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Orkut já não é a mídia social mais usada no Brasil
Por Luiza Dalmazo | 24/11/2009 - 15:12
Enquanto a maioria das pessoas compara o Orkut com o Facebook, a empresa de pesquisas e monitoramento na internet E-life e a InPress Porter Novelli, compararam todas as ferramentas consideradas de mídia social. E a descoberta é que o Orkut não é mais o rei absoluto no Brasil.

Dos quase 1 300 usuários entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra 72,6% que acessa o Orkut no mesmo período. É o líder, portanto, em frequência de acesso. Seria diferente se fossem analisados outros critérios.

Segundo lugar no tempo de uso dos internautas, o Orkut ainda é o primeiro colocado entre as redes sociais com mais cadastrados no Brasil -- 89,6% dos respondentes têm conta na rede. O Twitter é o segundo, com 80,1% e o YouTube o terceiro, com 79,6%. O Facebook aparece na quinta posição, com 57,6% dos entrevistados registrados.

Cada rede social, no entanto, parece ter uma função definida na rotina dos usuários. O Twitter, de acordo com 70% dos respondentes, é usado para leitura de notícias. O Orkut serve para contato com os amigos (segundo 86% das pessoas ouvidas) e o YouTube para passatempo e diversão (89,6%). 

Para Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, essa diferenciação é interessante porque muitas empresas usam abordagens semelhantes para redes sociais, mas dificilmente uma só estratégia vai funcionar para todas elas. ''As redes são usadas para finalidades muito diferentes e não uma abordagem para cobrir tudo'', diz.

Nos três últimos meses, 4,8% dos respondentes fizeram cadastro no LinkedIn, o que foi uma surpresa na opinião de Lima. ''Foi a terceira rede social mais lembrada, atrás apenas do Twitter e do Facebook (em que 46,3% e 10% fizeram cadastros, respectivamente)."
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Fábrica brasileira inicia produção de Blu-ray
Por Camila Fusco | 24/11/2009 - 11:23
A brasileira Microservice inicia nesta semana, na fábrica de Manaus, sua produção de discos de Blu-ray. Esta será a primeira linha de fabricação da América Latina e terá capacidade para 400 000 discos por mês.

Segundo Isaac Hemsi, diretor geral da Microservice, a produção inicial será em caráter de testes. A fabricação em série acontecerá a partir de janeiro. "Para 2010 estimamos que o mercado brasileiro consuma cerca de 1 milhão de discos de Blu-ray", disse a EXAME.

A Microservice investiu 10 milhões de reais na linha de produção de Blu-ray na fábrica de Manaus, que tem 50 000 metros quadrados e abriga também a produção de DVDs e CDs.

A companhia ingressou na produção de CDs em 1987 e foi a primeira fábrica do gênero entre os países latinos. Hoje, fatura cerca de 400 milhões de reais, sendo que 65% da receita vem de vídeo e música. O restante do faturamento vem de outras oito áreas, que vão de produtos de escritório e materiais fotográficos a serviços logísticos.

O ano de 2009 é um marco na história do Blu-ray no Brasil: pela primeira vez, os aparelhos podem ser comprados por menos de 1 000 reais. Em 2006, quando começaram a chegar ao mercado brasileiro, os tocadores de Blu-ray custavam cerca de cinco vezes mais.
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Microsoft planeja pacto com a News Corp na batalha contra o Google
Por Camila Fusco | 23/11/2009 - 12:14

A Microsoft está discutindo um pagamento para o grupo de mídia News Corp retirar suas notícias do Google e indexá-las nas ferramentas de busca da própria gigante de software. A ousada medida teria como objetivo ganhar vantagem na briga pelo mercado de internet.

Segundo informou o jornal Financial Times, as negociações estão em estágio inicial e partiram da News Corp, proprietária de jornais como Wall Street Journal, nos Estados Unidos, e The Sun, na Inglaterra.

No entanto, o FT alega que a Microsoft já abordou outras companhias para convencê-las a remover seus sites da ferramenta de busca do Google. "Isso tem a ver com os planos da Microsoft de destruir as margens do Google", disse ao FT um executivo próximo às negociações.

A News Corp está adotando uma linha dura contra o Google. Recentemente, o presidente Rupert Murdoch, afirmou que usaria métodos legais para evitar que o Google "roubasse" histórias publicadas por seus jornais.

