<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<rss version="2.0">
<channel>

    <title><![CDATA[Blog Sustentabilidade - Portal EXAME]]></title>
    <description>Blogs - Portal EXAME</description>
    <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/listar1.shtml</link>
    <image>
      <title>Portal EXAME - Blogs</title>
      <url>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/tit_blog.jpg</url>
      <link>http://www.portalexame.abril.com.br/blogs/</link>
    </image>
    <generator>portalexame.abril.com.br</generator>
	<copyright><![CDATA[Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.]]></copyright>


<item>
<title><![CDATA[Ufa! EUA e China decidem que vão colaborar com o clima. Mesmo? ]]></title>

<pubDate>Sex, 27 Nov 2009 01:26:50 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091127_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<div><br /></div><div>Primeiro foi o presidente americano Barack Obama, que decidiu que vai, sim, dar as cara na reunião de Copenhague e levar uma meta de redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa. Obama irá anunciar que os Estados Unidos reduzirão suas emissões em 17% até 2020 - tendo como referência o ano de 2005. Até agora é isso que Obama pode oferecer ao mundo, porque é isso que a câmara dos deputados do país já aprovou. O número pode até crescer um pouco e chegar a 20% no Senado, mas lá a lei ainda espera aprovação. Sob a ótica quantitativa, a meta dos EUA, o maior emissor do mundo ao lado da China, é pífia. Entenda o motivo: em relação a 1990 - que é o ano de referência usado pela maioria dos outros países - essa redução será de menos de 5%. A Europa se comprometeu com 20% e o Japão com 25%. Ainda assim, o anúncio é suficiente para suscitar uma onda de otimismo porque significa uma mudança radical de comportamento. É como se depois de uma década, o país que se recusava a acreditar no aquecimento global e conversar sobre ações práticas para combatê-lo, dissesse que quer fazer parte do esforço, quer entrar no jogo.</div><div><br /></div><div>Hoje foi a vez da China, que anunciou que vai cortar até 2020 sua &quot;intensidade de carbono&quot; entre 40% e 45% - tendo como referência o ano de 2005. Isso significa que a China vai reduzir o volume de CO2 que emite por unidade de PIB, ou seja, o país vai emitir menos para produzir, por exemplo, mil dólares de riqueza. E isso é bom? Vou repetir o raciocínio que fiz no parágrafo acima para os Estados Unidos. É bom sinal sim, mas também não é isso tudo. Afinal, a China não está se comprometendo com uma meta absoluta de redução. </div><div><br /></div><div>Embora quase todo mundo tenha achado o anúncio do governo chinês fantástico, sem-sa-cio-nal, procurei opiniões de especialistas que tivessem reagido à meta com mais, digamos, sobriedade, e achei. Veja o que disse, por exemplo, Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente para assuntos relacionados ao clima e florestas, sobre a meta chinesa no Twitter:</div><div><br /></div><div>China anuncia meta de redução de 4-45% de emissões por unidade de PIB em 2020 comparado com 2005.</div><div><br /></div><div>Meta da China implica em descolar o crescimento do PIB do crescimento de emissões.</div><div><br /></div><div>Trocando em miúdos meta da China: se reduzir 45% a intensidade de emissões/PIB ainda assim as emissões mais que dobrarão frente a 2005!!</div><div><br /></div><div>Ou seja. Meta Brasileira resulta em queda real de emissões em 2020 em relação a 2005 e a Chinesa em crescimento menor das emissões até 2020</div><div><br /></div><div> Meta brasileira representaria uma redução de intensidade de emissão por unidade de PIB de cerca de mais de 50%.</div><div><br /></div><div>De toda forma.... China, Brasil, Indonesia e Koreia do Sul colocaram suas ofertas na mesa. Um sinal da Índia seria muito bem vindo </div><div>a Índia seria muito bem vindo.</div>


]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sadia tem projeto de crédito de carbono aprovado pela ONU]]></title>

<pubDate>Qua, 25 Nov 2009 18:39:48 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091125_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O projeto de suinocultura sustentável da Sadia - que hoje é subsidiária integral da Brasil Foods - recebeu hoje a aprovação das Nações Unidas para receber créditos de carbono pela modalidade &quot;programática&quot;. Na prática, isso significa que mais de 1 000 suinocultores integrados da empresa poderão gerar - e vender - créditos de carbono ( até então, para ter direito a créditos, a empresa precisa protocolar cada um dos suinocultores isoladamente o que tornava o processo extremamente complexo e oneroso).</p><p>A geração de créditos se dá a partir da conversão, com o uso de biodigestores, do gás metano, presente nos dejetos dos porcos, em dióxido de carbono. E por que isso vale créditos? Porque o metano é um gás causador do efeito estufa ainda mais poderoso que o CO2. O programa 3S foi um dos primeiros projetos de crédito de carbono desenvolvidos no Brasil e já rendeu muitas dores de cabeça à empresa. Espera-se que agora a coisa ande ... mesmo ( os funcionários envolvidos no programa estavam esperando não é de hoje a aprovação dessa metodologia)</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A nova carteira do ISE]]></title>

<pubDate>Qua, 25 Nov 2009 11:38:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091125_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Foi anunciada há pouco a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&amp;F Bovespa - que reúne ações de empresas que tem comprometimento com práticas de sustentabilidade e governança corporativa. A boa notícia é que a carteira cresceu e está com 34 companhias, que representam 15 setores e somam 730 bilhões de reais em valor de mercado. A última tinha apenas 28. </p><p>As oito companhias que ingressam agora e não estavam na carteira anterior são: Copel, Even, Itausa, Indústrias Romi, Redecard, Sul America, Usiminas e Vivo. </p><p>Permaneceram no ISE as seguintes companhias: AES Tiete, Cesp,   Eletropaulo, Itau Unibanco, Suzano Papel, Bradesco, Coelce, Embraer, Light S/A, Telemar Brasil, CPFL Energia, Energias BR, Natura, Tim, Braskem, Dasa, Fibria, Tractebel, Duratex, Gerdau, Sabesp, BRF Foods, Cemig, Eletrobras e Gerdau . </p><p>Duas não conseguiram se manter no índice: Odontoprev e Celesc.  </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O RSVP de Copenhague]]></title>

<pubDate>Seg, 23 Nov 2009 19:52:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091123_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Representantes do governo da Dinamarca, país que sediará a COP-15, em dezembro, declararam que 65 líderes de governo já confirmaram presença na reunião. Austrália, Brasil, França, Alemanha, Indonésia, Japão, Espanha e Inglaterra estão entre os países que disseram sim. Até agora, nada de confirmação dos três maiores emissores do planeta: Estados Unidos, China e Índia. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Como anda a sustentabilidade no Santander?]]></title>

<pubDate>Seg, 23 Nov 2009 12:15:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091123_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Na semana passada, mais precisamente no sábado, dia 14, aconteceu aqui em São Paulo a primeira versão brasileira do TED. Para quem não conhece, o <a href="http://www.ted.com/">TED</a> é o seguinte: uma conferência que reúne pessoas com idéias interessantes para que elas deem palestras curtinhas, com duração de cinco, dez minutos. Nos Estados Unidos, onde foi criado ainda na década de 90, o TED acontece anualmente na Califórnia e é um evento super badalado. O mais interessante nele é a diversidade de pessoas que participam e os temas por elas abordados. Ou seja, no TED você vai ter desde um Bill Gates falando da sua fundação e de como ela está combatendo doenças tropicais na África a um exímio especialista em comportamento canino do qual você nunca ouviu falar dando dicas para adestrar cachorros. </p><p><br />Toda essa introdução para dizer que, na <a href="http://www.tedxsaopaulo.com.br/">versão brasileira</a>, um dos palestrantes foi Fábio Barbosa, presidente do grupo Santander Brasil (ex-ABN Amro Real). O Santander foi um dos apoiadores do evento - e isso deve ter contado, é claro, para que Barbosa fosse um dos convidados a falar -, mas não acho que tenha sido só isso não. Barbosa fala em público com freqüência, e fala bem ( ele também é presidente da Febraban). Nada do que ele disse na sua palestra, porém, foi novidade pra mim, que o acompanho há algum tempo. O executivo falou que é possível fazer negócios e ganhar dinheiro sem transgredir, sem ser desonesto, sem prejudicar o meio ambiente, a sociedade. E que uma empresa só consegue fazer isso, porém, se todos os seus funcionários estiverem dispostos. Por isso, Barbosa afirma que adianta pouco criticarmos o governo e cometermos diariamente pequenos delitos, infrações. *<strong>Falou exatos cinco minutos</strong> e foi ovacionado de pé pela platéia. </p><p>Para refrescar a memória de vocês, até ser comprado pelo Santander, no final de 2007, o ABNAmro Real - presidido por Barbosa - era um dos grandes expoentes em sustentabilidade no país. Pensava-se em banco, em desenvolvimento sustentável, em responsabilidade social, em meio ambiente ou qualquer outra coisa do gênero e, pimba, lá vinha na cabeça o Real. E os outros bancos, como o Itaú, o Bradesco? Os dois tinham ações sociais consistentes na área educacional há anos, mas o Real ganhou os holofotes porque levou o conceito de sustentabilidade para a sua estratégia de negócios. </p><p>O banco treinou centenas de gerentes Brasil afora para avaliar riscos sociais e ambientais na hora de conceder crédito, tirou da sua carteira de clientes empresas cujos negócios ele considerava escusos, passou a oferecer microcrédito produtivo a pequenos empreendedores das classes C e D, definiu que os seus produtos financeiros - como um cheque especial-, deveriam ser oferecidos aos clientes com mais transparência, e por aí vai. O banco fez coisa demais, e soube propagandear bem essas ações. Os concorrentes chiaram, mas se viram obrigados a correr atrás, também fazendo coisas e também fazendo marketing para mostrar que não estavam parados (quem não se lembra da longa propaganda do Bradesco sobre o Banco do Planeta?) Durante todo esse período, Barbosa esteve à frente e se transformou no melhor garoto-propagada do Real - fora e dentro da empresa. Tive a oportunidade de ouvi-lo em vários eventos e de participar de treinamentos internos nos quais os funcionários vibravam ao ouvi-lo falar. Pois bem, o Real virou Santander, Barbosa foi escolhido para estar à frente da operação no início de 2008 e, em sua negociação à época com banco espanhol, EXAME publicou que o executivo teria sido inflexível quanto a um ponto: queria ter autonomia para levar para o Santander alguns princípios que norteavam o jeito de fazer negócios do ABN, entre os quais a cultura de sustentabilidade. No evento do TED Barbosa mostrou que continua sendo um ótimo pregador em prol da sustentabilidade. Só lamento que hoje eu saiba muito pouco sobre o que ele anda fazendo ou conseguindo fazer no Santander. Os exemplos de boas práticas que ele mencionou na palestra eu já conhecia, eram antigos, e pertenciam ao Real. </p><p>* Segundo um leitor também presente no evento, Fábio Barbosa não falou por cinco minutos, mas por 15. Informação corrigida!</p><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Combustível limpo para aviões]]></title>

<pubDate>Qui, 19 Nov 2009 13:48:14 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091119_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Embraer e a GE anunciaram ontem que assinaram um acordo para avaliar os aspectos técnicos e de sustentabilidade de um combustível renovável para jatos a ser produzido pela Amyris - empresa americana que tem operação no Brasil. A Amyrise usa biologia sintética para desenvolver produtos renováveis para a indústria química e de transportes com o objetivo de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Se a iniciativa render os frutos esperados, no início de 2012 o tal querosene limpo - que terá como base a cana-de-açúcar - poderá ser usado num vôo de demonstração de um E-Jet da Embraer da Azul Linhas Aéreas que usa motores da GE. </p><p>A notícia é boa. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), hoje o setor de aviação responde por 1,6% do total de emissões do planeta. Se nada for feito, porém a tendência é que esse número cresça. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A volta da luz no fim do túnel]]></title>

<pubDate>Qua, 18 Nov 2009 12:14:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091118_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Depois de jogar um banho de água fria na reunião do clima de Copenhague, Barack Obama e Hu Jintao, presidente da China, voltaram atrás ontem e disseram que vão fazer pressão para que um acordo entre os países seja costurado em dezembro. &quot;Nosso objetivo lá, em apoio ao que o primeiro ministro da Dinamarca Lars Lokke está tentando alcançar, não é um acordo parcial ou uma declaração política, mas um acordo que cubra todos os pontos das negociações e que tenha efeito operacional imediato&quot;, disse Obama, depois de uma conversa com Jintao, em Pequim. A declaração de Obama foi um alívio? Médio. Ninguém está entendendo direito esse ir e vir do presidente americano. Primeiro declara que não há tempo hábil para um acordo, depois volta atrás ... os negociadores estão confusos. Outra questão é que ninguém está entendendo direito que diabos de acordo é esse que o primeiro ministro da Dinamarca está querendo emplacar. Haveria metas de redução para os países? A ser implementadas a partir de quando? E quanto ao dinheiro necessário para fazer as nações emergentes e pobres se adaptarem à economia de baixo carbono? Bem, de qualquer maneira, até que Obama prove o contrário, o clima hoje é de que alguma decisão relevante para o futuro do planeta poderá vir a sair, sim, de Copenhague. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Obama não quer se comprometer - e China embarca]]></title>

<pubDate>Seg, 16 Nov 2009 13:43:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091116_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Não houve muito tempo para celebrar o fato de Lula finalmente ter anunciado na sexta-feira a meta de desvio da curva de emissões de gases causadores de efeito estufa do Brasil. Ontem, o presidente americano Barack Obama jogou um balde de água fria enorme nas expectativas em relação à reunião climática de Copenhague, na Dinamarca. Na Ásia, onde estava participando do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico, que reuniu mais de 21 países, ele declarou que &quot;não devemos transformar o 'perfeito' em inimigo do bom&quot; e confirmou a expectativa de que os Estados Unidos não vão se comprometer em dezembro com nenhum acordo claro e objetivo. Isso porque Obama decidiu que não vai se comprometer internacionalmente com nada antes de aprovar a legislação climática no senado americano. E como essa aprovação está enroladíssima, o presidente quer adiar para a Cop-16, que será realizada daqui a um ano, no México, a decisão de solucionar o maior problema já enfrentado pela humanidade. Obama falou e a China concordou - o país também não acha que haverá tempo hábil para costurar um acordo em Copenhague. Conclusão: os dois maiores emissores do planeta vão sabotar o maior e mais importante acordo diplomático de todos os tempos. É lamentável. Sobretudo porque se esperava muito de Obama. É fato que ele não nega o problema do aquecimento global, como seu antecessor George W. Bush, mas quer empurrá-lo com a barriga, e mais uma vez o mundo está refém dos Estados Unidos ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Meta de redução? Calma lá ...]]></title>

<pubDate>Sex, 13 Nov 2009 20:52:59 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20091113_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O governo anunciou hoje a tão esperada meta de redução de emissões que levará mês que vem para a reunião de Copenhague, na Dinamarca, certo? Mais ou menos. O que o governo federal anunciou, na verdade - a despeito do que dizem as manchetes feitas para atrair a sua atenção leitor -, é que a &quot;curva de emissões&quot; do país será desviada em até 38,9% até 2020. O raciocínio é o seguinte: se continuarmos crescendo e executando qualquer atividade econômica como executamos hoje pelos próximos anos - seja pecuária, suinocultura ou agricultura -, a tendência é que emitiríamos x de carbono. O que o governo anunciou é que faremos um esforço para emitir até 38,9% a menos desse x, ou seja, vamos puxar a tendência para baixo. Isso é legal? Sim. Alguns países emergentes já anunciaram que farão isso e espera-se que outros sigam o exemplo antes da reunião. Obama deve visitar a China nos próximos dias, e há uma expectativa que o país asiático anuncie nessa ocasião em quanto está disposto a desviar sua curva. O mundo aguarda apreensivo. Importante dizer que o compromisso brasileiro é voluntário, ou seja, o país não vai assinar um documento lá fora se comprometendo com o cumprimento desses números.</p><p>Chequei rapidamente com algumas fontes o que elas acharam do anúncio e vou compartilhar o que ouvi com vocês. Lembrando: a notícia foi divulgada há poucas horas e essas pessoas tinham acabado de saber do fato ou foram informadas sobre ele por meu intermédio.</p><p /><p><strong>Eduardo Viola, professor de relações internacionais da UNB que acompanha de perto as negociações de clima entre os países:</strong></p><p>&quot;É bom lembrar que é um desvio de curva, não se trata de uma redução absoluta. Ao mesmo tempo, é inegável que representa, sim, uma evolução no governo e vai ter um impacto positivo no exterior. Significa que Lula assumiu uma posição intermediária entre o Ministério do Meio Ambiente - que defende não só os números como a obrigatoriedade do seu cumprimento - e os demais ministérios que renegam totalmente as idéias de Minc, como o Ministério das Relações Exteriores, Ministério de Ciência e Tecnologia e outros ... mas quero ter mais tempo para analisar os números.&quot;</p><p /><p><strong>Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil:</strong></p><p>&quot;É um desvio de curva, e é bom que isso fique claro. Além disso, os números não são ambiciosos. O setor privado já está defendendo o desmatamento zero até 2020, mas o governo continua insistindo uma redução de 80%. De qualquer maneira a gente reconhece que houve um avanço. Se há dois anos você falasse em qualquer coisa parecida com isso corria o risco de perder o passaporte. Hoje já temos um ministro defendendo uma meta obrigatória. Agora é transformar isso em uma política para garantir que esses números vão sair do papel, porque anunciar é fácil. O Lula precisaria ter coragem para ligar para o Obama e dizer: eu tenho metas voluntárias, mas quero ser monitorado, cobrado. E você? O que vai fazer? Uma atitude como essa constrangeria os Estados Unidos, a Europa ... e os incitaria a agir&quot;</p><p /><p><strong>Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos:</strong></p><p>&quot;Essa  meta é uma barbada, mole de cumprir. Deveríamos assumi-la como obrigatória, mas há um medo da diplomacia brasileira de que poderemos ficar em desvantagem se outros países anunciarem números menores. De qualquer maneira achei positivo. Não adianta, porém, só fazer isso. O Brasil precisa brigar para que o REDD* seja aprovado, porque isso precisa ser a nossa recompensa. Ou seja, temos de ser remunerados pela nossa floresta em pé e pelos serviços ambientais que ela oferece ao mundo&quot;</p><p><br />* Redd (do inglês Reducing Emissions from Deforestation and Degradation), um incentivo financeiro para a redução de emissão por desmatamento e degradação. Na prática, significa receber dinheiro de países desenvolvidos, por meio de um mercado de créditos de carbono da floresta, para garantir que as árvores ficarão em pé. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sustentabilidade - se está na estratégia da empresa, está blindada contra a crise]]></title>

<pubDate>Sex, 17 Abr 2009 19:32:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090417_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Promovemos um debate muito interessante aqui na sede da Editora Abril, na terça-feira. O objetivo era discutir um tema que muita gente anda discutindo e que já abordei em alguns posts: com a crise financeira, a estratégia de sustentabilidade das empresas está indo para o brejo? Para buscar uma resposta, convidamos três pessoas de peso: Alessandro Carlucci, presidente da Natura, Marcos Bicudo, presidente da Amanco, e Marco Fujihara, diretor do Instituto Totum e da consultoria Key Associados. Carllucci e Bicudo estão à frente de empresas que são consideradas modelo pelo <a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/s/sumario0930A.html">Guia EXAME de Sustentabilidade</a>. Fujihara é um consultor que já há alguns bons anos monitora, com um olhar cético, o que as companhias fazem ou dizem fazer em prol do desenvolvimento sustentável. E qual foi a conclusão do debate? A óbvia (pelo menos pra mim): se o que a empresa tem é mesmo uma estratégia de sustentabilidade, ou seja, se o conceito está realmente incorporado ao negócio... a crise NÃO MUDA NADA! E tudo continua como antes. Se o que a empresa tem, porém, é uma estratégia para usar o termo sustentabilidade a favor de sua campanha de marketing... aí sim a coisa muda de figura!</p><p /><p>Vamos pegar o exemplo da Amanco, que fabrica tubos e conexões hidráulicas. A empresa desenvolve há alguns anos um projeto bem interessante que se chama Doutores da Construção, que busca dar conhecimento de hidráulica para encanadores e pedreiros. E como a Amanco faz isso? Com a ajuda de uma rede de lojas de material de construção que vendem seus produtos Brasil afora. A loja entra com uma salinha que possa comportar uns 20 profissionais e uma TV. A Amanco, com as aulas - que são transmitidas ao vivo de um estúdio. Empresa e varejista racham os custos da formação e o mercado de construção civil ganha um profissional mais qualificado (coisa que não abunda no setor). Mas é só isso? Claro que não. Doutores da Construção poderia ser só o nome simpático para mais um projeto social se a Amanco também não estivesse vislumbrando que, com a capacitação, vai ganhar um profissional fiel à sua marca - e o varejista, um cliente fiel à loja. Espertinha a Amanco, né? Sim, e ainda bem. Doutores da Construção  é um projeto social associado ao negócio da empresa e, por essa razão, não corre o risco de acabar por falta de recursos, ainda que o mar não esteja para peixe. </p><p>A história se repete na Natura, que, segundo palavras do próprio Carlucci, usa a sustentabilidade - e os desafios que ela coloca para as empresas - como motor para a inovação. E a linha Ekos de cosméticos espelha isso. Ou seja, a empresa compra, de comunidades tradicionais, castanha, piprioca e outros ativos da biodiversidade brasileira para seus cosméticos. E faz isso para ajudar essas comunidades a ganhar algum dinheiro? Sim, mas o Ekos não é um projeto de geração de renda - apenas. É negócio, e negócio que rende muito à empresa. Por essa razão, deve ter vida longa, e continuar gerando renda para essas comunidades. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[GRI pede obrigatoriedade para a transparência]]></title>

<pubDate>Seg, 13 Abr 2009 18:37:35 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090413_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A Global Reporting Initiative, mais conhecida como GRI, publicou recentemente um documento intitulado &quot;Declaração de Amsterdã sobre Transparência e Elaboração de Relatórios&quot;. O objetivo é chamar a atenção dos governos para a necessidade de introduzir políticas que obriguem as empresas - e também órgãos públicos, empresas estatais, fundos de pensão e agências públicas de investimento - a abordar publicamente temas ambientais, sociais e de governança. Como? Por meio de relatórios. Isso porque, no documento, fica clara a posição do conselho diretor do GRI de que a crise financeira poderia ter sido amenizada - se houvesse m sistema de transparência global e de obrigação de prestação de contas baseado na diligência devida e na elaboração de relatórios públicos sobre o desempenho em termos ambientais, sociais e de governança. </p><p>É curioso que o GRI peça que os governos obriguem as empresas a ser mais transparentes. Afinal, a entidade - que tem sede na Holanda e define diretrizes para a publicação de relatórios de sustentabilidade para empresas no mundo todo - sempre foi uma adepta convicta da idéia de que as companhias devem adotar boas práticas porque querem e devem ... e não porque alguém lá em cima mandou. O que explica essa mudança? &quot;A profundidade da crise atual&quot;, afirma Rodolfo Gutilla, diretor de relações institucionais da Natura. O executivo foi responsável por trazer o GRI para o Brasil em 2001 e hoje faz parte do seu conselho de stakeholders. A propósito: o tal conselho, que é formado por cerca de 40 membros - entre profissionais das empresas, de ONGs e trabalhadores - se reunirá pela primeira vez na América Latina, em junho, e a reunião será no Brasil. E, nesse período, Ernest Ligteringen, presidente da entidade, gastará parte do seu tempo no país visitando políticos e formadores de opinião para passar à frente a mensagem. </p><p>(não sabe exatamente o que é o GRI? Clique <a href="http://portalexame.abril.com.br/static/aberto/gbcc/edicoes_2007/m0144138.html">aqui</a>)</p><p /><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Nós queremos a sua ONG]]></title>

