insultos foi a proposta anunciada após reunião de representantes do governo com movimentos sociais do campo. O ministro do Meio Ambiente comemorou a decisão que questões ambientais e trabalhistas passariam a ser consideradas como critério para desapropriação de terras destinadas à reforma agrária. O curioso é que Minc parece não conhecer a legislação fundiária do país e não sabe que esse critério já está em vigência. O Incra já utilizou a falta de averbação da reserva legal como argumento de descumprimento da função social da propriedade, o que permite a desapropriação de terras no país. Tudo amparado pela lei 8.629, de 1993. </p><p /><p /><p>Ou seja, nada de novo na discussão. Apenas mais um <em>round </em>entre ambientalistas versus agronegócio.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Mais perto do mercado chinês]]></title>

<pubDate>Qua, 27 Mai 2009 23:59:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090527_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A notícia saiu com mais de uma semana de atraso, mas saiu. A China divulgou a lista com 22 frigoríficos brasileiros autorizados a exportar frango para o mercado chinês, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. Empresas e entidades ligadas ao setor exportador davam como certa que a divulgação ocorreria durante a viagem oficial do presidente Lula à China. Várias reuniões ocorreram em Pequim, mas nenhum documento foi emitido. Em dezembro do ano passado, o governo chinês já havia anunciado a habilitação das empresas brasileiras, mas sem as licenças emitidas nada aconteceu. O Ministério da Agricultura estima o mercado chinês de importação de aves em cerca de 1 bilhão dólares por ano. Agora, com as licenças, o início dos embarques pode acontecer a qualquer momento. Mas será que agora vai?</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais 60 milhões de árvores]]></title>

<pubDate>Qua, 20 Mai 2009 00:30:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090520_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Suzano Papel e Celulose deve anunciar nos próximos dias um investimento florestal de 150 milhões de dólares. Serão plantadas 60 milhões de mudas de eucaliptos no Piauí e no Maranhão ao longo de 2009, numa área de cerca de 48 mil hectares. As árvores serão utilizadas como matéria-prima para as duas novas unidades da Suzano, que serão implantadas nesses estados. Foram desenvolvidos materiais genéticos apropriados ao clima mais seco das terras do Piauí e do Maranhão. Espera-se que essas novas variedades repitam a mesma produtividade alcançada em outras regiões do país: 44 metros cúbicos de madeira por hectare ao ano. O que permite a produção anual de 11 toneladas de celulose por hectare. A exemplo do que ocorre em outras florestas da companhia, esse novo plantio de eucaliptos deverá ser certificado por organismos que avaliam o manejo desse tipo de área, segundo critérios socioambientais. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Infinity entra com pedido de recuperação judicial]]></title>

<pubDate>Ter, 19 Mai 2009 18:11:29 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090519_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><br />A Infinity Bio Energy entrou hoje com pedido de recuperação judicial. A empresa tem cinco usinas em operação e uma em construção, nos estados do Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerias e Bahia. Na safra passada, a Infinity processou 5 milhões toneladas de cana. Em comunicado ao mercado emitido pela empresa, o pedido de recuperação é justificado pelo atraso na entrega de equipamentos, que comprometeu parte das operações. &quot;A crise global sem precedentes, a forte retração no crédito e nos mercados de capitais e a queda nos preços de açúcar e álcool também contribuíram para a necessidade de reorganizar a estrutura de capital da empresa&quot;, diz o comunicado.</p><p /><p /><p /><p>Presidida pelo ex-diplomata Sergio Thompson-Flores, a Infinity sempre foi considerada muito agressiva no mercado e seus negócios inspiravam desconfiança. Em 2007, entrevistei Thompson-Flores para um perfil do executivo e da empresa, publicado em EXAME. Na época, o ex-diplomata tinha planos bastante ambiciosos para a Infinity. Ele apostava num <em>boom</em> de exportações de etanol e, por isso, cogitava construir outras cinco usinas e compras mais algumas unidades. No mercado sucroalcooleiro, no entanto, dizia-se que Thompson Flores pagou caro demais por usinas que não valiam tanto. </p><p /><p /><p /><p>Leia <a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0904/economia/m0141002.html"><font color="#0000ff">aqui</font></a> a matéria publicada em EXAME sobre a Infinity Bio-Energy.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais dinheiro para o agronegócio]]></title>

<pubDate>Qui, 14 Mai 2009 19:55:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090514_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Hoje, o blog conta com uma contribuição da Angela Pimenta, da sucursal de Brasília de EXAME. Ela esteve na Confederação Nacional da Agricultura, a CNA, e conta que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da entidade, reivindica do governo federal o mesmo tratamento dispensado pelo governo à indústria no pacote anti-crise. </p><p> </p><p>De acordo com a presidente da CNA, até agora o governo já gastou 356 bilhões de reais para estimular a economia, mas que desse montante, apenas 17 bilhões de reais foram destinados ao agronegócio. E desse valor, 5 bilhões são adiantamentos do Plano Safra 2009/2010. Ou seja, apenas 12 bilhões de reais em recursos novos irrigaram o setor. &quot;Precisamos que o governo entenda que o agronegócio significa um terço do PIB e que gera um terço do emprego no país&quot;, disse Kátia Abreu. &quot;Além disso, somos o único setor que em tempos de crise é capaz de manter a balança comercial superavitária&quot;. </p><p> </p><p>Diante do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ela pediu 120 bilhões de reais para a próxima safra, além da redução das taxas de juros dos financiamentos de 6,75% para 5%. A lista de reivindicações da CNA também inclui a criação do Fundo de Compensação de Riscos do Setor Agropecuário para minimizar os riscos de inadimplência das operações de crédito rural e facilitar o acesso ao crédito. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Dedini no Sudão]]></title>

<pubDate>Sex, 08 Mai 2009 21:08:57 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090508_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Sete técnicos brasileiros da Dedini estão há meses no Sudão para a implantação da primeira usina de etanol fabricada pela empresa no continente africano. A África é considerada a nova fronteira do etanol no mundo e é para lá que a Dedini está olhando. A fabricante brasileira de plantas industriais para o setor sucroalcooleiro diz estar discutindo projetos na África, mas não revela quais países são candidatos a receber seus equipamentos. A usina Kenana, com capacidade para processar 61 milhões de litros de etanol por ano, começou a operar essa semana. No Brasil, a unidade seria considerada de médio porte, mas na África é vista como uma gigante. Boa parte da produção será exportada - a empresa já firmou um contrato de fornecimento com o Reino Unido. </p><p><br />A saga desse pessoal de Piracicaba começou com o transporte da usina, que foi toda construída no Brasil e montada lá. Os equipamentos ocuparam dois navios e levaram 60 dias para chegar ao Sudão. A foto acima foi tirada hoje e mostra a turma em frente à unidade em meio a uma tempestade de areia - a pior dos últimos 39 anos. Mesmo assim, a usina Kenana não parou de operar. Os funcionários devem estar de volta nas próximas semanas.</p>]]></description>

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<item>
<title><![CDATA[Ecoeficiência no campo]]></title>

<pubDate>Qua, 06 Mai 2009 20:17:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090506_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Brasil é referência na destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Do campo nacional, são recolhidas 94% das embalagens de produtos como fungicidas e herbicidas. Agora, um novo estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, o inpEV, mostra que mais de 131 000 toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas na atmosfera entre 2002 e 2007 graças ao sistema de destinação final de embalagens. Realizado pela Fundação Espaço Eco, o trabalho calculou a ecoeficiência do sistema, que utiliza a reciclagem e a logística reversa. O conceito de ecoeficiência engloba a produção de bens e serviços utilizando menos recursos e gerando menos resíduos. Segundo o estudo, em cinco anos de operação, o sistema do inpEV proporcionou um ganho ambiental equivalente a 658 000 árvores que deixaram de ser cortadas.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudar o nome resolve?]]></title>

<pubDate>Seg, 04 Mai 2009 20:44:51 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090504_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><br />Depois de muito lobby do setor produtivo, o suíno deixou de levar a culpa pela nova gripe - que pode se transformar em pandemia mundial. Na sexta-feira, dia 1º de maio, a Organização Mundial de Saúde mudou a denominação da nova doença: a gripe suína passou a ser chamada pelo seu nome técnico, influenza A/H1N1. Mas, na avaliação do setor produtivo, o estrago já está feito. A desconfiança já havia atingido o consumidor brasileiro que, deixou de comprar carne suína nos supermercados que, por sua vez, reduziram também as encomendas. O resultado é uma queda de cerca de 10% nos preços pagos aos produtores. Mais que uma mudança no nome, os suinocultores torcem para que não haja nenhuma confirmação de algum caso em território nacional. Isso sim pode desestimular de vez as vendas da carne de porco no país.</p><p> </p><p>Por outro lado, o setor privado aposta que a A/H1N1 possa se tornar uma oportunidade para as empresas brasileiras que exportam carne suína. Com as restrições impostas aos Estados Unidos, maior exportador mundial, o Brasil poderia abocanhar uma fatia maior do mercado internacional. Isso, é claro, se a demanda resistir a tanta má notícia. Com mais de 1 000 casos confirmados da doença, a tendência é o consumidor refutar o produto - mesmo que as autoridades garantam que não há risco no consumo. Por isso, é bobagem esperar que a epidemia se transforme em oportunidade comercial para o Brasil. Com ou sem suíno no nome, a nova gripe ainda deve causar muita dor de cabeça aos produtores brasileiros e de todo o mundo.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Em busca da auto-suficiência nos fertilizantes]]></title>

<pubDate>Qui, 30 Abr 2009 20:46:47 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090430_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes está obcecado por um tema: a redução da importação de fertilizantes no Brasil. Hoje, o país compra no exterior 73% das matérias-primas utilizadas na indústria de fertilizantes, mas há reservas no país que se fossem exploradas poderiam reverter esse jogo. Veja o exemplo do fósforo. Metade dessa matéria-prima utilizada na produção de fertilizantes é importada. No entanto, há no país sete minas que poderiam ser exploradas e reduziriam a dependência externa. O mesmo acontece com o potássio - mais de 90% do produto vem de fora. Paradoxalmente, o Brasil é dono da terceira maior mina de potássio do mundo, instalada no Amazonas.</p><p> <br />Mas o que país precisaria fazer para alavancar a produção de fertilizantes? Boa parte do problema é fruto da inoperância do próprio governo. Um exemplo disso é ocorre em Maecuru, no Pará. Ali, fica a maior jazida de fósforo do Brasil que está impedida de ser explorada por um decreto presidencial de 1984. De acordo com Stephanes, o surreal é que ninguém saberia o porquê do veto. Para ele, se o Brasil explorasse seu potencial, poderia alcançar a auto-suficiência em fertilizantes em dez anos. Será que agora vai?</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Do laboratório à churrascaria]]></title>

<pubDate>Qui, 23 Abr 2009 19:31:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090423_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A <em>Science</em>, uma das mais importantes revistas científicas do mundo, traz em sua capa uma matéria sobre a decodificação do genoma bovino.  Liderado por cientistas americanos, o projeto internacional contou com pesquisadores brasileiros, entre eles o professor José Fernando Garcia, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araçatuba. No estudo, foram identificados 22 000 genes nos bovinos. Os resultados devem orientar pesquisas para o melhoramento da qualidade dos rebanhos de gado. </p><p /><p>Até hoje, boa parte do trabalho de seleção genética era feito com base na escolha dos melhores exemplares de uma raça e o contínuo cruzamento para alcançar as características desejadas. Ou seja, eram anos de tentativas em busca de um animal superior. A partir de agora, será possível identificar quais genes são capazes de proporcionar, por exemplo, uma carne mais macia ou com menos gordura. &quot;Vamos poder olhar o animal realmente por dentro&quot;, diz o pesquisador Garcia. Assim como o projeto do genoma humano, os dados dos genes dos bovinos serão públicos e poderão ser acessados por qualquer pesquisador no mundo. Garcia estima que num prazo de cinco anos será possível levar os resultados obtidos em laboratório para o prato do consumidores. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Só os fortes sobrevivem]]></title>

<pubDate>Qua, 22 Abr 2009 20:01:05 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090422_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Fitch Ratings, empresa de avaliação de risco, publicou hoje um relatório que prevê o retorno do crédito ao setor frigorífico e uma melhora significativa no cenário da indústria de carnes no Brasil. As empresas de bovinos foram fortemente afetadas pela crise de crédito no mercado, o que provocou a paralisação de dezenas de unidades de abate em todo o país. Para a Fitch, os recursos voltarão apenas para os frigoríficos que contam com uma melhor estrutura de capital e gastam menos para rolar suas dívidas. É claro que boa parte desse dinheiro deverá vir da linha de crédito para capital de giro no valor de 10 bilhões de reais criada na semana passada pelo Ministério da Fazenda.</p><p><br />Apesar da ajuda do governo brasileiro, o cenário é bastante distinto entre as empresas do setor. Prova disso é que o grupo JBS Friboi coloca em prática um agressivo plano de contratações - enquanto outros frigoríficos demitem em massa. Desde o começo do ano, o JBS Friboi já anunciou a contratação de 1 759 pessoas. E os planos apontam para 5 000 novas vagas até o fim do primeiro semestre de 2009. A estratégia da empresa é clara: mais gente, mais produção, mais participação de mercado.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Quem vai pagar a conta?]]></title>

<pubDate>Seg, 20 Abr 2009 13:13:07 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090420_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A revista inglesa <em>Economist</em> traz em sua última edição uma reportagem sobre o governador do Mato Grosso Blairo Maggi. O texto destaca a mudança de atitude do governador e maior produtor de soja do mundo - e um dos principais inimigos dos ambientalistas. No começo de abril, em uma conferência sobre o desenvolvimento do mercado de serviços ambientais, Maggi propôs o pagamento para manter a floresta Amazônica em pé. Para o governador, um formato possível seria a criação de fundos que financiariam a conservação da floresta em áreas de produtores agrícolas. Há algum tempo Maggi vem defendendo a adoção de uma solução de mercado para o problema do desmatamento. Para ele, os produtores agrícolas não podem arcar com os custos de manutenção da floresta. No Norte do Mato Grosso, área considerada Bioma Amazônia, os produtores podem utilizar apenas 20% da propriedade para as atividades agropecuárias. O restante tem de ser preservado. </p><p><br />A mudança de atitude de Maggi é puro pragmatismo. É difícil - ou melhor, quase impossível - que a legislação ambiental seja afrouxada na região amazônica. Afinal, não pegaria bem para o Brasil reduzir as cotas de preservação na Amazônia, quando o mundo todo discute como recuperar o que já foi devastado. Diante disso, resta para o governador do Mato Grosso a questão: quem vai pagar a conta da preservação?</p><p /><p>Leia <a href="http://www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=13496075"><font color="#0000ff">aqui</font></a> a reportagem completa da <em>Economist</em>.</p><p> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Uma nova imagem para a indústria da laranja]]></title>

<pubDate>Ter, 14 Abr 2009 19:46:47 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090414_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Está nascendo uma nova associação da indústria de suco de laranja. A nova entidade ainda não tem nome mas reunirá as quatro grandes do setor: Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus Commodities. Ela irá substituir a Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos - que, depois de representar o setor como um todo, acabou esvaziada por ter se tornado uma entidade de uma única empresa (a Cutrale). O objetivo dessa nova associação é tentar melhorar a imagem da citricultura no mercado. </p><p><br />O encarregado de repaginar a indústria da laranja é Christian Loubauer, ex-diretor da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Frango. E a missão de Loubauer não será nada fácil. A indústria de cítricos é considerada uma das mais fechadas do agronegócio nacional. Nenhuma empresa publica balanço - portanto, transparência zero. Indústria e produtores de laranja estão em permanente pé de guerra. Na Secretaria de Direito Econômico, corre um processo de formação de cartel contra as processadoras. A investigação foi deflagrada em 2006 com a Operação Fanta - ação da Polícia Federal que apreendeu documentos e material nas empresas do setor. Com tantos problemas no setor, será necessário muito mais que verniz para melhorar a imagem da indústria do suco de laranja. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Frango brasileiro no yakissoba chinês]]></title>

<pubDate>Ter, 07 Abr 2009 19:32:32 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090407_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Falta pouco para o Brasil voltar a exportar frango para a China. A expectativa é que o governo chinês libere as importações de aves durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, programada para a segunda quinzena de maio. Em janeiro, a China habilitou 22 abatedouros de frango no Brasil, o que seria a última etapa para a retomada das exportações brasileiras, interrompidas em 2006 por questões sanitárias. Até agora, no entanto, nenhuma encomenda ao Brasil foi feita.</p><p><br />E não é por falta de interesse local. Nessa empreitada, o Brasil tem aliados poderosos: as multinacionais de alimentos. A Yum! Brands, dona das redes KFC e Pizza Hut, tem atuado junto ao governo chinês em favor do Brasil, na tentativa de acelerar a retomada das compras. Afinal, as companhias estrangeiras não se arriscam a adquirir carne de frango contrabandeada de Hong Kong (parte expressiva das 400 000 toneladas exportadas do Brasil para Hong Kong segue para o mercado chinês). Além disso, as multis têm mais dificuldade de adquirir a matéria-prima localmente. </p><p><br />Com a abertura, a expectativa é que em 2009 sejam exportadas 100 000 toneladas de aves. O potencial do mercado chinês, no entanto, é muito maior. Estima-se que o Brasil poderia vender cerca de 250 000 toneladas num prazo de dez anos para a China. Agora, só depende do governo de Hu Juntao se finalmente o frango brasileiro chegará aos pratos chineses.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[De olho na azeitona alheia]]></title>

<pubDate>Qua, 01 Abr 2009 20:10:59 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090401_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Jacto, uma das mais tradicionais empresas de veículos agrícolas do país, está desenvolvendo uma máquina colhedora de azeitonas. Azeitonas? Sim, a empresa do interior de São Paulo já construiu alguns protótipos da máquina. Alguns deles foram testados fora do Brasil - afinal, a produção de azeitonas não está na pauta agrícola do país. Bem, não estava. Começam a surgir algumas iniciativas no país. Em Maria da Fé, sul de Minas Gerais, um grupo de 50 produtores está desenvolvendo uma área com 100 000 árvores. A primeira safra deverá ser colhida em 2010. As oliveiras mineiras deverão produzir 2 000 toneladas de azeitonas por ano - o que deve gerar 400 000 litros de azeite. Em São Paulo e no Rio Grande do Sul também estão sendo desenvolvidas áreas para o plantio de azeitona.</p><p> </p><p>Hoje, o Brasil é o quinto maior importador mundial de azeitonas e terceiro de azeite. Todos os anos são gastos 400 milhões de dólares com a compra desses produtos importados. Nos anos 60, foram feitas algumas tentativas sem sucesso de produzir o fruto nos estados de São Paulo e Paraná. A experiência não deu certo em função das condições climáticas, pois a oliveira exige clima frio e altas altitudes. A nova investida brasileira, no entanto, é amparada no melhoramento genético da planta.</p><p> </p><p>Curiosamente, o projeto da colhedora da Jacto foi concebido mirando o mercado externo. A região do Mediterrâneo concentra 95% da produção mundial de azeite. Ainda não há data para o lançamento da máquina e de que forma a empresa acessaria esse mercado. Mas se o azeite brasileiro de fato vingar, talvez, a Jacto tenha mirado no que viu e acertado no que não viu.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Renda garantida]]></title>

