
Publicado em 07/02/2008 - 19:53
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Desde que a União Européia suspendeu as importações da carne brasileira, os principais atores dessa novela reduziram o problema a seguinte questão: protecionismo europeus versus sanidade animal no Brasil. É claro que o protecionismo existe na Europa (e como). É claro também que o sistema de sanidade animal do Brasil vem se provando falho e ineficiente. Mas não seria só isso. O economista Fábio Silveira, da RC Consultores, aponta para uma outra direção. Por trás do jogo duro dos europeus, haveria uma tentativa de reduzir os preços com as importações da carne bovina. De acordo com Silveira, o estoque mundial de carne está mais alto do que o normal e garante a oferta do produto na Europa - mesmo sem a participação da carne brasileira. Essa não seria uma estratégia de longo prazo. Pode ser até um tiro no pé, caso haja um desabastecimento na Europa. Mas dá tempo para os europeus negociarem patamares mais baixos de preços com o Brasil, um de seus maiores fornecedores.
Uma estratégia semelhante adotou a China em 2004. Na época, os chineses devolveram pelo menos 20 navios abarrotados de soja do Brasil, alegando que nos carregamentos havia grãos contaminados. O que se provou depois era que os importadores chineses haviam comprado antecipadamente soja brasileira com a cotação nas alturas. E, na hora da entrega, os preços no mercado à vista estavam muito mais baixos. A solução dos chineses, então, foi devolver a mercadoria. Silveira, da RC Consultores, suspeita que o que motiva os europeus a barrar a carne brasileira são os aumentos que o produto vem sofrendo no mundo todo. Afinal, há novos mercados consumidores que precisam ser abastecidos. Nesse sentido, o Brasil teria de tomar uma decisão. 1) ou deixa de lado a União Européia e investe justamente nesses novos mercados consumidores (como Coréia e Rússia). 2) ou negocia com os europeus, aceita reduções de preços e continua a ser um grande fornecedor da Europa, que, no final das contas, é um mercado que remunera melhor que outros. Bom, a conferir os próximos capítulos dessa novela.
Publicado em 01/02/2008 - 22:35
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Publicado em 30/01/2008 - 20:40
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Era dada como certa a tão aguardada aprovação para produção comercial de duas variedades de milho transgênico no Brasil. Mas não foi desta vez. Na reunião que acabou de acontecer em Brasília no Conselho Nacional de Biossegurança, composto por 11 ministros, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e o ministro José Gomes Temporão, da Saúde, pediram o adiamento da decisão, alegando não terem recebido os relatórios finais da pasta da Agricultura sobre o assunto. A nova reunião foi marcada para o dia 12 de fevereiro e as duas variedades só serão aprovadas por maioria simples (6 dos 11 votos). Segundo fontes do setor, o pedido de adiamento faz parte da estratégia da ministra do Meio Ambiente, que sempre se opôs aos organismos geneticamente modificados no Brasil. Se no dia 12 de fevereiro a maioria votar contra, os milhos transgênicos no Brasil só serão autorizados por meio de uma Medida Provisória, assinada pelo presidente Lula.
A entrada do milho transgênico no Brasil tem sido um calvário. As variedades da Monsanto e da Bayer já receberam pareceres técnicos favoráveis da CTNBio no ano passado. Desde então, enfrentam sucessivas batalhas na Justiça contra órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente. Enquanto a aprovação oficial não vem, os agricultores começam a plantar ilegalmente o grão no Centro-Oeste, repetindo assim a estratégia adotada no passado por produtores de soja no Rio Grande do Sul.
Publicado em 29/01/2008 - 19:14
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Publicado em 28/01/2008 - 10:50
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