<pubDate>Ter, 17 Mar 2009 12:03:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090317_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>As empresas usam das mais diferentes artimanhas para envolver seus funcionários nas ações sociais e ambientais que elas financiam. Uma estratégia bem comum é apoiar ONGs nas quais eles já atuam, muitas vezes como voluntários. Outra é envolvê-los no processo de escolha das entidades que receberão da companhia apoio financeiro ou de outra espécie. Bem, quem está nesse momento tentando fazer isso, no mundo todo - e isso inclui o Brasil - é o Google. Como? Quem entrar no banheiro da empresa - não para simplesmente se olhar no espelho ou escovar os dentes - vai encontrar atrás das portas esse panfleto aí do lado </p><p>Até pouco tempo atrás, a mensagem do anúncio atrás da porta era outro: o Google precisava contratar pessooas, e pedia ajuda aos funcionários para fazer isso. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Vamos lá: tinta branca nos telhados!]]></title>

<pubDate>Qui, 05 Mar 2009 17:34:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090305_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Vi ontem de noite, no canal de TV GNT, a <a href="http://www.onedegreeless.org/home/home.html">propaganda</a> da campanha &quot;One degree less&quot; (Um grau a menos), do <a href="http://www.gbcbrasil.org.br/pt/">Green Building Council Brasil.</a> Os comerciais começaram a ser veiculados há cerca de duas semanas e seu propósito é fazer com que as pessoas se convençam da importância de pintar os telhados de suas casas e prédios de branco. E antes que você me pergunte &quot;a troco de quê&quot;, eu vou explicar.</p><p /><p>De acordo com muitos estudos, dentre eles um da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, cerca de 25% da superfície das grandes cidades é composta de telhados - que em sua imensa maioria são escuros e refletem apenas 20% da luz solar. E como refletem muito pouco daquilo que incide sobre elas, essas superfícies ficam quentes, muito quentes. Junte isso à quantidade absurda de concreto usado na pavimentação de ruas e avenidas - que também absorvem muito calor -, mais a escassez de grandes áreas verdes e tchan tchan tchan ... temperaturas muito mais altas nos centros urbanos do que fora deles - um fenômeno que foi batizado de &quot;ilhas de calor&quot; (Urban Heat Island).  </p><p /><p>Então, para evitar que vivamos numa ilha de calor cada vez mais quente (acabei de chegar da rua e lá fora os termômetros marcam 33 graus) e os prédios possam consumir menos energia para manter ar-condicionados a todo vapor, tinta branca nos telhados é o que há! O estudo de Berkeley monitorou cerca de 10 edifícios nos estados da Califórnia e da Flórida e constatou que o uso de tetos brancos - que também são chamados de frios - pode gerar para os proprietários dos imóveis entre 20% e 70% de economia de energia de resfriamento. Não é pouco não. E quanto ao carbono que deixa de ser emitido com a redução desse uso de energia? Cada 100 metros quadrados de teto pintados de branco compensam 10 toneladas de C02. O <a href="http://www.onedegreeless.org/home/home.html">site </a>da campanha dá mais detalhes sobre o estudo e explica direitinho como essa prática simples de pintar telhados e tetos pode dar uma resfriada no planeta. Vale a pena.</p><p /><p>(A iniciativa &quot;Um grau a menos&quot; é brasileira, e foi idealizada por Thassanee Wanick, uma ambientalista que também é cônsul geral da Tailândia no Brasil e coordena as atividades do GBC aqui. A propósito: o GBC é uma ONG que tem a missão de disseminar conceitos de sustentabilidade para a indústria da construção civil. Ela nasceu nos Estados Unidos e é quem concede o LEED, o único selo verde para construções aceito internacionalmente). </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Stakeholder engagement - parece palavrão, mas num é não]]></title>

<pubDate>Sex, 27 Fev 2009 18:41:49 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090227_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A despeito dos palavrões que cercam o tema, como inclusividade, materialidade ... e por aí vai, me diverti bastante fazendo uma reportagem sobre engajamento de stakeholders para a última edição da EXAME, que ainda está nas bancas. A propósito: meio que já nos acostumamos a ouvir o termo, mas &quot;engajamento de stakeholders&quot; também é feio de doer, né? Esqueçam então o xingamento e adotemos o &quot;diálogo com partes interessadas&quot;, expressão que felizmente caiu nas graças do povo. Bem, o fato é que algumas das experiências interessantes de empresas que colhi para a reportagem tiveram de ficar de fora ( é sempre assim, histórias de mais, para páginas de menos), mas vou contá-las aqui. E vou começar com o Itaú:</p><p>Assim como o Bradesco, que foi retratado na reportagem, o Itaú também vem realizando painéis de stakeholders anualmente para avaliar seu relatório de sustentabilidade e, por tabela, a sua estratégia. Lembrando: a empresa realiza um &quot;painel&quot; quando convida seus principais stakeholders - funcionários, clientes, fornecedores, ONGs, órgãos reguladores e especialistas, entre outros - para que, presencialmente, exponham suas opiniões e anseios em relação a alguma política da companhia. </p><p>Em meados de outubro do ano passado, o Itaú convidou 50 stakeholders para opinar sobre o seu relatório. Apenas 32 compareceram ao painel (é gente, fazer as partes interessadas se interessarem não é nada fácil, mas eu vou falar sobre isso num outro post). O banco foi ousado e chamou até executivos dos concorrentes para participar da discussão. E o que o pessoal do Itaú escutou? Apenas um exemplo: &quot;A gente acha o <a href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a> legal e tal ... mas usem o site pra descrever em detalhe o que ele anda fazendo e use o relatório para as ações mais estratégicas, que estão realmente relacionadas ao negócio do banco&quot;. ( O painel que o Itaú realiza para avaliar seu relatório é anual, mas no futuro, a idéia de Sônia Favaretto, superintende de sustentabilidade do Itaú, é promovê-los três vezes ao ano)</p><p>Em 2007, o Itaú também promoveu um painel para legitimar a sua política de risco socioambiental de crédito para empresas antes de lançá-la ao mercado. E como esperado, ela foi alvo de uma série de críticas. Conclusão: após o painel, o banco mexeu no texto da política para torná-lo mais claro - reformulando a apresentação dos compromissos, dos objetivos e de sua forma de aplicação -; trabalhou no aprimoramento da lista de atividades classificadas como proibidas de serem financiadas e uma lista de atividades classificadas como restritas; e criou uma ouvidoria específica para assuntos socioambientais, entre outras medidas.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Elkington: "Empresas são um alvo fácil"]]></title>

<pubDate>Sex, 20 Fev 2009 18:36:07 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090220_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Muita coisa simples na vida deixa a gente contente, certo? Como jornalista, porém, algo que realmente ilumina o meu dia é entrevistar alguém realmente importante - uma sumidade em algum assunto - e perceber que essa pessoa, que poderia ser metida e arrogante pra burro - é simples, humilde. Tive esse prazer ontem, quando fui almoçar com o inglês <a href="http://www.johnelkington.com/">John Elkington</a>. Para quem não sabe - e ninguém é obrigado a saber - Elkington é &quot;o&quot; cara, um dos maiores especialistas em sustentabilidade do mundo. Mas basta de adjetivos e babação de ovo e vamos aos fatos para legitimar a minha afirmação. E vou citar apenas um deles: sabe aquele conceito batidinho que as empresas tanto usam, o tal &quot;triple bottom line&quot;? Pois então, quem o inventou foi John Elkington. Ele também é autor de uma dezena de livros sobre o tema e, por meio de sua consultoria, a <a href="http://www.sustainability.com/">Sustainability</a>, trabalha para algumas das maiores companhias do mundo. Ainda assim, Elkington prefere ouvir, perguntar ...  a responder</p><p>De qualquer maneira, conversamos sobre a crise, e a opinião dele está em consonância com o artigo dos professores da Duke que comentei no post anterior. Elkington acredita que, mesmo que se sintam tentadas a deixar de lado suas estratégias de sustentabilidade, as empresas não o farão - porque a pressão dos stakeholders será cada vez maior. &quot;As empresas são um alvo fácil&quot;, afirma Elkington. &quot;Atacá-las é muito mais fácil do que atacar, por exemplo, o Estado&quot;. ( E a questão do desemprego é certamente um bom motivo nos dias atuais) </p><p>Lembrando: Elkigton esteve no país a convite do Itaú, que promoveu essa semana a entrega do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A lengalenga do fim da sustentabilidade]]></title>

<pubDate>Qua, 18 Fev 2009 15:50:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090218_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<p>A lengalenga de que a crise financeira deve jogar por terra as estratégias de sustentabilidade das empresas aparece, vai embora, aparece, vai embora... sorte é que, com bastante freqüência, aparecem também bons artigos explicando porque a sustentabilidade, a despeito da crise, e ainda mais depois da crise, tornou-se uma questão crucial para as empresas. <a href="http://www.wbcsd.org/plugins/DocSearch/details.asp?type=DocDet&ObjectId=MzMzNzM">Um</a> deles saiu recentemente no Financial Times e é de autoria de Daniel Vermeer e Robert Clemen, dois professores da Duke University, nos Estados Unidos. Vou reproduzir aqui o que achei mais legal do que eles disseram sobre os princípios que devem sobreviver à crise - e de que maneira: </p><p>- A desaceleração na economia vai forçar as empresas a tornar seus esforços em prol da sustentabilidade mais robustos, estratégicos. Em contrapartida, ações de cunho mais filantrópico, ligados à responsabilidade corporativa mais tradicional irão mesmo perder fôlego</p><p>- A crise explicita ainda mais a necessidade das empresas fortalecerem suas estruturas de governança corporativa, uma vez que a imagem de muitas delas está queimada. E não se trata de simplesmente cumprir a lei. Segundo os autores, as empresas terão de incorporar procedimentos mais transparentes de tomada de decisão e de relato das mesmas - caso contrário, passarão a ter problemas com seus stakeholders<br /> <br />E quanto à ecoeficiência?</p><p>As empresas há muito perceberam que azeitar processos fabris para produzir mais, usando menos recursos e matérias-primas é sinônimo de economia e, consequentemente, de um balanço financeiro mais saudável. A questão é que, muitas vezes, essas melhorias nos processos produtivos demandam, sim, investimentos vultosos. E definitivamente ... eles não serão feitos agora. Ou seja, empresas que não descobriram ainda as benesses da ecoeficiência têm tudo para entrar na onda agora e conseguir bons resultados sem grandes desembolsos, fazendo coisas simples ... reaproveitando a água usada num processo nobre aqui num outro menos importante ali, vendendo um sub-produto que antes ia para o aterro sanitário para uma outra empresa, queimando um outro sub-produto para gerar energia ... Já as empresas que abraçaram a causa há mais tempo e já fizeram o que descrevi acima e muito mais, não se mexerão agora para comprar aquela nova máquina que consome metade da energia que a atual. Esse salto terá de esperar. Além do quê, lembram os autores, sejamos realistas: com os preços de commodites como petróleo, carvão e gás natural em baixa, o sex appeal da ecoeficiência diminuiu bastante ... infelizmente.</p><p /><p>E os produtos verdes? </p><p>Os consumidores continuarão a se empolgar com eles. Menos, porém, com itens muito caros, como um carro híbrido, e mais com produtos mais baratos e que ofereçam benefícios mais imediatos, tais como uma lâmpada fluorescente ou um alimento orgânico. Isso significa que os grandes varejistas, tais como Wal-Mart e Tesco, não devem amenizar as pressões para que seus fornecedores fiquem verdes. Afinal, mesmo com a crise, não vamos parar de procurar por esses produtos nas prateleiras. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A Noruega é mesmo tão verde?]]></title>

<pubDate>Sex, 30 Jan 2009 17:11:11 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090130_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>À primeira vista, a Noruega teria todos os atributos para ser o paraíso dos ambientalistas na Terra. Lá, altas taxas de impostos incidem sobre carros e petróleo. O sistema de transporte público - formado por trens, balsas e ônibus - é um brinco, funciona maravilhosamente bem e cobre todo o país. Não faltam ciclovias e, ainda assim, o governo está prometendo dobrar o volume de verbas de transporte público para aquelas cidades que encontrarem boas maneiras de coibir ainda mais o tráfego de veículos. Quer mais? Embora a matriz energética do país seja limpa - o grosso da eletricidade consumida no país vem de hidrelétricas - o governo se esforça para incentivar o desenvolvimento de outras fontes renováveis, além da melhoria constante da eficiência energética. E, por isso, os prédios comerciais estão sendo submetidos a controles cada vez mais rígidos. Consumidores e empresas estão sendo incentivados a queimar madeira e outras formas de biomassa para obter energia - em vez de usar combustíveis fósseis. Há ainda uma diretriz governamental para que sempre se construam pontes no país, em vez de túneis. Isso por que, supostamente, os veículos consomem menos combustível para atravessá-las. Túneis também demandam sistemas de iluminação e de ventilação mais caros e que, obviamente consomem mais energia. Bem, eu podia gastar ainda mais uma boa dezena de linhas descrevendo práticas e políticas verdes implementadas no país ... </p><p>Perfeito, não? O que uma reportagem bem legal da última edição da revista inglesa The Economist mostra, porém, é que a política verde da Noruega esconde uma série de contradições. A mais gritante delas é a de que o país ostenta o título de quarto maior exportador de petróleo do mundo. E é, em parte, com a grana absurda que arrecada com a venda desse recurso que ele pretende comprar créditos de carbono no mercado internacional para compensar parte de suas emissões e se auto-intitular carbono-neutro até 2030 (já que não conseguirá eliminar todas elas ...). </p><p>Fatos como esse tiram o sono dos ambientalistas do país, que pregam que a Noruega seria verde de fato - e um exemplo notável para o resto do mundo - se reduzisse a exploração e a exportação de petróleo. Já os críticos ao atual governo - e a reportagem mostram que eles são muitos - acham que a Noruega simplesmente deveria inventar menos moda e, definitivamente, ter mais estradas e menos ciclovias ... </p><p><br />É gente, eu nunca disse que ajudar a melhorar a situação do planeta era algo fácil ... e a reportagem mostra bem isso .. <a href="http://www.economist.com/displaystory.cfm?story_id=12970769">leiam!</a></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Chegou a hora da ação]]></title>

<pubDate>Qua, 21 Jan 2009 19:41:00 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20090121_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><em>&quot; Vamos fazer uso do sol, dos ventos e do solo para abastecer nossos carros e mover nossas fábricas&quot;</em></p><p><em>&quot;Com velhos amigos e ex-inimigos, vamos trabalhar incansavelmente para amenizar a ameaça nuclear, e diminuir o espectro do aquecimento global&quot;</em></p><p><em>&quot;... Nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos preocuparmos com seus efeitos. Porque o mundo mudou, e nós precisamos mudar com ele&quot;</em></p><p /><p>As frases acima foram ditas ontem, por Barack Obama, o novo presidente dos Estados Unidos, durante o seu discurso de posse. Confesso que vibrei e fiquei aliviada ao ouvi-las ... Afinal, Obama vinha falando sobre a questão do aquecimento global desde o início da campanha presidencial. Cheguei, inclusive, a escrever um post ( As Promessas de Obama) sobre um discurso empolgante que ele fez a respeito do tema num evento promovido por Bill Clinton, nos últimos dias de setembro de 2008 - quando a derrocada do Lehman Brothers já tinha rolado, mas ninguém tinha se dado conta ainda da magnitude da confusão que estava se formando. O fato é que ele foi engolido pela crise financeira, e podia ter mandado às favas os seus planos verdes para o país. Não só não o fez como aposta que eles serão capazes de tirar o país do atoleiro. Agora é esperar que tantos planos comecem a se materializar.</p><p>E a propósito: segundo o Wall Street Journal, nenhum outro presidente recente dos EUA fez menção à questão da energia ou do meio ambiente em seus discursos de posse ... Então ... In Obama we trust!</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Petrobras é excluída do ISE - Culpa do diesel maligno?]]></title>

<pubDate>Ter, 25 Nov 2008 23:53:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081125_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Como já escrevi aqui, num outro post, pior do que nunca conseguir entrar num índice de sustentabilidade de uma bolsa de valores é pagar o mico de entrar e sair dele - ou seja, ser excluído. Bem, a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi divulgada esta manhã e aqui vai a lista das empresas que pagaram o mico: Aracruz, Copel, CCR Rodovias, Iochpe-Maxion, Weg e Petrobras. Dentre essas, porém, a exclusão da Petrobras foi a que causou mais barulho e deu mais motivo para muita gente comemorar. Entendam: ninguém fica sabendo exatamente por que uma empresa é excluída do índice. Essas informações são confidenciais. Há, porém, algumas hipóteses. Uma delas é a de que o desempenho das empresas melhora a cada ano e quem não evolui no mesmo ritmo perde o lugar na lista para outra companhia que fez melhor o dever de casa. A outra é relacionar a exclusão a um fato, política ou comportamento específico da empresa que contradiz a sua suposta postura &quot;sustentável&quot;. E é aqui que entra a Petrobras. Ou seja, a Bovespa não divulgou um comunicado oficial dizendo que a empresa foi excluída do ISE porque o seu diesel, com um teor altíssimo de enxofre, é um dos mais poluentes e nocivos à saúde humana do mundo. Mas quase ninguém duvida que tenha sido esse o motivo. </p><p>Além do quê, a despeito do fato de que as informações que pautam as exclusões das empresas devem ser confidenciais, nem tudo permaneceu assim. Numa <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/2129">carta</a> divulgada hoje à imprensa, por exemplo, Oded Grajew - um dos fundadores do Instituto Ethos, hoje à frente do <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/">Movimento Nossa São Paulo</a> - trouxe a público o seguinte:</p><p><em>&quot;A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobrás&quot;.</em></p><p>Oded é um cara bem informado e não fala bobagem. Se deveria ou não ter botado a informação que ele obteve sobre os bastidores da decisão do conselho no ventilador isso já é lá outra história. De qualquer maneira, em <a href="http://www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br/materia.asp?id_editoria=8&id_noticia=5897">nota</a> divulgada há pouco, a Petrobras informou ter pedido ao Conselho do ISE um esclarecimento sobre os motivos que levaram à sua exclusão. E que seus executivos só farão um pronunciamento oficial após obter uma resposta.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Investimento social privado - cultura ou gordura?]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Nov 2008 16:54:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081120_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Um grupo de especialistas do terceiro setor se reuniu nesta terça-feira, na USP, para discutir o impacto da crise financeira sobre as ONGs. A estrela da discussão era James Austin, um renomado professor de Harvard que, de tempos em tempos, dá as caras no Brasil. Autoridade em empreendedorismo social e em outros temas relacionados, como governança de ONGs e relação do setor privado com governos, Austin - um senhorzinho simpático e dono de um espanhol impecável - falou sobre como a crise financeira mudará a cara do capitalismo nos próximos anos. Nada que muita gente já não esteja dizendo: as grandes decisões globais não estarão mais nas mãos da cúpula de líderes dos países ricos, o G8, mas nas mãos do G20, o grupo de nações emergentes; grandes instituições multilaterais como o Banco Mundial e o FMI terão de repensar seus papéis; o mercado e o estado terão de repensar a maneira como se relacionam e por aí vai ... o que os convidados presentes no evento trouxeram à tona, porém, foi o seguinte:</p><p>O investimento social privado, pelo menos para a maioria das empresas no Brasil, não é gordura, mas cultura mesmo.Ufa! Isso explica por que as companhias - ou as fundações e institutos que elas mantém - não vão reduzir a zero os recursos que destinam para seus próprios projetos sociais ou para ONGs, mas vão adaptá-los, sim, a um cenário econômico de mais austeridade. &quot;As empresas vão reduzir custos no próximo ano e, por isso, já fomos avisados pelos nossos patrocinadores de que devemos contar com repasses 20% menores que o desse ano no nosso próximo orçamento&quot;, afirma Ricardo Reisen de Pinho, que é pesquisador da Harvard no Brasil e atua como diretor-voluntário da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), uma das mais tradicionais organizações não-governamentais do Brasil.</p><p>Esse relato se junta ao de Rodrigo Baggio e de Claudio Neszlinger, do Comitê para a Democratização da Informática (CDI), com quem também estive esta semana. Eles me contaram que algumas das empresas com quem tinham reuniões marcadas ainda esse ano para discutir possíveis parcerias decidiram adiar os encontros para o início do ano que vem. A explicação é que, até lá, a poeira da crise financeira terá baixado um pouco, e eles já terão uma noção mais exata dos recursos que terão disponíveis para investir na entidade.</p><p>Ou seja, o que esses depoimentos mostram é que 2009 não será um ano difícil apenas para as empresas, mas também para as ONGs que contam com a ajuda delas para manter suas atividades.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Os investidores querem saber o quanto você emite]]></title>

<pubDate>Qui, 06 Nov 2008 16:51:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081106_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Chegou a 60 o número de empresas brasileiras que participaram da quarta edição brasileira do Carbon Disclosure Project (CDP), uma iniciativa internacional criada por investidores institucionais para incentivar companhias de capital aberto a divulgar informações sobre as suas políticas relacionadas às mudanças climáticas. No ano passado, foram 47. </p><p>O que o CDP pergunta às empresas, de maneira bem mais elaborada, é claro, é mais ou menos o seguinte: você está preocupada com as suas emissões de gases causadores do efeito estufa? Sabe exatamente o quanto emite - ou seja, fez um &quot;inventário&quot; das suas emissões? Pediu que alguém o auditasse? Tem políticas para mitigá-las ou compensá-las? Metas para isso? E por aí vai ... </p><p>Lembrando: as empresas são convidadas a participar do CDP. Este ano, 75 receberam o convite e 60 aceitaram. O índice de adesão do Brasil à iniciativa, de 83%, só foi inferior ao do Reino Unido, país onde a iniciativa nasceu e 90% do total de 100 companhias convidadas toparam. A despeito do bom desempenho do CDP aqui, vale registrar os nomes das 11 empresas que receberam o questionário e declinaram do convite de informar a investidores institucionais do Brasil e do mundo - que somam ativos no valor de 57 trilhões de dólares - o que estão fazendo em prol do combate ao aquecimento global. São elas: <strong>CSN, Diagnósticos da América (Dasa), Gafisa, GVT Holding, Lojas Renner, Marcopolo, Positivo Informática, Randon, Rossi Residencial, Usiminas e Weg. Apenas uma, das 75, simplesmente passou batido pelo pedido e não disse sim nem não aos investidores: a Light. </strong></p><p>(ficou claro que receber o convite e não aceitá-lo, assim como simplesmente ignorá-lo, pega mal? A idéia é essa ...)</p><p>E só pra constar:</p><p>1 - o quarto relatório do CDP foi divulgado ontem, em São Paulo, num evento na GV. Cerca de 500 pessoas tinham se inscrito para participar, mas apenas 200 apareceram. E desse universo, dava pra contar nos dedos quem era do mercado financeiro. Tudo bem que, no dia anterior, com uma audiência maior e, digamos, mais &quot;estratégica&quot;, o relatório havia sido lançado no Rio de Janeiro, durante o Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão. Ainda assim, digamos a verdade: o interesse do mercado de capitais pelo tema precisa crescer, e muito.</p><p>2 - esteve presente no evento o britânico Paul Simpson. Com menos de 35 anos, Simpson foi um dos criadores do CDP e é hoje &quot;o&quot; executivo de operações da iniciativa.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Já vai tarde!]]></title>