<pubDate>Qua, 25 Mar 2009 23:09:49 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090325_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Está prestes a sair o primeiro projeto de seguro de renda agrícola no país. No começo da semana, foi encaminhado para o governador José Serra o decreto que autoriza o convênio entre o estado de São Paulo e o Banco do Brasil - instituição financeira que deve operacionalizar o produto. O seguro de renda é considerado uma das principais alternativas para garantir renda ao produtor agrícola, que costuma estar exposto aos altos e baixos das cotações. </p><p /><p /><p /><p /><p /><p>O projeto vai subsidiar parte das operações realizadas no mercado futuro, com base nas cotações da BM&amp;F/Bovespa, em quatro produtos: soja, milho, café e boi. O governo paulista deverá subvencionar 50% do prêmio - o valor que é pago quando o produtor exerce uma opção de compra ou de venda no mercado futuro. Na prática, os agricultores de São Paulo poderão fazer modalidades de hedge (proteção) a um custo bem mais baixo. O governo paulista também subsidia 25% do custo do seguro rural, que protege o agricultor da instabilidade climática. Os outros 50% são bancados pelo governo federal.  </p><p /><p /><p /><p /><p>De acordo com a Secretaria de Agricultura de São Paulo, o seguro de renda deverá estar disponível aos produtores ainda no primeiro semestre de 2009.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Quanto custa o desperdício?]]></title>

<pubDate>Qua, 18 Mar 2009 21:02:49 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090318_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Todos os anos 5 milhões de toneladas de soja são perdidas durante a colheita na agricultura brasileira. A conta foi feita por Valentino Rizzioli, presidente da CNH, dona da marca de máquinas agrícolas New Holland. O desperdício, de acordo com ele, é fruto do número de colheitadeiras obsoletas que operam nas lavouras. Para cada três máquinas em operação, uma tem mais de oito anos de uso. A partir dessa idade, estima-se uma perda de 10% da produção (uma máquina nova registra perda de no máximo de 0,5%). </p><p><br />Hoje, a frota brasileira de colheitadeiras é de 45 000 unidades. Na ponta do lápis, essas 15 000 máquinas velhas geram um prejuízo de nada menos que 1,7 bilhão de dólares à agricultura brasileira. Se em anos de bonança a renovação de colheitadeiras sempre ficou aquém, imagine o que vai acontecer em tempos de crise e baixa oferta de crédito. </p>]]></description>

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<title><![CDATA[A disputa pela Agrishow]]></title>

<pubDate>Qui, 12 Mar 2009 23:16:09 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090312_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Ao longo dos últimos 15 anos, a Agrishow se tornou a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina. Em 2008, foram 710 milhões de reais em negócios fechados e outros tantos milhões que ficaram no comércio de Ribeirão Preto, sede do evento. Pois bem, em 2010, a Agrishow muda de endereço e vai para São Carlos, cidade a 80 quilômetros de Ribeirão. Enquanto São Carlos corre para desenvolver o projeto da &quot;Cidade da Bioenergia&quot;, onde o evento será instalado, Ribeirão Preto briga para não perder a feira. A prefeitura lançou a campanha &quot;Fica Agrishow&quot;. Empresários e políticos da cidade tentam convencer a Abimaq, associação das indústrias de máquinas e dona da feira, a desistir da mudança. </p><p /><p /><p /><p>A entidade argumenta que a feira precisa de mais espaço - especialmente para a exposição de máquinas e equipamentos agrícolas. Foram avaliadas várias cidades do interior de São Paulo, mas São Carlos teria feito a melhor oferta. Para o município de 218 000 habitantes, a chegada da Agrishow será um grande negócio. O evento deve ser o principal pilar do projeto &quot;Cidade da Bioenergia&quot;, uma espécie de feira permanente onde estarão expostas novidades tecnológicas em energia renovável. O projeto é uma parceria entre o governo federal, a Embrapa e a prefeitura da cidade. Só em infraestrutura serão investidos 53 milhões de reais em São Carlos. Há ainda projetos para melhorar a rede hoteleira da cidade.</p><p><br />Além da despedida, o último ano de Agrishow em Ribeirão também será bastante sem graça. Os fabricantes de máquinas agrícolas - o grande chamariz do evento - decidiram ficar de fora em 2009 (que ocorre de 27 de abril a 2 de maio). O motivo é a crise que reduziu fortemente as vendas do setor. E, para as empresas, não faria sentido investir na feira em um ano de vacas magérrimas. Afinal, cada marca precisa desembolsar 1 milhão de reais para bancar a participação no evento. Será a primeira vez que as montadoras de máquinas agrícolas estarão ausentes da Agrishow. Um adeus um tanto melancólico de Ribeirão. </p><p> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[PIB 2008: agropecuária em alta]]></title>

<pubDate>Ter, 10 Mar 2009 19:42:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090310_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia anunciou hoje o PIB de 2008, que cresceu 5,1%. O melhor desempenho foi o do setor agropecuário, que registrou crescimento de 5,8% (contra 4,8% do setor de serviços e 4,3% da indústria). O bom resultado é reflexo dos altos preços das commodities alcançados no final de 2007 e parte de 2008. Ou seja, tudo isso agora é passado. Conversei com o consultor Anderson Galvão, da Céleres, e ele acredita que é impossível que esse desempenho seja repetido em 2009, uma vez que o patamar de preços retrocedeu. E o valor bruto da produção tem um forte peso na composição do PIB. &quot;Como diz o pessoal de finanças: resultados passados não são garantia de sucesso futuro&quot;, diz Galvão.</p><p> </p><p>Os destaques da produção agrícola em 2008 foram trigo, café, cana, milho e arroz. Leia <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1330&id_pagina=1"><font color="#0000ff">aqui</font> </a>a nota completa do IBGE.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Como nascem as barreiras ao agronegócio - parte 2]]></title>

<pubDate>Sex, 06 Mar 2009 19:12:16 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090306_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>No post anterior, comentei as ações do padre Edilberto Sena, ambientalista de Santarém, no Pará, que estava em Londres acusando a produção de soja do Brasil de destruir a floresta Amazônica. Detalhe: o padre foi discutir suas preocupações ambientais justamente com os ingleses que, junto com os irlandeses, não poupam esforços contra a carne brasileira na União Européia (afinal, o Brasil é concorrente deles). Mas não se trata disso o post de hoje. Queria comentar a condenação de 28 pessoas pela Justiça Federal de Marabá, no Pará, acusadas de terem submetido trabalhadores rurais a situação análoga à escravidão - parte dos condenados era envolvida na atividade pecuária. </p><p><br />Assim como as generalizações do padre Sena podem estimular a criação de medidas contra a soja e a carne do Brasil no exterior, esse tipo de crime também provoca a criação de barreiras não-tarifárias contra o país. De nada adianta a grande maioria dos pecuaristas (e estamos falando aqui de milhares de pessoas) respeitar a legislação trabalhista, se uma minoria continuar a cometer este tipo de ação criminosa. Todos pagam juntos. </p><p><br />Nesse caso, a alegação de que o Brasil estaria sendo alvo do furor protecionista dos estrangeiros não vai convencer. O país precisa resolver seus passivos trabalhistas (além dos ambientalistas, sanitários e etc) para encarar o mercado internacional. Até quando a pecuária brasileira vai conviver com gente impondo práticas medievais no campo?</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Como nascem as barreiras ao agronegócio]]></title>

<pubDate>Qua, 04 Mar 2009 18:14:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Como se não bastassem os produtores dos países ricos agindo para barrar os produtos do agronegócio brasileiro, tem gente aqui do Brasil dando motivo para a criação das chamadas barreiras não-tarifárias - medidas protecionistas muitas vezes disfarçadas de restrições sanitárias e ambientais. O padre Edilberto Sena, ambientalista de Santarém, no Pará, está em Londres acusando a produção de soja de destruir a floresta Amazônica. A edição desta quarta-feira do jornal inglês <em>Guardian</em> traz um perfil do padre Sena. </p><p> </p><p>A reportagem começa com a seguinte frase atribuída ao religioso: &quot;Eu gostaria de dizer duas coisas aos consumidores europeus conscientes: primeiro, vocês deveriam saber que a carne que vocês comem é produzida às custas da nossa floresta Amazônica, portanto comam menos carne; em segundo lugar, pressionem seus governos a se entenderem com os grandes exportadores de soja&quot;. De acordo com a matéria do <em>Guardian</em>, o padre brasileiro esteve reunido com o comitê de meio-ambiente, alimentação e relações rurais da Câmara dos Comuns (o equivalente a nossa Câmara dos Deputados), do Parlamento Britânico, e relatou sua trajetória contra o agronegócio brasileiro.</p><p> </p><p>Desde 2001, o religioso trava uma briga com a Cargill por causa do terminal graneleiro que a empresa construiu em Santarém (a unidade foi embargada por cerca de duas semanas pelo Ibama em 2007, mas hoje opera normalmente). A matéria do jornal inglês retrata o padre Sena como um &quot;franciscano carismático&quot; que já foi ameaçado de morte por produtores de soja. </p><p> </p><p>Resumo da história: não se surpreendam se novas barreiras não-tarifárias forem impostas à soja ou à carne do Brasil no Reino Unido.</p><p><br />Leia <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2009/mar/04/edilberto-sena-amazon-rainforest-soya"><font color="#0000ff">aqui</font></a> a reportagem completa do <em>Guardian</em>.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[De olho nos pequenos]]></title>

<pubDate>Ter, 03 Mar 2009 20:30:24 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090303_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O que fazer quando os grandes clientes desaparecem? Olhar para os pequenos. Hoje, boa parte das vendas de máquinas agrícolas no país está concentrada nos produtores voltados para a agricultura familiar. Os pequenos produtores continuam comprando porque recorrem a programas como o Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A linha de crédito tem limite de 100 mil reais, prazo de pagamento de até 10 anos (com carência de três anos) e juro de 2% ao ano. Além disso, um acordo entre o MDA e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores garante um desconto de 17,5% nas máquinas. Há ainda outros dois programas voltados para os pequenos: o Trator Solidário, no Paraná, e o Pró-Trator, que acabou de ser criado pelo estado de São Paulo. O programa paulista incentiva a aquisição de tratores novos, financiados em até cincos anos (também com carência nos três primeiros anos) e juro zero - subsidiados pelo governo de São Paulo. Em 2008, houve um aumento de 45% nas vendas de tratores voltados para a agricultura familiar. Foram 17 630 unidades vendidas em 2008, contra 12 160 no ano anterior. </p><p><br />É claro que os produtores classificados na categoria agricultura familiar não são a salvação da lavoura para os fabricantes de máquinas. Embora representem 50% das vendas, os pequenos correspondem a 30% do faturamento do setor. Além do mais, suas compras estão focadas em tratores de pequeno porte. Isso significa que as divisões que produzem colheitadeiras - os equipamentos mais caros do mercado - não se beneficiam desses programas de incentivo. Ou seja, para as grandes as máquinas, só os grandes produtores. E esses, por enquanto, não têm crédito para ir às compras. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Terrorismo animal]]></title>

<pubDate>Qui, 26 Fev 2009 13:59:21 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090226_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Não é só no Brasil que os ambientalistas atormentam a vida dos agricultores. Grupos de direitos dos animais nos Estados Unidos estão adotando estratégias terroristas para protestar contra a pecuária. De acordo com um relatório divulgado ontem pela <em>Animal Agriculture Alliance</em>, foram 640 ataques em 2008 contra empresas que envolvem animais em seus negócios - o que inclui fazendeiros, indústrias de medicamentos veterinários e até açougues.  Pelas estimativas da <em>Animal Agriculture Alliance</em>, organização bancada pelas empresas do setor de alimentos, houve um aumento de 35% no número de ações - a maioria delas de vandalismo.</p><p><br />A vitrine preferida dos grupos de direito animal são as grandes redes de lanchonetes americanas como McDonald's, Burger King e KFC. Nos Estados Unidos, quem encabeça o movimento pelo bem-estar animal é a <em>Animal Liberation F</em>ront, que numa tradução livre significa Frente para a Libertação Animal. Os membros da organização, que adotam o estilo &quot;terroristas-encapuzados&quot;, pregam desde o fim de testes científicos com animais até a extinção de leilões de gado. A agenda política do grupo seria incentivar o vegetarianismo.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[De novo um mau negócio?]]></title>

<pubDate>Qua, 18 Fev 2009 18:10:26 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090218_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Em setembro de 2007, os produtores de leite não tinham do que reclamar. O preço do litro chegou a 86 centavos de real no mercado interno - cotação puxada pela forte demanda internacional, em razão da restrição de oferta. Para quem se dedicava à pecuária leiteira, o sentimento era de redenção: o leite voltava a ser um bom negócio. Bom, durou pouco. No ano de 2008, os preços pagos aos produtores foram gradualmente caindo. Hoje, o litro é cotado a 59 centavos de real (valor que mal cobre os custos de produção).</p><p> <br />A situação, no entanto, ainda pode piorar. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alerta para o significativo aumento das importações de leite no país. Em 2008, as compras de leite importado aumentaram quase 40%, em valor. Foram mais de 10 000 toneladas do produto que desembarcaram no Brasil - 83% desse total veio da Argentina. A CNA desconfia que boa parte desse &quot;leite argentino&quot; é originária da União Européia e da Nova Zelândia, numa estratégia de triangulação para não pagar imposto de importação dentro do Mercosul. Só para se ter uma idéia: para entrar na Argentina, o leite europeu é tributado em 16%. No Brasil, a alíquota é de 41,8%.</p><p><br />A CNA acredita que o problema deve se agravar, uma vez que nos últimos 60 dias os países europeus voltaram a subsidiar sua produção leiteira como estratégia de combate à crise - o que elevou os estoques do produto no mercado internacional. A entidade promete brigar, pois conhece bem o roteiro dessa história. Nos anos 90, a importação de leite subsidiado da Europa foi responsável pela crise na pecuária leiteira, expulsando do setor milhares de pequenos produtores. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A expansão dos orgânicos ]]></title>

<pubDate>Qui, 12 Fev 2009 21:16:56 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090212_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
Curitiba é uma cidade considerada há um bom tempo na vanguarda do urbanismo. Não é para menos que tenha sido na capital paranaense que foi criado o primeiro mercado municipal de orgânicos do país. Hoje foi inaugurado em Curitiba o espaço de 3 700 metros quadrados, que contará com 22 lojas. Serão oferecidos cerca de 1 000 tipos de produtos, todos certificados com selos que garantem que são livres de agroquímicos. A iniciativa mostra como a expansão dos alimentos orgânicos tem ganhado força nas grandes cidades e capitais brasileiras. Estima-se que o mercado de produtos orgânicos - que, além de alimentos, inclui bebidas e roupas - movimente cerca de 200 milhões de dólares por ano no país. É pouco quando se leva em conta que o mercado mundial de orgânicos é de 45 bilhões de dólares. É mais grave ainda que o Brasil - um dos maiores produtores de alimentos do mundo - não tenha um papel de destaque na produção e exportação de alimentos que não utilizam agroquímicos. No mundo todo, esse mercado cresce a uma taxa de 20% ao ano. Afinal, orgânico é natural, mas acima de tudo nunca esteve tão na moda.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Avanço nos transgênicos]]></title>

<pubDate>Qua, 11 Fev 2009 20:03:48 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090211_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Acabou de ser divulgado o novo relatório do ISAAA, que numa tradução livre significa Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Biotecnologia. De acordo com a entidade, as lavouras transgênicas cresceram quase 10% no mundo, cobrindo uma área de 125 milhões de hectares em 25 países. No Brasil, houve um crescimento de 5,3% das lavouras transgênicas, passando de 15 milhões para 15,8 milhões de hectares. A tímida expansão é atribuída ao atraso das liberações de milhos geneticamente modificados. Eles foram aprovados pela Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia em 2007 e 2008, o que não teria permitido que a indústria de sementes se preparasse a tempo para o início da safra de verão. Mesmo assim, 10,6% das lavouras de milho no Brasil já cultivam grãos transgênicos no país. A expectativa do mercado é que essa área passe dos atuais 1,4 milhão de hectares para 3 milhões já em 2010. Já nas lavouras de soja e de algodão, no entanto, foram registradas reduções de área de 3% e 20%, respectivamente. A queda de crédito e o aumento do endividamento dos produtores explicam essa diminuição de área. Mesmo assim, a produção transgênica no país domina: 64% das áreas são cultivas com sementes geneticamente modificadas. No algodão, apenas 19,7% das lavouras utilizam a tecnologia.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Hora de pensar em 2010]]></title>

<pubDate>Seg, 09 Fev 2009 21:21:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090209_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<br />Tempos de crise oferecem escassas oportunidades. No caso dos produtores de soja, que ainda nem começaram a colher a safra 2008/2009, já é hora de pensar na próxima rodada de plantio. Esse é o conselho de Pedro Jacyr Bongiolo, presidente do grupo Maggi, um dos maiores exportadores de soja do Brasil. Para Jacyr, quem está capitalizado deveria investir em insumos para a próxima safra. Segundo ele, uma janela de oportunidade está aberta em função da redução do preço do fertilizante, do aumento da cotação dos grãos e de uma significativa desvalorização do real. Tudo isso somado pode resultar em ganhos para o produtor rural. &quot;A relação de troca para o produtor, se não melhorou, está igual ao mesmo período do ano passado, o que deve gerar redução de custos&quot;, diz Bongiolo. É claro que não são muitos agricultores que estão na confortável situação de ter dinheiro em caixa. Afinal, a secura de crédito nos últimos meses exigiu que muita gente gastasse recursos próprios para financiar a atual safra. Mas para quem ainda tem dinheiro em mãos pode ser uma boa oportunidade para começar a planejar já a colheita de 2010.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Manutenção em baixa]]></title>

<pubDate>Qua, 04 Fev 2009 23:53:59 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090204_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Uma parte expressiva das usinas de cana-de-açúcar está investindo menos na manutenção da área industrial e nos tratos culturais das lavouras. Em plena entressafra, época de investimentos para a próxima rodada de moagem, muitas empresas deixaram de lado a reforma da indústria e do canavial. Mais um efeito colateral da crise? Sem dúvida. A restrição de crédito tem dificultado a obtenção de capital de giro, exigindo que as empresas empregassem recursos próprios para bancar a manutenção. E não eram muitas as usinas que estavam com o caixa recheado, dado que os preços andavam baixos nos últimos meses (que agora começam a reagir). Mas não é só isso. A crise agravou o nível de endividamento do setor - que já era bastante alto depois do ciclo de investimento nos últimos anos. Ou seja, no caso das usinas muito endividadas, a manutenção ficou restrita ao mínimo necessário.</p><p>De acordo com Antonio Pádua, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a redução na manutenção deve acarretar num maior número de usinas paradas em plena moagem da safra. Quem também está sofrendo por tabela são as empresas que realizam esse tipo de serviço. Elas contavam com as reformas para manter as fábricas operando, já que projetos de novas usinas foram adiados ou simplemente cancelados. Resultado: a Dedini já demitiu 220 empregados e a Sermatec, 68.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Estoques em alta]]></title>

