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Jovens dedicam-se igualmente ao videogame e TV
Por Luiza Dalmazo | 04/11/2009 - 15:24
A televisão foi a inimiga número um dos pais dos anos 80 e 90. Tirar crianças e adolescentes de frente da telinha para que fossem estudar era rotina. Parecia que não seria diferente no futuro, mas de certa forma é. 

Hoje os jovens continuam em frente às telinhas, mas podem também estar jogando videogames -- esse sim o maior rival de muitos pais. Chegou a acontecer em alguns lares no passado, por causa do Atari e do MegaDrive, mas não era regra. Atualmente, uma pesquisa mostra que o tempo que os jovens gastam jogando é praticamente o mesmo que despendem navegando na internet e assistindo à televisão.

De acordo com relatório da TNS e da eMarketer, os usuários de internet do sexo masculino dos EUA gastam 10 horas por semana jogando videogames. Com televisão, o mesmo público passa 10,7 horas e 10,8 horas navegando na web. 

A usabilidade é bem superior entre garotos de idade entre 8 e 12 anos. Eles jogam em média 13 horas por semana, bem mais tempo do que o gasto com televisão e navegando na internet. Até mesmo usuários mais velhos, com idade entre 50 anos ou mais, gastam em média 4,5 horas por semana com games.

O estudo reforça que as mulheres são quase tão vidradas em videogames quanto homens, com 80% delas dizendo que jogam, contra 87% dos homens americanos. A preferência varia quando se trata de plataforma. Elas gostam mais de portais de games e, eles, de consoles.

Os jogos preferidos, especialmente em portais, são casuais e gratuitos. Somente 30% dos jogadores gastam dinheiro nesse meio -- menos de dois terços pagam por jogos móveis. Jogadores de console, no entanto, são mais gastadores e somente 21% deles disseram nunca comprar games.
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Yammer, a versão corporativa e rentável do Twitter
Por Luiza Dalmazo | 30/10/2009 - 12:56
Há um ano surgiu mais uma empresa de tecnologia no Vale do Silício, o Yammer. A proposta é muito parecida com o que é o microblogger Twitter, com duas diferenças básicas: é destinado a empresas e, desde que nasceu, é lucrativo.

O Yammer já tem 50 000 clientes e no time de fundadores estão profissionais que estiveram nos bastidores do Facebook, o ex-COO da PayPal e a venture capital Charles Rivers. Durante a apuração da reportagem ''O e-mail morreu'', que está na edição desta quinzena de Exame, conversamos com Rahul Agarwal, diretor de comunicação do Yammer, que nos contou como a empresa acredita que está mudando as regras de comunicação. Abaixo, a entrevista na íntegra.  

1. Como surgiu a Yammer e qual é o principal objetivo da companhia?
O objetivo da empresa é revolucionar a comunicação corporativa, a forma como o e-mail rege a comunicação nas organizações. Todo o mundo o usa, mas não é um bom meio para empresas. Com o e-mail eu mando uma mensagem para alguém que não pode escolher se quer receber esse e-mail ou não. Também são problemáticos aqueles e-mails que as pessoas mandam para ''todos'' do escritório, porque o inbox fica lotado e muitos vão responder a essa mensagem novamente ''a todos''. E muitas vezes a maioria das pessoas não tem nada a ver com essa discussão. 

O que diferencia o e-mail do Yammer é que você escolhe de quem quer receber mensagens (popularmente, como no Twitter, se diz ''quem você quer seguir''). Quando você segue essas pessoas, as atualizações delas aparecem na sua tela. Mas mesmo se você não segue determinada pessoa, se é uma discussão iniciada por alguém que você não segue, há a chance de ir até essas pessoas e entender do que se trata. Assim você vê informações que são importantes para a empresa, agiliza a obtenção e disseminação de informações.
 
2. Mas de que forma exatamente vai mudar a comunicação nas empresas?
A ideia em torno de um microblog é que ele força as pessoas a serem sucintas. Nos e-mails, não. Você pode escrever cinco parágrafos mesmo quando só um é relevante. O Yammer tem uma espécie de ''norma social'' que as pessoas captam. Assim ele evita os cinco parágrafos e traz produtividade, deixando também de lado a formalidade do email. Dispensa a introduções formais como ''Prezado Fulano'' ou ''Olá, tudo bem'' e o preenchimento do ''assunto'', além do trabalho de encontrar o endereço de e-mail correto. No Yammer há uma caixa em branco, é só escrever e publicar sem se preocupar com as formalidades. As pessoas ficam mais acessíveis. 