<pubDate>Qua, 05 Nov 2008 11:54:34 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081105_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Adeus George. O aquecimento global estará melhor sem você!! </strong></p><p>A frase acima foi dita em tom jocoso para centenas de pessoas ontem, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo economista britânico Nicholas Stern. Como o próprio nome sugere, Stern é autor do famoso relatório Stern, que em 2006 alertou o mundo para o efeito nefasto que o aquecimento global terá sobre a economia do planeta - sobretudo, se nada for feito para combatê-lo. Mas além de criticar George Bush, o presidente americano que nada fez para que seu país se engajasse na luta contra as mudanças climáticas, Stern fez outras declarações a respeito da crise financeira atual, sua relação com o futuro do planeta e, também, sobre o papel preponderante que o Brasil poderá ter nessa história daqui pra frente - se se mexer para isso, é claro.  </p><p>Segundo Stern, a crise financeira, ao contrário do que os mais pessimistas podem pensar, será uma excelente oportunidade para que a economia atual - intensiva em carbono - se converta em uma economia de baixo carbono. E a explicação é simples: com o colapso do mercado global, os investimentos em energia limpa e em melhoria de eficiência energética ficaram ainda mais atraentes. E o melhor é que ambos os setores são intensivos em mão de obra. &quot;Obama está dizendo que a economia verde poderá gerar cerca de 5 milhões de empregos nos EUA. Na Inglaterra, uma economia bem menor, a previsão é de, no mínimo, um milhão de empregos&quot;</p><p>O economista fez, porém, um alerta: o de que a crise poderá levar os países a adotar práticas protecionistas, o que seria péssimo para o movimento em busca da sustentabilidade. &quot;O protecionismo é destrutivo para o meio ambiente e eticamente indefensável&quot;, afirmou Stern, que fez questão de comentar o quanto a prática tem sido prejudicial, por exemplo, às exportações do etanol brasileiro para os Estados Unidos.</p><p>Falarei sobre o papel do Brasil, segundo Stern, num outro post. Aguardem ...</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O voto vale um café]]></title>

<pubDate>Seg, 03 Nov 2008 20:47:31 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081103_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, algumas empresas estão se mexendo para incentivar os americanos a vencer a inércia e ir às ruas, amanhã, dia 4 de novembro, escolher seu próximo presidente - apenas 54% deles votaram na última eleição.</p><p>Uma delas é a Starbucks, a maior rede de cafeterias do mundo, que colocou no ar durante o último fim de semana um comercial. A idéia é: se você se importa o suficiente para votar, a gente se importa o suficiente para te dar um copo de café grátis! Vale a pena dar uma olhada:</p><p /><p><embed src="http://www.youtube.com/v/dXB13hVL2Y8&hl=en&fs=1" width="300" height="247" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></p><p /><p>Já há mais tempo, a Pizza Hut também deu, à sua maneira, o mesmo recado. O mote foi: &quot;A escolha é sua. Vote!&quot;</p><p><a href="http://br.video.yahoo.com/watch/1819689/5999180">http://br.video.yahoo.com/watch/1819689/5999180</a></p><p /><p /><p></embed /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O que vai ser da tal da sustentabilidade?]]></title>

<pubDate>Qua, 29 Out 2008 15:40:15 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081029_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2">Em meio à famigerada crise financeira, a pergunta onipresente em todos os eventos nos quais estive na última semana é: o que vai ser da tal da sustentabilidade? Muita gente acha que ela irá às favas. Eu discordo. Afinal, ao meu ver, a crise é fruto da lógica perversa do curto prazo no mundo corporativo, do lucro pelo lucro, certo? E a grande expectativa agora não é de que &quot;essa&quot; lógica naufrague? Assim espero! De qualquer maneira, hoje à noite teremos uma resposta mais precisa para a pergunta no evento do GUIA EXAME de Sustentabilidade, quando poderemos fazer a pergunta sobre o quanto o mundo corporativo continuará a se preocupar com o futuro do planeta para os presidentes das 20 empresas-modelo deste ano. Até lá, me conforto com duas frases que ouvi recentemente.</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"></font></p><p><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"> A primeira é de John Doerr - o capitalista de risco que apostou em empresas como Google e Amazon:</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"></font></p><p><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"> &quot;É possível recuperar a economia, mas não o meio ambiente&quot;</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"></font></p><p><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"> ( num evento na Universidade Harvard, sobre a crise financeira atual e a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento para as empresas)</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"> A segunda é de José Carlos Grubisich, ex-presidente da Braskem, hoje à frente da ETH, empresa de bionergia</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"></font></p><p><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2"> &quot;Esse movimento é irreversível&quot;</font></p><p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="arial,helvetica,sans-serif" size="2">( sobre a busca pela sustentabilidade)</font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A crise financeira e o terceiro setor]]></title>

<pubDate>Dom, 12 Out 2008 23:09:21 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20081012_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p class="c10" style="MARGIN: auto 0cm">Fato triste, mas previsível: a crise financeira dos Estados Unidos já está afetando, e muito, as ações das organizações do terceiro setor no país. Isso porque Wall Street era um dos grandes financiadores dessas iniciativas. No ano passado, as instituições financeiras só ficaram atrás dos laboratórios farmacêuticos em volume de dinheiro doado a ONGs. E nesse grupo de generosos, sempre esteve firme e forte, por exemplo, o recém-quebrado Lehman Brothers, que em 2007 doou cerca de 37 milhões de dólares para diferentes causas - um valor que exclui cheques polpudos que podem ter sido assinados por esse ou aquele executivo poderoso da instituição. Já no Bear Sterns - banco que se salvou da extinção ao ser comprado pelo JPMorgan por uma pechincha - a regra era a seguinte: funcionários do alto escalão destinavam 4% de sua renda para caridade. </p><p class="c10" style="MARGIN: auto 0cm">Mas não são apenas os bancos que estão menos generosos. No país que ficou conhecido como a meca da filantropia, as pessoas físicas - sejam elas milionárias, ricas ou assalariadas - também foram afetadas pela crise e estão doando menos para o terceiro setor. <span style="COLOR: black">O empresário americano <span style="mso-bidi-font-weight: bold">T</span>. <span style="mso-bidi-font-weight: bold">Boone</span> <span style="mso-bidi-font-weight: bold">Pickens, </span>magnata do petróleo e hoje um grande investidor de energias alternativas, ilustra bem esse novo cenário que se descortina. Ele doa, em média, 200 milhões de dólares por ano para diferentes instituições. Até agora, porém, ele doou apenas 3,7 milhões de dólares e a quantia não deve crescer muito até o final do ano. A explicação para a acentuada queda? Pickens afirma ter perdido cerca de 270 milhões de dólares com a crise financeira. </span></p><p class="c10" style="MARGIN: auto 0cm"><span style="COLOR: black"></span><span style="COLOR: black">A coisa anda tão feia para algumas instituições que, para manter de pé suas operações, elas estão tendo de fazer algo que os seus financiadores já estão bem acostumados: pedir dinheiro emprestado. Foi o que fez, por exemplo, a Cruz Vermelha, já que o colapso de Wall Street coincidiu, infelizmente, com um monte de terremotos pipocando mundo afora e a ONG ... simplesmente, não pode parar. </span></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[As promessas de Obama]]></title>

<pubDate>Sex, 26 Set 2008 03:05:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080926_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Se Barack Obama, o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos for eleito e fizer valer suas palavras, há motivos pra gente acreditar que o mundo terá dias melhores no futuro - pelo menos no que depender de ajuda moral e financeira do país mais rico e influente do mundo. Ontem, num discurso acalorado durante uma plenária do grande evento anual do Clinton Global Initiative (CGI), em Nova York - iniciativa que, como o próprio nome sugere, foi criada em 2005 pelo ex-presidente Bill Clinton com o objetivo de ajudar a resolver as mazelas do mundo - Obama deixou claro o seguinte (não exatamente com essas palavras): o mundo precisa melhorar e não há ninguém mais apto para ajudá-lo a fazer isso do que os Estados Unidos. Bem, para usar um conceito do clássico Star Wars: se não for para fortalecer o lado já negro da força, por que não? Vamos a algumas das promessas feitas pelo democrata, que vocês podem ouvir na íntegra acessando o site do <a href="http://video.clintonglobalinitiative.org/health_cast/player_cgi2008_nointro.cfm?id=4564#">CGI</a>:( para chegar logo no discurso de Obama avance o vídeo até cerca de 1h20) </p><p>- Obama disse que &quot;o tempo de debater se o aquecimento global foi causado ou não pelo homem já passou. É hora de os Estados Unidos liderarem&quot;. Para isso, o país vai estabelecer uma meta de reduzir em 80%, até 2020, suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Isso mesmo, você leu certo: 80% até 2020.</p><p>- Ele vai estabelecer um sistema de cap and trade - um mercado que vai limitar as emissões que as empresas podem jogar na atmosfera e incentivar a comercialização de créditos de carbono. Ou seja, assim como já acontece na Europa, Obama quer que a poluição nos EUA passe a ter preço - e alto.</p><p>- Obama quer investir 15 bilhões de dólares por ano em energias alternativas. &quot;Temos que fazer mais do que simplesmente perfurar a terra na busca por petróleo, (...) e à medida que desenvolvermos energias limpas, devemos compartilhar essas inovações com o resto do mundo.&quot;</p><p>Parou por aí?</p><p>Nananinanão!</p><p>O democrata prometeu também:</p><p>- Abraçar as Metas do Milênio (série de compromissos estabelecidos pela ONU, relacionados a questões como saúde, educação e meio-ambiente.)</p><p>- Criar um fundo no valor de 2 bilhões de dólares para melhorar a qualidade da educação nos Estados Unidos e no mundo afora.</p><p>- Combater a AIDS, a tuberculose e, sobretudo, a malária. &quot;Vamos ajudar o mundo a erradicar a malária até 2015.&quot; Como? Com muitas redes de mosquito e com o desenvolvimento de vacinas.</p><p>Bem, como brasileira, tendo a desconfiar de promessas de campanha, mas...  in Obama we want to trust!</p><p>(E sejamos justos: o republicano John McCain discursou no mesmo evento e também fez boas promessas em prol do clima e da humanidade)</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[E como vai o caixa-verde?]]></title>

<pubDate>Sex, 19 Set 2008 20:12:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080919_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Em março deste ano, publiquei aqui no site da EXAME uma nota sobre o &quot;caixa-verde&quot; do Pão de Açúcar - caixas onde os consumidores podem depositar, depois de efetuar o pagamento das compras, mas antes de deixar a loja, as embalagens de papel, papelão e plástico de alguns produtos. A rede varejista tinha feito um piloto da iniciativa no final de 2007 numa das lojas da cidade de São Paulo e havia acabado de levá-la para a cidade do Rio de Janeiro, onde colocou caixas-verdes em seis lojas. De lá para cá, o que aconteceu? Resolvi perguntar - não reclamam que os jornalistas adoram escrever sobre os projetos, mas nunca se preocupam em saber mais tarde se eles realmente vingaram? Bem, até agora o Pão de Açúcar expandiu a iniciativa para a sua loja verde de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Este mês, vai levá-las também para Curitiba, mais precisamente para as seis lojas que o grupo tem na cidade - quatro da bandeira Pão de Açúcar e duas da bandeira Extra. E onde os caixas existem, a coisa está indo: de junho pra cá, o volume de embalagens coletado superou 4 500 itens por mês ( a rede não mede em toneladas)]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Não dá pra sair]]></title>

<pubDate>Qua, 10 Set 2008 21:54:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080910_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Quem soltou a frase acima foi Jean Philippe Leroy, diretor do Bradesco, quando conversávamos ontem sobre a entrada do banco, pelo terceiro ano consecutivo, na lista das empresas que integrarão o Dow Sustainability Index 2008/2009 - índice que reúne empresas socialmente e ambientalmente responsáveis listadas na Bolsa de Nova York. Achei que ele resumiu bem a situação das companhias que decidem se arriscar a fazer parte do índice, divulgado no final da semana passada.  Isso porque, muito pior do que nunca ter entrado na danada da seleta lista, que passou a incluir este ano 320 companhias, é entrar e, sair - ao menos sob a lógica da reputação e da imagem institucional. Afinal, ao deixar o índice, a empresa passa ao mercado o atestado de que as suas práticas de sustentabilidade não evoluíram de um ano para o outro ou, no mínimo, não tanto quanto os seus pares que estão na disputa. Ironicamente, dificilmente alguém se lembra de todas as brasileiras que estão no índice, já o nome de quem entrou e saiu vem mais fácil ... Embraer, Unibanco ... E não pense que o passar dos anos ameniza a ansiedade que as empresas sentem pouco antes da divulgação dos resultados, quando sabem se o esforço de preencher um questionário de mais de 100 perguntas relacionadas à sua política de desenvolvimento sustentável - além de preparar toneladas de papéis e documentos para legitimar o que afirmam ter e fazer - realmente valeu a pena: &quot;Todo ano, o frio na barriga é o mesmo&quot;, diz Isac Zagury, diretor financeiro da Aracruz, empresa que há quatro anos integra o índice. </p><p>Atualmente, são oito as companhias brasileiras na brincadeira. Além do Bradesco e da Aracruz, permaneceram no índice o Itaú e a Cemig (veteranas); a Itaúsa ( há cinco); Petrobras (a despeito das críticas relacionadas à sua governança capenga e à polêmica do enxofre no diesel); Usiminas (pelo segundo ano consecutivo) e a Votorantim Celulose e Papel (VCP), a novata, que começará a sentir o tal frio na barriga no ano que vem... </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Nossas escolhas e os que se incomodam com elas]]></title>

<pubDate>Ter, 02 Set 2008 14:22:09 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080902_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><em>Toda discussão sobre o uso do papel ou do plástico começa assim:<br />- Papel, porque é biodegradável<br />- Sim, mas matamos 14 milhões de árvores por ano para fazer papel. E isso contribui para o aquecimento global<br />- Sim, mas as sacolas plásticas consomem 12 milhões de barris de petróleo <br />- Sim, mas produzir sacolas de papel gera 70% mais de poluição<br />- Sim, mas sacolas plásticas geram quatro vezes mais resíduos</em></p><p>O trecho acima é de um <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2008/08/28/the-bottom-line-of-the-eco-balance-sheet/index.html?ref=personaltech">post </a>do blog de David Pogue, do New York Times. Pogue escreve sobre tecnologia, mas de tempos em tempos resolve botar pra fora as suas angústias de consumidor consciente. Primeiramente ele relata a polêmica das sacolinhas de plástico versus as sacolinhas de papel. E bota fim no blá-blá-blá revelando a solução que ele encontrou para o dilema - que é a mesma que eu pratico: usar as sacolinhas retornáveis, de pano ou de qualquer outra coisa do gênero.</p><p>Pogue fala então sobre o quanto foi pentelhado por revelar, em um outro post, que era dono de um Prius, o carro híbrido da Toyota, que mistura motor elétrico e a combustível para aumentar bastante o número de quilômetros por litro:</p><p><em>&quot;A reação dos leitores foi enorme, mas eu fiquei particularmente surpreso com a raiva da multidão anti-Prius. Por exemplo: A única razão para comprar um Prius é poder dirigir por aí como um eco-chato metido a besta &quot;</em></p><p>Bem, o fato é que me solidarizei com Pogue. Já percebi que hábitos ecologicamente corretos despertam mesmo uma reação em algumas pessoas, uma certo estranhamento. Mais de uma vez, conhecidos me perguntaram: &quot;Você usa mesmo essas sacolas retornáveis pra fazer compras?&quot;. Uso ora*, assim como só abasteço o meu carro flex com álcool. Outro dia ouvi o seguinte de uma amiga: &quot;Você sabe que numa cidade grande como São Paulo não vale a pena, né? Sai mais caro&quot;. Não sei se o argumento dela era certo, mas respondi apenas que não ligava para o custo, mas sim para o menor impacto do álcool na atmosfera. Pude ver o balãozinho na cabeça dela: &quot;Que mala&quot;. </p><p>( * Vá lá, não aboli totalmente as sacolinhas de plástico. Uso o bom senso ... e ele me diz que ainda não há substituto para o plástico em muitas situações, mas é possível racionar, sim, o seu uso)</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Empresas, entrem na onda dos papa-pilhas]]></title>

<pubDate>Qua, 27 Ago 2008 13:55:06 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080827_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A sua empresa quer colaborar para que o descarte de pilhas e baterias seja feito de maneira ecologicamente correta? Peça ajuda ao programa <a href="http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade/index.htm?stUrl=/sustentabilidadenobancoreal/praticasdegestao/Paginas/papapilhas.aspx">Papa-pilhas</a>, do Real. Ele foi criado no final de 2006, quando o banco colocou 155 pontos de coleta em agências das cidades de São Paulo, Campinas e João Pessoa. Os resíduos passaram então a ser recolhidos e encaminhados para a Suzaquim, única empresa licenciada no país para realizar esse trabalho de reciclagem, com sede na cidade de Suzano, interior de São Paulo. De lá para cá, o Papa-pilhas cresceu. Hoje, são 1018 pontos de coleta em todos os 27 estados brasileiros e mais de 102 toneladas de resíduos coletados - nos estados de São Paulo e Pernambuco, 100% das agências do banco participam do programa. A meta é chegar a 9 000 papa-pilhas em 2010 - desses, 4 600 estarão instalados em escolas.</p><p>O programa deu tão certo e chamou tanta atenção de órgãos públicos e empresas que, em julho deste ano, o Real decidiu transformá-lo num &quot;serviço&quot; e oferecê-lo ao mercado. O banco vendeu recentemente, por exemplo, o programa para a operadora TIM, que deve ter até o final do ano, 712 postos de coleta nas suas lojas no Rio de Janeiro. Segundo Victor Hugo Kamphorst, consultor socioambiental do Real, o banco está negociando a expansão do Papa-pilhas para outras empresas.</p><p>Como usei o verbo &quot;vender&quot;, vou deixar uma coisa clara: o Real não está lucrando com o Papa-pilhas, mas cobrando um valor x da TIM para bancar os custos do programa. Entre eles, o logístico, que é mais pesado e representa 60% do total. Só para o banco, o Papa-pilhas custa, por ano, cinco milhões de reais. </p><p>Importante: pilhas e baterias são resíduos &quot;classe 1&quot;, ou seja, considerados extremamente perigosos por apresentarem riscos à saúde humana e ao meio ambiente. A Suzaquim usa as pilhas e as baterias para produzir óxidos e sais metálicos que são vendidos para a indústria de tintas. Do processo de reciclagem sobra ainda uma borra, que é vendida às cimenteiras. Vamos lá empresas ... juntem-se ao Real e à Tim e espalhem papa-pilhas por aí ... </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A polêmica do microcrédito - Parte 1]]></title>

<pubDate>Qui, 21 Ago 2008 20:42:46 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080821_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Qual o limite para o lucro obtido pelas instituições financeiras que oferecem microcrédito à população de baixa renda? Para o bangladeshiano Muhammad Yunus, o criador do Grameen - o banco de microcrédito mais famoso do mundo - ele deve ser modesto. &quot;Quem cobra juros altos e lucra demais oferecendo empréstimos aos pobres é agiota - e não deve usar o termo microcrédito para se referir ao negócio&quot;, me disse Yunus, numa entrevista concedida recentemente para uma reportagem que fiz sobre o tema. Ela está na última edição da revista Exame e chegou hoje às bancas. </p><p>Ao lado de Yunus na luta contra supostos &quot;agiotas&quot; estão pessoas como o americano <a href="http://www.sipa.columbia.edu/academics/directory/cw2361-fac.html">Chuck Waterfield</a>, um renomado professor de Columbia que é considerado um dos maiores especialistas do mundo no tema. Waterfield é o homem por trás da <a href="http://mftransparency.org/">Microfinance Transparency</a> ( &quot;Transparência em microfinanças&quot;), uma ONG criada há menos de um mês com uma missão nada modesta de monitorar o comportamento de instituições de microcrédito em todo o mundo - ou seja, mostrar com clareza e objetividade o que cada uma realmente cobra de juros dos pobres. </p><p>Agora vamos a um outro fato importante: toda essa discussão sobre o quanto é legítimo lucrar com microcrédito tem como protagonistas, além de Yunus, é claro, os dois presidentes do <a href="http://www.compartamos.com/wps/portal">Compartamos</a>, um banco mexicano que, na opinião do prêmio Nobel, está lucrando demais da conta com seus empréstimos à população de baixa renda. Mas essa é a opinião de Yunus, Waterfield ... não necessariamente a de toda a comunidade envolvida nesse negócio. Há também muita gente que é fã do Compartamos, embora essas pessoas sejam mais discretas e cautelosas ao revelar a sua admiração pelo banco. O Compartamos, acreditem, nasceu como uma ONG, no início da década de 90, se transformou em empresa e, hoje, é um dos bancos mais rentáveis do México. Ele abriu seu capital em abril do ano passado e levantou 458 milhões de dólares. Conversei com Carlos Danel, co-presidente do Compartamos, para a mesma reportagem, e vou colocar alguns trechos da nossa conversa aqui para vocês:</p><p><strong>Você imaginava que o IPO do banco chamaria tanta atenção e despertaria tanta polêmica mundo afora?</strong></p><p>Sim, sabíamos que seria uma transação emblemática e que despertaria o interesse das pessoas, como outras investidas que fizemos no passado. Eu me lembro que nós também causamos barulho quando deixamos de ser uma instituição sem fins lucrativos para nos transformar numa financeira e depois num banco. O processo formal para o IPO começou em dezembro de 1996, mas começamos a pensar sobre a sua viabilidade muito antes disso. Quando criamos a financeira em 1998, o nosso acordo de acionistas já registrava a intenção de nos tornamos uma empresa pública assim que fosse possível. Sempre acreditamos que só assim poderíamos oferecer ao mercado um modelo de negócio que acabaria com o fosso que existe entre o negócio de microcrédito e o sistema financeiro tradicional ... que só assim atrairíamos mais investidores privados e, consequentemente, mais competição, que é o que permite que os pobres tenham acesso a serviços e produtos financeiros cada vez melhores.</p><p><strong>Como você se sente em relação às críticas de que o Compartamos está no &quot;caminho errado&quot;, distorcendo o conceito de microcrédito?</strong></p><p>Não concordo com as críticas. No geral, o nosso IPO provocou uma discussão positiva. Forçou a indústria a pensar mais sobre os seus modelos de negócio e quais são as suas fraquezas e forças. E isso faz parte da construção de um mercado.<br /> <br /><strong>Mas não é intrigante que um banco que empresta dinheiro para pobres seja hoje um dos mais rentáveis do México? Podemos culpar as taxas de juros anuais de 79% por isso?</strong></p><p>Publicamos recentemente um documento, o <a href="http://www.compartamos.com/wps/wcm/connect/?MOD=PDMProxy&TYPE=personalization&ID=NONE&KEY=NONE&LIBRARY=%2FcontentRoot%2Ficm%3Alibraries&FOLDER=%2FAcerca+de+Compartamos%2FDocumentos+es%2F&DOC_NAME=%2FcontentRoot%2Ficm%3Alibraries%2FAcerca+de+Compartamos%2FDocumentos+es%2FAlettertoourpeers.pdf&VERSION_NAME=NONE&VERSION_DATE=NONE&IGNORE_CACHE=false&CONVERT=text/html&MUST_CONVERT=false">Letter to Our Peers</a>, e nela explicamos bem a nossa estrutura de custos e porque cobramos essas taxas. E uma vez que falamos em custos, caímos na discussão da rentabilidade e o fato é que não acreditamos que um banco tem de ser mais lucrativo porque empresta pra pobre. Essa não é a <br />questão. Achamos que é mais importante ser mais lucrativo que a média dos bancos mexicanos porque só assim vamos convencer mais gente a participar desse mercado. O Compartamos nunca será capaz de oferecer microcrédito para toda a população do México ou do mundo. Por isso precisamos que muito mais instituições participem desse mercado. Se almejássemos apenas ser rentáveis como qualquer outro banco do México - e não o mais rentável - qual seria o incentivo para que os investidores apostassem na gente? Num mercado novo, que é tido como mais arriscado que o dos bancos tradicionais? Nenhum. Só atraímos muitos investidores para o nosso IPO porque nossos lucros são mais altos.  </p><p><strong>Ao contrário de Yunus e outros entusiastas do microcrédito ... vocês dizem publicamente que a missão do Compartamos não é aliviar a pobreza ...</strong> </p><p>Sim. Nossa missão é oferecer oportunidades para que nossos clientes de baixa renda possam se desenvolver. Um dos pecados da indústria de microcrédito foi superestimar o seu poder de aliviar a pobreza. Um cliente nosso que classificamos como D- ganha 10 dólares por dia. Em grande parte da literatura de microcrédito e do marketing dessa indústria fala-se sobre pessoas que ganham um ou dois dólares por dia. Nós não lidamos com essas pessoas porque não acreditamos que alguém que ganha um ou dois dólares por dia pode fazer algo produtivo com um empréstimo. Elas têm necessidades mais urgentes. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre o consumo das máquinas de lavar e secar]]></title>