<pubDate>Seg, 26 Jan 2009 21:58:57 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090126_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Os depósitos das indústrias de fertilizantes no país estão abarrotados de insumos. A Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) calcula que haja em estoque nas empresas do setor cerca de 6 milhões de toneladas de matérias-primas, mais que o dobro do nível normal. Os fartos estoques são resultado da queda nas vendas em função da crise mundial. Com a escassez de crédito, muitos produtores comprarem menos fertilizantes na época do plantio. Além de depósitos cheios, o problema é que boa parte desses insumos foi importada na época em que a cotação do petróleo girava em torno dos 100 dólares (a commodity é a principal referência na formação de preços do mercado de fertilizantes). Agora, com o petróleo na casa dos 45 dólares, as empresas estão diante do velho dilema: compraram caro e têm de vender barato. Com exceção de algumas companhias que mantinham o caixa parrudo e conseguem resistir  à estratégia de &quot;promoção&quot;, muitas empresas estão reduzindo os preços (o que para alguns analistas estava mais do que na hora, pois os preços estariam exageradamente altos). A previsão da Anda é que as indústrias brasileiras devem voltar a importar matérias-primas no exterior apenas em março. Até lá, os produtores conseguiriam absorver o que está encalhado.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Terras mais baratas]]></title>

<pubDate>Qua, 21 Jan 2009 19:30:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090121_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise já está atingiu o valor de um dos principais ativos do agronegócio: as terras. De acordo com a AgraFNP, consultoria focada no campo, o preço deflacionado das terras no país caiu quase 1% nos meses de novembro e dezembro, ante setembro e outubro. O percentual ainda é baixo, mas mostra a inversão da tendência de alta. Desde o começo do segundo semestre de 2006, o preço de terras no Brasil vinha em ritmo ascendente. Só para se ter uma idéia o hectare no Centro-Oeste teve uma valorização de 46% nos últimos 36 meses. A leve queda foi puxada pelos preços das áreas dedicadas ao cultivo de cana-de-açúcar, setor que vem sendo abalado pelo tombo dos preços de etanol e açúcar. Mas a expectativa da analista Jacqueline Bierhals, que acompanha esse mercado, é que essa redução nas terras seja ainda maior. Depois da colheita da safra de grãos, os agricultores em dificuldades deverão colocar propriedades à venda, elevando ainda mais a oferta. Paradoxalmente, uma piora no cenário internacional poderia despertar uma corrida em relação aos ativos reais, o que interromperia a trajetória de queda. Isso comprova o que sempre acontece em tempos de crises: as opções mais conservadoras de investimento - como ouro e terras - despontam entre as favoritas. ]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Crescendo com a crise]]></title>

<pubDate>Ter, 20 Jan 2009 20:46:34 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090120_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A Kleffmann, empresa de pesquisa de mercado no setor agropecuário, não tem o que reclamar da crise. A turbulência global tem significado mais negócios para a multinacional alemã. Em tempos de crise (leia-se aqui preços das commodities agrícolas em baixa), associações setoriais e fabricantes da agroindústria estão ávidos por informações que tornem seus negócios mais rentáveis. Há também quem contrate a Kleffmann para avaliar o potencial do mercado brasileiro - o que significa sinal verde ou vermelho para novos investimentos. De acordo com Lars Schobinger, presidente da companhia no Brasil, o número de projetos de pesquisa e de consultoria aumentou 25% desde que a crise estourou. A demanda anda tão acelerada que, até o dia 20 de janeiro, a empresa já havia cumprido 42% da meta de 2009. Se esse ritmo continuar, a Kleffmann deverá contratar no país. A expectativa é aumentar o quadro de funcionários de 200 para 230 pessoas. Dizem que nas crises há sempre perdedores e vencedores. Pelo jeito, a Kleffmann deve ficar no segundo grupo.<br />]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Sai a crise. Entra o clima]]></title>

<pubDate>Qui, 15 Jan 2009 23:47:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090115_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise financeira global perdeu importância no Sul do país. Lá, o que está pegando é a quebra de safra, provocada pela estiagem dos meses de novembro e dezembro. No Paraná, a safra de soja, milho e feijão deverá cair cerca de 23%. A expectativa de colheita de 21,6 milhões de toneladas passou para 16,5 milhões. O Rio Grande do Sul também deverá registrar forte perda, em função não da seca, mas do excesso de chuvas. O último levantamento da Conab indica uma queda de 5% na safra brasileira 2008/2009. Os problemas enfrentados no Sul do país, no entanto, repercutem positivamente para os produtores do Sudeste e Centro-Oeste. A redução de oferta já vem se refletindo nos preços de todo o país. De acordo com as cotações apuradas pelo Cepea/ESALQ, o preço da soja já subiu 6,12% no mês de janeiro e o do milho, 12,35%. Hoje, a saca de soja (referência Paraná) fechou o dia cotada a 49,59 reais, recuperando parte das perdas de 2008. Uma melhora parecida foi registrada no milho. O movimento de alta alivia - mesmo que temporariamente - as pressões no setor, mas não resolvem os problemas da maioria dos produtores. Sejam eles frutos da crise ou do clima.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Roubo de gado]]></title>

<pubDate>Sex, 09 Jan 2009 19:58:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20090109_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O ministro da Justiça, Tarso Genro, lançou hoje em Porto Alegre um plano nacional contra roubo de gado. Chamado de abigeato, esse tipo de crime virou epidemia no Rio Grande do Sul, especialmente na região de Bagé. No alvo dos bandidos, estão bovinos, ovinos e até equinos, que são mortos a tiro e dessossados dentro das próprias fazendas. Os pecuaristas gaúchos acreditam que os roubos são praticados por organizações criminosas que comercializam a carne dos animais em pequenas cidades e mesmo em outros estados. De acordo com o ministro da Justiça, são registradas em média 22 ocorrências de abigeato por dia no Rio Grande do Sul, o que representa perdas anuais de cerca de 300 milhões de reais. O plano lançado envolve a ação das polícias federal e estadual, órgãos de fiscalização sanitária e até a criação de delegacias especializadas no combate ao roubo de animais. No anúncio do plano, Genro chegou a oferecer a Força Nacional de Segurança Pública - grupo composto por policiais militares de elite de diversos estados que entra em ação em situações de emergência. O governo do Rio Grande do Sul, no entanto, recusou a oferta. <br />]]></description>

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<title><![CDATA[2009 será um desastre?]]></title>

<pubDate>Sáb, 20 Dez 2008 22:44:01 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081220_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Tenho um amigo que trabalha em uma grande empresa nacional que fornece matérias-primas para a indústria de fertilizantes. Ele me contou que, desde outubro, as vendas despencaram. Afinal, o crédito sumiu para os produtores que, por sua vez, reduziram as compras de fertilizantes. O meu amigo é um otimista incorrigível e acha que o mercado pode dar uma volta por cima em breve. Bom, a maioria das minhas fontes diz o contrário. A situação é grave e 2009 deve ser um daqueles anos ruins para o setor agrícola. Acabo de receber um relatório do Credit Suisse que também vai nessa direção. De acordo com o banco de investimento, o crescimento da agropecuária brasileira acumulado em 4 trimestres diminuirá de 7%, no segundo trimestre de 2008, para apenas 1% no quarto trimestre de 2009. Esse tombo deverá ser provocado pela queda no preço das commodities em função da diminuição da demanda global. Mesmo diante de dados pessimistas, meu amigo ainda mantém as esperanças de que 2009 não seja esse desastre. E você, o que acha? </p><p>PS: Estaremos em férias coletivas de 22 de dezembro a 2 de janeiro. Boas festas a todos.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Olhando pelo retrovisor]]></title>

<pubDate>Qua, 17 Dez 2008 22:20:42 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081217_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Brasil é um país carente de estatísticas - especialmente séries históricas mais longas. Por isso, todo o trabalho de compilação de dados é louvável. Mas hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou com estardalhaço que a produção agrícola brasileira cresceu 17,8% de 2006 para 2007. É isso mesmo: 2007. Estamos no final de 2008, em pleno clima de crise global, e o IBGE traz dados de um passado não muito distante, mas completamente desconectados da realidade. Há um ano, o cenário era de escalada nos preços das commodities agrícolas - e os números do IBGE refletem isso. A defasagem na divulgação de dados é um problema por si só, pois dificulta o planejamento das empresas e a orientação de políticas públicas. Quando o cenário econômico inverte, essas estatísticas têm pouca serventia imediata, a não ser abastecer bancos de dados. A reação em relação aos números da produção agrícola de 2007 foi parecida com a gerada pela divulgação do PIB do terceiro trimestre no Brasil, com crescimento de 6,8%. Um número sensacional que só reflete o passado.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Procuram-se talentos em etanol]]></title>

<pubDate>Qui, 11 Dez 2008 20:25:27 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081211_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><br />Não é fácil fazer ciência no Brasil. O que o digam os executivos do recém-criado Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas. O instituto, instalado no mesmo campus do Laboratório Nacional de Luz Síncroton e financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, está procurando 77 pesquisadores altamente qualificados para trabalhar, entre outras coisas, no desenvolvimento do etanol de segunda geração - o biocombustível feito a partir do bagaço da cana. Mas não está nada fácil encontrar esse batalhão de cientistas. As exigências explicam a dificuldade no preenchimento das vagas. O CTBE procura químicos, físicos, biólogos, bioquímicos e engenheiros de materiais com pós-doutorado e com experiência em algum centro internacional. Ou seja, gente com perfil extremamente especializado para trabalhar com a tecnologia do futuro em etanol no país. &quot;Embora o Brasil tenha uma história de sucesso no setor sucroalcooleiro, o país nunca criou uma agenda científica nessa área&quot;, diz Marco Aurélio Lima, diretor do centro. Portanto, não houve o incentivo necessário (nem estatal, nem privado) para a formação de pesquisadores, especialmente na área de ciência básica. <br /></p><p>Outra dificuldade para o CTBE é salarial. O contracheque para um pesquisador iniciante é de 7.500 reais (um bom salário em termos de Brasil, mas muito baixo para um cargo que exige quase 10 anos de estudo depois da graduação). Na busca por pessoas, o centro de pesquisa colocou um anúncio nos classificados de empregos do site da revista <em>Nature</em>, uma das principais publicações da comunidade científica. O anúncio atraiu a atenção de brasileiros expatriados e de alguns estrangeiros, a maioria asiáticos. Os currículos ainda estão sendo analisados, mas o diretor do CTBE não tem ilusões de conseguir preencher - não no curto prazo - todas as vagas que dispõe. &quot;Estamos atrás de talentos nessa área&quot;, diz Lima, que já contratou três cientistas.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Um recuo de três anos ]]></title>

<pubDate>Ter, 09 Dez 2008 20:27:23 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081209_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Ministério da Agricultura acabou de divulgar os dados de exportação do agronegócio brasileiro. Os números mostram que, nos primeiros 11 meses de 2008, as vendas externas somaram 67 bilhões de dólares, um crescimento de quase 27% em relação ao mesmo período de 2007. O saldo comercial da balança comercial do campo também avançou - passou de 45,9 bilhões de dólares para 56,1 bilhões de dólares (também no mesmo período de onze meses). As notícias são muito boas, mas infelizmente os dados não são capazes de mudar o futuro. As projeções para 2009 apontam uma forte redução, decorrente da crise mundial. A RC Consultores estima que o saldo comercial do agronegócio deve fechar em quase 39 bilhões de dólares no ano que vem, uma queda de 27%. Uma ressalva: as projeções da RC costumam ser menores porque não consideram as exportações de alguns setores ligados ao agronegócio, como o de papel e celulose, por exemplo. De qualquer forma, se a projeção da consultoria se confirmar, o saldo brasileiro voltará quase ao nível de 2006 - ano em o superávit comercial do agronegócio chegou a 35,3 bilhões de dólares. Esse recuo de três anos deixará conseqüências. A expansão da produção agropecuária deverá ser bem mais complicada na safra seguinte, 2009/2010. O volume menor de dólares entrando no Brasil também irá exercer uma pressão de alta na cotação da moeda americana por aqui. Resultado: o país inteiro pagará a conta.<br />]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[ETH levanta 1 bilhão de reais com BNDES]]></title>

<pubDate>Qua, 03 Dez 2008 15:01:42 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081203_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A ETH Bioenergia, empresa produtora de etanol do grupo Odebrecht, acabou de levantar pouco mais de 1 bilhão de reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Os recursos do BNDES irão financiar a conclusão das três usinas que a empresa está construindo nos estados de Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As unidades deverão entrar em operação em 2009 e terão a capacidade de moagem de 14 milhões de toneladas de cana. O contrato prevê o pagamento dos recursos em 10 anos, com carência de dois anos. Nos planos da ETH, está a construção de 10 usinas até 2015, o que deverá tornar a empresa uma das líderes na produção de etanol no Brasil. ]]></description>

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<title><![CDATA[O problema do petróleo barato]]></title>

<pubDate>Sex, 28 Nov 2008 20:46:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081128_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A cotação do barril de petróleo na casa dos 50 dólares jogou um banho de água fria no entusiasmo em relação aos biocombustíveis no Brasil. Em junho, o preço do petróleo bateu 145 dólares, viabilizando a produção de quase todos os combustíveis verdes do mundo. Com a crise, a commodity desceu ladeira abaixo e deve promover um forte rearranjo no setor de biocombustíveis. O etanol brasileiro, feito a partir de cana de açúcar, continua no páreo. Sua viabilidade econômica resiste a um petróleo a 35 dólares o barril. Mas as pretensões de tornar o combustível uma commodity global não combinam com esse patamar, uma vez que a produção de outros tipos de etanol (como o de milho e o de trigo, nos Estados Unidos e na Europa, respectivamente) fica economicamente inviável. E, como não existe commodity global produzida em único país, fica difícil convencer o mundo rico a adotar um biocombustível cuja formação de preço está restrita a um único lugar (nesse caso o Brasil). Naturalmente, a situação pode mudar. Mas os dados mais recentes indicam uma desaceleração que pode ser duradoura. Ou seja, o plano de internacionalização do etanol brasileiro deve permanecer em compasso de espera.</p><p>Se há fôlego para o etanol brasileiro com o petróleo baratinho, não se pode dizer o mesmo do biodiesel. Antes da queda da commodity, o combustível a partir de óleo vegetal (soja, girassol, mamona e outros) operava a base de subsídios públicos. No mundo todo, o biodiesel só é viável com forte subvenção governamental. E com o petróleo a 50 dólares, é puro voluntarismo.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Pequenos versus grandes na exportação de carne]]></title>

<pubDate>Qua, 26 Nov 2008 21:09:11 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081126_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Abrafrigo, associação que reúne cerca de 700 pequenos e médios frigoríficos brasileiros, decidiu enfrentar os grandes exportadores de carne. De acordo com Péricles Salazar, presidente da entidade, o lobby dos grandes frigoríficos dificulta a entrada dos pequenos e médios no comércio exterior, relegando-os a disputar o mercado doméstico. As dificuldades das pequenas e médias empresas do setor de carne começariam na Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex). &quot;A Apex se recusa a receber a Abrafrigo para discutir uma estratégia de exportação&quot;, diz Salazar. Haveria também uma espécie de bloqueio no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura. &quot;Existe uma clara preferência no Dipoa pelos grandes, que não credencia os pequenos para vender para o exterior&quot;, diz o presidente da entidade. </p><p><br />Além dos lucros do mercado exportador, os grandes frigoríficos dificultariam a entrada dos pequenos em função de uma questão tributária. Eles concentram o recebimento dos créditos de PIS e de Cofins na exportação e que são abatidos em vendas do mercado doméstico. Para tentar driblar o bloqueio, a Abrafrigo tem investido numa estratégia solo. Em agosto, a entidade partiu para uma missão comercial independente para a Rússia, onde ocorreram encontros com importadores de carne de Moscou e de São Petersburgo. Resultado: quatro frigoríficos médios conseguiram contratos com os russos.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Tango argentino no pãozinho brasileiro]]></title>

<pubDate>Qua, 19 Nov 2008 21:15:52 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081119_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise na Argentina - que precede a crise financeira global - está afetando uma das principais commodities agrícolas do país: o trigo. A safra 2008/2009 do grão deve cair cerca de 40%, o que deve reduzir a produção a 10,5 milhões de toneladas. Essa brutal queda é resultado da seca histórica que afeta a Argentina (algo que está além das trapalhadas do governo de Cristina Kirchner) e da política de impostos sobre produtos agrícolas (isso, sim, de autoria da presidente). Desde julho, o governo argentino elevou as diferentes alíquotas de exportação tanto para farinha de trigo quanto para o grão. A medida irritou os produtores argentinos, que acabaram por diminuir a área plantada de trigo. A notícia não é boa para o Brasil. Mais da metade do trigo importado pelos moinhos brasileiros vem do país vizinho, o que equivale a cerca de 6 milhões de toneladas do grão por ano. Com a forte redução de oferta na Argentina, a cotação do trigo deve disparar no mercado internacional. E pode apostar: em 2009, o preço do pãozinho vai subir nas padarias brasileiras.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Do defensivo à gestão]]></title>

<pubDate>Sex, 14 Nov 2008 20:22:56 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081114_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Bayer planeja inaugurar no Brasil um novo negócio: gestão financeira e ambiental. A gigante alemã de defensivos e de sementes estuda vender pacotes de consultoria financeira e ambiental para produtores, especialmente os de médio porte. É a primeira vez que a empresa atuará num segmento que não é estritamente ligado ao setor de agroquímicos ou de sementes. A idéia é que consultores atuem quase que como tutores dos agricultores, monitorando desde o fluxo de caixa até o controle de qualidade dentro da fazenda. Também será possível fazer a gestão ambiental da propriedade. O produtor que sair do plano traçado será alertado sobre os erros que está cometendo. Não se trata de bom-mocismo da Bayer - mesmo porque o produto será comercializado. A idéia surgiu porque a empresa costuma sentir no seu próprio caixa as crises (quase que constantes) que atingem o campo. &quot;Nossa atividade depende da sustentabilidade financeira dos produtores&quot;, diz Rodrigo Gutierrez, diretor comercial da empresa.</p><p><br />O projeto piloto será testado com quatro agricultores, dois da Bahia e dois do Mato Grosso. Se ele se mostrar viável, a consultoria financeira deve entrar no portfólio de produtos da multinacionalna na safra 2009/2010. A comercialização deve ocorrer em forma de pacotes. Ou seja, quanto mais o agricultor comprar da Bayer, mais barato ficará o preço da consultoria. Mas, de acordo com a empresa, será possível adquirir apenas a consultoria. Para Gutierrez, a grande dificuldade do projeto é que os agricultores terão de abrir as suas contas para os consultores. Mas sem transparência, não há gestão que funcione.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[A carne não é fraca]]></title>