3. Quais são os usos mais comuns do Yammer?
Normalmente o Yammer é usado para comunicação entre departamentos, especialmente em empresas em que a comunicação é baseada em arquivos. Uma pessoa do departamento de engenharia segue outra de relações públicas e pode saber o que está acontecendo com a empresa publicamente. A comunicação continua baseada em arquivos, mas reduz o fluxo de e-mails e diminui a burocracia. É possível ler o que o CEO ou o estagiário tem a dizer. É uma forma de manter os funcionários atualizados, de avisar quando há alguém novo, por exemplo. E as pessoas podem procurar palavras chaves para saber o que está sendo dito sobre um projeto ou novidade e as buscas são em tempo real. O Yammer realmente promove conversas em tempo real, é muito parecido com ferramentas de mensagens instantâneas, mas não privadas. 

Há ainda a possibilidade de enviar mensagens diretas e criar grupos. Nos grupos públicos, qualquer pessoa pode se juntar se tiver interesse semelhante. [Na AMD, cliente do Yammer com quem Exame conversou, há um grupo para quem gosta de games]. Nos privados, é possível juntar o time de vendas, por exemplo, para falar assuntos referentes apenas a essa área e ninguém de marketing, engenharia ou relações públicas tem acesso. Isso é bom para categorizar discussões. Nós queremos continuar integrando a ferramenta com o fluxo de trabalho de outras pessoas. Hoje, se você tem um smartphone de qualquer tipo, você pode acessar o Yammer. Temos aplicativos para iPhone, para Blackberry e para Windows Mobile. Também estamos integrados ao Outlook, da Microsoft. Isso significa que você não precisa mudar toda a sua cultura, pode apenas integrar isso no seu fluxo de trabalho. 

4. No Yammer também há limite de caracteres por mensagem, como os 140 do Twitter?
Não, porque para 90% das pessoas nas empresas isso não é muito conveniente. É legal no Twitter, onde você pode usar gírias e abreviações, mas não na empresa, onde as pessoas têm mais o que fazer do que se preocupar em fazer uma mensagem se adequar ao padrão. Às vezes espaço é necessário nos negócios. Tem uma pequena caixa, para indicar que a mensagem deve ser curta, mas sem limites.

5. Quantos clientes já conquistaram?
Temos 50 000 redes criadas, são 50 000 empresas usuárias, contas ativas. Aliás, nós recentemente ultrapassamos esse número. Estamos crescendo incrivelmente rápido. Tínhamos 45 000 clientes em uma semana e na outra estávamos com 50 000. Alguns são clientes grandes, como a rede de televisão FOX, a consultoria Delloite, e a fabricante de chips AMD. 

6. Biz Stone, um dos fundadores do Twitter, esteve no Brasil recentemente (clique aqui e veja o vídeo) e falou dos esforços da empresa para conseguir lucro. Ao contrário, o Yammer tem uma proposta muito semelhante e já tem lucro, certo?
Obviamente, o Twitter vai ficar bem. Mas é isso mesmo. Quando nós fomos fundados, muita gente nos chamava de ''Twitter com um plano de negócios''. Eles focaram nos usuários finais e nós no ambiente corporativo, isso nos permite sair e vender redes e gerar receita imediatamente. 

7. Como você vê a posição do e-mail hoje na comunicação?
O e-mail está se tornando desatualizado e antigo, porque existem muitas formas alternativas para conversação. Obviamente, o e-mail não vai morrer ou pelo menos não rapidamente, mas há cada vez mais gente abandonando esse meio, feliz com o fato de haver outras formas de comunicação fora do e-mail. A questão é que hoje qualquer um pode criar uma rede Yammer. Então, se quiser formar uma rede privada entre você e outras pessoas que queira convidar, é possível. As pessoas estão muito empolgadas com isso.
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Apple corta preços para ganhar mercado no Brasil
Por Camila Fusco | 29/10/2009 - 12:28

Pela terceira vez no ano a Apple está reduzindo os preços de seus computadores no Brasil. A queda do dólar está ajudando a empresa a diminuir o valor das máquinas e, no total, nove modelos de Macs terão desconto a partir desta quinta-feira (29/10).

O modelo de entrada, o Macbook de 13 polegadas com disco de 120 GB, teve seu valor cortado em 10%, de 3 099 reais para 2 799 reais. Já o ultrafino Macbook Air de 13 polegadas e também com 120 GB de disco passou de 5 199 para 4 999 reais e o McBook Pro de 15 polegadas e 250 GB caiu de 6 199 para 5 999 reais.

A estratégia da Apple de cortar os preços dos Macs vai além de apenas repassar a queda do dólar. A empresa está num esforço claro -- ainda que não admita publicamente -- de tentar disseminar seus computadores no Brasil. (Popularizar ainda não é termo, especialmente porque, em termos de preços, as máquinas ainda estão longe de serem exatamente populares).