<pubDate>Sex, 15 Ago 2008 20:24:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080815_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[As vendas das máquinas de lavar e secar roupa com abertura na frente, as chamadas &quot;front-loading&quot;, estão crescendo no país. Em 2006, foram vendidas 5 400 unidades. Em 2007, esse número saltou para 22.844 - um crescimento de 323% ( tudo bem, sei que a base ainda é ridícula) Mas qual a importância disso? Para quem não sabe, essas máquinas consomem menos energia e menos água que as lavadoras com abertura na parte superior. &quot;Devagarzinho vamos chegar lá&quot;, afirma Edson Grottoli, presidente da BSH, empresa dona das marcas de eletrodomésticos de linha branca Bosch e Continental, e entusiasta das &quot;front-loading&quot;. Como já disse lá trás, num outro post, as máquinas desse modelo já dominam o mercado da Europa, onde os consumidores são mais parcimoniosos com o uso dos recursos naturais e do dinheiro. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O verde que não é etanol]]></title>

<pubDate>Qua, 06 Ago 2008 16:43:40 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080806_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Um combustível líquido feito de plantas, quimicamente idêntico ao petróleo e, tchan, tchan, tchan ... ecologicamente correto. Trata-se do etanol? Não. Esse não exige grandes extensões de terra. Além do quê, a matéria-prima usada para produzi-lo não poderia ser mais abundante. Quem tem o produto mágico, segundo o jornal inglês <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jul/31/biofuels.travelandtransport">The Guardian</a>, é a <a href="http://www.sapphireenergy.com/">Sapphire Energy</a>, uma empresa sediada em San Diego, nos Estados Unidos. Ela teria descoberto o que batizou de &quot;petróleo verde&quot; - uma mistura à base de algas da qual é possível extrair combustível para movimentar carros e aviões. Ao ser queimado, o &quot;petróleo verde&quot; só emitiria a quantidade de dióxido de carbono que foi captada durante o período de crescimento da alga - ou seja, o processo de queima seria &quot;carbono-neutro&quot;. A Sapphire recebeu recentemente cerca de 50 milhões de dólares em investimentos de venture capital. É muita grana! Infelizmente, teremos de esperar um pouco pela tal maravilha: a produção em escala comercial do petróleo à base de algas deve acontecer num prazo mínimo de três anos. </p><p>E já que falei em investimento em tecnologias verdes ... coloco abaixo o link da reportagem que fiz em junho na EXAME sobre o &quot;que existe de espuma e de concreto&quot; por trás dessa onda. Se não leram ... </p><p><a href="http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0919/gestaoepessoas/m0160509.html">http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0919/gestaoepessoas/m0160509.html</a><br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Depois da China, as mazelas da Índia]]></title>

<pubDate>Dom, 03 Ago 2008 23:45:47 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080803_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Depois de muito deslumbramento com o crescimento econômico da China, felizmente o mundo acordou para as suas mazelas ambientais e sociais, certo? Sim, hoje fala-se muito da pujança econômica do país, mas também dos seus rios sujos - muitos deles mortos - do seu ar irrespirável, da sua política de tolerência zero aos direitos civis. Ufa! Antes tarde do que nunca fomos libertados da síndrome do &quot;viva o crescimento econômico burro - ou a qualquer custo&quot;. Ou, pelo menos, alguns de nós ... </p><p>Bem, agora é a vez da Índia também entrar na berlinda. Felizmente! Depois de muito deslumbramento - justificável, é bom que fique claro - com a indústria de tecnologia do país, Sr.Tata, Sr. Mittal e afins ... voltamos a ouvir falar do lado menos moderno e glamoroso do país. Numa das suas últimas edições, a revista inglesa The Economist dedica pouco mais de uma página - o que pra essa publicação é muita coisa - a uma <a href="http://www.economist.com/world/asia/displaystory.cfm?story_id=11751397">reportagem </a>sobre a poluição dos rios no país e os seus baixos índices de coleta e tratamento de esgoto. Leiam e fiquem pasmos. Afinal, o mesmo país que domina a indústria mundial de terceirização de serviços de tecnologia tem instalações para tratar apenas 18% dos bilhões de litros de esgoto que as suas cidades produzem diariamente, segundo dados oficiais. Devido às ineficiências do sistema, porém, o que é tratado, na prática, se resume a 13% - e isso numa estimativa super otimista (a título de comparação, a coisa no Brasil também é feia, mas estamos, sim, um pouco melhores: nosso índice de tratamento e coleta de esgoto é de cerca de 35%)</p><p>E pra onde vão os outros 87% que não são tratados na Índia? Para os rios. Entre eles, o Ganges. Por isso, a frase que melhor resume o cenário do país hoje é de <a href="http://www.time.com/time/specials/2007/article/0,28804,1652689_1652372_1652366,00.html">Sunita Narain</a>, uma ambientalista renomada no país e fora dele: &quot;Incredible India, drowning in its excreta&quot;. Vamos à tradução: Fantástica Índia, afogando nos seus excrementos. E a uma informação importante para saber que a frase carrega uma boa dose de ironia: &quot;<a href="http://incredibleindia.org/">Incredible India</a>&quot; é o slogan do Ministério do Turismo do país.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre um tal vazamento e a dificuldade nossa de sair da inércia]]></title>

<pubDate>Seg, 28 Jul 2008 00:09:10 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080728_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Às vezes a gente se enche de ânimo e decide ser um cidadão assim ... digamos, consciente. Há pelo menos três dias, tenho observado em frente ao prédio onde moro uma pequena cachoeira de água descendo entre o meio-fio (aqui em São Paulo chamam de &quot;guia&quot;) e o asfalto da rua. Saio e entro no prédio e lá está o filetão de água, aparentemente limpa, descendo morro abaixo. Não é a primeira vez que isso acontece e o meu impulso é sempre o mesmo: vou ligar para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O que acabo fazendo? Nada. Desta vez, impulsionada por uma neurose crescente em relação à escassez de água, venci a inércia e liguei para o 0800 da empresa. Confesso que estava me achando a rainha da cocada e pensei: com apenas uma ligação vou ajudar a Sabesp a resolver essa porcaria de vazamento. Não foi assim tão fácil. Depois de discar esse e aquele número e finalmente chegar numa atendente, escuto mais ou menos o seguinte: &quot;A senhora precisa nos informar o local exato do vazamento, caso contrário, não podemos fazer nada&quot;. Não entendi e argumentei: &quot;Você está dizendo que EU devo sair pela rua seguindo o filete de água para descobrir onde diabos está o vazamento?&quot; Ela respondeu: &quot;Sim. A Sabesp agradece a sua ajuda, mas só podemos mandar um técnico até aí se a senhora nos informar o lugar exato do vazamento&quot;. Fiquei brava e perdi um pouco a linha: &quot;Eu não sei de onde está vindo o vazamento, mas achei que bastaria informá-los de que há uma cachoeira passando em frente ao meu prédio há três dias e blá blá blá&quot;. Bem, entendi que não bastava e desliguei o telefone. Agora há pouco, vi que a água continuava a correr e comecei a elocubrar: &quot;De repente você tem de ir mesmo atrás da origem do vazamento. Essa cidade é um mundo e vai ver os caras recebem trotes todos os dias de gente reclamando de vazamento. Deve existir uma razão plausível pra eles agirem assim. Quer ajudar? Ajuda direito. Mexa o seu popozão Ana Luiza!&quot;. Decidi então seguir a água e, bingo, achei facinho a origem do vazamento sem andar nem mesmo um quarteirão. Imaginei então o que a atendente da Sabesp diria: &quot;Viu moça, precisava dar piti?&quot; Por outro lado, também pensei: &quot;Ora bolas, se o técnico tivesse vindo até o meu prédio teria tido a mesma facilidade. E se eu fosse uma senhora de 80 anos? E se o vazamento estivesse localizado cinco quarteirões acima?&quot;. Bem, parei de divagar, liguei para a Sabesp de novo e informei o local certinho do bendito vazamento. A moça pediu que eu anotasse o protocolo do atendimento e disse que, no prazo máximo de 24 horas, tomariam as providências. Agora é só esperar. E chega agora desse assunto que parece que eu estou sem assunto.</font /><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[É o nosso etanol lá fora ... ]]></title>

<pubDate>Seg, 07 Jul 2008 12:42:52 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080707_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Depois de meses de ataque ao etanol brasileiro - e o papel nefasto que ele desempenharia na questão da fome mundial e blá blá blá - começam a ficar claros os sinais de que os esforços da UNICA ( União da Indústria de Cana-de-Açúcar) - para provar a idoneidade do nosso combustível lá fora estão funcionando. Em abril, a minha colega Fabiane Stefano escreveu no seu blog <a href="http://portalexame.abril.com.br/blogs/mundoagro/listar2.shtml">sobre o sociólogo suíço Jean Ziegler</a> - que de inimigo ferrenho do setor sucroalcooleiro passou a defender o etanol brasileiro. Mais recentemente, foi a vez da renomada revista inglesa <a href="http://www.economist.com/world/la/displaystory.cfm?story_id=11632886">The Economist</a> sair em defesa do combustível: <em>&quot;Alguns ambientalistas dizem que o crescimento da cana-de-açúcar está causando desmatamento na Amazônia. Isso não é verdade&quot;. </em>O blog verde do jornal The Wall Street Journal, o <a href="http://blogs.wsj.com/environmentalcapital/2008/07/01/biofuels-battle-tear-down-the-brazilian-wall/">Enviromental Capital</a>, também comentou o apoio do senador americano republicano Richard Lugar ao nosso combustível.</p><p>Bem, agora é a hora de seduzir os consumidores americanos a respeito das vantagens do &quot;sugarcane ethanol&quot;. Para isso, a Unica começou a veicular nos Estados Unidos, na sexta-feira, dia 4 de julho - dia da Independência e feriado mais importante do país - uma campanha publicitária. A idéia dos anúncios é alertar os cidadãos do país, que estão comendo o pão que o diabo amassou com a alta do preço do petróleo, sobre o quanto o etanol brasileiro poderia ajudá-los a economizar. Desde que .... tchan tchan tchan, a tarifa de 54 centavos de dólar por galão, imposta ao combustível brasileiro, deixasse de existir. </p><p>Dêem uma olhada na campanha. Não achei lá grande coisa o anúncio para TV, mas não deixa de ser interessante ver os interesses do país sendo defendidos lá fora ...</p><p><a href="http://www.sugarcaneethanolfacts.com/media-room.html">http://www.sugarcaneethanolfacts.com/media-room.html</a></p><p>( ah ... e a Europa também vem sendo alvo de uma campanha da Unica, desde junho. Lá, porém, o apelo do etanol é menos o bolso e mais o lado &quot;ecologicamente correto&quot; do combustível)</p><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Salvem as samambaias!]]></title>

<pubDate>Ter, 17 Jun 2008 20:55:42 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080617_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[É fato que não dou muitas risadas escrevendo sobre sustentabilidade. Afinal, rir do quê? Do aumento das emissões de carbono e da concentração de renda? Não dá. Mas na semana passada, recebi um e-mail de uma fonte da ONG Amigos da Terra com um link e o seguinte comentário: &quot;Ana, é inacreditável o nível a que chegamos...&quot; . Conhecendo a seriedade da figura, pensei: vou ler isso depois com mais calma. Deveria ter visto na hora e aliviado a tensão. Façam o mesmo, AGORA, e conheçam a estratégia de sustentabilidade de uma certa empresa - baseada no uso de papel &quot;ambientalmente correto&quot; - e endossada pela Mulher Samambaia (e ganhe um bônus da bonitona entrando num dos links no quadrinho verde):<p /><div></div><p /><p><a href="http://www.trattosolo.com.br/index.asp?ir=politica.asp">http://www.trattosolo.com.br/index.asp?ir=politica.asp</a></p><div></div>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A Petrobras, a Anfavea, a ANP ... e o nosso diesel letal]]></title>

<pubDate>Sex, 06 Jun 2008 20:45:52 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080606_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Estou com 32 anos e, há nove, deixei a universidade. Ou seja, já faz um bom tempo que não assisto a palestras acaloradas, nas quais essa ou aquela declaração levam a massa de ouvintes presentes a bater palmas com força, a assoviar como sinal de aprovação ou vaiar em resposta a algo dito. No final da semana passada, porém, tive um momento &quot;flash-back&quot; desses tempos de universidade. E ele se deu durante um dos últimos painéis da Conferência Internacional Ethos 2008, realizada aqui em São Paulo, quando a platéia formada por centenas de pessoas reagiu de maneira entusiasmada às declarações de Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, que culpou a Petrobras, a Anfavea (que representa a indústria automotiva) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) por tirarem anos de vida das pessoas que moram na capital paulista.</p><p>Petrobras? Anfavea? Anos de vida? Sim. Para quem não sabe - e ninguém, digo ninguém, tem obrigação de acompanhar todos os perrengues ambientais em curso hoje no país - Petrobras, montadoras e ANP são as grandes protagonistas da novela do enxofre no diesel, uma história cabeluda que eu vou tentar resumir aqui para vocês: de acordo com a resolução 315 do Conselho  Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada em 2002, o limite do teor de enxofre no diesel distribuído no Brasil deve ser de 50 partes por milhão (ppm) a partir de janeiro de 2009. Atualmente, ônibus e caminhões pesados consomem um diesel que possui uma concentração de enxofre de 500 ppm nas regiões metropolitanas e de 2 000 ppm, no interior do país. Um horror, porque o enxofre é cancerígeno. Segundo estudos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ele tira cerca de um ano e meio de vida dos jovens na capital paulista - e três anos de crianças e idosos. Uma noção mais claro do veneno que respiramos? Na Europa a determinação é de que a concentração de enxofre no diesel não seja superior a 10 ppm. </p><p>O fato é que a ANP demorou de 2002 até setembro do ano passado para definir as especificações técnicas do diesel mais limpo, e durante esse período todo, a Petrobras e montadoras simplesmente não se mexeram. Ou seja, a Petrobras não se preparou para produzir o tal disel e as montadoras não adequaram os veículos para recebê-lo. No final do ano passado, porém, por pressão do Ministério Público, a Petrobras anunciou que colocaria à venda até janeiro de 2009 o combustível mais limpo, conforme determina a lei. Condicionou a ação, no entanto, à produção dos carros readequados. Além disso, declarou durante o evento do Ethos, por meio do seu representante, o gerente Frederico Kremer, que terá condições de abastecer apenas 8% desses veículos. Do outro lado do jogo do empurra, o presidente da Anfavea, Henry Joseph Jr., culpou a Petrobras por não ter fornecido há mais tempo o diesel mais limpo para que os testes nos veículos pudessem ser feitos. Disse, porém, que eles estão sendo conduzidos, mas que não pode responder, em nome das montadoras, quando conseguirão entregar os carros adaptados.</p><p>Eduardo Jorge não mediu palavras e disse que a Petrobras, a Anfavea e a ANP estão praticando uma verdadeira conspiração contra a saúde pública. Foi ovacionado pela platéia. Um detalhe importante: a Petrobras era uma das grandes patrocinadoras da conferência do Ethos. Ainda assim, felizmente, teve o seu telhadão - nada sustentável de vidro - apedrejado.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O Prêmio Nobel também lamenta]]></title>

<pubDate>Qua, 28 Mai 2008 13:21:04 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080528_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><font color="#000000">Para chamar a atenção da opinião pública para o <a href="http://www.comunicacaoesustentabilidade.com/">I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade</a>, que vai acontecer em Brasília, nos dias 11 e 12 de junho, os organizadores do evento pediram na semana passada a uma de suas atrações mais ilustres, o cientista indiano Rajendra K. Pachauri, que fizesse alguma declaração sobre o Brasil. Só lembrado: Pachauri é presidente do <a href="http://www.ipcc.ch/index.htm">Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas</a> (IPCC) e ganhou, no ano passado, juntamente com o ex-vice presidente americano Al Gore, o Prêmio Nobel da Paz. E adivinhem sobre o que ele quis falar? Sobre a renúncia da ministra Marina Silva. Reproduzi abaixo, com exclusividade, as palavras do cientista .... ( e prometo não falar mais sobre isso e me concentrar na nova gestão do ministério).</font></p><p><font color="#000000"><em>&quot;Quando a Senadora Marina Silva foi nomeada para assumir o Ministério do Meio Ambiente no Brasil, este fato me pareceu um passo extremamente incomum, porque ela trazia consigo uma história de uma cidadã comum que ativamente militava pelas causas ambientais. Como Ministra, ela continuou a colocar em prática suas crenças e assegurar que as riquezas da floresta e do ecossistema da Amazônia fossem totalmente protegidas. A saída da Ministra vem como uma surpresa e desapontou alguns de seus admiradores. As florestas tropicais na Amazônia são tesouros naturais que a humanidade deve proteger e conservar, indiferentemente da nacionalidade, incluindo iniciativas internacionais que possam ajudar neste esforço. Apesar da Sra. Marina Silva não ser mais ministra, é esperado que ela seja capaz de multiplicar esforços mesmo fora do governo&quot;</em></font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Marina e as batalhas perdidas]]></title>

<pubDate>Qua, 14 Mai 2008 17:02:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080514_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Vou me juntar ao time dos ambientalistas - do país e do exterior - que lamentaram a demissão da ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Ontem, quando fiquei sabendo da notícia, tentei engatar uma conversa com um amigo &quot;verde&quot; pelo msn, mas ela não foi longe. Ele simplesmente disse: &quot;ah Ana, você ficou surpresa? Demorou até demais, né?&quot; É verdade. Marina se enfiou num monte de batalhas polêmicas e ganhou poucas. Era contra, por exemplo, a construção de usinas hidrelétricas na região amazônica - mas as obras no Rio Madeira estão aí a todo vapor, para provar que a batalha foi inglória. Tinha uma postura, digamos, prudente, a respeito dos biocombustíveis e do seu impacto sobre o meio ambiente - assim como várias das minhas fontes que entendem do assunto e têm bom senso. Lula, em contrapartida, fica simplesmente eufórico quando abre a boca para falar sobre o tema e não questiona nada. Marina sempre foi verdadeira quanto aos avanços e retrocessos na luta contra o desmatamento. O presidente sempre gostou de botar panos quentes quando os fatos não eram lá muito favoráveis. Ou seja, o que diabos afinal ela estava ali fazendo ali? Não muito, mesmo. Faltou, sim, gestão e medidas práticas ao Ministério do Meio Ambiente. É o que os especialistas, incluindo muitos fãs de Marina, dizem. Era simplesmente reconfortante, porém, saber que alguém honesto e bem intencionado estava ali.</p><p>(Há pouco foi anunciado que Carlos Minc, até então secretário do meio ambiente do Rio de Janeiro, assumirá o posto. Fora do país, Marina é respeitadíssima. Resta saber se Minc herdará esse prestígio ... algo crucial sobretudo agora, quando a &quot;idoneidade&quot; do nosso etanol está na berlinda )</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Festa em Washington]]></title>

<pubDate>Ter, 13 Mai 2008 16:48:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080513_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Executivos dos bancos Itaú e Real estiveram durante toda a semana passada em Washington, nos Estados Unidos. Lá, na companhia de profissionais de outros quase 50 bancos do mundo todo, se reuniram para celebrar o aniversário de cinco anos dos <a href="http://www.equator-principles.com/">Princípios do Equador</a> (PE) e discutir a sua &quot;governança&quot;. Lembrando: os PE são um conjunto de diretrizes socioambientais que os próprios bancos criaram em 2003 para pautar a concessão de crédito para grandes projetos. A discussão a respeito da governança da iniciativa se tornou necessária por dois motivos. O primeiro, e mais importante, diz respeito às críticas de muitas ONGs, que afirmam que falta transparência ao movimento. Ou seja, os bancos vão lá e fazem um marketing danado sobre terem adotado os princípios, mas revelam muito pouco a respeito dos empréstimos concedidos. Resultado: fica difícil saber se, na hora do vamos ver, do &quot;emprestar ou não emprestar - eis a questão&quot;, essas instituições financeiras realmente fazem o que pregam. &quot;Com a governança definida, os bancos terão de seguir um modelo mínimo para reportar a adoção dos princípios&quot;, diz Cris Ronza, especialista em risco socioambiental do Real. O tal modelo, afirma ela, estará disponível no site dos PE em junho.</p><p>O segundo motivo é o seguinte: como o número de bancos signatários cresceu demais - são cerca de 60 hoje - será preciso começar a pagar pessoas para realizar tarefas que, até então, vinham sendo executadas de maneira voluntária. Alguém de um banco se encarregava, por exemplo, de atualizar o site na internet. &quot;Quando éramos apenas dez bancos, bastava uma sala para que nos reuníssemos&quot;, diz Marcelo Campos Battisti, responsável pela área de análise de risco socioambiental do Itaú. &quot;Hoje, isso é impossível&quot;. Por isso, os signatários começarão a pagar uma espécie de anuidade para que uma pequena estrutura seja criada para dar conta dessas tarefas. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Festa em Washington - 2]]></title>