<pubDate>Qua, 12 Nov 2008 17:14:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081112_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p> O Bradesco divulgou nesta semana um amplo relatório de tendências setoriais para 2009 no qual são atualizados prognósticos feitos em maio de 2008. No agronegócio, foram analisados 14 produtos agropecuários. E o cenário geral não é animador. Embora o relatório aponte que os preços internacionais permaneçam acima da média histórica, os fatores de risco para o agronegócio são muitos. Aumento de custos, margens reduzidas, redução da oferta de crédito e volatilidade cambial justificam a revisão de boa parte dos cenários de &quot;favorável&quot; para &quot;desfavorável&quot;. Nessa situação estão as lavouras de soja, milho, trigo, algodão, arroz e feijão. O que chama a atenção é que, entre tantos prognósticos negativos, as projeções para as cadeias de bovinos, suínos e aves se mantêm favoráveis. Os três segmentos - grandes exportadores - são amplamente beneficiados pela desvalorização do real, pois receberão mais reais pela mesma mercadoria. No caso de suínos e aves, a queda dos preços da soja e do milho implica a redução de custos - o que é uma ótima notícia em épocas de aperto. É provável que o setor brasileiro de carnes também venha a sentir os efeitos de uma demanda mundial mais fraca - assim como boa parte dos produtores de commodities. Mas isso deverá ser compensado pela forte competitividade que o país tem na produção de proteína animal. Em horas de crise, só os mais fortes tendem a ganhar mais espaço no mercado.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Muito além da xícara de café]]></title>

<pubDate>Qui, 06 Nov 2008 22:15:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081106_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A expansão dos cafés especiais no Brasil está criando um mercado paralelo em torno da bebida. Existe mais de uma dezena de escolas que dão cursos de baristas no país. O barista é o profissional especializado em fazer o cafezinho perfeito - seja a versão expressa ou de coador da bebida. A mais tradicional escola de baristas do Brasil é o Centro de Preparação do Café (CPC), em São Paulo, que recebe alunos do país inteiro. O perfil dos interessados é variado. Há desde pequenos empresários que buscam conhecimentos para montar seu próprio negócio como também os apreciadores da bebida, que querem aprender apenas a tirar uma boa xicrinha. Boa parte, no entanto, está de olho na qualificação profissional para atuar em restaurantes, bares e cafeterias chiques das grandes cidades.</p><p> <br />Com a melhora da qualidade dos grãos no Brasil (o segmento gourmet já representa 5% da produção nacional de café), o consumidor nacional passou a exigir também uma apresentação mais sofisticada do produto. Ele quer saber a procedência dos grãos e a composição dos blends (as misturas). Além dos cursos tradicionais, há também os de preparo de coquetéis com café e os de <em>Latte Art</em> - que é a arte de desenhar com o leite em bebidas a base de café. No CPC, o curso básico de barista dura três dias inteiros e custa 450 reais. O salário de um profissional iniciante varia de 600 reais a 1 500 reais. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Otimismo versus otimismo]]></title>

<pubDate>Sex, 31 Out 2008 21:01:15 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081031_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Ministério da Agricultura acabou de lançar uma série de projeções para o agronegócio brasileiro nos próximos dez anos. O trabalho analisa 18 produtos agrícolas. Com exceção do algodão, que permanecerá estável, todas as outras culturas terão aumentos expressivos de produção até 2018. Os destaques ficam para o etanol (que passa de 22 bilhões para 59 bilhões de litros) e para o frango, a carne bovina, o trigo e o açúcar, com crescimentos de 57%, 49%, 46% e 44%, respectivamente. O desempenho do agronegócio tem sido alvo de estudos de longo prazo - especialmente quando se trata de duas das principais commodities agrícolas: a soja e o milho. A Agroconsult, consultoria especializada no setor de grãos, também fez seus cálculos para a safra 2018/2019. Ela projeta que a produção de soja chega a 108 milhões de toneladas - contra os 80,9 milhões estimados pelo ministério. Pela Agroconsult, a colheita de milho também vai ultrapassar as 100 milhões de toneladas (praticamente o dobro da produção atual), número bem superior ao projetado pelo governo. O que difere nas análises do ministério e da Agroconsult é o grau de otimismo. As conclusões do governo são mais conservadoras - e é até natural que sejam mesmo. Já a consultoria, com uma percepção mais de mercado, aposta num avanço mais agressivo. O certo é que as duas apontam para um aumento forte na produção agrícola. Minha preocupação: se hoje não há logística (para ficar apenas nesse item) que dê suporte ao setor, o que será do escoamento da produção agrícola em 10 anos? ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O importante é ser sustentável]]></title>

<pubDate>Qua, 29 Out 2008 23:24:17 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081029_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Syngenta, multinacional anglo-suíça de defensivos e de sementes, anunciou hoje em São Paulo uma nova tecnologia de plantio de cana. O novo processo envolve a utilização de mudas de cana-de-açúcar de 4 centímetros de altura, ao contrário do método tradicional de plantio com matrizes que variam de 30 a 40 centímetros. Chamada de Plene, a nova tecnologia vai receber investimento de 100 milhões de dólares - incluindo a construção de uma fábrica - e será lançada comercialmente em 2010. No entanto, o que mais me chamou a atenção na apresentação da Syngenta foi a preocupação com a sustentabilidade do novo processo. De acordo com a empresa, a tecnologia provoca um menor impacto no solo e exige menos defensivos agrícolas. A nova fábrica também será construída com objetivo de gerar menos resíduos no processo produtivo. Parceira no projeto, a John Deere está desenvolvendo um maquinário menor e mais leve adequado ao plantio das mudas da Sygenta, o que deverá economizar combustível na lavoura - equipamento que deverá ser lançado nas próximas semanas. </p><p>É raro atualmente ver alguma empresa ligada ao agronegócio lançar um novo produto que não tenha uma abordagem sustentável - sobretudo entre os fabricantes de agroquímicos. Descontando os exageros do pessoal de marketing dessas companhias (que tem se aproveitado do conceito de sustentabilidade para fazer propaganda), parece que o tema entrou para valer na agenda das empresas do campo. Afinal, o setor está sob constante pressão, principalmente, em questões relacionadas a desmatamento e a trabalho escravo e infantil. Hoje, também em São Paulo, foi lançado o Guia EXAME de Sustentabilidade 2008, que traz uma matéria justamente sobre sustentabilidade no agronegócio. A reportagem mostra alguns exemplos bem-sucedidos de boas práticas socioambientais no campo. Resta saber quando esses bons exemplos deixarão de ser apenas a exceção para se tornar a regra.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[A crise nas usinas atingiu a Califórnia brasileira?]]></title>

<pubDate>Sex, 24 Out 2008 23:23:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081024_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A prosperidade em Ribeirão Preto já rendeu o apelido de Califórnia brasileira à cidade. Boa parte dessa riqueza vinha dos canaviais da região - que concentra 7% da produção de cana-de-açúcar do país.  Mas a crise no setor de açúcar e álcool, fruto do alto endividamento das usinas e mais recentemente da turbulência nos mercados financeiros globais, já começa a ser sentida no comércio local. As vendas nas concessionárias de caminhonetes - uma espécie de termômetro do agronegócio na região - desabaram. Na Toyota, por exemplo, é possível comprar uma caminhonete Hylux à pronta entrega - algo inimaginável há alguns meses. <br />]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Etanol na França: uma incógnita]]></title>

<pubDate>Ter, 21 Out 2008 20:35:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081021_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Sabe aquela boa notícia que no final pode ser uma roubada? Então, o anúncio da França em relação à redução dos subsídios ao seu etanol pode ser uma dessas. A lógica diria que a diminuição (e posterior extinção até 2012) dos subsídios ao biocombustível em território francês abriria mais espaço ao etanol brasileiro. Pode não ser bem assim. De acordo André Nassar, do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), essa medida pode contrair a demanda de etanol na França. Segundo ele, o governo de Nicolas Sarkozy está reduzindo a ajuda fiscal aos fabricantes de etanol (de 27 centavos de euro por litro para 17 centavos já em 2009) para atender às pressões da indústria de alimentos. Em toda a Europa, o segmento teve um forte aumento de custos em função da competição comida versus biocombutíveis. E sem o subsídio é praticamente impossível produzir os combustíveis verdes na França. &quot;A solução encontrada por alguns países é reduzir, ou mesmo eliminar, as isenções de impostos ou reduzir a quantidade da mistura obrigatória&quot;, diz Nassar.</p><p>Teoricamente, a França deveria aumentar de 5% para 10% a mistura de combustíveis verdes aos fósseis a partir de 2009. Por enquanto, essa meta continua de pé. Se ela sobreviver à redução fiscal, aí sim, o Brasil teria uma oportunidade de abocanhar esse mercado. E é justamente o fortalecimento do mercado europeu de biocombustíveis que interesse aos produtores brasileiros. O problema - de novo - é que a França sempre se mostrou muito resistente ao etanol importado. E é difícil imaginar que, de um lado, o governo francês impulsione o mercado de importação do biocombustível, enquanto do outro sufoca a sua produção local. Ou seja, etanol brasileiro na terra de Sarkozy ainda deve continuar uma incógnita. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Uma questão cambial]]></title>

<pubDate>Seg, 20 Out 2008 23:51:13 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081020_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Em épocas de crise, sempre há quem veja pela perspectiva da oportunidade. E quem pode se dar bem nesse momento de turbulência é o setor frigorífico. Com a valorização do dólar, as empresas exportadoras de carne recuperam a competitividade no mercado externo. Em função do aumento do preço do boi no país- matéria-prima que responde por 70% dos custos de um frigorífico -, o produto brasileiro passou de um dos mais competitivos a um dos mais caros do mundo. Enquanto em janeiro de 2007 o quilo da carne custava 1,75 dólar, a mesma quantidade era cotada a 3,25 dólares em julho de 2008. &quot;Se o dólar ficar por volta dos 2 reais estará ótimo para o setor de carnes&quot;, diz Augusto Marques da Cruz Filho, presidente do Frigorífico Mercosul. &quot;Teoricamente, essa situação resolve o problema da matéria-prima que estava mais cara&quot;. ]]></description>

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<title><![CDATA[Terra à vista ]]></title>

<pubDate>Ter, 14 Out 2008 21:35:06 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081014_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Em meio à turbulência do mercado financeiro, muitos investidores voltaram seus olhos a ativos ligados à economia real. Nas últimas semanas, os executivos da Calyx Agro, empresa que compra terras destinadas à agricultura, vêm sendo procurados por brasileiros e estrangeiros interessados no negócio. A empresa, que hoje tem entre seus principais sócios a Louis Dreyfuss e o AIG, abrirá uma nova frente de investimentos em 2009. A idéia é captar 200 milhões de dólares para uma nova rodada de compras. Em dois anos, a empresa adquiriu 51 000 hectares no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. &quot;Muitos investidores estão assustados com a crise e começam a procurar oportunidades mais conservadoras&quot;, diz Harald Brunckhorst, diretor de operações da Calyx Agro. </p><p>O modelo de negócio da empresa envolve a compra da terra e alavancar a produção agrícola da área. Em 2007, por exemplo, a empresa comprou a Fazenda Santana, na Bahia, propriedade com 8 758 hectares e que, até então, dedicava apenas 10% da área à lavoura de soja. Na primeira safra sob a administração da Calyx Agro, a propriedade passou a cultivar 3 200 hectares do grão e a perspectiva é chegar a 6 400 hectares em produção na temporada 2009/2010. O resultado operacional, que foi de 30 dólares por hectare no ano passado, deverá chegar a 200 dólares por hectare no final de 2010. </p>]]></description>

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<title><![CDATA[A cidade de São Paulo e a Amazônia]]></title>

<pubDate>Seg, 13 Out 2008 21:50:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081013_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Boa parte da carne, da soja e da madeira proveniente da Amazônia que chega à cidade de São Paulo é contaminada por atividades ilegais. Leia-se aqui desmatamento, trabalho escravo e outros crimes sócio-ambientais. Essa é uma das conclusões de um estudo que será divulgado amanhã, dia 14, na capital paulista no seminário Conexões Sustentáveis: São Paulo-Amazônia. O trabalho, realizado pelo Movimento Nossa São Paulo e pelo Fórum Amazônia Sustentável, analisa as cadeias produtivas dessas três matérias-primas na região do baixo Xingu - e como elas chegam à cidade de São Paulo, a maior consumidora de produtos da Amazônia. Uma das constatações é que existe uma espécie de &quot;lavagem&quot; dos produtos amazônicos, os quais teriam sido originados de forma irregular, mas acabam sendo &quot;legalizados&quot; no meio do caminho. Ou seja, há produtos que carregam certificados de boas práticas sociais e ambientais que são misturados a outros obtidos ilegalmente. A notícia não chega a ser uma novidade (seria ingenuidade imaginar o contrário), mas é bastante desanimadora. Isso significa, por exemplo, que todo o trabalho do setor de grãos pela moratória da soja - iniciativa que tenta congelar o avanço da lavoura de grãos no bioma amazônico - pode acabar sendo considerado inócuo.</p><p>Uma das soluções pensadas pelo Movimento Nossa São Paulo é fazer um pacto em que empresas, como as grandes redes varejistas de alimentos, e sociedade civil se comprometem a não adquirir produtos que sejam maculados por atividades ilegais. A estratégia é interessante porque transfere às redes como Pão de Açúcar e Walmart (ambas já se comprometeram com o acordo) a responsabilidade de fiscalizar - e pressionar - as cadeias produtivas. Isso forçará os agentes intermediários a agirem direito. Afinal, nenhuma grande marca do varejo vai querer vender produtos que possam ser acusados de devastadores da Floresta Amazônica ou de exploradores de trabalhadores. </p><p>PS: Até agora os frigoríficos não se pronunciaram sobre o assunto.  <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Rio Bravo na fruticultura]]></title>

<pubDate>Sex, 10 Out 2008 23:22:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081010_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A Rio Bravo Investimentos, que tem entre seus sócios o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, está prestes a investir numa empresa de fruticultura no Nordeste. Será o primeiro aporte da gestora de recursos no agronegócio. Hoje, a participação mais próxima no setor é na Hortus, empresa que processa alimentos pré-cozidos - entre os quais brócolis, couve-flor e batata. A Rio Bravo não divulga qual é a empresa em análise e nem em qual segmento do agronegócio ela atua. De acordo com Luiz Eugenio Figueiredo, diretor da Rio Bravo, o negócio deve ser concluído nos próximos dois meses.]]></description>

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<title><![CDATA[Crise versus oportunidade]]></title>

<pubDate>Qui, 09 Out 2008 20:38:10 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081009_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O banco Fator divulgou hoje um relatório sobre os riscos que rondam o agronegócio brasileiro. Além do aperto no crédito em função da crise global, o documento aponta que problemas climáticos na região sudeste podem afetar o resultado de algumas lavouras. Nos últimos dias, o volume de notícias ruins vindas do campo tem deixado muita gente preocupada. E o relatório do Fator segue essa linha. No entanto, hoje também, estive em um evento sobre oportunidades de investimento no agronegócio, promovido em São Paulo pela Associação Brasileira de Private Equity &amp; Venture Capital (ABVCAP). O tom do encontro era basicamente o seguinte: existe sim uma crise grave no mundo, mas o agronegócio brasileiro é competitivo e está repleto de oportunidades. Havia cerca de 120 participantes entre executivos de bancos e advogados que atuam no segmento de private equity (em outras palavras, fundos que compram participações em empresas).</p><p>Nesse evento, conversei com José Carlos Vaz, diretor de agronegócios do Banco do Brasil. Ele acha que a turbulência dos mercados financeiros está afetando apenas momentaneamente o campo. E, uma vez que o pânico passar, a trajetória de expansão continua em 2009 - com aumento de participação brasileira em diferentes mercados. &quot;Não existe bolha na agricultura brasileira&quot;, disse Vaz, em resposta à afirmação do economista americano Joseph Stiglitz, publicada na terça-feira, 7, no jornal O Estado de S. Paulo. Ok, Vaz é do BB - que é uma extensão do governo - e parte do seu trabalho é botar panos quentes. Mas o que você acha? Crise ou oportunidade?<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Mulheres no campo]]></title>

<pubDate>Qua, 08 Out 2008 19:42:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081008_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Ontem, conversei com Marcelo Vieira, diretor da Adecoagro, empresa que atua nos segmentos de cana e de café e que tem entre seus sócios o mega-investidor George Soros. Vieira me contou sobre a dificuldade de conseguir mão-de-obra para a usina Angélica, construída na cidade de mesmo nome, no Mato Grosso do Sul. A unidade, que começou a moer cana há dois meses, fica numa região tradicional de pecuária, onde faltava gente treinada para assumir cargos tanto na área industrial como na agrícola. A solução foi investir no treinamento de quase um terço da cidade. Dos 6000 habitantes de Angélica, cerca de 2000 trabalham para a usina. </p><p>Ainda assim, a demanda por pessoal na Adecoagro continuava grande. Sabe qual foi a solução que a empresa criou? Começou a treinar mulheres para cargos como tratoristas e operadoras de colhedoras de cana, cargos pouco usuais para o sexo feminino no campo (veja uma delas na foto abaixo). Foi um sucesso. Hoje, sete moças estão na direção de colhedoras da usina Angélica - máquinas que chegam a custar 800 mil reais cada uma. Outro grupo do mesmo tamanho dirige tratores. A entrada das mulheres nesse segmento vem ocorrendo em função do avanço tecnológico das máquinas, que exigem cada vez menos força física e cada vez mais conhecimentos de informática. Vieira conta que as operadoras e as tratoristas são mais cuidadosas com os equipamentos que os homens - o que também tem contribuído para mudar o comportamento dos colegas do sexo masculino (quando elas estão por perto, não há espaço para brincadeiras). &quot;As oportunidades para as mulheres nessa região eram muito restritas. Muitas vezes, a única opção era trabalhar como empregada doméstica&quot;, diz Vieira. &quot;Agora, uma operadora de colhedora pode ter um salário de 1000 reais&quot;.<br /><br /><img src="/static/aberto/img/operadora_colheit_5.jpg" /> </p>]]></description>

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<title><![CDATA[O problema das cidades feias]]></title>

<pubDate>Sex, 03 Out 2008 19:32:40 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081003_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>As empresas do agronegócio têm se deparado com um problema inusitado. Com o mercado de trabalho para os profissionais do campo aquecido, as empresas instaladas em cidades consideradas &quot;feias&quot; têm mais dificuldade para contratar novos profissionais. É isso mesmo. Município mal cuidado e sujo não é bem-visto pelo pessoal que trabalha no campo. Essa é a percepção do headhunter Jeffrey Abrahams, que faz recrutamento de executivos do setor rural. Ele conta que o salário pode ser até bom e a função, desafiadora. Mas se a empresa fica em um município com uma infra-estrutura urbana ruim, é bem mais difícil convencer o profissional assediado a aceitar a proposta. </p><p><br />As cidades não costumam ser &quot;feias&quot; simplesmente por azar. Em geral, faltam investimentos em saneamento básico, educação, saúde e urbanismo - e boa parte deles é de responsabilidade do poder público. Na prática, o que as pessoas não querem é viver em cidades empobrecidas, com baixa qualidade de vida. &quot;Já não é fácil atrair alguém para trabalhar numa região de fronteira. Pior ainda quando a cidade não tem infra-estrutura nenhuma&quot;, diz Abrahams. O headhunter lembra que, muitas vezes, uma troca de emprego no agronegócio pode implicar na mudança de toda a família para a nova região. Por isso, a opinião da esposa (ou do marido, no caso de executivas) e dos filhos sempre pesa bastante nessa hora. Em época de concorrência acirrada pelos talentos rurais, nunca pracinhas e ruas asfaltadas fizeram tanta diferença.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Crise chega ao campo 3]]></title>