A Microsoft está brigando quase a qualquer custo para ganhar uma fatia significativa no mercado de buscas. Em julho, a empresa de Bill Gates fechou uma parceria com o Yahoo! de dez anos para buscas. Segundo o acordo, o Yahoo! utilizará a plataforma de buscas Bing, da Microsoft, nos websites e será o negociador exclusivo das duas empresas para anúncios vinculados a buscas para grandes clientes. Pelo modelo de negócios, a MS vai pagar ao Yahoo! 88% das receitas com buscas geradas em seu site nos cinco primeiros anos do acordo.

Em setembro, a consultoria norte-americana comScore apontou que a Microsoft detém 9,4% das buscas nos Estados Unidos, frente a 18,8% dos sites do Yahoo! e 64,9% do Google. Em números foram feitas quase 14 bilhões de buscas no país, sendo 9 bilhões pelo Google, 2,6 bilhões pelos sites do Yahoo! e 1,3 bilhão pela Microsoft. Agora, resta saber se a distância colossal que ainda existe entre os sites de busca da Microsoft e os do Google ou Yahoo! vai ser minimizada com acordos do gênero do plano da News Corp.

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O Windows do Google
Por Sérgio Teixeira Jr. | 19/11/2009 - 18:11
Acabou há alguns momentos a apresentação do Chrome OS, o sistema operacional do Google. A expectativa era grande, afinal de contas muita gente acha que esse é o começo da grande batalha com a Microsoft.

Eu acho que não é.

Mas vamos devagar.

Primeiro: o que é o tal Chrome OS?

É um sistema operacional, como o Windows, ou o Mac OS, ou o Linux. Mas o Chrome é muito diferente desses três. Para o usuário, o sistema todo é basicamente um navegador de internet. Muito poderoso, rápido e seguro. Mas é um navegador de internet.

O Chrome OS, a princípio, vai equipar apenas netbooks (não se falou quais marcas terão o novo sistema). A ideia é que ele faça o computador funcionar como uma TV: você aperta o botão e instantaneamente está na internet. (Na demonstração, o "instante" demorou uns sete segundos, mas, ei, algum outro computador liga tão rápido? Não que eu saiba.)

Uma vez rodando, o Chrome abre uma janela de navegador. E é só isso que há ali. Não existe a tradicional área de trabalho, cheia de ícones. Não há programas para instalar. Não ícones para clicar. Quer abrir o email? Entre no site do seu webmail preferido. Quer editar uma planilha? Entre num serviço de documentos online. E assim por diante.

Pense como você tem usado seu computador recentemente. São grandes as chances de que você passe a imensa maioria do tempo no navegador, não é mesmo? Pois então. Veja o vídeo abaixo (por enquanto apenas em inglês). 
 


Nos computadores equipados com o Chrome OS, os programas não estarão na máquina. Eles ficam na internet, ou, como diz o termo da moda, na "nuvem".

Faz sentido? Para alguns usos, faz. Certamente faz sentido para quem compra um netbook. Como bem apontou Sundar Pichai, vice-presidente de desenvolvimento do Google, quem compra um desses pequenos PCs de 300-400 dólares quer ter mobilidade e, essencialmente, entrar na internet. 

"O netbook pode até ser o computador que você mais usa em termos de horas, mas acreditamos que você tenha uma outra máquina mais poderosa em casa", disse Pichai. 

Imagine um executivo em viagem, um gerente que vai visitar um cliente, um estudante que está na escola. O que essas pessoas querem de um netbook? Entrar na internet. Checar o e-mail, ler um documento, eventualmente fazer modificações. Acredite, tudo isso pode ser feito com grande conforto pela web.

O que naturalmente traz a pergunta: e se não houver internet? Bem, aí começam a aparecer problemas. A nova geração dos sites/serviços online vai permitir que você tenha uma espécie de versão offline sempre carregada na máquina.

Já dá para fazer isso com o Gmail, por exemplo. Você pode escrever mensagens e elas são enviadas assim que volta a conexão. Mas é claro que no mundo ideal o netbook vai estar sempre conectado -- é por isso que ele se chama NETbook.

Outra questão diz respeito aos programas que você quer instalar no seu computador. Não haverá essa opção. "O sistema não confia em programa nenhum", foi uma das frases pronunciadas no anúncio de hoje. Nem no próprio Chrome OS, diga-se: o sistema tem um sofisticado sistema de verificação de si próprio para garantir o máximo de segurança.

Dispositivos externos, como câmeras e tocadores de música (como fazer com um iPod sem iTunes? Essa eu quer ver) devem funcionar normalmente. Idem para impressoras. Os detalhes técnicos serão esmiuçados nos próximos meses nos sites especializados.