<pubDate>Ter, 13 Mai 2008 16:41:01 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080513_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Em Washington, os bancos que participaram do último encontro dos Princípios do Equador tomaram várias decisões. Entre elas, a de que vão se esforçar para trazer bancos chineses para a iniciativa. Hoje, não há sequer um signatário do país. Segundo Battisti, do Itaú, o Banco Industrial da China já demonstrou interesse e deverá enviar, em breve, uma delegação ao Brasil para conhecer a operação do banco brasileiro e como ele vem adotando os princípios. Um banco chinês adotando critérios socioambientais na concessão de crédito? Parece piada, mas o executivo do Itaú falou sério. Que prato cheio para os ONGS ... que regozijo!]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Site e propaganda para fazer você reciclar a caixa de leite]]></title>

<pubDate>Ter, 29 Abr 2008 16:02:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080429_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Vale a pena dar uma olhada na última iniciativa que a operação brasileira da sueca Tetra Pak lançou para aumentar os índices de reciclagem do seu produto no país: a embalagem longa vida. Trata-se do site <a href="http://www.rotadareciclagem.com.br/">http://www.rotadareciclagem.com.br</a>. Na prática, funciona assim: você vai lá e digita qualquer endereço e o site te informa, com a ajuda do software Google Maps, onde estão os postos de entrega voluntária (PEV), cooperativas de catadores e &quot;comércios&quot; (locais que compram material reciclável), mais próximos. Ou seja, você pode descobrir que, bem perto da sua casa, pode haver um local onde você deixará as suas embalagens Tetra Pak para que, em vez de ser destinadas a aterros sanitários, elas recebam um fim mais apropriado.</p><p><br />Já há algum tempo, a Tetra Pak ajuda algumas dezenas de pequenas empresas espalhadas pelo país a transformar suas embalagens em vassouras, chapas (semelhantes ao compensado de madeira) e telhas para uso na construção civil, entre outros produtos. Mais recentemente, a companhia também participou do desenvolvimento de uma tecnologia que permite reaproveitar o composto de plástico e alumínio - a camada prateada presente no interior das caixas longa vida. Graças a essa inovação, o alumínio volta para a Alcoa, na forma de lingotes, e o plástico é transformado em parafina, que é vendido a fabricantes de solventes. A empresa também apóia centenas de cooperativas de catadores pelo país todo. Com todos esses esforços, o índice de reciclagem das embalagens longa vida no país em 2007 foi de 25,5%. Parece pouco, mas ele representa, sim, um avanço. Afinal, em 2002, o percentual era de 15%. Enquanto isso, o índice mundial, em 2006, não superou 16%. A Tetra Pak, porém, quer fazer mais para diminuir o seu impacto ambiental. Prova disso é que, ainda esse ano, espera colocar na TV uma campanha publicitária ambiciosa chamando os consumidores para ajudá-la a aumentar esse índice. Fernando Von Zuben, executivo de meio ambiente da empresa, não me revelou o quanto será investido no esforço de marketing para as massas. Ele me disse apenas que as negociações com a matriz para a conquista da verba começaram em outubro de 2007 e o sinal verde veio na semana passada. &quot;Estamos evoluindo num ritmo bom&quot;, diz ele. &quot;Mas achamos que é hora de acelerar esse processo fazendo uma grande campanha de conscientização&quot;. É esperar pra ver. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Microcrédito que deu certo?]]></title>

<pubDate>Qua, 16 Abr 2008 13:02:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080416_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Acabo de ganhar, em primeira mão, o livro &quot;Real Microcrédito - transformando a realidade&quot;. Como o título sugere, a publicação do ABNAmro Real conta a saga do banco para colocar de pé a sua operação de microcrédito. Segundo um executivo da empresa, ele teria sido escrito por dois motivos. O primeiro é mesmo registrar a história - idas e vindas, sucessos e tropeços da operação -, uma vez que importantes profissionais envolvidos na implantação do negócio ao longo dos últimos cinco anos já deixaram a empresa. O segundo, e talvez o mais importante - é oficializar o fato de que, supostamente, o Real teria achado a fórmula para fazer dar certo a sua operação de microcrédito. Confesso que só li até agora a introdução, e lá está o seguinte trecho:</p><p><em>&quot;Pouco mais de cinco anos depois, a Real Microcrédito se prepara para terminar o ano de 2007 com uma equipe de mais de 250 agentes de crédito, trabalhando em mais de 200 municípios, com 55 000 clientes e uma carteira de 62 milhões de reais em crédito. Com esses números, o programa, hoje uma realidade sedimentada no banco, espera atingir a autonomia financeira e seu lugar como negócio lucrativo já em 2008, o que seus idealizadores garantem ser possível ...&quot;</em></p><p>Num almoço no ano passado, um ex-executivo de uma grande instituição financeira privada, hoje no IFC - o braço privado do Banco Mundial -, falou que os bancos estavam quebrando a cabeça para ganhar dinheiro com suas operações de microcrédito, e foi categórico: por enquanto, estão todos perdendo dinheiro. Numa palestra, porém, em Florianópolis, em novembro, Fabio Barbosa, presidente do ABN, disse que o banco tinha penado bastante, mas tinha descoberto, sim, o caminho das pedras. Cética, estou esperando pra ver. Breve, breve o Real promete revelar números, como prometido no livro.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Interessado em certificação? Esse é o evento]]></title>

<pubDate>Ter, 15 Abr 2008 17:39:03 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080415_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Começa amanhã, dia 16, e vai até sexta-feira, aqui em São Paulo, a <a href="http://www.brasilcertificado.com.br/">III Feira Brasil Certificado</a>, o evento mais importante do país sobre certificação. Quem o organiza é a <a href="http://www.imaflora.org/">Imaflora</a>, ONG dedicada à promoção do uso sustentável da madeira e de outros ativos naturais, em parceria com uma série de outras entidades. Embora use o nome &quot;feira&quot;, o objetivo da iniciativa é menos fomentar a venda de produtos certificados - embora estejam lá cerca de 40 expositores-, e mais disseminar o conceito da certificação, promover discussões sobre o tema, com a presença de especialistas do Brasil e de fora. Tentei me inscrever para participar de um dos painéis - que tem como tema a certificação florestal como instrumento de compras responsáveis -, mas foi tarde demais. Não havia mais vagas (esse painel, particularmente, vai contar com a presença de um político de uma cidade da Holanda, de alguém da área de compras da prefeitura de São Paulo, e de uma executiva da rede varejista Wal-Mart, que tem privilegiado a compra de produtos certificados). </p><p>A área de florestas certificadas no mundo - que tem o selo do Conselho de Manejo Florestal (na sigla em inglês, <a href="http://www.fsc.org.br/">FSC</a>), o mais respeitado mundialmente, cresceu cerca de 10 milhões de hectares no ano passado, e atingiu a marca de 94 milhões de hectares, em 74 países. Cresceu também o número de certificados para a cadeia de custódia, ou seja, de empresas que possuem o selo verde porque processam e/ou comercializam produtos feitos com matéria-prima de floresta certificada ou de origem controlada segundo as normas do FSC. E aqui, entra de tudo: de gráficas a marcenarias e designers de móveis, passando por empresas de embalagens e de cosméticos, que podem usar plantas certificadas como o cupuaçu e a andiroba na composição de seus produtos. Em 2007, eram 5 400 empresas certificadas no mundo todo, hoje já somam 7 700. Para o Brasil, os números são os seguintes: cinco milhões de hectares de florestas certificadas e 212 certificados de cadeia de custódia. Estima-se que, no mundo, o comércio de produtos com o selo FSC tenha movimentado cerca de 20 bilhões de dólares em 2007. Não há uma estimativa para o Brasil. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Nosso futuro nas grandes cidades]]></title>

<pubDate>Qui, 03 Abr 2008 13:04:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080403_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p><em>&quot;Sei que muita gente no Brasil se orgulha do fato de que a cidade de São Paulo tem mais helicópteros no céu do que Nova York, mas eu realmente não sei se isso é algo que deva ser motivo de orgulho ... ter um transporte público eficiente é algo mais louvável, inteligente...&quot;</em></p><p>A declaração acima veio à tona numa conversa informal que tive essa semana com o alemão Wolfgang Nowak, numa sala do Hotel Renaissance, aqui em São Paulo. E ela foi motivada porque discutíamos os problemas das grandes metrópoles do mundo quando, pela janela de vidro enorme da sala na qual estávamos, passou um helicóptero. Nowak, que já ocupou vários cargos importantes no governo da Alemanha - entre eles, o de secretário de estado - estava no país para organizar a edição brasileira do <a href="http://www.urban-age.net/">Urban Age</a> - uma iniciativa financiada pelo Alfred Herrhausen Society, o braço social do Deutsche Bank, com o apoio da London Business School. Isso significa que, nos dias 5 e 6 de dezembro desse ano, num local ainda a ser escolhido, especialistas renomados do Brasil e de todo o mundo - entre urbanistas, arquitetos, cientistas e políticos - se reunirão na maior metrópole brasileira para discutir o seu futuro, e como ele poderá ser menos sorumbático. Eventos semelhantes já foram realizados, de 2005 pra cá, em Nova York, Xangai, Londres, Cidade do México, Johanesburgo e Mumbai. Veja abaixo alguns trechos do bate-papo que tive com Nowak, um apaixonado pelo Brasil, onde veio pela primeira vez no ano passado, sobre a tal Urban Age:</p><p><strong>Como as cidades que participam desse projeto foram escolhidas?</strong></p><p>Todas elas têm algo em comum: o fato de serem máquinas econômicas bem sucedidas. São cidades que, muitas vezes, têm um crescimento maior do que o dos países nas quais elas estão. São cidades que terão um papel muito importante na economia mundial e vão competir entre si. E todas elas têm os mesmos desafios a enfrentar: poluição, transporte, migração, violência e desigualdade social. E escolhemos essas cidades porque todas elas não param de crescer. Sabe aquele best-seller O Mundo é Plano, do Thomas Friedman? Pois então, costumo dizer que o mundo não está se tornando plano, mas urbano. Estamos vivendo num mundo metropolitano.</p><p><strong>Friedman estava errado então ...</strong></p><p>De certa forma, sim (risos). Dentro de muito pouco tempo até 70% da população mundial estará vivendo em cidades e será preciso fazer alguma coisa em relação a isso. Todas as metrópoles se transformaram em máquinas de criar riqueza e máquinas de criar pobreza. </p><p><strong>Todas as metrópoles, inclusive as dos países desenvolvidos?</strong></p><p>Sim, todas, sem exceção. Londres, Nova York, Berlim, Mumbai, Xangai ... um relatório recente da UNU mostra que, até 2020, cerca de 1,4 bilhão de pessoas estarão morando em favelas. É preciso fazer algo para transpor esse fosso. Por isso decidimos juntar essas cidades - seus prefeitos, urbanistas, arquitetos, cidadãos e cientistas - para discutir seus problemas e soluções, ou encontrar novas soluções nesse processo de discussão.</p><p><strong>Porque imagino que cada uma dessas cidades tenha aprendido a lidar melhor com esse ou aquele dilema ... </strong></p><p>Sim, Nova York solucionou, de certa maneira, o problema do crime. Los Angeles também. Mas não dá para simplesmente tentar replicar as políticas que funcionaram num país em outro porque as culturas são diferentes, mas é sempre possível aprender alguma coisa. </p><p><strong>E qual o interesse do Deutsche Bank em financiar um projeto como esse?</strong></p><p>O nosso interesse é bem egoísta. O futuro da sociedade está nas cidades, certo? E só há bancos bem sucedidos em cidades bem sucedidas. Se as cidades fracassarem, como vem acontecendo até agora, nós, como banco, também fracassaremos. Uma maneira mais simpática de ver isso é assim: como negócio temos de distribuir três formas de dividendos. Primeiramente para os acionistas - e esse é, sem sombra de dúvida, o mais importante. Depois, para os funcionários - que é bem menor. O terceiro, que corresponde a cerca de 80 milhões de euros por ano, é dado pelo banco à sociedade, por meio de diferentes projetos culturais, ambientais e sociais. Não podemos solucionar todos os problemas das cidades nas quais operamos, mas podemos ajudar a encontrar soluções. </p><p><strong>Depois que os eventos aconteceram, e todas essas grandes discussões sobre os problemas urbanos vieram à tona nessas cidades ... ações realmente começaram a ser desenvolvidas? Ou seja, a coisa geralmente sai do plano das idéias e vira realidade? </strong></p><p>Sim, e isso é surpreendente. Em Johanesburgo, por exemplo, não acreditava que ninguém faria nada. Eles, porém, criaram uma rede para trocar informações sobre transporte público com a cidade de Bogotá, na Bolívia, que tem uma experiência de sucesso, e já estão se mexendo. O prefeito da cidade do México, Marcelo Ebrard está se mexendo, assim como Michael Bloomberg, de Nova York, que também participou ativamente do evento em 2005. </p><p><strong>Mas a iniciativa é apolítica, certo?</strong></p><p>Sim. Queremos que esses especialistas se reúnam em um terreno neutro e nunca dizemos que uma cidade deve fazer isso ou aquilo. É claro que somos viciados em transporte público, e isso nós não escondemos.</p><p><strong>Sobretudo nas últimas semanas temos discutido muito isso em São Paulo: o aumento do número de carros nas ruas, o caos que isso provoca no deslocamento das pessoas, as montadoras felizes com o aumento das vendas ... fizemos até uma reportagem na última edição da Exame sobre o tema. Como o que o senhor vê isso?</strong></p><p>E ridículo querer que as pessoas não tenham carros. É legítimo que elas queiram e possam ter. </p><p><strong>Sim, mas o ridículo é que elas queiram ter um carro porque o transporte público não funciona, certo?</strong></p><p>Sim, as pessoas podem ter carros, mas não necessariamente para ir ao trabalho, algo que elas deveriam poder fazer usando o transporte público, que é mais barato, mais democrático, mais ambientalmente correto. Devem ter carros para viajar com a família, passear nos fins de semana. Isso, sim, é legítimo e faz sentido. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Resíduos e grandes construtoras]]></title>

<pubDate>Qua, 26 Mar 2008 19:17:54 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080326_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>No meu último post, falei sobre lixo, resíduos da indústria de construção civil e, no final, levantei uma pergunta: tinha curiosidade de saber como algumas das grandes construtoras tratam seus resíduos. Fábio Villas Boas, diretor técnico da paulista Tecnisa, comentou o post respondendo ao meu questionamento. Como nem todo mundo, porém, lê os comentários, achei prudente e justo colocá-lo na íntegra aqui, logo abaixo (e aproveito de novo o tema para avisar que, no dia 3 de abril, no Rio de Janeiro, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), vai promover o Fórum de Eficiência Energética em Edificações, para discutir a quantas anda o conceito de ecoeficiência no setor.</p><p><em>Prezada Ana, <br />os números que você menciona na matéria &quot;O Boom imobiliário e seus impactos negativos&quot; não traduzem a realidade das empresas formais em geral, e particularmente daquelas nominalmente citadas. O tema sustentabilidade é preocupação constante em todos os nossos empreendimentos, sendo inúmeras as ações para mitigar os impactos da construção. Em primeiro lugar mais do que destinar corretamente os resíduos gerados, a principal providência, é a efetiva redução da produção destes resíduos, através de extenso planejamento, projetos modulares de produção, utilização de embalagens retornáveis, substituição de insumos que gerem resíduos significativos (exemplo tintas a base de água), reciclagem de resíduos (papelão, aço, plástico, metais em geral, madeira, vidro, etc.), reuso e outros. O Sinduscon São Paulo, através de projeto piloto, do qual a Tecnisa faz parte, desenvolveu o Programa &quot;Obra Limpa&quot; onde além das ações acima enumeradas foram deselvolvidas parcerias com ONG's, empresas de reciclagem, negociação com a indústria de insumos, educação dos funcionários não somente em relação ao canteiro de obras, mas de forma abrangente visando ações de cidadania aproveitáveis nos dia a dia de nossos funcionários, como a coleta seletiva, somente para dar um exemplo. Ainda falando das ações do Sinduscom SP, o COMASP, Comitê de Meio Ambiente, desenvolve programas voltados a sustentabilidade do setor, com parcerias com os órgãos governamentais e entidades privadas, não somente em relação aos resíduos, mas em toda a cadeia produtiva em quesitos ambientais, sociais e econômicos. Estas parcerias resultaram em manuais de utilização de madeiras, reuso de água, o verde na construção civil entre outros. Neste exato momento vários diretores técnicos de empresas do setor, participam ativamente de grupos de trabalho multidisciplinares especificamente para o tratamento de resíduos da construção civil. No ano passado foi criado o CBCS - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, com a participação de todos os intervenientes do mercado como projetistas, construtores, fornecedores, incorporadores, entidades de classe, escolas de engenharia, etc, com a clara missão de conscientizar todo o segmento em relação às práticas de sustentabilidade. Nós da Tecnisa estamos a seu dispor para detalhar estas e outras ações já implementadas e os diversos estudos em andamento para reduzir ainda mais os efeitos negativos de nossos empreendimentos. Atenciosamente,</em></p><p><em>Fabio Villas Bôas, diretor técnico da Tecnisa<br /></em></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O Boom imobiliário e seus impactos negativos]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Mar 2008 14:33:36 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080320_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Mera coincidência, mas esta semana acabei falando muito sobre prédios verdes, adoção de conceitos de sustentabilidade na construção civil e entulho de construção. Tudo começou ontem, com uma conversa matinal agradável, mas regada a números horrorosos, como o de que 80% dos municípios do Brasil simplesmente não têm aterro sanitário. Ou melhor, vou reformular a frase para torná-la ainda mais impactante: 80% dos municípios do país depositam seus resíduos em ... LIXÕES. Quem me falava sobre isso era Artur Cesar de Oliveira, diretor de meio ambiente da Nova Gerar, empresa da S.A. Paulista que gerencia, entre outras coisas, o aterro sanitário de mesmo nome, no município fluminense de Nova Iguaçu. Oliveira também repetiu um outro número que eu já tinha ouvido: o de que cerca de 30% do lixo de uma cidade como São Paulo é formado por entulhos de construção, ou seja, por resíduos da indústria da construção civil. Não estamos falando o tempo todo sobre o boom do mercado imobiliário e como as construtoras estão vivendo o seu melhor momento em décadas? E há melhor indicativo da pujança da nossa economia do que o barulho constante - e infernal - das obras a todo vapor em qualquer bairro de São Paulo? Pois bem, já que é assim, gostaria de saber o que as grandes construtoras como Gafisa, Cyrela, Tecnisa e WTorre fazem com seus entulhos. Mandam para aterros? Lixões? Eles são reaproveitados na fabricação de outros produtos? Informações a respeito serão bem vindas.]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Construções sustentáveis - e o que anda fazendo o GBC]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Mar 2008 14:24:38 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080320_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Hoje, voltei a falar sobre construções e sustentabilidade com Thassanee Wanick e Nelson Kawakami. Thassanee é diplomata, ambientalista e cônsul geral da Tailândia no Brasil. Kawakami, que é engenheiro naval e mestre em energia, foi diretor de infra-estrutura e logística do Banco ABNAmro Real para a América Latina. Ambos coordenam as atividades do Green Building Council no Brasil (GBC), uma ONG que tem a missão de disseminar conceitos de sustentabilidade para a indústria da construção civil. Na prática, o GBC - que nasceu nos Estados Unidos - é quem concede o LEED, o único selo verde para construções aceito internacionalmente. Conversamos sobre desperdício. Thassanee e Nelson me contaram que a construção de um prédio verde custa, em média, 5% a mais que a de um prédio convencional. A diferença, porém, fica ridícula quando pensamos que as perdas na construção de um prédio convencional podem chegar a 15% do valor da obra. </p><p>O GBC Brasil foi oficialmente reconhecido pelo World Green Bulding Council, uma entidade supracional que coordena todas as operações do GBC fora dos Estados Unidos, em meados do ano passado. E de lá pra cá, vem fazendo muitas coisas. Atualmente, 50 empreendimentos no país estão em processo de certificação. E aí gostaria de ressaltar algo muito importante: embora estejamos ouvindo um zumzumzum danado de várias construtoras sobre seus prédios verdes, e a sensação que temos é a de que já há dezenas deles espalhados pelo país, não caia nessa lorota: até <strong>agora, apenas um empreendimento no país possui a certificação.</strong> Trata-se de uma agência do ABNAmro Real, em São Paulo. A previsão do GBC é que a segunda certificação venha em meados do ano. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Um Maracanã verde?]]></title>

<pubDate>Qui, 20 Mar 2008 14:20:47 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080320_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Mas o papel do GBC Brasil vai muito além de conceder o selo verde. Inclusive, segundo me explicou Thassanee, a idéia é que a entidade  realize - e, obviamente, capte recursos - com uma série de outras atividades. No início do ano, por exemplo, a equipe da ONG treinou cerca de 30 engenheiros da prefeitura do Rio de Janeiro para que eles passem a adotar os conceitos de construção sustentável nas obras da cidade. O GBC também está trabalhando na reforma do prédio do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), responsável pelo planejamento urbano da cidade, e na construção de uma escola pública, que depois de certificada, servirá de modelo para outras do município. Thassanee também está negociando com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que as reformas e adaptações de estádios que terão de ser feitas para a Copa de 2014, como a do Maracanã, sigam os princípios. &quot;Temos de aproveitar todas as oportunidades para promover boas mudanças&quot;, afirma a cônsul, que é bióloga de formação e tem mestrado em gestão ambiental e de recursos naturais.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Do velório à festa - 1]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Mar 2008 20:54:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Muita gente fez cara de velório quando a compra do ABN Amro Real foi anunciada em meados do ano passado. O sentimento geral era de que a saga verde e social do banco tinha grandes chances de ter chegado ao fim. Valores? Produtos financeiros verdes? Microcrédito? Risco socioambiental na concessão de crédito? Transparência no relacionamento com clientes? Os espanhóis estariam interessados nisso? Muita gente achava que não. Eu também fiquei apreensiva, mas não conseguia conceber a idéia de que eles iriam jogar tudo na lata do lixo. Na semana passada, com o anúncio de que o paulista Fabio Barbosa, presidente do Real, assumiria a presidência do banco Santander no Brasil, a cara de velório de muita gente finalmente virou cara de festa e o sentimento geral - pelo menos até qualquer outra notícia - é o de que a saga vai, sim, continuar. Como sempre gosto de repetir, as políticas de sustentabilidade do Real não são perfeitas ou à prova de críticas. E o Fabio Barbosa, mesmo com aquela barba, não é um santo, apóstolo, ou algo do gênero. Ainda assim, o banco e o seu dirigente estão bem à frente da média, e isso já é bom o suficiente. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Do velório à festa - 2]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Mar 2008 20:43:21 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Para não ficar discursando sozinha sobre a nomeação de Fabio Barbosa, pedi no final da semana passada que algumas pessoas - bem mais entendidas do que eu no assunto - dessem depoimentos sobre o que acharam da decisão dos espanhóis. Vejam:<br /><br />&quot;A compra do Banco Real pelo Santander no ano passado deixou os ativistas da sustentabilidade apreensivos: o que seria de um banco comprometido com o conceito depois de engolido por um concorrente ainda não convertido ao novo paradigma da sustentabilidade? Ao longo dos meses, o Santander deu vários indícios de que manteria a estratégia e o posicionamento do Real. Os principais executivos permaneceram, inclusive os da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável, que lideram o processo de mudança no banco. Os principais projetos dessa área continuaram a todo vapor. O discurso era: &quot;O Santander nos comprou porque temos fortalezas. A estratégia de sustentabilidade é uma delas. Esperamos que continue&quot;. A confirmação de Fabio Barbosa na liderança do grupo no Brasil é mais um forte indício. Não diria que é derradeiro, é preciso esperar os resultados da fusão no dia-a-dia. Mas ajudará a manter os principais quadros do Real e transferir ao Santander o que ele tem de melhor, incluindo aí o ativo da sustentabilidade&quot;<br /><br /><em>Gustavo Pimentel, que coordena o Eco-Finanças, programa de finanças sustentáveis da Amigos da Terra, ONG que representa no Brasil a BankTrack, rede internacional composta por 18 organizações da sociedade civil, que monitora as operações das instituições financeiras privadas e seus impactos sobre as comunidades e o meio ambiente</em><br /><br />&quot;Essa indicação representa o seguinte:<br />- que não é necessário desrespeitar as pessoas para ser bem sucedido<br />- que não é necessário desrespeitar a sociedade para ser bem sucedido<br />- que não é necessário desrespeitar o meio ambiente para ser bem sucedido&quot;<br /><br /><em>José Luiz Majolo, ex-vice presidente do Real, hoje à frente da Terpenoil, que fabrica produtos de limpeza orgânicos para uso doméstico e industrial</em><br /><br />&quot;O anúncio de que o Fábio Barbosa ficará no comando das operações do Santander no Brasil é motivo de otimismo e satisfação porque mostra que a sustentabilidade agrega valor tangível aos negócios, mesmo sob o ângulo de observação de uma instituição financeira tradicionalmente focada em resultados econômicos e que só recentemente tem começado a discutir a incorporação de valores socioambientais no seu modelo de gestão. Mais uma vez, aflora claramente a percepção de que uma boa governança socioambiental é instrumento para o fortalecimento do próprio desempenho financeiro. Parabéns ao Santander!&quot;<br /><br /><em>Giovanni Barontini, da consultoria Fábrica Éthica Brasil, que coordena no país o Carbon Disclosure Project (CDP), uma iniciativa internacional criada por investidores institucionais para incentivar as empresas a divulgar informações sobre as suas políticas relacionadas às mudanças climáticas</em> ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Do velório à festa - 3 (sobre os despeitados)]]></title>