<pubDate>Qui, 02 Out 2008 19:00:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20081002_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Além do enxugamento no mercado de crédito, a crise financeira global está expondo outra frente de dificuldades no agronegócio: a alta volatilidade do dólar. A falta de referencial na moeda americana tem travado os negócios no setor. A Basf, por exemplo, uma das maiores indústrias de defensivos no Brasil, costuma intermediar as negociações entre seus clientes e as instituições financeiras. &quot;Nos últimos dias, ninguém quer assumir dívidas atreladas ao dólar - nem o produtor e nem o banco&quot;, diz Walter Dissinger, vice-presidente da divisão agrícola da Basf para a América Latina. Ele conta que quem não está disposto a correr o risco cambial tem fechado os contratos com base no valor de troca da produção física - tarefa que também não é das mais fáceis. O sobe-e-desce dos preços das commodities agrícolas tornou os parâmetros de negociação bastante nebulosos. &quot;Não consegui vender minha safra antecipadamente&quot;, diz Guilherme Lopes, produtor de soja e milho de Goiás. Ele costuma negociar sua safra com a Cargill, mas a trading teria interrompido a negociação de contratos com os produtores diante da instabilidade do momento. &quot;As incertezas são muito grandes em relação ao preço da commodity e ao valor do dólar&quot;, diz Lopes, que está financiando com recursos próprios o plantio da área de 5 900 hectares. ]]></description>

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<title><![CDATA[Crise chega ao campo 2]]></title>

<pubDate>Seg, 29 Set 2008 15:13:32 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080929_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Quem já está assustado com a restrição de crédito que assola o agronegócio brasileiro, pode se preparar para uma contração maior ainda na safra 2009/2010. Essa é a opinião de André Pessoa, diretor da Agroconsult. Os efeitos da desaceleração mundial (recessão mesmo para alguns) deverão complicar a vida dos bancos que, por sua vez, tendem a cortar as linhas de financiamento dedicadas aos agricultores. O mesmo vale para as tradings que terão menos recursos disponíveis. Além da falta de recursos do sistema financeiro, o problema é que no próximo ano a capacidade de autofinanciamento dos produtores também será baixa. Isso porque boa parte dos lucros obtidos na safra 2007/2008 está sendo empregada agora. De acordo com Pessoa, se não houver um plano B, uma crise violenta vai recair sobre o agronegócio em 2009.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Crise chega ao campo]]></title>

<pubDate>Sex, 26 Set 2008 19:12:55 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080926_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise nos mercados financeiros globais já bateu no agronegócio brasileiro. Conversei hoje com o consultor Anderson Galvão, da Céleres, sobre o assunto e as notícias não são nada boas. De acordo com Galvão, o mercado privado de crédito está praticamente fechado. As tradings, que costumam antecipar recursos para os produtores rurais, suspenderam os negócios porque não estariam conseguindo levantar dinheiro com os bancos. Além disso, faltam parâmetros para fechar os contratos. O dólar vai continuar a subir ou começar a cair? A cotação da commodity persistirá em queda ou voltará aos patamares anteriores? Ninguém sabe para onde os indicadores apontam. E sem um cenário mais claro, as tradings não querem se arriscar com os produtores. Para Galvão, o problema ocorre numa hora especialmente ruim, às vésperas do plantio da safra de verão. &quot;Com a falta de crédito, pode haver redução de área e queda no nível de tecnologia nas lavouras&quot;, diz ele. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Procuram-se agrônomos]]></title>

<pubDate>Ter, 23 Set 2008 17:48:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080923_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A falta de profissionais no campo começa a atrapalhar a vida de empresas de altíssima tecnologia. A CanaVialis, empresa da  Votorantim Novos Negócios, está procurando agrônomos com experiência no setor sucroalcooleiro para atuar junto às usinas assessoradas pela empresa. Hoje, 72 usinas de açúcar e álcool em todo o Brasil, que juntas somam uma área de 1,4 milhão de hectares, contrataram o que pode ser definido como pacote de gestão varietal da CanaVialis. O serviço oferece melhoramento genético customizado para as variedades de cana cultivadas pela usina. O papel dos agrônomos é avaliar no campo os resultados da variedade plantada e do pacote de manejo adotado. &quot;Gostaria de contratar pelo menos mais meia dúzia de agrônomos. Mas esses profissionais vêm sendo muito assediados pelo setor sucroalcooleiro&quot;, diz Luis Claudio Rubio, diretor da CanaVialis. Quem estiver interessado nas vagas, pode entrar em contato com a empresa pelo site: <a href="http://www.canavialis.com.br">www.canavialis.com.br</a>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Tyson: a gigante chegou pequena]]></title>

<pubDate>Qui, 18 Set 2008 16:11:30 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080918_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Depois de muita espera (muita mesmo), finalmente, a Tyson Foods desembarcou no Brasil. Hoje, a gigante americana do setor de carnes anunciou a aquisição de três operações no Brasil, todas com foco em aves. As compras da Macedo e da Avita, de Santa Catarina, e de parte da Frangobras, do Paraná, terminam com um mistério que perdurou por quase uma década. Em 2005, por exemplo, a Tyson flertou com a Perdigão, mas nada muito sério. No começo de 2008, a americana tentou comprar o frigorífico Pena Branca, mas o acordo ruiu perto de sua conclusão. Agora, a Tyson chega para operar no setor avícola, tanto no mercado doméstico como externo. A empresa não divulgou o volume de investimentos direcionados para o Brasil, mas estima-se que ela esteja adquirindo ativos no valor de 150 milhões de reais. </p><p><br />A operação da Tyson no país, no entanto, não corresponde ao tamanho da empresa no resto mundo. Com faturamento de 27 bilhões de dólares em 2007 e 57 unidades de processamento espalhadas pelo globo, a empresa chega tímida no Brasil. A expectativa é que sejam abatidas 816 mil aves por dia - volume condicionado a investimentos que serão realizados em duas das três unidades. Só para ser ter uma idéia, em 2007, a Sadia abateu 3 milhões de unidades por dia. Mesmo assim, a empresa americana disse que pretende no curto prazo se tornar uma das cinco maiores no setor avícola no Brasil. Poder de fogo para isso ela tem - e certamente Sadia e Perdigão estarão atentas aos movimentos da nova concorrente. A questão é saber quanto tempo a Tyson levará para transformar seus planos em realidade.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Mais renda, menos dívida]]></title>

<pubDate>Ter, 16 Set 2008 18:44:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080916_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[As boas notícias vindas do agronegócio - safra de grãos e renda agrícola recordes - devem reduzir o endividamento do setor em 2008. Essa é a opinião do economista José Garcia Gasques, da assessoria estratégica do Ministério da Agricultura. Ele calcula que as dívidas de custeio contraídas nas safras 2004/2005 e 2005/2006 deverão ser quase zeradas em função da renda agrícola do setor em 2008, cerca de 160 bilhões de reais. Esse é o melhor desempenho do agronegócio desde 2001, quando foi criada a série estatística. Gasques lembra, no entanto, que as dívidas de investimento e o montante renegociado continuam valendo. De acordo com dados da Confederação Nacional da Agricultura, o endividamento total do setor agrícola é de 87,5 bilhões de reais - sendo que 85% desse valor foi renegociado com o governo. Minha dúvida: o governo não se antecipou na renegociação com os agricultores numa safra que sabidamente seria recorde e com os preços ainda nas alturas?  ]]></description>

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<title><![CDATA[Reestruturação no Quatro Marcos]]></title>

<pubDate>Qua, 10 Set 2008 21:12:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080910_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Em meio à profunda crise no setor de carne bovina, o frigorífico Quatro Marcos acabou de contratar a consultoria de Cláudio Galeazzi para reestruturar suas operações. Galeazzi, hoje presidente do grupo Pão de Açúcar, é conhecido no mercado por tirar do vermelho empresas problemáticas como as Lojas Americanas e o próprio grupo Pão de Açúcar. No Quatro Marcos, será Glauco Abdala (sócio de Galeazzi) o homem responsável pela reestruturação da empresa, o que deve implicar em cortes de custos e de pessoal - e, sobretudo, segurar os ímpetos do controlador Douglas Xavier, agora no conselho de administração da empresa. Para o cargo de CEO do frigorífico, Abdala trouxe Henning von Koss, que antes ocupava a presidência da Bayer MaterialScience na América Latina. Chega também Jonas Salles, para cuidar da área financeira, que já trabalhou em vários projetos com Abdala. O consultor ainda não fechou o time de executivos que irá assumir os principais postos de direção.</p><p> <br />Entre os grandes frigoríficos brasileiros, o Quatro Marcos é um dos que mais vem sofrendo com a crise no setor, que tem provocado alta ociosidade nas plantas industriais. Essa é a segunda tentativa da empresa de superar seus problemas. No começo de junho, o Quatro Marcos participou da frustrada operação de fusão com o frigorífico Margen, quando foi criada a Uni Alimentos - união que durou pouco mais de 10 dias. Detalhe: na semana passada, o Margen fechou 16 unidades de abate e anunciou a demissão de 3 500 funcionários. A fusão mal-sucedida deixou o Quatro Marcos queimado no mercado. &quot;O frigorífico tem capacidade para faturar mais de 2 bilhões de reais, o que faltava era uma gestão profissional&quot;, disse Abdala à EXAME.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Subsídio no trigo argentino]]></title>

<pubDate>Sex, 08 Ago 2008 20:03:17 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080808_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Os moinhos brasileiros contrataram a consultoria do economista Dante Cica, da Argentina, para investigar como os subsídios do governo argentino na farinha estariam tirando a competitividade da indústria brasileira do trigo. E o que era uma mera suspeita acabou se confirmando. A consultoria de Cica mostrou que o governo argentino oferece um subsídio de 170 pesos aos moinhos para cada tonelada de farinha vendida no mercado local. Até aí, tudo bem. A Organização Mundial do Comércio prevê que os países auxiliem a produção agrícola destinada aos mercados domésticos. <br /></p><p>O problema é que parte dessa farinha subsidiada acaba sendo exportada - o que é proibido pela OMC. Na prática, os moinhos argentinos estariam vendendo farinha para o Brasil a valores inferiores aos do mercado mundial. Ou seja, o subsídio do governo de Cristina Kirchner estaria prejudicando as empresas brasileiras do setor de trigo. Os moinhos brasileiros, no entanto, não pretendem transformar o caso numa briga digna de ser levada à OMC. Eles sabem que não haveria clima político para o Brasil questionar a Argentina, um dos seus principais parceiros comerciais. Mas, se a situação persistir, os moinhos brasileiros vão alegar prática de dumping - um pecado menos grave que subsídio. </p><p> <br />PS: como todo mundo, jornalista também merece uma folga. Estarei de férias até dia 10 de setembro. Até breve. </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Vida de gado ]]></title>

<pubDate>Qua, 06 Ago 2008 19:06:35 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080806_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A exportação de gado vivo tem se mostrado um grande negócio para a pecuária brasileira. Mas a falta de navios especializados no transporte de rebanhos pode ser um entrave para a expansão da atividade no Brasil. No ano passado, foram exportadas 400 mil cabeças para países como Venezuela, Angola e Moçambique. E a expectativa era de que, pelos menos, outros 500 mil animais brasileiros cruzassem os oceanos em 2008. Além da falta crônica de navios para todos os setores (estaleiros no mundo inteiro trabalham a todo vapor), a pressão sobre os armadores é que sejam contratadas apenas embarcações que respeitem regras ambientais e de bem-estar animal. Isso reduziu drasticamente a oferta de navios. Sobraram apenas 5 companhias com certificações que garantem que elas são capazes de transportar rebanhos sem poluir os oceanos. Mas, obviamente, essas empresas não estão dando conta da demanda. Hoje, o Brasil disputa embarcações especialmente com os países do Oriente Médio - que importam caprinos e ovinos. ]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Sustentabilidade no campo]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Ago 2008 21:35:19 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080801_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Todos os setores da economia querem ser sustentáveis. O agronegócio também. Acabei de receber o manual de boas práticas socioambientais do agronegócio, guia confeccionado pela filial brasileira do banco holandês Rabobank. O manual traz informações de legislação ambiental e trabalhista, além de um roteiro para deixar a propriedade rural em conformidade com as regras. A iniciativa do Rabobank no Brasil despertou o interesse da matriz e deve ser reproduzida - e adaptada - em outras filias do banco no exterior. <br /></p><p>O guia também traz o valor de todas as multas a que estão sujeitos os produtores que não andarem na linha. Quem não tiver licença ambiental para, por exemplo, a construção ou reforma de uma unidade de processamento dentro da fazenda corre o risco de pagar uma multa que varia de 500 reais a 10 milhões de reais (não há incentivo maior à sustentabilidade do que o próprio bolso). O manual será distribuído para os clientes agro do banco.<br /></p><p>A questão da sustentabilidade no agronegócio também foi contemplada pelo Plano Agrícola e Pecuário. O governo federal vai destinar 1 bilhão de reais para produtores que adotarem programas de sustentabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O conceito de sustentabilidade do Ministério engloba iniciativas para a promoção do agronegócio socialmente justo e preservação dos recursos naturais. Entre os programas, há iniciativas para o desenvolvimento da agricultura orgânica e de integração lavoura-pecuária. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Doha: agora só em 2009]]></title>

<pubDate>Qui, 31 Jul 2008 20:17:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080731_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O fracasso de Doha não tirou as esperanças de alguns executivos de verem uma abertura comercial aos produtos agrícolas brasileiros. Jerry O'Callaghan, diretor de relações com investidores do JBS Friboi, acredita que a rodada ressuscite em 2009. Ele acha que depois das eleições americana e indiana - os países que emperraram a reunião de Genebra - será inevitável voltar ao tema. A União Européia é uma das maiores interessadas em usar a rodada Doha para rediscutir os seus subsídios agrícolas. Eles encarecem o custo de vida dos europeus e pesam nas contas dos governos. Por isso, muitos países da UE querem aproveitar as reuniões da Organização Mundial do Comércio para se livrar desse peso extra. Nem todos, é claro. A França é ainda um foco de resistência. E, em 2009, o país será o representante da União Européia na rodada, o que pode complicar ainda mais. Para quem já esperou tanto tempo, a esperança é a última que morre.</p><p><br />Os usineiros brasileiros, no entanto, não pensam assim. Saíram irritados de Genebra e avisam que podem discutir na OMC as sobretaxas que impedem o livre acesso do etanol brasileiro em diversos mercados - sobretudo os Estados Unidos. A esperança deles é brigar por um pedaço maior (bem maior) do mercado externo.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Doha: muito esforço, pouco resultado]]></title>

<pubDate>Qua, 23 Jul 2008 20:43:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080723_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Acabei de conversar com André Nassar, diretor do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais. Ele está em Genebra para acompanhar as reuniões da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio. O clima que impera na OMC é que Doha não trará grandes avanços ao comércio mundial. Para Nassar, o grande problema da rodada é que as ambições na negociação diminuíram. É provável que venham ganhos pontuais como, por exemplo, o aumento de cota para exportação de frango brasileiro para a União Européia - o que está muito aquém das propostas originais. </p><p><br />De um lado, os países emergentes brigam pela redução de subsídios agrícolas nos Estados Unidos e União Européia. Já os países ricos cedem pouco na pauta agrícola, mas olham com enorme interesse para bens industriais e serviços nas nações emergentes. Nassar avalia que Doha é importante, mas o comércio irá crescer muito mais pelo aumento da demanda mundial e pela expansão dos emergentes - do que por um acordo multilateral.</p><p><br />Hoje, as negociações entram madrugada adentro em Genebra, na tentativa de abarcar todos os temas da pauta. Mas ninguém espera por notícias bombásticas ao longo da semana. Por maiores que sejam os esforços dos negociadores, já se sabe que os resultados serão pequenos. A maior ambição da OMC é que Doha apenas termine.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Um banco para chamar de seu]]></title>

<pubDate>Qui, 17 Jul 2008 22:26:58 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080717_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Joesley Mendonça Batista, presidente do JBS Friboi e um dos sócios do maior grupo frigorífico do mundo, já tentou convencer cinco grandes bancos brasileiros e estrangeiros a ampliar o crédito aos pecuaristas. Afinal, criador capitalizado produz mais gado para os frigoríficos. Não deu certo. Os bancos não se interessavam em financiar bois e vacas. Qual foi a solução? Batista acabou de criar o primeiro banco voltado para a pecuária: o JBS Banco. Com capital de 30 milhões de reais, a instituição financeira pertence à família dona do grupo - e não está subordinada à estrutura do JBS Friboi. No entanto, as duas empresas vão andar de braços dados. Apenas pecuaristas poderão abrir uma conta corrente e utilizar as diferentes modalidades de financiamento. A prioridade de crédito será dada aos mais de 15 mil fornecedores do próprio JBS. E quem não negocia animais com a empresa será sutilmente convidado a se tornar um fornecedor em troca das facilidades prometidas pelo banco.</p><p><br />Ao abrir uma instituição financeira focada na pecuária, o JBS Friboi cria uma estratégia única de captação de gado, sobretudo, em tempos de baixa oferta de animais no mercado. O banco vai oferecer recursos para financiamento de aquisição de bovinos, custeio de engorda de animais e construção ou reforma de confinamentos. Serão abertas agências próximas às unidades frigoríficas. Boa parte das operações do banco será alavancada pelas Cédulas de Produto Rural (CPRs) que a própria empresa emite. Nos próximos 12 meses, o JBS Friboi deverá desembolsar cerca de 6 bilhões de reais em pagamentos pela aquisição de matéria-prima. Antes, todo esse dinheiro passava pelas principais instituições financeiras do mercado. A partir de agora, esse generoso fluxo de recursos estará no banco da família Batista. Quem não deve estar gostando dessa história são os bancos tradicionais que certamente perderão clientes.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[A fazenda virou condomínio]]></title>

<pubDate>Ter, 15 Jul 2008 20:42:17 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080715_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Nas grandes cidades do interior de São Paulo, como Araçatuba, São José do Rio Preto e Bauru, a expansão da área dos municípios está ocorrendo sobre as propriedades agrícolas. As fazendas próximas às áreas urbanas dessas cidades estão se transformando em bairros populares ou mesmo condomínios de classe alta. A demanda por moradia tem aumentado no interior paulista em função do crescimento econômico - boa parte dele gerado pelas oportunidades no próprio agronegócio. O preço da terra também disparou. E em muitos casos, a atividade rural não tem remunerado a contento o dono da terra. </p><p><br />O resultado é que os fazendeiros vêm sendo seduzidos pelas incorporadoras. A Scopel, empresa que desenvolve loteamentos, tem planos de ofertar 50 mil terrenos nos próximos dois anos no interior de São Paulo, o que exigirá uma área de 4 mil hectares. A inspiração da Scopel são os bairros e condomínios da Flórida, nos Estados Unidos, região em que o mercado imobiliário tem avançado sobre as fazendas de laranja. Mas ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, onde qualquer hectare a menos faz diferença, o Brasil ainda tem muita terra disponível. De acordo com estimativas do Icone, o Brasil tem uma área de 200 milhões de hectares aptos para a agricultura - sem tocar na Amazônia. </p>]]></description>

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<title><![CDATA[Menos burocracia]]></title>