No início de outubro, lançou sua loja própria, seu primeiro esforço de vendas diretas. E os acordos de vendas com terceiras também têm crescido, e ilustram a intenção da Apple de ganhar mercado. "A redução de preços está levando mais varejistas a firmarem parcerias com a empresa", afirmou ao Zeros e Uns um executivo próximo à companhia.

Hoje, os computadores da Apple estão em cerca de 40 lojas da livraria Saraiva, lojas virtuais como Americanas.com e Submarino, além da rede de parceiros Fast Shop, Fnac, CTIS e MyStore -- que tem lojas em Campinas, interior de São Paulo, Ibirapuera, zona sul da capital paulista e inaugura hoje a loja do shopping Anália Franco, zona leste da cidade. A nova unidade dará mais 10% de desconto até domingo (1/11) em cima dos novos preços dos Macs.

Segundo a MyStore, os planos são de abrir mais quatro operações de revenda de equipamentos Apple em shoppings do país a partir de 2010.

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Totvs cresce com as pequenas
Por Camila Fusco | 29/10/2009 - 12:08
As pequenas e médias empresas foram as principais responsáveis pelos resultados expressivos da Totvs no terceiro trimestre. No período, foram 827 novos clientes -- um recorde para a empresa -- e desse total boa parte representou investimentos de companhias de pequeno porte.

"O valor médio do pacote de licenças caiu, o que mostra que mais clientes de menor porte estão comprando", disse José Rogério Luiz, vice-presidente executivo e financeiro e diretor de relações com investidores ao Zeros e Uns. No período, o valor médio do pacote de licenças caiu 10,6%, de 14 800 para 13 200 reais.

No terceiro trimestre a Totvs faturou 252,5 milhões de reais, crescimento de 16% sobre o ano passado. A empresa elegeu 11 áreas prioritárias para investimento, como saúde, agroindústria, educação, distribuição e logística e o setor financeiro, onde ganhou presença especialmente em outubro com a aquisição da TotalBanco. "Ainda estamos longe de atingir o potencial desse setor e queremos fornecer sistemas complementares aos megabancos e fazer parte do crescimento das médias instituições disse".

Hoje já não existe distinção entre os sistemas da Totvs e Datasul, segundo Luiz. A integração das empresas já foi concluída e a oferta dos sistemas para os novos clientes pode combinar elementos do software da Totvs com outros da Datasul. "Para quem achava que a fusão não ia dar certo e ia ser como misturar Corinthians e Palmeiras, aqui está a prova de que deu certo", resume.
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iPhone agrada mais
Por Luiza Dalmazo | 27/10/2009 - 17:11

Entre os proprietários de um celular da marca, 74% dizem que estão muito satisfeitos com o aparelho, segundo estudo mundial da  empresa independente de pesquisas ChangeWave Research.

Na segunda posição entre os mais contentes com os aparelhos de telefone móvel estão os usuários de produtos fabricados pela Research in Motion (RIM), da linha BlackBerry, com 43% de satisfação -- acima, a lista completa do nível de satisfação dos proprietários de smartphones, por fabricante.

A ChangeWave há alguns anos rastreia o crescimento meteórico do número de smartphones que chegam ao mercado (aqueles aparelhos celular com conexão à internet e funções de computador). 

Na última versão, a empresa ouviu 4 255 consumidores entre 14 e 21 de setembro e descobriu que entre outubro de 2006 e setembro deste ano, o número de pessoas ouvidas que possuem smartphone subiu de 15% para 39%. Um total de 11,6% disse ainda que planeja comprar um aparelho do tipo no próximos 90 dias. 

De acordo com o estudo, a RIM possui 40% de participação de mercado e é a líder entre os consumidores, apesar de ter caído um ponto desde a pesquisa anterior da empresa (em junho deste ano). Este é o índice mais baixo dos últimos dois anos.

A Apple tem 30% de participação e teve um crescimento de cinco pontos desde junho, especialmente por causa do lançamento do iPhone 3GS.

Na terceira posição da lista dos que possuem mais participação de mercado está a Palm, com 7%. Com o lançamento do modelo Pre, a companhia estabilizou sua participação de mercado. O mais curioso da pesquisa é que a taxa de satisfação dos clientes Palm que possuem o Pre é de 45%, bem acima dos demais aparelhos (só 28% deles se dizem ''muito satisfeitos'').

No mesmo período da pesquisa -- setembro -- publicamos uma lista com o total de vendas de smartphones no Brasil em 2008 e no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram vendidos 47,83 milhões de celulares em 2008 e 20 milhões no primeiro semestre deste ano, segundo a consultoria em tecnologia Gartner. Reveja aqui.
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Sérgio Teixeira Jr.
Editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.


Camila Fusco
Repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME.




Luiza Dalmazo
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