<pubDate>Ter, 04 Mar 2008 20:37:59 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080304_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Nem todo mundo deve ter ficado feliz com a nomeação de Fabio Barbosa para a presidência do Santander. E não estou falando dos concorrentes, que certamente terão mais trabalho pela frente, mas de um time deveras numeroso: o das pessoas que não gostam das empresas que tentam fazer a coisa certa. Na mesma semana em que veio à tona a notícia da compra do Real pelo Santander, no ano passado, ouvi a seguinte declaração entusiasmada de uma colega: &quot;Que delícia, agora eu quero ver aqueles espanhóis botarem aqueles verdinhos malas do Real pra trabalhar ... e vamos parar de ouvir aquele discurso xarope do Fabio Barbosa&quot;. Num tom bem mais ameno, ouvi frases semelhantes de uns dois executivos mais desbocados. Pra tristeza deles, os verdinhos e o discurso xarope não devem sair de cena. E, por favor, alguém já viu funcionário do Real abraçando árvore na rua, em vez de trabalhar? Eu nunca vi. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A Cruzada de Bloomberg]]></title>

<pubDate>Qui, 28 Fev 2008 10:40:08 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080228_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Inaugurei esse blog, em maio do ano passado, falando sobre o início da cruzada de Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, para transformar a cidade num ícone da sustentabilidade. Um ano depois, vê-se que Bloomberg não desistiu da empreitada. Ainda em junho de 2007, o prefeito lançou a diretriz de que a frota de 13 000 táxis amarelos da cidade deveria ser toda composta por carros híbridos no prazo máximo de cinco anos. Ontem, foi a vez dos táxis pretos, que atendem sobretudo clientes corporativos, entrarem na brincadeira. Bloomberg anunciou que a frota, que soma cerca de 10 000 veículos, também terá os próximos cinco anos para entrar na linha. Tudo faz parte do esforço do político para que, até 2030, Nova York tenha suas emissões de carbono reduzidas em 30%. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O aquecimento global e porque vamos ficar mais tristes]]></title>

<pubDate>Seg, 25 Fev 2008 14:15:23 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080225_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>&quot;Todo mundo está preocupado com a gestão dos recursos naturais e com as assustadoras e imprevisíveis mudanças no ecossistema. Nós nos preocupamos com quais áreas serão inundadas primeiro à medida que o nível dos oceanos sobe. Estimamos as probabilidades de guerras por água limpa, e calculamos quais as espécies  - ursos polares, baleias, pássaros - que se extinguirão. Mas também deveríamos nos preocupar com o grande sofrimento que o aquecimento global vai provocar na nossa saúde mental&quot;.</p><p>O trecho, traduzido livremente, é de um <a href="http://www.wired.com/techbiz/people/magazine/16-01/st_thompson">artigo</a> interessantíssimo da edição de janeiro da revista americana de tecnologia Wired: &quot;Luto Global - como a próxima vítima do aquecimento global será nossas mentes&quot;. A idéia do artigo, escrito por Clive Thompson, articulista de várias publicações importantes dos Estados Unidos, é a de que as mudanças que o aquecimento global provocará nos cenários aos quais estamos familiarizados nos deixarão deprimidos, sorumbáticos. Isso porque, como cidadãos do século XXI, por mais que nos consideremos cosmopolistas, modernos e desgarrados, somos ainda muito conectados à terra onde vivemos. &quot;Como eles (no caso, os novaiorquinos) reagirão se, daqui a 20 ou 30 anos, as suas árvores não suportarem o aumento de cinco graus na temperatura média? Ou se mosquitos estranhos infestarem a cidade, o outono se reduzir a um mês e a neve se transformar numa lembrança distante?&quot; </p><p>O gancho para o desabafo de Thompson são as pesquisas do filósofo australiano Glenn Albrecht. Elas mostram que os cidadãos do país estão ficando tristes à medida que o seu cenário - no sentido literal -, vem se modificando. A Austrália é um país cada dia mais seco e, consequentemente, mais poeirento. Muitas de suas cidades racionam água, recifes de coral estão morrendo e os agricultores têm feito estripulias para dar conta dos níveis de produtividade estabelecidos no passado. E todas essas mudanças, segundo ele, não têm passado despercebidas aos olhos das pessoas. Curiosamente, elas estão sentindo uma angústia semelhante à de populações indígenas que são realocadas à força para uma região desconhecida. &quot;Plantas com as quais eles estavam acostumados não crescem mais, jardins não vão pra frente. Passarinhos se foram. 'Eles não se sentem mais como se conhecessem o lugar que moram há décadas', diz o pesquisador&quot;. </p><p>Fiquei pensando no artigo e me lembrei de duas coisas. A primeira é a de que, quando pequena, no inverno, subia de manhã uma ladeira para chegar à escola soltando fumacinha pela boca. Morava na cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, e lá fazia, sim, muito frio. Hoje, quando volto lá, não vejo mais as crianças soltando ar quente pela boca a caminho da escola porque simplesmente não faz mais tanto frio assim. A segunda é a de que já ouvi de vários amigos paulistas, todos na casa dos trinta e poucos anos, a mesma frase: &quot;Olha, quando eu era pequeno, São Paulo era mesmo a cidade da Garoa&quot;. Bem, é velha lenga de que o clima virou uma loucura - muito usada para puxar conversa em elevador e sala de espera de médico -, mas atenção: por causa do aquecimento global, nossas lembranças do passado podem estar condenadas a estar ainda mais distantes do que gostaríamos que elas estivessem. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Filantropia e as tais fundações comunitárias]]></title>

<pubDate>Qua, 20 Fev 2008 12:40:29 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080220_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Nas últimas duas semanas, eu e a editora Cristiane Mano conversamos com um bocado de gente para escrever uma reportagem sobre Filantropia, que estará na Exame que chega às bancas amanhã. E, como algumas vezes acontece, descobrimos histórias muito interessantes que, por se distanciarem do foco escolhido para a reportagem, ficaram de fora. Mas o bom é que tenho esse espaço para dividi-las com vocês. Vamos lá: <br /> <br />Tive uma conversa muito legal com Lucia Dellagnelo. Doutora em educação e desenvolvimento humano pela Universidade Harvard, Lucia é quem gerencia em Florianópolis, Santa Catarina, o <a href="http://www.icomfloripa.org.br/">ICom</a>, uma fundação comunitária. E o que diabos é uma fundação comunitária? É uma entidade sem fins lucrativos que articula doações de pessoas físicas e empresas para promover o desenvolvimento de uma determinada região. Ou seja, é uma ponte que liga pessoas e empresas dispostas a fazer o bem a ONGs que trabalham para uma causa específica, como melhoria da educação pública ou violência. É um modelo de entidade que existe aos montes lá fora, sobretudo nos Estados Unidos, a meca da filantropia no mundo. A <a href="http://www.siliconvalleycf.org/">Silicon Valley Community Foundation</a>, por exemplo, a quarta maior fundação comunitária do país, tem hoje 1,9 bilhão de dólares em caixa e administra mais de 1 500 fundos filantrópicos. Segundo Lucia, agora, o boom das fundações comunitárias está acontecendo mesmo é nos países emergentes. </p><p>A ICom  foi criada em 2005 e ainda está engatinhando, mas engatinhando bem direitinho. Seu primeiro fundo, criado no ano passado para investir no empreendedorismo social jovem, conseguiu captar 230 000 reais de pessoas, famílias e empresas da cidade, e está beneficiando dez ONGs que desenvolvem atividades para 200 jovens. Agora, Lucia está começando a captar recursos para um segundo fundo, que terá como foco a melhoria da educação pública. Os fundos são programados para durar 18 meses. Segundo a executiva, a idéia, porém, é que ao final desse período, os investidores conheçam os resultados alcançados pelas ONGs e se animem a continuar colocando dinheiro nas iniciativas. &quot;O mais legal de uma fundação comunitária é que ela permite que pessoas e empresas deixem de fazer seus projetinhos e juntem forças para fazer algo maior, com escala&quot;, afirma. A ICom já recebeu recursos de uma familia tradicional da cidade que tem vários negócios, como a Petrelli, de empresas como a Portobello, e de pessoas físicas como Vicente Donini, presidente da Marisol. Donini doou 15 000 reais. Pouco para um grande empresário? Segunda Lucia, não. &quot;O que deve  mover as fundações comunitárias são pequenas doações de vários investidores&quot;, afirma. &quot;E não um grande investidor&quot;. </p><p>E só pra constar: </p><p>- para colocar a casa de pé e começar a funcionar, a ICom ganhou um empurrão de 75 000 reais da Avina -  entidade internacional que apóia projetos de desenvolvimento sustentável na América Latina.<br />- A ICom é a segunda fundação comunitária a ser criada no Brasil. A primeira foi a <a href="http://www.institutorio.org.br/index.asp">Instituto Rio</a>, que funciona no Rio de Janeiro desde 2002. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Empresas e emissões]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Fev 2008 15:00:50 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080201_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[A partir da semana que vem, 75 empresas brasileiras de capital aberto  serão convidadas a responder a um questionário sobre suas emissões de gases do efeito estufa. Trata-se da terceira edição brasileira do Carbon Disclosure Project (CDP), uma iniciativa internacional criada por investidores institucionais para incentivar as empresas a divulgar informações sobre as suas políticas relacionadas às mudanças climáticas. Atualmente, estão envolvidos no CDP cerca de 300 investidores do mundo que, juntos, possuem 41 trilhões de dólares em ativos. É muita gente e muita grana. Uma das novidades para o CDP deste ano é que algumas empresas se comprometeram a convidar 50 de seus fornecedores a entrar no jogo. É uma experiência piloto, que lá fora contará com a participação de companhias como L'oreal, Dell, PepsiCo, Hewlett-Packard e Reckitt-Benckiser. Algumas empresas brasileiras também serão convidadas. &quot;A idéia é começar com um grupo bem pequeno&quot;, diz Giovanni Barontini, da consultoria Fábrica Éthica Brasil, que coordena o projeto no Brasil e está buscando empresas patrocinadoras para levá-lo para a América Latina. Assim, companhias do Chile, Argentina e México também receberiam o questionário. Aqui, até o ano passado, os financiadores do CDP foram os fundos de pensão, a BM&amp;F e o Banco Real, que já confirmou a sua participação este ano. Fundos e BM&amp;F também devem continuar, mas ainda não fecharam. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Empresas e emissões 2]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Fev 2008 14:55:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080201_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O CDP, que no ano passado contou com a participação de 1 300 empresas, é hoje o maior banco de dados corporativos do mundo sobre gases do efeito estufa. E o legal é que todas essas informações estão disponíveis no site <a href="http://www.cdproject.net/">www.cdproject.net</a>. <br />No ano passado, 60 empresas brasileiras foram convidadas a preencher o questionário. Destas, 47 aceitaram o convite e responderam as perguntas. Outras declinaram, mas deram motivos ou mandaram informações a respeito de suas políticas aos organizadores do projeto. Apenas três - Braskem, Telemar Norte Leste e Telemar Participações - receberam o questionário e simplesmente não deram qualquer satisfação. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O Real na Harvard]]></title>

<pubDate>Qua, 23 Jan 2008 19:55:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20080123_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Há muito que a boas práticas do Real em relação à sustentabilidade são notícia fora do Brasil. Em 2006, por exemplo, o banco conquistou o prêmio Sustainable Banking do jornal britânico Financial Times na categoria &quot;Banco do ano em mercados emergentes&quot;. Além disso, já entrevistei especialistas importantes lá de fora que sabiam, com mais ou menos profundidade, sobre o comportamento do banco. O elogio mais recente às práticas da instituição, porém, está nas páginas da edição de janeiro da Harvard Business Review. Isso mesmo. Num longo artigo, intitulado &quot;Transforming Giants - what kind of company makes it its business to make the world a better place?&quot;, Rosabeth Moss Kanter, professora de Harvard, explica como gigantes do mundo corporativo, a despeito de seu tamanho, conseguem ser ágeis e inovadoras e estar conectadas com as comunidades nas quais estão inseridas. E lá está o Real. Coloquei abaixo parte do trecho na qual a empresa é citada ( numa tradução livre) </p><p>&quot;As pessoas são ainda mais inclinadas a ser criativas quando os valores da empresa enfatizam a inovação para ajudar o mundo. O Banco Real, o braço brasileiro de um banco europeu, descobriu isso quando colocou a responsabilidade social e ambiental no cerne da sua estratégia de diferenciação. O resultado foi uma série de produtos financeiros, que incluem crédito para projetos verdes, microcrédito para comunidades carentes e a comercialização de créditos de carbono. O Banco Real também passou a escolher fornecedores com padrões ambientais e sociais altos e até mesmo os ajudou a melhorar suas práticas. Em 2007, já estava colhendo os frutos desses valores: tinha dobrado sua lucratividade, crescido em tamanho e se tornado o terceiro maior banco privado no Brasil ..&quot;<br />( lembrando: não sou tiete do Real e acho que eles têm muitos telhados de vidro, mas nutro, sim, uma certa admiração pela postura do banco ...)</p><p>P.S. Perdão pela longa ausência, mas estava de férias.</p><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Cuidado com o nitrogênio]]></title>

<pubDate>Seg, 17 Dez 2007 17:45:34 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071217_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Se você está alarmado com as ameaças do aquecimento global, saiba que o pesadelo não pára por aí. Já ouviu falar do problema do nitrogênio? Eu não sabia muito a respeito até conversar outro dia com o professor Luiz Antonio Martinelli, engenheiro agrônomo e pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ( Esalq), da USP. Até a década de 60, segundo ele, a oferta de nitrogênio no planeta era controlada por processos naturais. Ou seja, a terra conseguia nitrogênio, um nutriente, com a ajuda das plantas, responsáveis por fixá-lo. Veio então a Revolução Verde de Norman Borlaug, e técnicas de produção que permitiram incorporar enormes áreas do planeta à agricultura. A questão é que, com ela, houve também a explosão da produção e do uso do nitrogênio sintético e o começo do problema que temos hoje. Quando presente em excesso, o nitrogênio não é absorvido pelas plantas e se transforma num poluente. Pra piorar, explica o professor, o nitrogênio tem extrema mobilidade, ou seja, muda de estado rapidamente e circula entre terra, o ar e a água, contaminando os ecossistemas agrícolas e os lençóis freáticos. Atualmente, todos os países ricos têm problemas sérios de poluição causada pelo uso exagerado desse nutriente, e um dos fatores para isso são os subsídios do governo. &quot;Como os produtores ganham o nitrogênio praticamente de graça, é fácil ser pouco parcimonioso na hora de usá-lo&quot;. Excesso de nitrogênio em corpos d'água - como rios e lagos - leva ao fenômeno conhecido como &quot;eutrofização&quot;. &quot;Há um crescimento acelerado de algas e outros organismos que, quando morrem, se decompõem, utilizando o oxigênio da água&quot;, explica Martinelli. &quot;A taxa de oxigênio então cai, os peixes morrem e todo o ecossistema é afetado&quot;. No Golfo do México, ao largo do delta do rio Mississipi, há áreas inteiras completamente mortas, onde o oxigênio é zero. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A África, os fertilizantes e Jeffrey Sachs]]></title>

<pubDate>Seg, 17 Dez 2007 17:43:14 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071217_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O nitrogênio é benéfico e importantíssimo para a agricultura. &quot;Não seria possível produzir alimentos para suprir a demanda atual sem ele&quot;, afirma Martinelli. Curiosamente, a distribuição do uso do nitrogênio no mundo é muito semelhante à da renda: injusta. Ou seja, enquanto países ricos o usam em excesso e poluem tudo e mais um pouco, na África falta. &quot;Na região, onde o solo é muito pobre devido à falta de nitrogênio, uma família planta milho e mal produz para a sua própria subsistência&quot;, diz Martinelli. Isso explica porque o renomado economista Jeffrey Sachs, já alguns anos envolvido em projetos para ajudar a sanar a miséria desse continente, está interessadíssimo no tema. Em outubro, por meio de uma vídeo-conferência, ele participou da Conferência Internacional do Nitrogênio, que teve Martinelli como um dos principais coordenadores e foi realizada na Costa do Sauípe. &quot;Na África, além do nitrogênio ser caríssimo, a distribuição é péssima&quot;, diz o professor. &quot;E Sachs está estudando maneiras de melhorar isso&quot;. O Brasil também se encaixa no mesmo padrão. Há carência de nitrogênio no Nordeste e áreas que já registram excessos, como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Já na China, segundo Martinelli, onde o governo fabrica 99% dos fertilizantes, o uso exagerado do nitrogênio também está causando estragos. &quot;Há dezenas de rios e lagos eutrofizados&quot;, afirma Martinelli, que já visitou o país. &quot;O pato mergulha e sai verde da água&quot;. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Unidas mostraremos]]></title>

<pubDate>Qua, 12 Dez 2007 20:35:55 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071212_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>O atual embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford M. Sobel, vem se esforçando para mostrar que  é um entusiasta do movimento de responsabilidade social. No Brasil desde julho do ano passado, ele escreveu artigos sobre o tema para vários jornais e, mais recentemente, em outubro, plantou árvores no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, localizado no Jabaquara, em São Paulo. Mas calma, o embaixador não é mais um que entrou no surto do plantio de árvores. Sobel simplesmente estava participando de um evento que, entre outras coisas, tinha o propósito de comemorar o primeiro ano do &quot;Grupo +Unidos&quot;, uma iniciativa criada por ele.  Na prática, o que embaixador fez foi incentivar as empresas americanas sediadas no país a se juntarem para discutir o tema da responsabilidade corporativa e, dessa maneira, trocar informações, somar esforços, evitar erros. Outro objetivo, menos declarado, para a criação do grupo, seria mostrar que as companhias americanas fazem, sim, muita coisa no país. Prova disso é que o grupo está preparando para o ano que vem a publicação de um relatório que fará um raio-x dessas atividades, assim como os valores investidos. Segundo uma estimativa da própria embaixada, em 2006, as 50 empresas que já estavam fazendo parte do &quot;Grupo +Unidos&quot; investiram cerca de 250 milhões de dólares em mais de 700 projetos de responsabilidade corporativa em todo o Brasil. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Unidas 2]]></title>

<pubDate>Qua, 12 Dez 2007 20:30:01 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071212_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[ A última reunião do ano do &quot;Grupo + Unidos&quot; contou com a presença de duas convidadas especiais, além da do embaixador: da ex-primeira dama Ruth Cardoso, que preside a Comunitas - organização não governamental criada para dar continuidade às idéias e ações promovidas pela Comunidade Solidária - e Tereza Lobo, executiva da ONG. Elas falaram para o grupo sobre a falta de incentivos fiscais no país para que o setor privado faça investimentos sociais e, sobretudo, sobre o fato de que as empresas não se acostumaram ainda a medir o retorno desses investimentos. &quot;As empresas medem o retorno de todos os investimentos que fazem, em recursos humanos, em tecnologia, em treinamento&quot;, diz Tereza. &quot;Mas não há monitoramento do ROI social e, em muitas companhias, ele nem é visto como investimento, mas como um gasto&quot;. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Carbono, energia solar e palmas, muitas palmas para Yunus]]></title>

<pubDate>Qua, 05 Dez 2007 21:31:33 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071205_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>No final da semana passada, em Florianópolis, durante a  Eco Power, um evento regado a muitas palestras técnicas sobre fontes alternativas de energia, mercado de crédito de carbono e discussões sobre o impacto do etanol na devastação da Amazônia, houve também espaço para a emoção. E o responsável por arrancar aplausos esfuziantes, risadas e, até mesmo, algumas lágrimas discretas da platéia, formada em grande parte por executivos e consultores, foi Muhammad Yunus, o criador do Grameem Bank, que há três décadas concede crédito à população pobre de Bangladesh e ganhou, no ano passado, o Prêmio Nobel da Paz. </p><p>Yunus não falou muitas coisas que eu, e muitas pessoas ali presentes, já não soubessem. Afinal, quantas dezenas de livros e reportagens não foram publicadas ao longo dos últimos anos sobre a saga do Grameen? Também não usou power point, vídeo ou qualquer outra pirotecnia. Ainda assim, os cerca de quinhentos espectadores que o ouviram ao longo de cinqüenta minutos pareciam estar hipnotizados com as suas palavras. Vou dividir com vocês alguns destaques:</p><p>&quot;Tinha voltado para ajudar Bangladesh a se desenvolver e estava ensinando princípios econômicos na universidade, para uma elite. Fora dos muros da universidade, porém, milhares de pessoas estavam morrendo de fome. Comecei a pensar que havia algo errado com isso, com o que eu estava fazendo&quot;</p><p>(sobre a sua volta para Bangladesh, na década de 70, para dar aulas de economia, depois de anos estudando no exterior)</p><p>&quot;Se com apenas 27 dólares eu me transformei num anjo ...  com mais 27 dólares posso me transformar ... num super anjo&quot;</p><p>( sobre como passou a ser visto por um grupo de pessoas para quem emprestou 27 dólares para quitar dívidas com agiotas, antes de criar o banco)</p><p>&quot;Diga adeus ao seu dinheiro porque ele não vai voltar. Você é louco, e nós já temos problemas suficientes emprestando dinheiro para os ricos&quot;</p><p>(o que ouviu de um alto funcionário do governo ao tentar convencê-lo de que oferecer crédito para os pobres era um bom negócio)</p><p>&quot;A pobreza é algo imposto às pessoas. São as circunstâncias que as cercam, a falta de oportunidades iguais, que as condenam à pobreza.  Faço uma analogia com aquelas  árvores japonesas, as bonsais. Elas não são naturalmente pequenas, mas ficam daquele tamanho porque as circunstâncias, no caso os vasos pequenos, as obrigam a ficar pequenas. As pessooas também são assim. Nascem com as mesma habilidades, com a mesma capacidade de empreender, mas são colocadas em vasos pequenos, e condenadas a ser pobres&quot;.</p><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Novo Guia Exame de Sustentabilidade - sobre o processo]]></title>