<pubDate>Qua, 09 Jul 2008 14:04:13 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080709_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O Ministério da Agricultura acabou de aprovar a chamada Linha Verde, um regime especial de entrada de produtos agropecuários no país. A partir de agora, defensivos agrícolas, medicamentos e rações animais deixam de ser fiscalizados nos portos. O controle passará a ser feito dentro das próprias empresas. A Linha Verde vale apenas para insumos rurais considerados de baixo risco sanitário, divididos em 184 linhas tarifárias. Só em defensivos agrícolas serão cerca de 200 produtos que terão a entrada facilitada pela Linha Verde. </p><p>Antes, quem importava um insumo para o campo precisava aguardar pelo menos 10 dias para a liberação dos fiscais agropecuários - sobretudo nos portos de Santos e do Rio de Janeiro. Detalhe: a análise era restrita aos documentos e aos lacres das cargas, uma vez que esse tipo de produto não pode ser aberto em área portuária. O risco de demora, no entanto, era bem maior. Em 2007, os quase três meses de greve dos fiscais agropecuários somaram prejuízos de 100 milhões de reais para as empresas que importam os insumos. Boa parte dessas perdas ocorreu com armazenagem dos produtos nos portos. A Linha Verde, no entanto, só contempla o controle agropecuário das cargas. A fiscalização da Receita Federal continua nos mesmos moldes. Portanto, em caso de greves dos auditores fiscais, novos prejuízos estarão a caminho. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[O bife mais caro do mundo]]></title>

<pubDate>Seg, 30 Jun 2008 18:09:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080630_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O agronegócio brasileiro nunca foi muito bom de marketing. Mas o setor frigorífico conseguia convencer os importadores estrangeiros com um argumento bem simples: a carne brasileira era a mais barata do mundo. Bom, era mesmo. Agora, entre os países exportadores de carne bovina, o produto brasileiro se transformou no mais caro do planeta. Isso porque a cotação do boi no Brasil superou a do animal nos Estados Unidos. De acordo com dados da JBS Friboi, nos pastos brasileiros, o quilo do boi em dólar passou de 1,75, em janeiro de 2007, para quase 3,50, em maio de 2008. Nos Estados Unidos, o mesmo quilo da carne em maio era cotado a 3,25 dólares. </p><p>Esse aumento da cotação do boi no Brasil é resultado de dois movimentos: a redução do rebanho bovino e a ampliação da capacidade de abate. O cenário criou uma disputa entre os frigoríficos pela matéria-prima. Para alguns empresários, esse preço do boi veio para ficar - o que deve mexer com a rentabilidade dos frigoríficos. Antes, o baixo custo de aquisição do animal no Brasil garantia às empresas margens superiores a 15%. Agora, o novo patamar seria de cerca de 5%. Portanto, os tempos da picanha barata teriam ficado para trás.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Previ e Funcef investem em usinas]]></title>

<pubDate>Qui, 12 Jun 2008 19:45:44 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080612_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Previ e Funcef, dois dos maiores fundos de pensão do Brasil, vão investir no setor sucroalcooleiro. Cada um deve aplicar cerca de 40 milhões de reais no fundo de private equity Terra Viva, administrado pela DGF Investimentos. A gestora está levantando 250 milhões de reais para investir na construção de novas usinas de açúcar e álcool e na compra de participação em usinas e empresas de equipamentos ligadas ao setor. Outros fundos de pensão analisam a entrada no Terra Viva, que já conta com 20 milhões da Finep, a agência financiadora de estudos e projetos vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Os primeiros investimentos devem ocorrer no segundo semestre deste ano. &quot;Embora no curto prazo o setor sucroalcooleiro esteja indo mal, em função dos baixos preços do açúcar e do álcool, no longo prazo é um negócio muito promissor. Por isso, é uma boa hora para comprar&quot;, diz Humberto Casagrande, gestor da DGF, que já analisa alguns empreendimentos.</p><p>O objetivo do fundo Terra Viva seria construir e adquirir pelo menos quatro usinas de açúcar e álcool para formar um grande grupo sucroalcooleiro que, posteriormente, teria seu capital aberto na Bovespa. Além das usinas, os gestores da DGF também devem investir em duas empresas de bens de capital que produzem equipamentos para as empresas do setor. Com a expansão da atividade sucroalcooleira, a demanda por equipamentos está aquecida e a entrega de uma caldeira, por exemplo, pode demorar até dois anos. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Quem precisa da Europa agora?]]></title>

<pubDate>Sex, 06 Jun 2008 21:03:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080606_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Se depender do governo brasileiro, o embargo europeu à carne do Brasil vai durar muito tempo. Fontes do setor agropecuário dizem que o Ministério da Agricultura estaria fazendo corpo mole nas negociações com os órgãos europeus que lidam com o assunto. Não seria de interesse do governo brasileiro acelerar a reabertura do mercado europeu em um momento que falta gado para o abate. Isso porque restabelecer agora o fornecimento à União Européia só iria pressionar ainda mais o mercado doméstico. Hoje, o preço da arroba do boi em São Paulo está no patamar dos 90 reais e pode subir mais até o fim do ano. Os especialistas em inflação dizem que a carne bovina deve ser o item alimentício que mais deve pesar nos índices de preços ao consumidor no segundo semestre no país. Diante disso, não faria sentido ficar implorando acesso para carne brasileira nos países do bloco europeu. <br /></p><p>Só há espaço para o pouco caso do governo brasileiro porque a demanda por alimentos no mundo é alta e a oferta, baixa. No caso da carne, Brasil, Estados Unidos e Austrália tiveram reduções de matéria-prima. A Argentina tem restrições para a exportação. É de se esperar, portanto, que a própria União Européia alivie as regras que limitam as vendas externas do Brasil. Se isso acontecer, será mais uma prova que toda a crise do embargo tinha mais a ver com o jogo do mercado internacional do que com a sanidade animal. Essa, aliás, continua na mesma - bem mal.<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Cemil quer um sócio]]></title>

<pubDate>Ter, 03 Jun 2008 17:35:03 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080603_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><br />A cooperativa mineira de laticínios Cemil contratou a consultoria Deloitte para estimar o valor dos ativos físicos e da marca de leite de mesmo nome. A iniciativa é uma reação à nova onda de aquisições no setor lácteo. Ninguém quer ser surpreendido por uma proposta e acabar vendendo barato o que vale muito mais. João Bosco Ferreira, presidente da cooperativa, disse que com o valor em mãos a cooperativa poderá sair em busca de um sócio. &quot;Como não vamos abrir o capital em bolsa, precisamos capitalizar a cooperativa para crescer&quot;, explicou. <br /></p><p>Hoje, o setor de laticínios está em pleno processo de consolidação o que deverá reduzir drasticamente o número de empresas no mercado. E quem não crescer corre o risco de ser engolido pelo concorrente. Hoje a Cemil engloba 4 cooperativas que juntas processam 600 mil litros de leite por dia. Se um novo sócio vier, Ferreira pretende tirar do papel o plano de construir uma fábrica de leite em pó no Nordeste. E quem sabe se tornar uma das grandes que devem sobrar nesse processo de consolidação dos laticínios brasileiros. Na próxima semana, a Deloitte deverá entregar o relatório com a avaliação do patrimônio da Cemil. Alguém se interessa em ser sócio da cooperativa mineira? <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[A crise dos alimentos e a carne brasileira]]></title>

<pubDate>Seg, 26 Mai 2008 22:49:24 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080526_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes anunciou na segunda-feira (26) que a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) suspendeu o embargo de dez estados brasileiros que estavam proibidos de exportar carne. A liberação da OIE não muda em nada a vida dos frigoríficos que exportam para a União Européia, que continua importando carne de fazendas brasileiras selecionadas. A decisão do órgão tem mais a ver com o momento de altíssima demanda mundial de alimentos do que com o reconhecimento de mudanças no sistema de sanidade animal do Brasil. Nos últimos dois anos, a disparada nos preços das <em>commodities</em> agrícolas tem encarecido o custo de produção dos países que utilizem grãos - especialmente soja e milho - para alimentar os animais. </p><p><br />No Brasil, a maioria absoluta do gado é engordada no pasto. Nesse sentido, a carne brasileira pode conter uma parte do efeito inflacionário embutido no produto de países com pecuária que utiliza ração de grãos. E, sendo assim, a liberação da OIE auxilia nações que estão sofrendo com os aumentos dos preços da comida. A questão é, quando os mercados internacionais voltarem à normalidade, os governos estrangeiros vão continuar a tolerar os problemas de sanidade do Brasil? Isso porque - para ser otimista - pouca coisa mudou na sanidade animal do país nesses últimos meses. A sorte do Brasil é que ainda vai demorar um tempo para os preços internacionais arrefecerem. Portanto, temos uma demanda garantida por um tempo. Mas será que agora o Brasil vai fazer a tão prometida lição de casa? Vamos manter as esperanças.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Hillary contra o Friboi]]></title>

<pubDate>Qua, 21 Mai 2008 15:41:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080521_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O senso comum diz que democratas costumam ser mais protecionistas do que republicanos. Certo? A senadora Hillary Clinton, na disputa pela vaga democrata à Casa Branca, acabou de reforçar esse estigma. Na semana passada, a candidata afirmou no estado de Dakota do Sul que era contra a aquisição da Smithfield Foods pela brasileira JBS-Friboi. E disse que, se fosse presidente, aproveitaria as brechas da legislação agrícola para vetar a venda para a empresa brasileira, que depois de comprar a Swift nos Estados Unidos, se transformou na maior exportadora de carne do mundo. Hillary é contra a consolidação porque os Estados Unidos estão perdendo espaço no mercado global de carnes. Desde 2003, as exportações de carne dos EUA despencaram. O ex-ministro da Agricultura Marcus Vinícius Pratini de Moraes, agora presidente do comitê de estratégia global do Friboi, diz: &quot;Pelo jeito, estamos incomodando bastante&quot;.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Muda tudo e não muda nada]]></title>

<pubDate>Qua, 14 Mai 2008 16:11:46 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080514_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>As relações entre a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o setor rural nunca foram amistosas. Marina sempre se opôs aos transgênicos, à soja na Amazônia e à expansão do etanol. Era de se esperar que sua saída fosse comemorada pelos diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. Embora ninguém esteja lamentando o pedido de demissão de Marina Silva, poucos no setor agro acreditam em grandes mudanças na política ambiental brasileira com a chegada de Carlos Minc, ex-secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.</p><p>Primeiro, não seria de bom tom o Brasil afrouxar suas leis ambientais justamente num momento em que a sustentabilidade do etanol nacional é questionada no exterior. Segundo, boa parte das decisões que importam (seja para o agronegócio ou qualquer outro setor produtivo) está nas mãos de técnicos de diferentes escalões e dos mais diversos órgãos governamentais. Portanto, as dificuldades na obtenção de uma licença ambiental devem continuar as mesmas. A questão é saber se Minc entra com disposição para dialogar com o agronegócio - ou continuará a tratar o setor como inimigo. Se apenas isso ocorrer, já será um grande avanço. </p>]]></description>

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<title><![CDATA[O fim das moendas]]></title>

<pubDate>Qui, 08 Mai 2008 13:21:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080508_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A era das moendas gigantes nas usinas de cana-de-açúcar parece estar com os dias contados no Brasil. Há duas evidências para isso. De um lado, várias usinas em construção no país estão preferindo o sistema por difusão. A CNAA, por exemplo, está construindo 4 usinas, em Minas Gerais, que irão utilizar a tecnologia. De outro, há uma nova empresa apostando na fabricação desse tipo de equipamento, a Jaraguá - que entra para concorrer com a Sermatec, de Sertãozinho. A Jaraguá, que adota a tecnologia desenvolvida pela a alemã BMA, está negociando os contratos para a fabricação de dois difusores.</p><p><br />Mas, afinal, o que é um difusor? Ao contrário da moenda, que esmaga a cana e extrai o caldo, o sistema por difusão retira o caldo por imersão - do mesmo jeito que se faz um chá. Há várias vantagens dos difusores sobre as moendas. Primeiro é o custo menor de aquisição - e um gasto menor ainda com a manutenção do equipamento. No caso das moendas, é preciso desmontar todo o equipamento no fim da safra, limpá-lo e remontá-lo para a temporada seguinte - o que não ocorre com os difusores. Outra vantagem é uma extração de um maior índice de sacarose. O que seria motivo mais que suficiente para justificar a adoção da tecnologia, mas o que de fato tem chamado a atenção dos usineiros é o baixo consumo de energia do sistema. Isso faz toda a diferença quando as perspectivas de longo prazo apontam para a geração de bioeletricidade como o segundo negócio mais importante das usinas - depois apenas do etanol (o açúcar será o terceiro!)</p><p>Em tempo: até a Dedini, que fabricou boa parte das moendas do país, está se rendendo à tecnologia também. </p><p />]]></description>

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<item>
<title><![CDATA[Antes o certo do que o duvidoso]]></title>

<pubDate>Qui, 24 Abr 2008 22:56:13 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080424_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O anúncio da compra da Esso no Brasil pelo grupo Cosan é um marco no mercado nacional de combustíveis. É a primeira vez que uma empresa produtora de cana-de-açúcar chega literalmente aos postos de abastecimento. Antes, todo o álcool fabricado no país passava pelas distribuidoras que, em maior ou menor medida, eram conectadas ao universo da gasolina - caso da própria Esso que pertencia ao grupo da ExxonMobil, maior petrolífera do mundo. A aquisição também reflete um mercado de combustíveis no país que consome mais álcool do que gasolina. </p><p><br />O que está explícito na compra da Esso é a forte aposta da Cosan no mercado doméstico, que cresce embalado pelo aquecimento da economia brasileira. O que a empresa não deixa claro é como ela passa a encarar o mercado externo de etanol. Afinal, a promessa de grandes volumes exportados ainda não aconteceu. Hoje, apenas 20% do álcool produzido no Brasil são exportados - proporção que se repete dentro da Cosan. Pior: o etanol brasileiro está sob forte ataque na Europa, o que pode retardar ainda mais o acesso ao mercado externo. No final das contas, a Cosan pôs em prática um velho ditado: preferiu o certo ao duvidoso.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Inimigo ou aliado?]]></title>

<pubDate>Sex, 18 Abr 2008 16:40:07 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080418_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O sociólogo suíço Jean Ziegler sempre foi considerado inimigo número 1 do setor sucroalcooleiro no Brasil. Em 2007, o relator das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação classificou o uso maciço de bicombustíveis como um crime contra a humanidade, por utilizar alimentos para a produção de combustíveis. As críticas, naturalmente, eram extensivas ao etanol brasileiro. No começo de março, no entanto, Ziegler mudou de opinião. Durante uma apresentação em Genebra, ele saiu em defesa do etanol brasileiro. &quot;A situação no Brasil é diferente do que ocorre com outros produtores de biocombustíveis. Isso em parte porque o país não utiliza matérias-primas como o milho, mas cana-de-açúcar&quot;. Ziegler disse também que o programa brasileiro de etanol tem um forte componente social e respeita o direito da população brasileira ao acesso à comida. </p><p><br />A súbita mudança de lado de Ziegler despertou suspeita. E não tardaram insinuações de que o apoio ao etanol do Brasil seria uma forma de conquistar o voto da chancelaria brasileira em Genebra para a eleição do Comitê Consultivo, do Conselho de Direitos Humanos da ONU - cargo para o qual ele foi eleito no final do mês de março. Em entrevista ao <em>Human Rights Tribune</em>, o sociólogo disse que foi convencido pelos brasileiros de que a situação no país é um caso excepcional, diferentemente do que ocorre em outros países. E disse achar um absurdo cogitarem que ele havia mudado de lado por razões eleitorais. Será que o antigo inimigo número 1 se tornou realmente um aliado do Brasil?<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O paradoxo do café]]></title>

<pubDate>Qui, 10 Abr 2008 22:29:34 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080410_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O café tipo robusta sempre foi tratado como de segunda linha. Para muita gente, o grão de qualidade é o da variedade arábica, que produz as melhores bebidas gourmets do país. Mas quem tem investido na versão robusta, usada na produção de café instantâneo e como complemento em misturas de torrado e moído, não tem do que reclamar. Um estudo do Rabobank mostra que o faturamento de robusta passou de 2 mil dólares o hectare para mais de 5 mil dólares nos últimos três anos. No mesmo período, o tradicional arábica se manteve estável em 1 mil dólares o hectare - e mais recentemente ficou abaixo desse patamar. Historicamente, o tipo robusta era negociado pela metade do valor do arábica.<br />O <em>boom</em> de robusta é resultado de um aumento no consumo de café no mercado interno e de novas tecnologias na produção do torrado, que conseguiram eliminar características indesejáveis no sabor da bebida. Isso fez com que a quase insignificante produção de robusta na década de 70 passasse a 25% do total de café cultivado no país - sendo que boa parte dos produtores está concentrada no estado do Espírito Santo. Paradoxalmente, o atual sucesso da variedade deve incrementar as vendas de seu maior concorrente no futuro, a versão arábica. Isso porque o consumo de robusta é uma espécie de estágio inicial para os novos consumidores e abre caminho para experimentar os grãos de maior qualidade. Ou seja, quem começa com uma xicrinha de instantâneo hoje pode bebericar um café especial no futuro.<br />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Friboi quer comprar laticínio]]></title>

<pubDate>Sex, 04 Abr 2008 18:47:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080404_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[No mercado de leite, a conversa é uma só: o grupo Friboi, maior empresa de carne bovina do mundo, quer entrar no setor de lácteos e estaria à procura de um laticínio para comprar. Fontes de mercado dizem que o interesse do frigorífico em uma unidade de produção de leite seria grande e atenderia ao objetivo da família Batista de tornar o Friboi uma empresa de alimentos. A expectativa no mercado é que o grupo adquira um laticínio de maior porte. No radar do frigorífico, estariam as marcas Nilza, de São Paulo, e a Italac, de Goiás. Mas a oferta de laticínios é grande e não faltariam opções para serem analisadas. São 144 marcas no Brasil e muitas delas não teriam capacidade de expansão - exatamente o perfil de frigoríficos que o Friboi comprou nos últimos anos no país. Fora do Brasil, a estratégia foi a aquisição de grandes unidades industriais nos Estados Unidos, Austrália e Argentina.<br />A possibilidade do Friboi entrar no setor de leite é considerada mais que natural, analisam fontes do mercado, e segue uma tendência iniciada pela Perdigão, com a compra da Batavo, em 2006, e da Eleva, em 2007. No começo da semana, a Perdigão anunciou a aquisição da mineira Cotochés. Já o Bertin, um dos principais concorrentes do Friboi no setor frigorífico, comprou a Vigor em novembro do ano passado. E, ontem, em mais uma mostra de que o setor está em plena ebulição, a Parmalat comprou uma fazenda de 2 500 hectares em Alegrete, Rio Grande do Sul, que irá fornecer matéria-prima para a fábrica da empresa no estado. De fato, só falta o Friboi entrar nessa disputa acirrada. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Pecuária brasileira em Angola]]></title>