O vídeo abaixo é uma pequena demonstração do Chrome em uso:



O que me leva ao começo do post. Nem cheguei perto do Chrome OS, mas já uso o Chrome como meu navegador principal faz tempo. Arriscaria dizer que o Chrome é o programa de computador que eu mais uso. Ele é excelente. Não teria nenhum problema em passar um dia fora da redação só usando Chrome, ou mesmo uma semana de viagem.

Mas só. É preciso ter um computador "principal", onde dê para editar fotos e filmes, organizar a coleção de músicas, jogar um joguinho mais pesado. E eu acho que, hoje, a maioria das pessoas ainda usa mais esse tipo de computador.

É bastante provável que, no futuro, todo mundo tenha um segundo (ou terceiro, se você contar o smartphone) computador, menor. Mas por enquanto eu acho que a grande batalha com a Microsoft fica um pouco mais adiante.
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TAM atravessa transição tecnológica
Por Camila Fusco | 19/11/2009 - 15:32
O "apagão" no software de check-in da TAM, que causou atrasos em mais de 42% dos voos da companhia nesta manhã, mostra que contingência deve ser a palavra de ordem para os sistemas das companhias aéreas.

O sistema ficou fora do ar das 6h às 8h40 e foi suficiente para causar atrasos em 199 dos 466 voos da companhia no dia, segundo a Infraero. Às 15h, 4,9% dos aviões da TAM ainda apresentavam atrasos.

A TAM não comentou exatamente o que causou o problema de hoje e limitou-se a dizer que foi uma falha no sistema de check-in. A companhia está em plena fase de mudanças de seus sistemas de TI. Neste ano, a empresa fechou uma parceria de dez anos para tecnologia da informação com a Amadeus para a implantação de um sistema de gestão de passageiros. Pelo acordo, a Amadeus ficou responsável por substituir diversos aplicativos por uma única plataforma integrada, capaz de gerenciar reservas, inventários e processos de controle de partida dos voos.

O treinamento e gerenciamento de mudanças para a operação na nova plataforma começou em março incluindo os funcionários da linha de frente nos aeroportos, das áreas de reservas, check-in, emissão de bilhetes e de vendas. Segundo Gustavo Murad, diretor da divisão de companhias aéreas da Amadeus, o problema de hoje não teve relação à migração e sim envolveu sistemas já implantados na TAM.

"No último fim de semana foi feita a substituição do software de reservas, inventário e e-commerce e essa troca não tem relação direta com o incidente de hoje. Os sistemas de check-in começam a ser migrados em dezembro e de forma gradual. A implantação total vai durar três meses", disse ao Zeros e Uns.

Questionado sobre a viabilidade de fazer a substituição justamente num momento de alta temporada em que os aeroportos estarão lotados, Murad afirmou que a característica de migração gradual do sistema vai evitar problemas. Segundo o executivo, 100 pessoas do time global da Amadeus estão no Brasil para fazer a adaptação do sistema da TAM.

Entre os especialistas a dúvida é: onde esteve exatamente o problema da TAM? "A equipe de TI da TAM é grande. Eu fico admirado como podem ter existido falhas como essas de hoje, já que geralmente são feitos inúmeros testes antes da migração", diz Edison Fontes, especialista em segurança da informação e professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).

"É difícil de estimar o que causou a pane por serem diversos os fatores possíveis, mas o que é certo é que o setor aéreo é um dos mais vulneráveis às falhas de sistemas, ainda mais do que os bancos. Uma pane simplesmente para o negócio", afirma.

Para evitar problemas como os da TAM, outras empresas aéreas estão investindo na virtualização. Uma delas é a Azul, onde os PCs usados pelos funcionários que prestam atendimento ao público em lojas ou nos balcões de check-in são terminais extremamente simples, que acessam um servidor central e têm baixo poder de processamento.

Isso representa uma economia de até 35% nos custos de hardware, sem contar a economia com a manutenção: os terminais não exigem atualizações individuais de software nem correm risco de infecção por vírus, apenas para mencionar duas vantagens. Além disso, se a conexão com o datacenter cair, as máquinas têm autonomia para funcionar por algumas horas a partir de um banco de dados alternativo.

Segundo Paulo Prado, gerente de produtos da Symantec, que presta os serviços de aplicativos virtuais e autonomia dos computadores do check-in da Azul, no caso da atualização de software, as máquinas do check-in conseguem ter autonomia enquanto o processo é feito no datacenter. "Depois disso, é só reiniciá-las para o novo sistema estar rodando normalmente", diz Prado.
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Sérgio Teixeira Jr.
Editor executivo de Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




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