<pubDate>Qui, 29 Nov 2007 21:13:20 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071129_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Hoje, com o Guia Exame de Sustentabilidade já nas bancas, posso contar para vocês um pouco dos bastidores, de como foi o processo de preenchimento dos questionários pelas 206 empresas de diferentes portes, setores e regiões do Brasil que se inscreveram para participar da publicação. Bem, como divulgamos que, desse universo, apenas 140 empresas preencheram os quatro questionários, a primeira constatação é a de que muitas empresas não deram conta do recado, certo? Sim. E isso não foi necessariamente uma surpresa para nós da editoria de gestão da revista, responsáveis pela reestruturação do Guia. Sabíamos que quando deixássemos a metodologia de análise das empresas que utilizávamos há sete anos --- baseada nos indicadores do Instituto Ethos --- e adotássemos outra, muitas companhias iam chiar. Normal. Processos de mudança geram incômodo, receio. Só não sabíamos com precisão que incômodos seriam esses, embora tivéssemos algumas suspeitas. E algumas delas se concretizaram. Imaginávamos, por exemplo, que as multinacionais iriam reagir à introdução de um questionário de governança corporativa e ao pedido de relato de informações financeiras mais apuradas. Batata! Ouvimos de mais de uma dezenas de multinacionais questionamentos como os seguintes: </p><p>- &quot;Vocês não querem saber se temos um conselho de administração no Brasil, certo? Estão se referindo ao conselho que temos lá fora?&quot;</p><p>Resposta: &quot;Não, queremos saber se vocês tem um conselho no Brasil&quot;.  </p><p>- &quot;Não temos um relatório de sustentabilidade para a operação brasileira, podemos considerar o da matriz?&quot;</p><p>Resposta: &quot;Não. Achamos importante que as operações relatem suas atividades no Brasil&quot;</p><p>As perguntas geraram tanto rebuliço entre as multinacionais que ficamos sabendo que um grupo delas se reuniu para discutir como deveriam proceder. Também recebemos na redação cartas de executivos de duas delas insatisfeitos com as mudanças. Um deles, inclusive, afirmava que a empresa não participaria do anuário porque o questionário deixava claro o nosso interesse em contar apenas com empresas de capital aberto na publicação. Tentamos demovê-lo dessa idéia equivocada. Infelizmente, não conseguimos convencer essa empresa a participar. Outras, porém, aceitaram o desafio. E a prova concreta de que nunca almejamos ter apenas empresas de capital aberto é a de que entre as 20 destacadas, há algumas multinacionais, entre elas Philips, Unilever e Basf. Ou seja, o que queríamos, sim, era mais transparência das empresas, independentemente delas serem multinacionais, familiares ou de capital aberto. <br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Referência sim, perfeita não]]></title>

<pubDate>Qua, 28 Nov 2007 19:52:13 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071128_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Num evento realizado ontem no teatro Alfa, em São Paulo, cerca de quinhentas pessoas receberam em primeira mão o Guia EXAME de Sustentabilidade 2008. Estavam presentes na festa os presidentes ou executivos importantes das 20 empresas que receberam destaque na publicação. Foi uma noite legal. Os funcionários das empresas que seriam destacadas estavam radiantes, a cerimônia foi muito agradável e o coquetel que a antecedeu estava uma delícia. Mas antes que o Guia chegue às bancas amanhã, gostaria de fazer uma consideração.</p><p><br />Ninguém vai encontrar na publicação um ranking das empresas mais sustentáveis. Destacamos, sim, em ordem alfabética, 20 companhias. Muita gente, porém, adoraria que fizéssemos um ranking. Ontem mesmo no evento, um executivo desinformado de uma das empresas premiadas comentou com um jornalista da revista: ah, mas não vai haver um ranking? Que chato! Bem, existem fundamentos para escolher a empresa mais rentável, a que mais cresceu, a dona do maior EBITDA. Prova disso é que temos um anuário, o Melhores e Maiores, que faz exatamente isso. Daí a dizer que essa ou aquela é a empresa mais sustentável do Brasil ou do planeta, esqueça! Por isso mesmo, lembrem-se: as companhias que se destacaram não são perfeitas e têm, sem exceção, vulnerabilidades -- que são devidamente explicitados na publicação. 'São apenas aquelas que, de acordo com um questionário auto-declaratório e uma metodologia de análise, estão à frente das outras', diz com freqüência Mario Monzoni, professor e diretor do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (Gvces), que nos ajudou na elaboração da metodologia para escolha das empresas. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Michael Porter e a responsabilidade social das empresas]]></title>

<pubDate>Sex, 16 Nov 2007 19:42:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071116_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Entrevistei há pouco o americano Michael Porter. E o que diabos a maior autoridade do mundo em estratégia tem a ver com sustentabilidade? Muito. Porter vem escrevendo já há alguns anos sobre responsabilidade social corporativa (RSC) e de que maneira as empresas deveriam enxergá-la para beneficiar seus negócios. O que está muito claro para ele, porém, é que as companhias ainda não vêem a RSC como algo estratégico, mas como uma ferramenta de marketing, um instrumento para construir uma boa imagem. E assim, estão perdendo dinheiro e energia. A entrevista foi concedida a EXAME e será publicada no Guia Exame de Sustentabilidade, que chega nas bancas no final deste mês. </p><p>Lembrando: até o ano passado essa publicação, que nasceu em 2000, era chamada de Guia Exame de Boa Cidadania Corporativa. Este ano, além da mudança de nome, o guia também passou por uma mudança metodológica gigante ao adotar uma perspectiva mais ampla para avaliar estratégias, compromisso e práticas das empresas nas três dimensões da sustentabilidade: ambiental, econômico-financeira e social. Essa reviravolta foi possível porque fechamos uma parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces), da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela elaboração do questionário do Índice de Sustentabilidade Empresarial, da Bovespa.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Lâmpadas e economia]]></title>

<pubDate>Ter, 13 Nov 2007 17:08:49 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071113_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Cerca de 100 000 dólares. É o que a troca de 10 000 lâmpadas incandescentes por fluorescentes irá gerar de economia para seis hotéis da rede IHG em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro este ano ( a rede IHG é dona das bandeiras Crowne Plaza, Intercontinental e Holiday Inn Express) A medida foi tomada em maio. Antes disso, o hotel Crowne Plaza, em São Paulo, já tinha iniciado uma campanha para convencer os hóspedes a não exigir a troca diária das toalhas de banho, reduzindo assim o consumo de água e detergentes usados para lavá-las e a energia da secagem. Todo o processo, diz Francisco Cesar Garcia, gerente regional de operações da IHG, foi conduzido com muito cuidado. &quot;Afinal, trata-se de um hábito muito arraigado à cultura dos hotéis, e que as pessoas associam à qualidade do atendimento&quot;, diz. Felizmente, a receptividade dos hóspedes à mudança foi favorável. Cerca de 80% atualmente não pede a troca diária das toalhas e, num período de mais de um ano, houve apenas cinco reclamações. &quot;Aos poucos, o nosso setor, que não é muito avançado, vai incorporando boas práticas&quot;, afirma Garcia.]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Quero um balanço igual ao daquela empresa]]></title>

<pubDate>Qui, 11 Out 2007 12:22:15 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071011_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Almocei esses dias com uma consultora de responsabilidade social/sustentabilidade e posso dizer: nada como ter acesso a informações privilegiadas para ter uma visão mais ampla sobre como as empresas vêm tratando o tema internamente, entre muros. Ou melhor, sobre como as empresas estão mesmo confusas sobre o que vem a ser sustentabilidade. A tal consultora, cujo nome obviamente vou omitir, me contou uma história a respeito de um de seus clientes, uma companhia gigantesca.</p><p>A empresa teria contratado a consultoria para ajudá-la a elaborar o seu balanço social. Já na primeira reunião, seus executivos teriam dito: &quot;queremos um balanço social igual ao da Natura&quot;. Para quem não sabe, a empresa de cosméticos foi uma das primeiras, senão a primeira no Brasil, a adotar em 2001 o Global Reporting Initiative (GRI) - uma série de diretrizes para que as empresas divulguem seu desempenho financeiro, ambiental e social. O GRI também incentiva as empresas a definir metas e publicar se elas foram alcançadas ou não. Ou seja, o relatório da Natura, assim como de outras dezenas de empresas que adotam a metodologia de forma séria, traz informações relevantes a respeito da política de sustentabilidade da empresa - e revela o que há de bom e, por vezes, nem tão bom nela. Fazer um balanço bonito como o da Natura, em termos gráficos, é fácil. Papel reciclado, fotos em preto e branco de funcionários, crianças pobres e remelentas ou bem vestidas sorrindo, frases de impacto... Afinal, o que não falta é agência de publicidade e consultoria louca pra vender bom gosto às companhias que não o possuem. O difícil é dar &quot;sustância&quot; ao documento, estofo. A consultora me disse que, nem de longe, a tal empresa vai conseguir fazer um balanço igual ao da Natura. GRI? Talvez lá pra 2009, 2010. Mas houve, sim, alguns avanços em relação ao documento do ano anterior. Houve, por exemplo, um esforço grande dos funcionários para consolidar informações espalhadas por toda a companhia, reflexão sobre os resultados ou não de algumas das iniciativas, discussão sobre pontos polêmicos. Mas só discussão. As questões &quot;telhado de vidro&quot;, inerentes a qualquer empresa, em qualquer setor, foram censuradas. &quot;Sugerimos que elas fossem abordadas com transparência no documento porque não faz sentido deixá-las de fora&quot;, disse a consultora. &quot;Mas elas foram literalmente canetadas.&quot;</p><p>A consultora me contou também que ao sugerir que o documento fosse batizado de relatório de sustentabilidade, em vez de relatório socioambiental, ouviu o seguinte: &quot;ah ... mas aí teremos de deixar as nossas ações sociais de fora?&quot;. E ela teve então de explicar que sustentabilidade não é sinônimo de meio ambiente.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Aracruz - quando o defeito vira qualidade]]></title>

<pubDate>Qui, 11 Out 2007 11:59:43 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071011_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[E aproveitando que estamos falando de balanço social, relatório e tal, essa semana estava fuçando o último <a href="http://www.aracruz.com.br/minisites/ra2006/home/default.htm">Relatório Anual e de Sustentabilidade da Aracruz</a> na internet e descobri algo que achei fantástico. A empresa não só pediu que dois especialistas fizessem uma <a href="http://www.aracruz.com.br/minisites/ra2006/visoes_externas/default.htm">análise crítica do documento</a> ( sei de outras empresas que fazem isso informalmente), mas publicou suas impressões no próprio relatório. E, aparentemente, as impressões dessas pessoas não foram &quot;canetadas&quot; pra parecer mais favoráveis à empresa. Um dos pareceres é de Miguel Calmon, diretor do Programa Floresta Atlântica, da ONG The Nature Conservancy, que fez uma série de ressalvas à maneira como as informações foram apresentadas. Copiei aqui um trechinho:<br /><br />&quot;Considero que o relatório mostra, numa forma bastante pulverizada e às vezes subjetiva, os grandes avanços que a Aracruz tem feito na área ambiental, seja através de ações e projetos como de diversas parcerias. No que diz respeito às parcerias, a Aracruz deve buscar valorizar melhor os parceiros locais e nacionais. Quanto às ações, talvez fosse oportuno considerar a possibilidade de criar um tópico como &quot;Investimentos Ambientais&quot; para dar mais visibilidade e importância a um dos três fundamentos da sustentabilidade.&quot;<br /><br />Mas entendam, por favor, que a questão aqui não é ressaltar as vulnerabilidades da Aracruz, mas elogiar sua prática, que torna o documento mais crível, interessante de ler, menos marketeiro. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Informação para consumir corretamente]]></title>

<pubDate>Ter, 02 Out 2007 20:41:45 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20071002_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<font face="Times-Roman" size="2"><p><font face="arial,helvetica,sans-serif">Outro dia, numa conversa informal com Edson Grottoli, vice-presidente administrativo e de finanças da BSH, empresa dona das marcas de eletrodomésticos de linha branca Bosch e Continental, descobri uma coisa interessante. Algo que provavelmente muitas pessoas já saibam, mas eu não sabia: que as máquinas de lavar roupa com abertura na frente, as chamadas &quot;front-loading&quot;, consomem menos energia e menos água que as lavadoras com abertura na parte superior. Sou uma nulidade em física, mas como Grottoli me explicou, o consumo menor de energia está relacionado ao fato de que o movimento das front-loading recebe uma certa ajuda da gravidade. Segundo ele, no Brasil, as máquinas com abertura superior são maioria porque fomos muito influenciados pelo padrão de consumo americano. A máquina &quot;front-loading&quot; tem entre os seus principais adeptos os europeus, mais parcimoniosos com os recursos naturais e com o dinheiro. &quot;Quase 100% do parque de máquinas de lavar da Europa hoje é desse modelo&quot;, diz Grottoli, que acredita que, dia menos dia, o Brasil vai acabar entrando na onda. Os consumidores poderiam aderir mais rápido, porém, se fossem, assim como eu, informados sobre essas diferenças de maneira mais explícita.</font></p><p><font face="arial,helvetica,sans-serif">Eu então me lembrei da Marks and Spencer, uma das maiores redes de varejo britânica. No ano passado ela fez um barulho danado no país e arrebanhou uma série de prêmios de marketing verde ao lançar uma campanha que se chamava &quot;Behind the Label&quot;, em português, &quot;Por trás da etiqueta&quot;. Na prática, o que a Marks and Spencer fez, em vez de gastar milhões de libras para dizer aos consumidores o quanto ela é legal e ecologicamente correta por meio de anúncios - foi explicar aos clientes a origem de vários produtos que ela vendia nas suas centenas de lojas. Ou seja, de maneira didática, usou cartazes e banners para informar os clientes que diabos é um café orgânico, uma camiseta de comércio justo, um caderno de papel reciclado. Foi um sucesso. &quot;Ela conseguiu educar a população e talvez seja até agora o melhor exemplo no país de empresa que tem sabido usar o marketing verde a seu favor&quot;, me disse na semana passada o inglês John Grant, um publicitário e blogueiro verde que entrevistei para uma reportagem que vai estar na próxima edição de Exame, que chega às bancas nessa quarta-feira, dia 3 de outubro.</font></p></font>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O Itaú no Dow Jones Sustainability Index]]></title>

<pubDate>Sex, 14 Set 2007 07:50:21 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070914_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<div>Continuam a todo vapor os esforços do Itaú para mostrar a Deus e ao mundo o seu lado verde, sustentável, de instituição financeira do bem. Participei nesta quarta-feira, dia 12, de um evento para jornalistas na sede do banco, aqui em São Paulo. O objetivo era discutir o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), o índice que reúne empresas socialmente responsáveis listadas na Bolsa de Nova York. Obviamente, o objetivo do evento era também propagandear o fato de que, pelo oitavo ano consecutivo, o banco compôs o índice. E não há mal nenhum nisso. O Itaú pode e deve ficar orgulhoso do feito. Nesse período, outras empresas brasileiras, além de concorrentes diretos, como o Unibanco, entraram e saíram do DJSI. Ou seja, entraram, comemoraram, mas não deram conta de repetir a proeza no ano seguinte. Só o Itáu e a Cemig estrearam em 2000 e permanecem na brincadeira desde então.  É que para se manter na carteira, as empresas têm de evoluir. Ou seja, se relatam fazer isso ou aquilo, no ano seguinte serão questionadas sobre os resultados daquele isso e aquilo. Quem pára no tempo, cai fora.</div><div><br />No evento estavam presentes o executivo Geraldo Soares, superintendente de relações com investidores do banco e responsável por compilar as informações do Itáu para o DJSI, e Marco Antônio Fujihara, fundador da consultoria Instituto Totum e um dos pioneiros em negócios sustentáveis no país. E o debate foi bom. Soares enchia a bola dos bancos e, sobretudo, do Itaú. Fujihara tentava relativizar um pouco os feitos tão extraordinários dessas empresas. O executivo do Itaú, por exemplo, se gabou dos produtos financeiros sustentáveis que o banco possui hoje - como o Fundo Itaú de Excelência Social e o PIC Natureza, um plano de capitalização que reverte recursos para a WWF-Brasil, organização ambientalista não-governamental. Fujihara afirmou que as iniciativas dos bancos ainda são muito tímidas. Para se defender, Soares mostrou números do próprio DJSI. Dentro da dimensão ambiental do  questionário, por exemplo, pede-se que os bancos relatem as &quot;Oportunidades de Negócios e Serviços Financeiros&quot;. A nota do Itaú no quesito foi 29 - superior à média do setor, que foi de 18. Muitíssimo inferior, porém, a que ele obteve para &quot;Desenvolvimento do Capital Humano&quot;, para o qual conseguiu nota 100, e inferior a qualquer outra nota obtida para todos os outros critérios. Fujihara insistiu: os bancos podem fazer mais. E os números do DJSI mostram isso de forma clara.</div><div><br />Só um comentário: é uma coincidência o fato do meu último post também ter sido sobre o tema &quot;bancos e sustentabilidade&quot;, mas poderia não ser. Afinal, o poder que essa indústria tem para induzir mudanças é único. Por isso, os bancos devem e serão, sim, cada vez mais  questionados. Pelo menos aqui nesse blog. Até porque, quais outras empresas, com exceção, talvez, de Vale e Petrobras, têm tanto dinheiro para alardear suas boas ações no horário nobre da TV?</div>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Os bancos e o suposto compromisso com a sustentabilidade]]></title>

<pubDate>Dom, 15 Jul 2007 19:27:46 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070715_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Quer fazer um executivo de banco desandar a falar?Pergunte a ele sobre os tais <a href="http://www.equator-principles.com/" target="_blank">Princípios do Equador</a> (PE) e você certamente vai ouvi-lo discursar por uma boa meia hora. Para quem não sabe, os PE são um conjunto de diretrizes socioambientais que os próprios bancos criaram em 2003 para pautar a concessão de crédito para grandes projetos. Elas foram baseadas em padrões sociombientais que o IFC, o braço privado do Banco Mundial, já vinha usando há algum tempo. </p><p>A iniciativa nasceu lá fora com dez instituições financeiras privadas de grande porte e se expandiu para o mundo todo. Atualmente, mais de 40 bancos, em todos os continentes, entre eles os brasileiros Bradesco, Itaú e Unibanco, enchem o peito para falar que são signatários voluntários dos princípios. Eu sempre achei que o discurso dos bancos sobre a iniciativa era muito melhor que a sua real aplicação. Parte disso é porque nunca uma dessas instituições me revelou um exemplo real de como esses princípios tinham sido observados na concessão de um financiamento. Recentemente, por exemplo, ao fazer uma reportagem para a EXAME sobre o custo do dinheiro para empresas sustentáveis, tentei fazer com que algum dos bancos entrevistados - Bradesco, Unibanco, HSBC, Itaú-BBA e Citibank - me revelassem um caso prático de aplicação dos princípios. Estava menos interessada nos valores concedidos e mais nas exigências feitas às empresas. Não consegui. Todos os bancos me municiaram com o número exato de transações que tinham sido alvo dos PE em 2006 e o volume de recursos comprometido, mas devido ao famigerado &quot;contrato de confidencialidade&quot;, alegaram não poder revelar qualquer caso. Tive de me contentar com duas histórias. Uma do IFC, que concedeu empréstimos para o Grupo Bertin e Suzano Petroquímica, não sem antes fazer uma série de exigências socioambientais. A outra, do ABN Amro Real, que também usa critérios socioambientais para conceder crédito para pequenas e médias empresas, e permitiu que eu conversasse com um cliente que passou a obter empréstimos com juros mais baixos depois de realizar melhorias ambientais na sua operação (lembrando de novo que os Princípios do Equador se aplicam apenas a grandes projetos ... encabeçados por grandes empresas).</p><p>Bem, tudo isso é para dizer que, recentemente, li dois artigos que fizeram eco a essas minhas insatisfações a respeito do compromisso das instituições financeiras com a sustentabilidade. Eles foram produzidos pela <a href="http://www.banktrack.org/?show=8&visitor=1">BankTrack</a>, uma rede de ONGs que monitora as ações e investimentos do bancos no mundo todo. Um desses <a href="http://ef.amazonia.org.br/index.cfm?fuseaction=noticia&id=240082" target="_blank">artigos</a> traz à tona exemplos de alguns empréstimos polêmicos concedidos por grandes bancos a empreendimentos que, claramente, violam os direitos humanos. Ainda assim, essas instituições possuem políticas próprias de direitos humanos ou são signatárias dos Princípios do Equador. </p><p>O outro <a href="http://ef.amazonia.org.br/index.cfm?fuseaction=artigo&id=247444" target="_blank">artigo</a>, traduzido para o português por Gustavo Pimentel, gerente de <a href="http://ef.amazonia.org.br/index.cfm">Eco-finanças</a> da ONG Amigos da Terra, parceira da BankTrack no Brasil, mostra as vulnerabilidades inerentes à iniciativa. Uma delas: os bancos devem submeter aos Princípios do Equador os projetos de grande porte que se encaixam na categoria de financiamento chamada de &quot;project finance&quot;. Trata-se de uma modalidade de financiamento na qual a garantia da operação é o próprio fluxo de caixa do projeto e seus ativos. O artigo mostra então que, para se livrar dos PE, basta que as empresas mudem a categoria do financiamento, o que muitas vezes é feito com a conivência dos bancos. É mole?</p><p />]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[A Home Depot, um selo verde e uma quase festa do caqui]]></title>