<pubDate>Qua, 02 Abr 2008 23:52:26 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080402_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O Brasil está ajudando a recompor a pecuária bovina de Angola. Assim como toda a economia angolana, as fazendas de gado foram devastadas pela guerra civil que assolou o país no período de quase 30 anos. Quem está liderando o projeto é a agropecuária Muguidjana, empresa instalada em Glicério, interior de São Paulo. A Muguidjana compra matrizes, bois e bezerros no Brasil e realiza a exportação do gado vivo para Angola. Como a terra é uma concessão do governo por 30 anos (renovável por mais 30 anos), a empresa também prepara toda a infra-estrutura para a implantação de uma fazenda de pecuária no país africano. A situação é tão precária que a Muguidjana, formada por sócios brasileiros e portugueses, está levando cavalos e tropeiros para treinar os futuros empregados das fazendas angolanas a lidar com o gado. Nesta semana, um navio deixou o Brasil com cerca de 2 mil animais a bordo. A expectativa é que, ao longo de 2008, será exportado um rebanho com 10 mil exemplares. A iniciativa em Angola é um reflexo do aumento das exportações de gado vivo. Em 2007, foram embarcados quase 432 mil animais - 76% a mais do que no ano anterior. Quem não está gostando nada disso é o setor frigorífico que perde exportações de carne em potencial. E, pelo jeito, os frigoríficos não vão assistir passivamente ao avanço do novo negócio.</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Agronegócio no cinema]]></title>

<pubDate>Qui, 27 Mar 2008 22:20:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080327_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O ex-ministro da Agricultra Roberto Rodrigues quer estrear em um novo campo. Ao estilo do filme &quot;Uma verdade inconveniente&quot;, que rendeu o Oscar e o prêmio Nobel da Paz ao ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, Rodrigues quer produzir um documentário que apresente o agronegócio brasileiro para o mundo. A idéia do ex-ministro da Agricultura é mostrar o Brasil como o maior celeiro de alimentos e biocombustíveis do planeta.  Já o documentário de Al Gore acusa a emissão de substâncias poluentes e o mau uso dos recursos naturais como responsáveis pelo aumento do aquecimento global. No filme de Rodrigues, será abordada a questão da fome, da sustentabilidade ambiental e da agroenergia. O final do documentário brasileiro será dedicado a desmistificar equívocos como aquele que o etanol seria tão ou mais poluente que outros tipos de biocombustíveis. O custo da produção seria de cerca de 600 mil reais - o filme deve ser realizada em parceria com o Canal Rural. Um dos nomes cotados para assinar a direção é o do cineasta Ricardo Dias. E, parafraseando Al Gore, Rodrigues já tem até o título da fita: &quot;Uma verdade conveniente&quot;. Mas não é o Oscar que o ex-ministro gostaria de ganhar com o documentário brasileiro. &quot;Quero trazer um Nobel para a agricultura brasileira&quot;.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[O PIB agro e as commodities]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Mar 2008 19:14:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080320_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A Confederação Nacional da Agricultura divulgou ontem que o PIB do agronegócio cresceu quase 8% em 2007. Esse bom desempenho foi resultado da combinação do aumento da produção e dos bons preços internacionais. Quem já estava comemorando a volta dos bons tempos no agronegócio pode guardar os rojões. A semana que passou marcou a forte queda nos preços dos produtos agrícolas. Soja, milho, trigo e café tiveram quedas de, em média, 20%. O tombo dessa semana se explica pela saída maciça dos recursos de fundos de investimentos posicionados em commodities agrícolas. Conversei hoje com Alexandre Schwartsman, economista-chefe do ABN, e ele acredita que ainda se trata apenas de uma correção nos preços que haviam disparado. Portanto, não teria chegado ao fim o boom das commodities. Se for assim, ótimo. Preços em alta devem sustentar novamente um bom desempenho do setor agro. A CNA projeta que em 2008 o campo irá avançar mais 5,8%. Mas se os preços continuarem a cair, dificilmente o número irá se confirmar. Definitivamente, a hora é de alerta.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Auditoria nas certificadoras ]]></title>

<pubDate>Ter, 18 Mar 2008 21:04:23 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080318_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Ministério da Agricultura decidiu tratar a questão do embargo europeu à carne brasileira com seriedade. Depois de quase 50 dias da restrição das exportações para a União Européia, a pasta suspendeu hoje a inclusão de novas propriedades rurais no Sisbov, sistema que (supostamente) cuida da rastreabilidade animal no Brasil. Novas inclusões só vão ocorrer depois de auditoria nas certificadoras. São elas que emitem os atestados de sanidade dos rebanhos bovinos - e sem o tal selo, as fazendas não estão habilitadas a exportar para a Europa. Foram justamente indícios de irregularidades em algumas certificadoras que motivaram o embargo ao Brasil. A medida do ministério da Agricultura é uma forma de moralizar o processo de rastreabilidade animal no Brasil. Mas só isso não irá convencer os europeus a voltarem a comprar o produto brasileiro. Falta criar um sistema com credibilidade, que de fato ateste a sanidade da carne nacional. O que é bem mais complicado. ]]></description>

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<title><![CDATA[Grãos para Sadia e Perdigão]]></title>

<pubDate>Ter, 11 Mar 2008 07:41:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080311_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O governo de Pernambuco está pressionando a CSN, dona da ferrovia CFN que passa por sete estados do Nordeste, a finalmente construir o trecho que liga o Sul do Piauí ao porto pernambucano de Suape. No meio desse trajeto, estão dois projetos estratégicos: as fábricas da Sadia e Perdigão, que estão em construção no estado. Para o governo pernambucano, o ramal ferroviário é fundamental para trazer da fronteira agrícola soja e milho a custo baixo para os integrados das duas empresas. Sem os grãos, Sadia e Perdigão ficam limitadas a transformar carnes produzidas em outras plantas industriais em embutidos - que vão abastecer o mercado consumidor nordestino. O que Pernambuco quer é que as fábricas das duas empresas dêem um impulso à produção de aves do estado. Hoje, são 80 mil avicultores. Eles poderiam ser mais de 200 mil, caso os grãos estivessem à disposição dos produtores.]]></description>

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<title><![CDATA[O jeito Friboi para driblar o embargo]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Mar 2008 21:48:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O embargo da União Européia à carne brasileira está impondo fortes prejuízos aos frigoríficos nacionais. O que o grupo brasileiro Friboi, líder mundial no setor, faz? Compra duas empresas nos Estados Unidos e uma na Austrália. O Friboi acabou de soltar três fatos relevantes para o mercado anunciando aquisições de ativos nos Estados Unidos e na Austrália no valor de 1,275 bilhão de dólares. Nos Estados Unidos, o grupo brasileiro comprou a Smithfield Beef e a National Beef. Na Austrália, a companhia levou a Tasman. Juntas, as três empresas compradas faturaram mais de 6 bilhões de dólares em 2007 e vão agregar 16 abatedouros aos 37 que o Friboi já possui no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Ou seja, agora com 53 plantas industriais, a empresa passa a ter mais ativos no exterior do que no país.</p><p>A agressividade da operação mostra a disposição do Friboi em internacionalizar sua produção - o que em si indica a maturidade das empresas brasileiras em expandir suas fronteiras mundo afora. Mas as aquisições ocorrem justamente num momento em que o Friboi está sofrendo com as barreiras impostas pela União Européia (que recentemente autorizou apenas 106 fazendas de gado em todo o Brasil a exportar para o bloco - o que obviamente não dá nem para o começo). Ok, o embargo é fruto de protecionismo europeu, associado à falta de empenho brasileiro com a rastreabilidade animal. Mas qual a lição do episódio? Quem pode vai expandir suas fronteiras para fora do Brasil. Ponto para o Friboi.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Orgânicos na mira]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Mar 2008 15:17:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Quem costuma frequentar o supermercado já deve ter percebido que há dezenas de marcas de produtos orgânicos nas prateleiras. Tem de tudo. De barrinhas de cereais a frango congelado. O problema é saber se o que o consumidor está comprando é realmente o que está escrito no rótulo. Para a maioria, orgânico é o alimento produzido sem agrotóxicos. Para alguns produtores, o conceito vai além e inclui manejo de solo e recursos naturais. E, para piorar, as certificadoras que emitem os selos dos produtos vendidos no Brasil e no exterior utilizam critérios diferentes. Ou seja, cada uma decide o que é ou não orgânico. </p><p>Na tentativa de colocar ordem na confusão, produtores e entidades ligadas ao setor estão hoje em Curitiba discutindo a regulamentação desses produtos - depois de cinco anos de espera pela lei que trata do tema. E esse é só o começo. A expectativa é que ainda deve levar cerca de dois anos para a regulamentação sair de fato do papel. A grande dificuldade é que o conceito de orgânicos não se limita apenas aos produtos agrícolas. Existem os produtos de origem animal, extrativistas (frutas amazônicas, por exemplo), têxteis e etc. Com a regulamentação, entra em cena o Inmetro, que irá acreditar as certificadoras. Também serão criadas bases para se fiscalizar o processo. Com isso, muita gente que vendia produto orgânico de olho só nos altos retornos das prateleiras naturebas vai ter de pensar duas vezes. Agora, terão de entregar o que está prometido na embalagem.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Os juízes e os transgênicos]]></title>

<pubDate>Sex, 22 Fev 2008 20:54:52 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080222_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Na última edição de Exame, escrevi uma reportagem sobre o avanço dos transgênicos no Brasil e no mundo. Conversei com cientistas e executivos das principais empresas de biotecnologia e as perspectivas no país são realmente promissoras. Mas, para os especialistas em transgênicos, existe algo que pode brecar a adoção da tecnologia no Brasil: a Justiça brasileira. Se antes os entraves em relação aos organismos geneticamente modificados (OGM) estavam restrito aos membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão que regulamenta questões sobre transgênicos,  hoje o potencial de problemas poderá vir de milhares juízes estaduais e federais espalhados pelo Brasil. Como os ambientalistas perderam poder dentro da CTNBio, agora transferem para os juízes sua resistência aos OGMs. </p><p>Para Alda Lerayer do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), entidade pró-transgênicos, o problema é que os magistrados adotam posições conservadoras porque não teriam conhecimento sobre questões ligadas à biotecnologia. E será que eles realmente precisam ser experts no assunto? Creio que não. Se a CTNBio é considerado o órgão competente para decidir sobre o assunto (tanto para o sim como para o não), não vale tentar ganhar a peleja no tapetão.</p><p>PS: estarei fora na próxima semana. Volto a atualizar o blog no dia 3.<br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[O dilema de Doha]]></title>

<pubDate>Ter, 19 Fev 2008 19:31:10 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080219_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Desde novembro de 2001, o termo Rodada Doha entrou na vida dos jornalistas que cobrem economia e, em especial, agronegócios. Ele se refere às negociações da Organização Mundial do Comércio que discutem a abertura de mercados entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. De um lado, os ricos querem acesso para vender bens industrializados. Do outro, os emergentes brigam pela abertura dos mercados agrícolas (leia-se aí a redução do protecionismo dos ricos). Nesses quase 7 anos de discussões, pouco se avançou no processo e há quem diga que chegaremos ao fim de 2008 sem nenhuma conclusão.</p><p><br />Para o Brasil, três mercados agrícolas são definidores: carne bovina, frango e açúcar. Sem avanço neles, Doha não serve para nada. Mas qualquer esperança de abertura agrícola com a rodada vai por terra quando se analisam as ofertas. A União Européia, por exemplo, oferece uma cota de importação de frango de 90 mil toneladas para o mundo, livre de taxas. O Brasil sozinho quer 320 mil toneladas - apenas em 2007, as exportações para o bloco foram de 561 mil toneladas. Detalhe: o frango vendido para a União Européia saiu do Brasil custando 1 024 euros a tonelada e chegou à mesa do consumidor por 3 000 euros a tonelada. A diferença de quase 2 000 euros é paga pelos importadores (europeus) e vai para os governos (europeus) em forma de taxas e tarifas - dinheiro que irá bancar os subsídios aos produtores (europeus). É difícil imaginar que esse modelo seja extinto no curto prazo.</p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[A inflação do feijão]]></title>

<pubDate>Sex, 15 Fev 2008 18:55:10 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080215_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Em 2007, o feijão foi o vilão da inflação no Brasil. Tanto no atacado quanto no varejo, os aumentos foram de cerca de 160%, provocados por uma quebra de safra. Depois de uma alta dessa proporção, era esperada uma forte expansão no plantio do grão em 2008. Mas não é isso que está acontecendo. O feijão vem perdendo espaço para a soja, o trigo, o fumo e, sobretudo, o milho. Não é de hoje que o feijão entrega áreas para outros grãos. Primeiro, por ser uma cultura ligada estritamente ao mercado doméstico, sofre fortes variações - tanto para cima como para baixo. O risco não tem valido a pena quando as commodities têm garantido uma renda segura. Segundo, a dieta do brasileiro está mudando e o espaço para a dupla &quot;arroz e feijão&quot; é cada vez menor no prato. <br />]]></description>

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<item>
<title><![CDATA[Frango na Amazônia]]></title>

<pubDate>Qui, 07 Fev 2008 19:53:03 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080207_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Enquanto a confusão no mercado de carne bovina continua, um novo imbróglio com os europeus pode estar a caminho. Ontem, o jornal inglês <em>The Guardian</em> publicou uma <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2008/feb/06/food.gmcrops?gusrc=rss&feed=environment" target="_blank"><font color="#3333cc">matéria</font></a> dizendo que a avicultura brasileira estaria avançando sobre a Amazônia. O texto também questiona os métodos de produção intensiva do Brasil - o maior exportador mundial de aves - e menciona os riscos do frango nacional para a saúde pública. Não é a primeira vez que a avicultura brasileira é vítima do protecionismo da União Européia através da mídia. Já foram publicadas matérias dizendo, por exemplo, que nos frangos brasileiros há substâncias cancerígenas. O que está em jogo aqui é uma briga de pesos pesados. A Europa é o quarto maior produtor e terceiro maior exportador mundial de aves. França e Dinamarca competem diretamente com o produto brasileiro no Oriente Médio. No mercado doméstico, as aves do Brasil representam cerca de 10% do consumo europeu - e tende a crescer ainda mais dada a falta de competitividade da produção local. &quot;Existe uma guerra de propaganda para convencer o consumidor europeu que o frango brasileiro é de péssima qualidade&quot;, diz Christian Lohbauer, presidente Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef). E não há muito o que ser feito. Em relação ao episódio do <em>The Guardian</em>, a Abef irá mandar uma carta para o jornal inglês rebatendo os argumentos e esclarecendo que a granja mais próxima da Floresta Amazônica está situada a 400 quilômetros. ]]></description>

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<title><![CDATA[Uma questão de preço]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Fev 2008 22:35:41 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080201_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Desde que a União Européia suspendeu as importações da carne brasileira, os principais atores dessa novela reduziram o problema a seguinte questão: protecionismo europeus versus sanidade animal no Brasil. É claro que o protecionismo existe na Europa (e como). É claro também que o sistema de sanidade animal do Brasil vem se provando falho e ineficiente. Mas não seria só isso. O economista Fábio Silveira, da RC Consultores, aponta para uma outra direção. Por trás do jogo duro dos europeus, haveria uma tentativa de reduzir os preços com as importações da carne bovina. De acordo com Silveira, o estoque mundial de carne está mais alto do que o normal e garante a oferta do produto na Europa - mesmo sem a participação da carne brasileira. Essa não seria uma estratégia de longo prazo. Pode ser até um tiro no pé, caso haja um desabastecimento na Europa. Mas dá tempo para os europeus negociarem patamares mais baixos de preços com o Brasil, um de seus maiores fornecedores.</p><p>Uma estratégia semelhante adotou a China em 2004. Na época, os chineses devolveram pelo menos 20 navios abarrotados de soja do Brasil, alegando que nos carregamentos havia grãos contaminados. O que se provou depois era que os importadores chineses haviam comprado antecipadamente soja brasileira com a cotação nas alturas. E, na hora da entrega, os preços no mercado à vista estavam muito mais baixos. A solução dos chineses, então, foi devolver a mercadoria. Silveira, da RC Consultores, suspeita que o que motiva os europeus a barrar a carne brasileira são os aumentos que o produto vem sofrendo no mundo todo. Afinal, há novos mercados consumidores que precisam ser abastecidos. Nesse sentido, o Brasil teria de tomar uma decisão. 1) ou deixa de lado a União Européia e investe justamente nesses novos mercados consumidores (como Coréia e Rússia). 2) ou negocia com os europeus, aceita reduções de preços e continua a ser um grande fornecedor da Europa, que, no final das contas, é um mercado que remunera melhor que outros. Bom, a conferir os próximos capítulos dessa novela. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[O tamanho do prejuízo]]></title>

<pubDate>Qua, 30 Jan 2008 20:40:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080130_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[90 milhões de dólares. Este é o prejuízo que a pecuária brasileira terá apenas em fevereiro com o mercado europeu fechado à carne bovina brasileira. Uma nova missão de técnicos chega ao Brasil no dia 25 de fevereiro para vistoriar 300 fazendas que estejam dentro dos padrões sanitários da União Européia. São elas que poderão fornecer o produto para o mercado que representa 26% das exportações da carne brasileira. O Ministério da Agricultura, no entanto, encaminhou uma lista de 2600 propriedades rurais habilitadas a vender carne para o bloco. A pergunta que não quer calar no setor: qual será o critério dos europeus para escolher as fazendas premiadas?]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um balde de água fria]]></title>

<pubDate>Ter, 29 Jan 2008 19:14:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080129_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Era dada como certa a tão aguardada aprovação para produção comercial de duas variedades de milho transgênico no Brasil. Mas não foi desta vez. Na reunião que acabou de acontecer em Brasília no Conselho Nacional de Biossegurança, composto por 11 ministros, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e o ministro José Gomes Temporão, da Saúde, pediram o adiamento da decisão, alegando não terem recebido os relatórios finais da pasta da Agricultura sobre o assunto. A nova reunião foi marcada para o dia 12 de fevereiro e as duas variedades só serão aprovadas por maioria simples (6 dos 11 votos). Segundo fontes do setor, o pedido de adiamento faz parte da estratégia da ministra do Meio Ambiente, que sempre se opôs aos organismos geneticamente modificados no Brasil. Se no dia 12 de fevereiro a maioria votar contra, os milhos transgênicos no Brasil só serão autorizados por meio de uma Medida Provisória, assinada pelo presidente Lula. </p><p>A entrada do milho transgênico no Brasil tem sido um calvário. As variedades da Monsanto e da Bayer já receberam pareceres técnicos favoráveis da CTNBio no ano passado. Desde então, enfrentam sucessivas batalhas na Justiça contra órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente. Enquanto a aprovação oficial não vem, os agricultores começam a plantar ilegalmente o grão no Centro-Oeste, repetindo assim a estratégia adotada no passado por produtores de soja no Rio Grande do Sul. </p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Saia justa]]></title>

<pubDate>Seg, 28 Jan 2008 10:50:42 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080128_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Os recentes dados sobre desmatamento no Brasil criaram uma situação constrangedora para o agronegócio. A maioria das lideranças da agricultura vinha sustentando que toda a expansão do setor ocorreria sobre pastagens degradadas, o que garantiria a preservação de áreas de florestas e reservas legais. Não é bem isso o que está acontecendo. De acordo com estimativas do Ministério do Meio Ambiente, foram derrubados 7 mil quilômetros quadrados de floresta na Amazônia apenas no segundo semestre de 2007. Boa parte desta área está concentrada no Mato Grosso e no Pará, tradicionais regiões produtoras de grãos e gado.  A notícia por si só é muito ruim (afinal, uma área gigantesca de floresta foi derrubada). O fato é que ela também derruba a credibilidade do agronegócio brasileiro que tenta construir uma imagem de sustentabilidade frente ao mundo. Para piorar, a notícia vem à tona justamente em um momento em que a Europa questiona a eficiência ambiental e social dos biocombustíveis. E não adianta o setor se defender com o argumento mais que batido do protecionismo dos países ricos. Ele existe sim. Mas o desmatamento também. ]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[A disputa pelo caminhão]]></title>

