Essa semana fui dar uma palestra em Curitiba sobre o que aprender com o modelo de expansão por franquias, em um evento promovido pelo Sebrae para os comerciantes da cidade. Antes da palestra tive a oportunidade de passar no Barbearia Clube - Coisa de Macho, uma barbearia inaugurada a pouco tempo pela empresária Meire Ferreira Pinto.
Bem interessante conhecer uma barbearia conceito num momento onde esse tipo de serviço praticamente não existe mais. Por trás desse nome chamativo há um público muito específico: homens normais, sem frescura e que detestam ter que cortar o cabelo em salões que estão cada vez mais femininos.
Pensando bem, é um público meio desatendido mesmo. Há tantos negócios sendo construídos para atender o público masculino, mas nenhum onde ele pode entrar, pegar uma cerveja e falar de futebol com os outros clientes enquanto folheia uma revista Playboy sem ficar constrangido.
O negócio parece que deu muito certo e já está indo para a terceira filial e começou a assinar contratos de franquia. Talvez ainda seja um pouco cedo para isso, mas pelo menos o formato do negócio é bem inovador.
Vale a pena conhecer um pouco mais sobre esse formato para ver como podemos inovar mesmo nos setores mais antigos e convencionais da economia.
Outro dia dei um post sobre minha visita ao CIETEC, algo que me surpreendeu pela quantidade e qualidade dos empreendimentos que lá estão nascendo e tomando forma.
Aproveitando o gancho para quem está no Rio de Janeiro, a incubadora de Empresas da Universidade Veiga de Almeida prorrogou as inscrições do edital para selecionar propostas de negócios inovadores nas áreas de Tecnologia Agrobusiness, Sustentabilidade e Design até o dia 13 de outubro.
Para participar, é necessário entregar uma proposta de desenvolvimento de produto, serviço ou processo de produção, comprovando que ela é realmente inovadora no mercado e sua viabilidade técnica, mercadológica e econômica.
No mesmo projeto, deve constar um plano com negócios, especificando, entre outros fatores, seu impacto socioambiental, a projeção de empregos e renda que seriam gerados, além da capacitação da equipe que irá compor o empreendimento.
As propostas escolhidas receberão, a partir de janeiro de 2010, tecnologias desenvolvidas pela Embrapa adequadas aos novos negócios, além da assessoria em estudos de demanda e pesquisas técnicas. A UVA, por sua vez, fará consultorias nas áreas jurídica, empresarial, financeira, de vendas, comunicação e marketing, além de auxiliar na captação de recursos junto a instituições financeiras e investidores.
O edital completo com informações sobre número de vagas disponíveis, cronograma do processo seletivo e o modelo de apresentação do projeto, pode ser baixado nos endereços www.uva.br/incubadora e hotsites.sct.embrapa.br/proeta.
Mais informações nos telefones (21) 2574-8912 e 2574-8996 ou pelo e-mail incubadora@uva.br.
Ontem estava tomando um chopp com meu sócio e a conversa foi parar no imbróglio que virou o caso Telefônica. A pergunta que ficou no ar foi como ela conseguiu chegar a esse ponto com tantos problemas?
Ai lembrei de um amigo que alguns anos atrás foi convidado a desenvolver um projeto sofisticado de varejo para eles. Tudo ia bem na negociação, a proposta agradou, o valor estava no tamanho certo e os prazos bem adequados. Ai chegou o momento do gerente da área informá-lo que daquele ponto em diante o processo passava para área de compras. Desse ponto em diante a vaca literalmente foi para o brejo.
Primeiro informaram que ele precisava pagar uma taxa anual para se cadastrar no sistema de cotação da empresa, um tal de leilão. Ele achou um absurdo pagar para mandar uma proposta e se recusou a pagar, mas o tal gerente queria mesmo contratá-lo e deu um jeito para ele entrar no sistema sem pagar as tais taxas. Mesmo achando o processo muito estranho e pouco amigável, tomou coragem e entrou para cadastrar sua empresa e proposta.
Enquanto digitava as informações, percebeu que outras empresas participavam do mesmo processo de compra. Parou de digitar e fechou o sistema ao descobrir que uma das empresas oferecia o mesmo serviço por um valor 85% menor.
E o que isso tem haver com esses problemas todos da Telefônica?
Aparentemente uma das razões dos problemas que vemos hoje é o próprio capitalismo, que obriga as empresas listadas em bolsa de apresentar números de vendas e lucros sempre maiores do que tiveram no mesmo período do ano anterior.
Para ter mais lucro o único jeito é cada vez mais cortar os custos... e ai entram esses mecanismos fabulosos proporcionados pela tecnologia, como o tal processo de compra no formato de leilão. Não que eu seja contra esse tipo de sistemas, pelo contrário.
Para produtos e serviços disponíveis em abundância no mercado, com o mesmo nível de qualidade, como copos plásticos ou eletricistas para instalar um ponto de elétrica, esse sistema se provou extremamente eficiente. Mas para serviços e produtos altamente qualificados, é um verdadeiro tiro no pé comprar apenas por preço.
É como reclamar da moto chinesa que não funciona direito, sem levar em consideração que seu preço era menos da metade dos competidores de qualidade.
Enfim... tanta economia para ter lucros maiores um dia acabam colocando em risco a operação de qualquer empresa. Mesmo uma gigante como a Telefônica.
Estava lendo os comentários sobre o post da Matrix e vi que o Rodrigo colocou que sentia falta dos vídeos que eu postava. Tenho uma boa notícia, meu canal Empreendedorismo virou Parceiro YouTube e estou subindo lá todos os vídeos das entrevistas que realizei no Fiz do Zero.
Já consegui subir uns 140 vídeos e toda semana mais uns dez estão indo pro ar. Então se você quiser assistir entrevistas com empreendedores muito interessantes, entre em www.youtube.com.br/empreendedorismo.
É isso ai... bom final de semana!
Amanhã vou começar um novo curso, que mistura metafísica com negócios, usando principalmente a numerologia criada por Pitágoras. O termo metafísica, apesar de parecer algo complexo e inigmático, abrange conhecimentos sobre atividades que não são perceptíveis aos nossos cinco sentidos. Ou seja, são informações além da nossa visão, audição, olfato, paladar e audição.
Uma maneira diferente de se ver e entender os contextos que estamos inseridos no mundo dos negócios. Se você se interessar em participar, mande um e-mail para mim (pedro@grupoquack.com.br) ou entre no site da Casinha Azul, onde ele será dado (www.casinhaazul.com.br).