<pubDate>Ter, 26 Jun 2007 19:47:09 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070626_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007">Há alguns meses, a Home Depot, maior rede varejista de materiais de construção e de artigos para o lar dos Estados Unidos, convidou seus milhares de fornecedores a candidatar seus produtos para receber a Eco Options - uma espécie de etiqueta verde. Ontem me diverti lendo uma matéria do <a href="http://www.nytimes.com/2007/06/25/business/25depot.html?pagewanted=1&_r=1&ref=science" target="_blank">The New York Times</a> que dizia que os executivos da rede ficaram surpresos quando cerca de 60 000 produtos botaram seu lado verde pra fora com força e se julgaram no direito de receber o tal selo. No total, a Home Depot vende cerca de 176 000 itens.<br /><br /></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007"></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007">Uma linha de pincéis queria ser &quot;Eco Options&quot; porque os cabos não eram feitos de madeira, mas sim de plástico. Uma concorrente se vangloriava do exato oposto: dos cabos dos seus pincéis serem de madeira e não de plástico. Uma serra elétrica era ecologicamente correta por ser, bem ... elétrica, e não movida a diesel, e dezenas de outros itens simplesmente queriam participar da brincadeira porque suas embalagens eram de papelão e, por isso, recicláveis.<br /><br /></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007"></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007"></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007"></span></font></div><div><font face="Arial" size="2"><span class="088041020-26062007">Embora muita gente afirme que a Home Depot esteja usando a Eco Options apenas para fazer &quot;greenwash&quot; - ou seja, camuflar o seu negócio para que ele pareça mais verde e, na verdade, ser pouco ou nada verde na essência - a rede só concedeu a etiqueta a 2 500 produtos até agora.</span></font><font face="Arial"><font size="2"><span class="088041020-26062007"><span class="088041020-26062007"><font face="Arial"><font size="2"><font size="+0"><span class="088041020-26062007">T</span></font><span class="088041020-26062007">alvez porque o executivo responsável pelo programa, Ron Jarvis, como pessoa física, não faça green wash. Segundo a reportagem, Jarvis aduba o seu jardim com um produto que é uma espécie de composto líquido de restos de minhoca embalado em garrafas usadas de refrigerante e usa água salgada na piscina para não ter de usar cloro.</span></font></font></span></span></font></font></div>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[E por falar em greenwash ...]]></title>

<pubDate>Ter, 26 Jun 2007 19:41:25 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070626_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<div><font face="Arial"><font size="2"><span class="088041020-26062007">Um <a href="http://www.accountability21.net/aa1000/default.asp?pageid=327" target="_blank">estudo</a> realizado por duas ONGs internacionais respeitadas - a Consumers International e a Accountability - com  2 734 consumidores ingleses e americanos, divulgado essa semana, revelou um dado preocupante para o mundo corporativo no que tange o aquecimento global: do universo pesquisado, mais de 40% afirmou não acreditar nas informações que recebem das empresas sobre o tema. Para contrastar, 60% afirmaram confiar nas informações que recebem de ONGs ambientalistas, como Amigos da Terra e Greenpeace. </span></font></font></div><div><font face="Arial"><font size="2"><span class="088041020-26062007"></span></font></font> </div><div><font face="Arial"><font size="2"><span class="088041020-26062007">Ou seja, por mais que as empresas afirmem que estão fazendo o diabo para combater o aquecimento global, o sentimento de parte dos consumidores é que ainda há muito &quot;greenwash&quot; e pouca ação de verdade. </span></font></font></div>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobrevivência e subversão]]></title>

<pubDate>Seg, 18 Jun 2007 08:50:29 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070618_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Quando entrevistei Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), órgão vinculado ao World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), pela primeira vez, há cerca de cinco anos, ele gostava de usar a frase: &quot;Sustentabilidade é sinônimo de sobrevivência&quot;. Atualmente, Fernando usa uma frase mais visceral. &quot;Sustentabilidade é sinônimo de sobrevivência e subversão&quot;.</span></p><p >Na última sexta-feira, o presidente do Cebds lançou seu segundo livro, <i>Os Desafios da Sustentabilidade - uma ruptura urgente</i>, numa livraria em São Paulo. Fui lá. Li o seu primeiro livro, <i>O Bom Negócio da Sustentabilidade</i>, lançado em 2000, e tinha a impressão de que, de lá pra cá, Fernando ficou menos otimista em relação à sobrevivência do planeta. Questionado sobre isso, ele disse que não. Simplesmente deixou de acreditar que as fórmulas que propagandeava para as empresas lá no início da década darão conta do recado.<span>&nbsp;</span>&quot;Durante muito tempo, pensei que a adoção de práticas de melhoria contínua, como a ecoeficiência e a responsabilidade social corporativa, seriam suficientes para nos tirar desse impasse. Elas continuam valendo, e pobre da empresa que não adotou ainda os princípios da ecoeficiência, mas elas não bastam&quot;, disse Fernando. &quot;São remédios de atuação muito lenta em comparação com a velocidade da degradação ambiental e social que estamos vivendo&quot;.</span></p><p />O que ele propõe nesse segundo livro? Fernando acredita que os líderes e formadores de opinião, sobretudo nas empresas, terão de trabalhar com as seguintes idéias:</span></p><p /><p >-&nbsp;Os recursos naturais têm de ser perenizados, porque a falência dos ecossistemas é a falência dos negócios</p><p /><p >-&nbsp; É necessário investir na inclusão social, fazer negócios com os pobres e miseráveis do mundo e sair da zona de conforto de só produzir pra quem já está no mercado. &quot;Caso contrário, as empresas terão cada vez menos gente para quem vender seus produtos e serviços&quot;. &nbsp;</p><p /><p >Bem, são idéias já bem presentes em discursos, certo? Sim. Mas segundo Fernando, só nos discursos. E é aí que entra a idéia da sustentabilidade como subversão. Ou seja, para se adaptar aos novos tempos as empresas terão de subverter seus modelos de negócios. A maioria, porém, ainda não o fez.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Gandhi, Martin Luther King e quem sabe ...]]></title>

<pubDate>Seg, 18 Jun 2007 08:49:18 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070618_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[
<p >Em seu segundo livro, <em>Os Desafios da Sustentabilidade - uma ruptura urgente,</em> Fernando também gasta umas boas páginas discutindo o não entendimento entre os setores privado, público e da sociedade civil na questão da sustentabilidade e traz à tona uma idéia que achei bem interessante: a de que não temos ainda um grande líder para a causa do desenvolvimento sustentável. &quot;A bandeira da sustentabilidade ainda não encontrou seu estadista. Um homem ou mulher que seja referência, como Mahatma Gandhi foi para a não-violência e Martin Luther King para os direitos civis dos negros&quot;. E não (embora Fernando o admire...), essa figura não é o Al Gore. </p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[O discurso e ação]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Jun 2007 20:54:02 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070601_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>As empresas estão falando loucamente sobre sustentabilidade, mas as questões relacionadas ao tema estão sendo realmente incorporadas ao seu planejamento estratégico? </p><p>Para descobrir isso, o Núcleo de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, realizou no ano passado entrevistas com 30 executivos do alto escalão de 30 grandes grandes empresas de mais de oito setores instaladas no país. A conclusão foi de que os desafios brasileiros para a sustentabilidade - cerca de 31 deles, definidos por meio de entrevistas com especialistas - estão sendo apenas moderadamente incorporados ao planejamento estratégico dessas empresas. Do conjunto de desafios, 33,9% ainda não foram incorporados e 12,6% foram inseridos apenas na elaboração de cenários, contra 53,5% que foram incorporados aos objetivos ou às ações estratégicas. </p><p>O professor Cláudio Boechat, coordenador do núcleo da FDC e co-autor da pesquisa, afirma que ela revelou um cenário positivo. Uma informação relevante, porém, deve ser levada em conta. As empresas pesquisadas foram selecionadas segundo critérios como: ser signatárias do Global Compact, fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE) ou do Dow Jones Sustainability Index (DJSI), ou elaborar relatórios segundo as diretrizes do Global Reporting Iniciative (GRI). Ou seja, trata-se de uma nata ... e essa realidade vale pra elas.</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais discurso, menos ação]]></title>

<pubDate>Sex, 01 Jun 2007 20:50:30 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070601_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>A pesquisa &quot;Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil&quot; também revelou outros fatos curiosos. Vamos a alguns deles:</p><p>- as empresas &quot;engajadas&quot; percebem seus impactos sobre os desafios, na grande maioria dos casos, como positivos, e muito raramente, como negativos. Alguns exemplos engraçados: nem mesmo a nata acredita que suas atividades contribuem de alguma forma para a mudança climática. &quot; Se um consumidor normal já tem impacto negativo sobre a energia, o que dizer de uma empresa?&quot;, diz Roberta Mokrejs Paro, pesquisadora da FDC e co-autora da pesquisa. &quot;Estamos falando de um grupo de empresas que está muito familiarizado com o tema, mas que ainda precisa pensar de maneira mais sistêmica sobre os seus impactos diretos e indiretos&quot;. </p><p>- As empresas dão mais bola para os desafios ambientais: energia, água, equilíbrio dos ecossitemas e serviços ambientais. Embora os considerem difíceis de ser enfrentados, estão conseguindo incorporá-los à estratégia. &quot;Colabora para isso o fato de que as questões ambientais podem ser mais facilmente traduzidas em custos e em redução de custos&quot;, diz Roberta. Como ilustrei acima com o exemplo da mudança climática, as empresas não vêem seus impactos ambientais como negativos. Eles são geralmente positivos ou .. quando muito ... nulos! </p><p>- Os desafios sociais, como distribuição de renda, violência e tráfico e saúde pública, são considerados difíceis de ser enfrentados. As empresas têm dificuldade de perceber sua relação com eles e de traduzi-los em termos financeiros. &quot;Os estrategistas das empresas não enxergam o link entre seus negócios e o problemas sociais&quot;, afirma Boechat.</p><p>- Segundo as empresas, elas não se mexem para enfrentar alguns desafios porque não há articulação institucional entre elas mesmas, governo e sociedade civil.<br /></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Ficaremos anestesiados também em relação ao aquecimento global?]]></title>

<pubDate>Qui, 24 Mai 2007 12:15:14 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070524_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<font face="Times-Roman" size="2"><p>Essa semana tive a prazerosa oportunidade de ouvir por mais de uma hora, aqui mesmo no prédio da Abril, Carlos Nobre, renomado climatologista brasileiro e um dos membros do IPCC - o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, da ONU. Como é comum àqueles que realmente entendem de um assunto, Nobre foi além dos aspectos técnicos e tentou mostrar um panorama das suas preocupações sobre  o aquecimento global. Vou dividir algumas delas com vocês:</p><p>Para começar, o climatologista afirmou que é pessimista por natureza e de que não tem certeza que a questão do aquecimento global realmente desencadeará mudanças profundas nos modelos econômicos dos países ou nos hábitos das pessoas. &quot;Acredito que o tema continuará em evidência porque existirão desastres naturais, epidemias de dengue e dezenas de outros problemas desencadeados pelo aumento da temperatura&quot;, afirma Nobre. &quot;Mas, ao mesmo tempo, temo que a sociedade fique anestesiada, como já ficamos anestesiados em relação à violência e a corrupção&quot;.</p><p>Nobre disse que se surpreende com o fato de que o Brasil não está preocupado em estudar os impactos que o aquecimento global terá sobre a nossa sociedade.</p><p>&quot;Somos um dos países mais atrasados. Simplesmente não sabemos os impactos que as mudanças climáticas terão sobre o Brasil e não estamos discutindo políticas de adaptação&quot;</p><p>A Holanda, com muitas terras abaixo do nível do mar que correm o risco de ficar inundadas devido ao aquecimento global, já gasta bilhões de dólares em adaptações para as mudanças climáticas. Países menos vulneráveis, porém, como o México, também investem em estudos sobre o tema. &quot;Como o aquecimento global vai, por exemplo, impactar a nossa matriz energética baseada, sobretudo, em energia hidráulica?&quot;, diz Nobre. &quot;Ninguém sabe&quot;. </p><p>Nobre elogiou o fato de que nos últimos dois anos o poder público conseguiu frear o desmatamento na Amazônia, graças, por exemplo, a ações do exército e da polícia federal. Ressaltou, porém, que políticas de comando e controle têm vida curta e que a única solução definitiva para o desmatamento da floresta é a criação de um modelo de desenvolvimento. &quot;Cerca de 18 000 famílias na Amazônia controlam 80% da sua riqueza. Como isso pode dar certo?&quot;.</p><p>Questionado sobre o frenesi generalizado de plantio de árvores como mecanismo para combater o aquecimento global, Nobre respondeu de maneira bem humorada que as árvores têm, sim, um poder emblemático importante na busca pelo desenvolvimento sustentável. &quot;Plantar árvores melhora o ambiente e isso está provado&quot;, disse ele. &quot;Mas a neutralização do carbono do planeta, definitivamente, não será conquistada com o plantio de árvores&quot;. </p></font>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Os ingleses e o aquecimento global]]></title>

<pubDate>Seg, 21 Mai 2007 21:57:49 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070521_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Para comemorar o dia do meio ambiente, celebrado em 5 de junho, a agência de meio ambiente da Inglaterra e do País de Gales decidiu pesquisar o que os ingleses estão fazendo a respeito do tal aquecimento global. A boa notícia: 41% dos entrevistados afirmaram ter alterado seu comportamento num esforço para reduzir suas emissões de carbono. A má notícia: 59% afirmaram não estar fazendo nada em relação ao problema. </p><p>Do universo que disse estar se mexendo, 23% citou a reciclagem como sua principal contribuição para combater o aquecimento global. Apenas 18% mencionou outras ações que podem ter impacto maior sobre o problema, como usar lâmpadas fluorescentes em vez das incandescentes, tirar da tomada aparelhos como microondas e DVDs quando não estiverem sendo usados e andar menos de carro. </p><p>Dos que afirmaram não estar fazendo nada para combater o aquecimento global, 22% disseram simplesmente não saber o que fazer para reduzir as emissões.</p><p>O que os brasileiros pensam sobre o tema? Sobre as emissões de carbono? Sobre as ações que, praticadas diariamente, contribuem mais ou menos para o bem estar do planeta? Seria interessante se pudéssemos saber como andam as coisas por aqui também ...</p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Se Bogotá pode, São Paulo também]]></title>

<pubDate>Seg, 14 Mai 2007 22:12:22 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070514_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[<p>Amanhã, dia 15, num evento em São Paulo, o presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos Oded Grajew e um grupo de empresários e gestores de entidades civis lançará o &quot;Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade&quot;. O que Grajew e os parceiros envolvidos na iniciativa querem é criar mecanismos para que o poder público, assim como uma empresa privada, tenha metas a ser cumpridas e indicadores para medir a eficiência das suas ações.</p><p>Grajew conta que o movimento vem sendo articulado desde o final do ano passado, mas que a vontade de fazer decolar a idéia o mais rápido possível veio mesmo em março deste ano, depois que ele e um grupo de cerca de 20 pessoas ( entre elas Guilherme Leal, da Natura, José Roberto Belintani, do Instituto São Paulo Contra a Violência e Helio Cerqueira, da Estapar) visitaram Bogotá, na Colômbia. O grupo ficou impressionado com a cidade, que desde 1997, vem estabelecendo metas como a que o grupo quer definir para São Paulo e, com isso, tem reduzido a criminalidade, além de urbanizar e revitalizar áreas degradadas.</p><p>&quot;Os políticos são obrigados a estabelecer boas práticas e aqueles que os sucedem não podem descontinuá-las a troco de nada&quot;, diz Grajew, que teve a oportunidade de conversar com representantes de ONGs que monitoram de perto esse processo.</p><p>Para mais informações sobre o que deixou o grupo de brasileiros tão impressionados e confiantes de que é possível mudar São Paulo veja  <a href="http://www.bogotacomovamos.org">www.bogotacomovamos.org</a></p><p><font face="Arial" size="1"><span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Arial"><p /></span></font></p>]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Lembra da C&A?]]></title>

<pubDate>Qua, 09 Mai 2007 13:04:07 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070509_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Você já ouviu falar do Instituto Ibi? Eu nunca tinha ouvido falar até ontem, quando almocei com Paulo Castro, executivo de carreira da C&amp;A que desde 2001 está à frente do Instituto C&amp;A - o braço social de uma das maiores redes varejistas de vestuário do país e também do tal Instituto Ibi - o braço social do Ibi -, a financeira da empresa. Ele foi criado em abril de 2003 e tem como objetivo inserir jovens de 18 a 25 anos no mercado de trabalho. Segundo Castro, 1 030 jovens são hoje alvo de projetos que, em parte, são implementados com a ajuda de funcionários voluntários da financeira. Com o apoio do Instituto Ibi, por exemplo, a Associação Cristã de Moços de São Paulo treinou em 2006 cerca de 40 jovens do município de Barueri para trabalhar em empresas de logística (foram 576 horas só de aulas teóricas). O orçamento do instituto é de cerca de 4 mihões de reais.<br /><br />Achei curioso que eu não soubesse sobre o Instituto Ibi e vou explicar o motivo. Quando entrei na Exame em 2000, falava-se muito sobre a C&amp;A. E não sobre a estratégia de negócios da empresa - a C&amp;A sempre foi e continua sendo um túmulo quando o assunto é a sua operação. A rede era notícia porque fazia coisas, naquela época, surpreendentes. Elas foram contadas por Cláudia Vassallo, hoje nossa diretora de redação, numa longa matéria de capa de Exame. A C&amp;A foi destaque porque seu instituto desenvolvia atividades sociais em todas as cidades onde houvesse lojas da rede instaladas. E grande parte dessas ações eram capitaneadas pelos próprios funcionários. Isso mesmo. Muito antes da maioria das empresas entrar na onda do voluntariado e tentar seduzir seus profissionais para usar suas habilidades e conhecimentos para ajudar a creche ou a escola vizinha à fábrica ou escritório, a C&amp;A tinha um exército bem estruturado e treinado a serviço do chamado terceiro setor. A empresa também monitorava sua cadeia de fornecedores, se preocupava com o grau de escolaridade de seus funcionários, media o consumo de energia elétrica nos escritórios e vistoriava a emissão de poluentes de fornecedores. Graças a isso, a empresa praticamente batizou o termo &quot;responsabilidade social&quot; na Exame. De lá pra cá, porém, passamos a falar cada vez menos da C&amp;A. Mas não porque a empresa tenha deixado de fazer essas coisas. A rede tem hoje cerca de 15 000 funcionários e 3 000 deles atuam como voluntários do instituto, que apoiou 88 projetos sociais de março de 2006 a fevereiro de 2007 e investiu cerca de 13 milhões de reais ( ao longo de seus 15 anos, o Instituto C&amp;A já investiu 50 milhões de dólares em 1 200 projetos sociais em todo o Brasil).<br /><br />Acredito que deixamos de prestar a atenção na C&amp;A por dois motivos: <br /><br />O primeiro deles é que a rede, ao contrário da maioria das empresas - não gosta muito de propagandear o que faz. O que, até certo ponto, é legítimo<br /><br />O segundo motivo, porém, e talvez o mais importante, está relacionado à propria evolução do movimento de responsabilidade corporativa no país, que passou a prestar mais atenção ao que as empresas fazem internamente - e menos no que elas fazem dos muros para fora. Ou seja, as pessoas continuam achando meritório o trabalho do Instituto C&amp;A, mas cada vez mais querem saber como a busca pelo desenvolvimento sustentável está afetando o dia a dia da empresa, os chamados processos internos. E aí, não há muito o que contar porque o que a C&amp;A faz internamente é um mistério. Afinal de contas, sustentabilidade é também sinônimo de transparência, e a C&amp;A nem mesmo divulga o seu faturamento no Brasil ( assim como outras subsidiárias de multinacionais)<br /><br />Castro, do instituto, afirma que, aos poucos, a empresa vai contar mais sobre o que faz nas suas 135 lojas espalhadas pelo país e como está pensando a questão da &quot;sustentabilidade&quot;. Disse, por exemplo, que a empresa vem pensando sobre o uso das sacolas pláticas e como elas poderiam ser substituídas por similares de material biodegradável. Também disse que a empresa está preparando uma publicação. &quot;Não será um relatório sobre as atividades do instituto, que é algo que já temos, mas algo mais amplo&quot;. É esperar para ver o que a C&amp;A - que um dia foi capa de Exame - terá a nos dizer sobre o assunto. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[Ações relevantes]]></title>

<pubDate>Qui, 03 Mai 2007 12:52:29 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070503_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Venho fazendo reportagens sobre empresas e desenvolvimento sustentável na Exame desde 2000. Na verdade, comecei escrevendo sobre o que chamávamos de responsabilidade social e como ela havia se transformado num desafio estratégico para as corporações. Eu procurava analisar como elas destinavam seus recursos para projetos sociais e ambientais, como se relacionavam com as comunidades nas quais estavam inseridas ou como simplesmente estavam copiando o que as outras faziam - com mais ou menos maestria. Nesse período, qualquer executivo de empresa - salvo raríssimas exceções - tinha na ponta da língua a seguinte frase: &quot;Não podemos dar o peixe. Temos de ensinar a pescar&quot;. Felizmente, o chavão do peixe parou de ser usado (pelo menos com tanta frequência), as empresas passaram a falar sem tanto constrangimento que doam, sim, dinheiro para entidades (porque muitas vezes não é necessário que elas as ajudem a pescar o tal peixe) e o termo responsabilidade social começou a ser substituído por desenvolvimento sustentável. No último ano, quando finalmente todos despertaram para as revelações alarmantes a respeito do aquecimento global, já feitas lá no início da década, o assunto ganhou a importância merecida nas empresas e fora delas. E esse é o lado bom. Há um consenso de que é preciso agir, e rápido. Afinal, segundo James Lovelock, um ambientalista inglês respeitadíssimo, mas também considerado um tanto quanto extremista, lá para 2030, 2040, a situação no planeta deverá estar insuportável. O lado ruim é que o aquecimento global virou uma frebre, a sustentabildade virou uma febre. Não há mais empresa, mas empresa sustentável, negócio sustentável, fábrica sustentável. E nesse saco de gatos, lá vamos nós, mais uma vez, tentar separar o joio do trigo. Por isso, a idéia é que esse espaço seja usado para falar sobre o desenvolvimento sustentável e sobre ações relevantes das empresas, aquelas que realmente farão diferença para você, para mim, para o planeta. ]]></description>

</item>
<item>
<title><![CDATA[New York, New York]]></title>

<pubDate>Qui, 03 Mai 2007 12:51:12 -0300</pubDate>
<link>http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/20070503_listar_dia.shtml</link>
<description><![CDATA[Michael Bloomberg, fundador da empresa de mesmo nome e já no segundo mandato como prefeito de Nova York, inicou recentemente  uma cruzada. Seu objetivo é transformar a cidade num exemplo de metrópole sustentável. Para isso, divulgou 127 iniciativas relacionadas ao ar, água, energia e transporte. Se depender dele, Nova York terá mais ciclovias, mais um milhão de árvores e dezenas de parques - a idéia é que qualquer novaiorquino não tenha de andar mais de dez minutos para desfrutar de uma área verde. Bloomberg também está propondo mudanças mais profundas. Para reduzir em 30% as emissões de gases causadores do efeito estufa, o prefeito pretende melhorar a eficiência das usinas que iluminam os lares dos mais de 8 milhões de pessoas que habitam a cidade. Como? Acrescentando uma taxa de 2,50 dólares às contas de luz. E essa nem é a medida mais polêmica. Se depender do prefeito - que terá menos de três anos para dar cabo da empreitada -, assim como em Londres, passear de carro em Manhattan custará caro: exatos oito dólares. Não há pesquisas ainda sobre a receptividade das medidas, mas Bloomberg está realmente disposto a transformar a cidade num exemplo para outras metrópoles mundo afora. Que ele seja bem sucedido e imitado. ]]></description>

</item>
  
				 
				 
</channel>
</rss>