<pubDate>Qui, 24 Jan 2008 18:19:55 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080124_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Mal começou a obrigatoriedade de adição de 2% de biodiesel ao diesel no Brasil e os problemas já estão aparecendo. Está faltando caminhão para transportar combustíveis. Hoje, o preço do frete para transporte de biodiesel é 30% maior do que o valor pago pelo etanol, gasolina ou diesel. Ou seja, o nascente biocombustível está pagando um extra para rodar pelas estradas brasileiras. Conseqüentemente, a frota dedicada aos outros combustíveis está apertada. As entregas de etanol no Nordeste, por exemplo, estão complicadas dada a reduzida oferta de transporte. E o problema não tem solução no curtíssimo prazo. Isso porque os fabricantes de caminhões-tanques só conseguem honrar novas encomendas em um prazo de nove meses. Quem acompanha o mercado de biodiesel diz que esse descompasso só existe porque há a obrigatoriedade imposta pelo governo de adição do combustível de óleos vegetais ao diesel (e a distribuidora que não fizer a mistura pode ter o fornecimento de diesel interrompido). Caso contrário, quem não teria caminhão disponível seria o novíssimo biodiesel. ]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[A reação dos usineiros]]></title>

<pubDate>Ter, 15 Jan 2008 20:46:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080115_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) está contratando um assessor internacional para promover a imagem do etanol brasileiro na Europa. Candidatos brasileiros e europeus estão sendo avaliados em Genebra, na Suíça. O nome do escolhido deverá ser anunciado no fim de janeiro. No ano passado, a entidade contratou Joel Velasco, ex-assessor do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, para defender o etanol brasileiro em solo americano. A escolha do candidato ao novo posto da Unica ocorre justamente num momento em que todos os tipos de biocombustíveis vêm sendo questionados ambientalmente na Europa - e sempre acaba sobrando para o álcool combustível produzido no Brasil. A Unica também vai contratar uma agência de comunicação global para atuar nas relações com a mídia estrangeira. Pelo jeito, o lobby contra os biocombustíveis no Velho Continente está apenas começando. ]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Um futuro brilhante]]></title>

<pubDate>Qui, 10 Jan 2008 17:31:41 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20080110_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou projeções para o agronegócio mundial e brasileiro para os próximos 10 anos. O trabalho utiliza dados e análises de instituições como ONU, Banco Mundial, IBGE, CNA, entre outras. E as previsões para o agronegócio nacional são mais que animadoras. No mercado de soja, o Brasil passa a ser o maior produtor do grão, com 33% das 279,7 milhões de toneladas da safra 2016/2017, passando assim a atual liderança dos Estados Unidos na produção. O Brasil também será o maior exportador mundial: 50% da soja exportada no mundo terá sido colhida em terras brasileiras. As projeções do ministério confirmam a euforia em relação ao etanol. A produção de álcool combustível deve aumentar 120%. Já as exportações devem crescer 222,9%. Nas carnes, o futuro também é promissor. Ao longo dos próximos 10 anos, as produções de frango e de carne bovina devem aumentar 46,8% e 31,5%, respectivamente. Ao analisar as projeções do MAPA, o Brasil ganha mais espaço no agronegócio mundial e amplia sua liderança nos principais mercados de commodities agrícolas. Só falta combinar com os adversários. A alma protecionista dos americanos e dos europeus será um empecilho constante. Caberá ao Brasil desde já brigar pela queda das barreiras comerciais e enfrentar os entraves sanitários. Aí sim o futuro realmente será brilhante. <br />]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[Ataque irlandês]]></title>

<pubDate>Sex, 21 Dez 2007 18:47:37 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071221_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Ninguém na pecuária nacional pode dizer que foi surpreendido pela ofensiva européia contra a carne brasileira. Durante todo o ano de 2007, ingleses e irlandeses acusaram o Brasil de não seguir os padrões fitossanitários da União Européia. Uma equipe da Irlanda veio até ao país para documentar as &quot;irregularidades&quot; cometidas pelos pecuaristas brasileiros. O resultado está na internet. No site www.youtube.com, circula um vídeo em que &quot;denuncia&quot; as condições da pecuária brasileira. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iio1gebuZjk" target="_blank"><font color="#0000ff">clique aqui e assista o vídeo</font></a> Há cenas de exageros (como animais mal-tratados) e episódios de pura invenção (barracos de sem-terra são indicados como casas de trabalhadores nas fazendas de gado de corte). Mas temos de reconhecer: eles conseguiram. Uma nova barreira à carne brasileira está prestes a nascer. ]]></description>

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<title><![CDATA[Casa nos pomares]]></title>

<pubDate>Ter, 18 Dez 2007 19:10:03 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071218_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Se a expansão da cana-de-açúcar é uma ameaça ao cultivo de laranja no Brasil, nos Estados Unidos, o grande inimigo dos laranjais são os condomínios residenciais. Na Flórida, o assédio do mercado imobiliário sobre fazendas de laranja está diminuindo a área plantada no estado americano que concentra quase a totalidade da produção de suco nos Estados Unidos. Os furacões de 2004 e 2005, que danificaram as lavouras e espalharam pragas, impulsionaram o avanço imobiliário nos laranjais da Flórida. Resta saber se a crise dos subprimes (créditos de baixa qualidade para o financiamento imobiliário) irá frear o apetite dos americanos por casas nos pomares.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Mais água no suco]]></title>

<pubDate>Qui, 13 Dez 2007 19:35:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071213_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Uma grande mudança no perfil do mercado de suco de laranja começa a se desenhar. De acordo com um estudo exclusivo do banco holandês Rabobank, as vendas do suco não-concentrado crescem cada vez mais em relação ao consumo da versão concentrada. Enquanto o mercado mundial de não-concentrado aumentou 4,2% entre 2000 e 2006, as vendas do suco concentrado avançaram 3%. Parece pouco, mas isso pode representar uma grande mudança para o Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, com vendas externas de 1,4 milhão de toneladas em 2007. Hoje, boa parte do suco de laranja vendido no mundo é originário da bebida concentrada, que depois que chega ao seu destino final é diluída para a venda no varejo. </p><p>O que se nota agora é que os consumidores dos países de maior poder aquisitivo (sobretudo Europa) preferem o suco não-concentrado, que custa mais caro e é percebido como uma opção mais saudável. Isso deverá representarmais custos na logística da operação das quatro grandes empresas do setor no Brasil - Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Dreyfus. Afinal, no suco não-concentrado, há seis vezes mais água do que na versão concentrada. Logo, é preciso mais navios para transportar o produto, mais armazéns para estocá-lo e por aí vai. É claro isso não sai de graça: o preço do produto não-concentrado é 40% maior do que o tradicional. Por enquanto, o espaço do suco concentrado está garantido nos países emergentes, que se tornaram a grande fronteira de expansão do mercado de suco laranja. Mas muito investimento terá que ser feito para atender o novo desejo do consumidor estrangeiro. <br /></p>]]></description>

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<title><![CDATA[Foi sem ter sido]]></title>

<pubDate>Ter, 11 Dez 2007 18:27:06 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071211_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Há duas semanas, o Ministério da Agricultura anunciou com toda a pompa e circunstância o fim do embargo russo à carne bovina e suína do Brasil. O ministro Reinhold Stephanes chegou a dizer que o preço da carne poderia subir no mercado doméstico. Pois bem, não foi nada disso. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína, o embargo continua de pé e que o mal-entendido teria nascido dentro da própria pasta da Agricultura. A versão mais provável é que funcionários do ministério se entusiasmaram demais com um email da autoridade sanitária russa e não entenderam que o fim do embargo está condicionado à visita de veterinários daquele país ao Brasil - o que supostamente acontece em janeiro. Ou seja, tudo continua na mesma. Em 2005, quando focos de aftosa surgiram no Mato Grosso do Sul, a Rússia fechou as portas para a entrada de carne bovina e suína do Brasil. Desde então, os russos até abriram exceções para os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Mas boa parte do país ainda continua embargada. ]]></description>

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<title><![CDATA[Etanol nos Estados Unidos - 2]]></title>

<pubDate>Qua, 05 Dez 2007 20:16:44 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071205_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[O mercado financeiro americano também adoraria ver uma redução nas tarifas de importação que encarecem o etanol do Brasil. Hoje, três bolsas comercializam contratos futuros de etanol nos Estados Unidos - Nymex, Cbot e Ice. O papel não decolou em nenhuma delas. De acordo com um executivo da Ice, o que está impedindo que esses contratos deslanchem é o fato de que o etanol ainda não se tornou uma commodity global. O Brasil utiliza boa parte do que produz. Os Estados Unidos também. Sem um forte fluxo de importação e exportação do produto no mundo, nada deve mudar. No Brasil, a BM&amp;F negocia o contrato futuro de etanol desde maio de 2007. Por aqui, o contrato também ainda engatinha. ]]></description>

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<title><![CDATA[Etanol nos Estados Unidos - 1]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Dez 2007 20:14:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071204_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Empresas na costa leste dos Estados Unidos estão pressionando o governo americano a reduzir as tarifas que praticamente inviabilizam a importação de etanol brasileiro. Para elas, a facilidade logística é desperdiçada pela taxa de 54 centavos de dólar por galão. Quem não está gostando nada da movimentação são as empresas ligadas ao setor de grãos no Meio-Oeste americano. É para garantir o mercado cativo dessas companhias que o governo Bush gasta bilhões de dólares por ano.<p />]]></description>

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<title><![CDATA[Etanol na América Central]]></title>

<pubDate>Qua, 28 Nov 2007 12:56:46 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071128_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Na próxima semana, Brasil e Estados Unidos anunciam em Miami os primeiros estudos de viabilidade para a produção em larga escala de cana-de-açúcar na América Central. A idéia gestada no Departamento de Estado Americano é expandir a fronteira do etanol em países como República Dominicana, Haiti e El Salvador, lugares onde o cultivo comercial de cana é viável.<br /><br />Os Estados Unidos entram com o suporte financeiro do projeto e o Brasil, com o técnico. Isso incluiria ajuda na construção de usinas nesses países. E, num primeiro momento, todo etanol produzido na América Central seria adicionado à gasolina para consumo local.<br /><br />O projeto diminuiria a dependência desses países ao petróleo - hoje com o barril próximo aos 100 dólares. Tudo muito lindo, não? Pois é assim que o Departamento de Estado Americano quer vender a idéia. <br /><br />Estive ontem no órgão e funcionários ligados ao setor de energia estão super animados com o projeto. É fácil de entender o porquê. Primeiro, não agrada nada aos americanos a idéia do Brasil liderar a expansão do etanol no mundo. E, segundo, empresas americanas processam álcool na América Central e exportam para os Estados Unidos livres de taxas. Ao Brasil, resta o nobre papel de ajudar a tornar o etanol uma commodity global. Bonito mesmo...]]></description>

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<title><![CDATA[Lições do passado]]></title>

<pubDate>Qua, 21 Nov 2007 20:23:35 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071121_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Cláudia Maria Bauzer Medeiros é uma das maiores especialistas em bancos de dados do Brasil. Professora do Instituto de Computação da Unicamp, Cláudia não entende nada de agricultura, mas está desenvolvendo um sistema que promete revolucionar o agronegócio. Batizado de E-Farms, o projeto financiado pela Microsoft e pela FAPESP tem dois objetivos: um é criar uma rede de comunicação em áreas rurais com pouca infra-estrutura. O segundo é desenvolver um sistema capaz de cruzar dados entre propriedades a partir de informações como clima, solo e produção. E é aí que está a novidade do projeto. A equipe da professora Cláudia está desenhando um software que vai gerenciar um grande banco de dados de imagens geradas por satélites. À medida que o banco for alimentado com imagens e informações de uma região, por exemplo, será possível observar o comportamento de padrões combinados. Imagine a seguinte a situação: faltou chuva em determinado ponto da safra. A partir das imagens e dados arquivados será possível saber o que acontecerá naquela propriedade ou como corrigir o problema antes da colheita, com base no que já aconteceu em outras fazendas da mesma área. &quot;É olhar o passado para prever o futuro&quot;, diz a professora da Unicamp. Nessa fase piloto do projeto, a universidade fechou uma parceria com a Cooxupé, cooperativa de café que conta com 11 mil produtores em São Paulo e Minas Gerais. Uma vez que o sistema estiver operando serão os produtores e a cooperativa que abastecerão o software com informações, numa via de mão dupla.<br />]]></description>

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<title><![CDATA[Gás extra no álcool]]></title>

<pubDate>Ter, 13 Nov 2007 18:30:07 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071113_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A crise no gás natural está fazendo a alegria dos usineiros. A falta do GNV em postos do Rio de Janeiro e de São Paulo estimulou a venda de álcool para os carros triflex - aqueles que aceitam gasolina, gás e etanol. De acordo com a Ecoflex, trading que opera no mercado de biocombustíveis, o preço do álcool hidratado, que chegou a 650 reais o metro cúbico, está agora no patamar de 900 reais. A cotação estava tão baixa que o combustível chegou a ser comercializado abaixo do custo em locais como Minas Gerais, Goiás e Maranhão. O movimento de alta já era esperado com a chegada da entressafra, mas a redução do fornecimento de gás natural acelerou o aumento das cotações. E o consumidor pode esperar: o preço mais salgado vai chegar ligeiro nos postos de combustíveis. <br />]]></description>

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<title><![CDATA[A Cola-Cola das arábias]]></title>

<pubDate>Qui, 01 Nov 2007 12:20:57 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071101_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<p>A Mecca-Cola, marca de refrigerantes que disputa mercados com as gigantes Coca e Pepsi no mundo árabe, quer fazer uma parceria com uma usina no Brasil. Grande consumidora de açúcar, a Mecca-Cola quer comprar diretamente dos brasileiros o que hoje ela negocia com os traders internacionais. Sediada em Dubai, a empresa comprou no ano passado 150 mil toneladas da commodity. Além do açúcar, o dono da Mecca-Cola, o tunisiano Taoufik Mathlouthi, quer expandir os negócios para a área de energia. &quot;Vivo na terra do petróleo e agora quero investir no petróleo do futuro&quot;, diz ele, que pretende negociar etanol no Oriente Médio.</p><p>Mathlouthi veio ao Brasil para participar do Sugar Dinner, que aconteceu na semana passada em São Paulo, onde foi paparicado por usineiros e corretoras. É a terceira viagem do empresário ao país. No roteiro, Mathlouthi aproveitou para visitar quatro usinas no interior de São Paulo, entre elas a Colombo. Além da parceria com uma usina, Mathlouthi negocia uma joint-venture com uma empresa engarrafadora de refrigerantes no Rio de Janeiro - possivelmente, a Schincariol. A idéia é usar o Brasil como plataforma para exportações para a América Latina. Criada em 2002, a Mecca-Cola nasceu como uma forma de resistência à política externa americana. Parte dos lucros da empresa patrocina a causa palestina.</p><p>Em tempo: Mathlouthi é dono também da marca Mecca-Coffee, que comercializa cafés da Costa Rica e Etiópia no Oriente Médio. Ele também está de olho nos grãos brasileiros...</p>]]></description>

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<title><![CDATA[Fome de turfa]]></title>

<pubDate>Ter, 23 Out 2007 20:04:35 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071023_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O apetite dos fundos estrangeiros pelo agronegócio brasileiro parece não ter limites. Não são apenas as usinas de cana-de-açúcar que chamam a atenção dos investidores de fora do país. Essa turma de endinheirados está à procura de empreendimentos em infra-estrutura, serviços e tecnologia para o setor agro. Recentemente, conversei com o consultor em agronegócios Marcos Françóia que me contou sobre o interesse de um fundo estrangeiro em investir um dinheirão em um negócio com turfa. Turfa? Não seria trufa de chocolate, pensei. Não. Descobri que a turfa é um composto vegetal, rico em ácidos orgânicos. Na natureza, a turfa é uma espécie de solo fossilizado que, em última instância, se transformaria em petróleo daqui a 10 milhões de anos. Na agricultura, o composto orgânico é usado como condicionador de solo, produto que aumenta a eficiência da aplicação de fertilizantes e defensivos. Conseqüentemente, ele gera uma economia de cerca de 15% com insumos agrícolas, além de vantagens ambientais como a ausência de resíduos no solo. Ainda pouco conhecido no Brasil (na Europa é bem mais comum), o produto tem despertado a cobiça dos investidores por dois motivos: as altas margens de lucros das empresas que processam a turfa e as grandes reservas brasileiras do composto, que ficam principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Já há investidores, por exemplo, interessados em comprar terras que tenham turfa no subsolo. Parece promissor ...<br /></p>]]></description>

</item>
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<title><![CDATA[A euforia versus a realidade]]></title>

<pubDate>Qui, 18 Out 2007 20:16:58 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/20071018_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Não faz muito tempo, os brasileiros tinham uma certa vergonha da sua história agrícola. Afinal, o campo era sinônimo de atraso, da falta de tecnologia e de produtividade. Era o retrato exacerbado da concentração de renda. E todo fazendeiro era um coronel tacanho que explorava a terra e aqueles que trabalhavam nela. De uns tempos para cá, o que se vê é justamente o contrário: a apologia ao agronegócio. O setor se transformou na salvação da balança comercial, representando mais de 95% do saldo das vendas externas do Brasil. A febre dos biocombustíveis, que tem trazido uma avalanche de dinheiro para o setor sucroalcooleiro, também tem contribuído para colocar o agronegócio sob os holofotes da prosperidade. Notem que todas as semanas surge um usineiro emergente que vai faturar uma bolada com o etanol. Mas existe uma euforia que não combina com a realidade. Os dados fresquinhos que a Confederação Nacional da Agricultura divulgou hoje mostram isso. A previsão é que o agronegócio brasileiro fature 567 bilhões de reais em 2007 - 5% a mais do que em 2006. O problema é que o agronegócio vai bem e o produtor vai mal, como diz o economista da CNA Ricardo Cotta. Boa parte da renda dos produtores está sendo corroída pelo aumento de custos com defensivos, fertilizantes e logística. Mas na ótica dos números, tudo vai de vento em popa.<br /><br />É bom lembrar também que o setor está imerso em problemas sociais, ambientais, financeiros, de gestão. A boa notícia é que existe uma nova geração de empreendedores (e isso não tem nada a ver com a idade deles) que está tentando tornar o agronegócio cada mais negócio. Gente ligada em tecnologia, finanças e administração que está juntando as vantagens do campo brasileiro com processos mais eficientes de produção. A idéia de Mundo Agro é contar um pouco sobre essas experiências bem-sucedidas e falar democraticamente de diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. E não apenas de cana, soja e carnes - o trio que concentra boa parte das atenções da mídia. Ok, haverá muitos comentários sobre esses setores também. Mas muita coisa está acontecendo por aí em diferentes regiões do Brasil que também merece a nossa atenção.<br /></p>]]></description>

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