
Publicado em 05/08/2008 - 19:54
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Há um tempo fiz uma matéria sobre a oferta de serviços de mensagem instantânea para celular, como os tradicionais MSN, Yahoo Messenger, Google Talk e outros mais novos como o Nimbuzz. Conversei com algumas pessoas do setor para discutir se os mensageiros poderiam canibalizar o SMS, grande filão das operadoras. A resposta, em geral, era a de que ainda era cedo para saber o que ocorreria e as operadoras acreditavam, inclusive, que eles poderiam aumentar o volume de mensagens de texto. Um anúncio de hoje mostra que elas estão confiantes nessa possibilidade. E vão com tudo.
De acordo com a GSM Association, associação mundial da indústria de telefonia celular, oito operadoras brasileiras (Vivo, TIM, Claro, Oi, Brasil Telecom, Sercomtel, Nextel e CTBC) assinaram acordo para fornecer um serviço de mensagem instantânea que vai funcionar entre todas elas. A idéia é que os celulares terão um aplicativo (embarcado ou obtido via download) que converterá os contatos da agenda em contatos do messenger. No lugar de SMS, as pessoas poderão bater papo em tempo real, com texto, voz ou vídeo. E com pessoas que têm telefone de outras operadoras, como ocorre com as mensagens de texto.
O acordo, por enquanto, é só uma intenção de fazer um "grande messenger". As operadoras ainda terão de discutir questões importantes como quais serviços serão oferecidos (texto, voz e/ou vídeo) e se a troca de mensagens será feita via internet (como nos aplicativos disponíveis hoje) ou se será usado o sistema de SMS (que pode elevar o preço das mensagens instantâneas significativamente).
É no preço que está a grande diferença entre o SMS tradicional e os mensageiros para celular. Um SMS avulso custa, no Brasil, cerca de 30 centavos. Com esse dinheiro, é possível enviar cerca de 300 mensagens num sistema tipo MSN. Se todos os telefones puderem ser conectados por um sistema de mensagem instantânea, está claro que ninguém vai ter dúvida de qual usar.
Ainda não há data para o lançamento do serviço e as operadoras não comentaram sobre o anúncio. Mas falei hoje com a diretora de iniciativas e estratégias da GSM Association, Ana Tavares, que acredita ser possível ter a ferramenta em uso no ano que vem. Ela só faz a ressalva de que a data depende, claro, das empresas de telefonia.
Uma outra coisa interessante que Ana comentou é que os protocolos usados hoje para esse tipo de serviço têm base num modelo internacional. Isso facilitaria uma expansão do serviço de messenger para uso mundial. Será que vai ser um adeus ao SMS e às ligações interurbanas e internacionais?
Publicado em 04/08/2008 - 19:19
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Depois de chegar à beira da escassez de iPhones 3G, Apple parece ter tomado uma providência para satisfazer os ávidos consumidores. Segundo o blog TechCrunch, a Apple pediu para a fabricante taiwanesa Foxconn aumentar a produção para 800 000 unidades por semana. Esse volume está acima da capacidade atual de produção -- que não foi revelada -- e, segundo fonte próxima a empresa, existe a preocupação sobre controle de qualidade.
Mas o crescimento da produção não deverá ser imediato. As fábricas da Foxconn vão ampliar a capacidade produtiva gradualmente e satisfazer a demanda aos poucos -- resta saber em quanto tempo conseguem essa nova escala. Hoje a Foxconn está produzindo a uma taxa de 40 milhões de unidades por ano, bem além das estimativas -- de 25 milhões de iPhones 3G.
Com a produção aumentada, os próximos países que receberão o iPhone 3G em breve talvez não sofram tanto quanto os americanos, que praticamente se engalfinharam pelos últimos aparelhos que restavam na Califórnia, Nova York e New Hampshire. Mas ainda é cedo para saber como a Apple fará a distribuição desses aparelhos. Eles irão para os mercados em que a demanda já se mostrou farta ou os países novatos com grande potencial de consumo -- como o Brasil -- também poderão abocanhar um pedaço significativo desse aumento de produção? Vale esperar para ver.
iPhone Nano?
O jornal britânico Daily Mail traz hoje também uma notícia dizendo que a Apple vai lançar o iPhone Nano, uma espécie de versão compacta do smartphone para vender no Natal. Segundo o jornal, o aparelho deverá custar algo em torno de 150 libras -- cerca de 460 reais -- na modalidade pré-paga e terá menor capacidade e menos funcionalidades do que o modelo tradicional. Será mesmo??
Apple e AT&T
Na terceira notícia sobre iPhone do dia, a AT&T disse ao jornal USA Today que ampliou por mais um ano seu acordo de exclusividade com a Apple para a venda do aparelho nos Estados Unidos. O acerto que iria até 2009, agora vai até 2010 e a AT&T pagará a Apple, como subsídio, 300 dólares por iPhone vendido. O aporte salgado, segundo presidente da operadora, Randall Stephenson, vale a pena para 'transformar a AT&T em uma companhia móvel do século 21'.
Por aqui, como não existe acordo de exclusividade, a guerra pós-lançamento provavelmente será em torno do subsídio. Claro, TIM, Vivo e até a Oi -- que já iniciaram a corrida para lançar o iPhone e hoje estão na fase do 'quem lança primeiro' -- passarão para a fase do 'quem vende mais barato'. É certo que vão precisar colocar na ponta do lápis o que é mais vantajoso, etc, mas se essa teoria do quem vende por menos se confirmar, quem sairá ganhando mesmo, é o consumidor.
Publicado em 04/08/2008 - 16:00
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Aquele currículo tradicional com uma apresentação para lá de impessoal está com os dias contados no que depender do portal de recrutamento Monster, que oficializa suas operações no Brasil agora no segundo semestre. Conversei há pouco com John Hyland, vice-presidente e gerente geral de mercados emergentes do portal, e ele comentou que uma das principais apostas para o país está em oferecer novas tecnologias para a área de recrutamento e seleção, como o currículo em vídeo e o conceito de rede social aplicado ao mundo corporativo.
Sobre a publicação de vídeos, Hyland diz que as possibilidades podem ir muito além da apresentação pessoal. Segundo ele, no exterior uma tendência freqüente é o usuário/candidato incrementar seu perfil com o vídeo de um projeto importante que fez na carreira ou de algum profissional que o inspira no trabalho. Como a tendência de vídeo online já é marcante por aqui, especialmente pelo YouTube, não será de se estranhar que, em breve, também poderá ser utilizado como uma vitrine às empresas dispostas a contratar.
Ainda na linha das peculiaridades do Brasil, Hyland aposta no interesse dos usuários locais sobre as redes sociais. A proposta do Monster é fazer com que quem esteja procurando emprego aproxime-se de outras pessoas que tenham alguma vaga a oferecer ou até possam indicar o colega para alguma posição que conheçam. Se depender do entusiasmo do brasileiro em lidar com redes sociais, o sucesso da ferramenta está garantido. Segundo o IbopeNetRatings, 90% dos usuários residenciais de internet são adeptos das redes sociais.
O Monster tem presença hoje em 52 países e os mercados emergentes -- compostos por 12 nações na divisão da empresa -- são de responsabilidade do executivo. Segundo ele, o Brasil era o grande mercado que faltava para o portal continuar crescendo -- especialmente depois da ligeira queda de 5,7% nos negócios nos Estados Unidos, que hoje respondem por quase metade do faturamento do Monster -- de 354 milhões de dólares. Com o desaquecimento relativo das operações norte-americanas, os mercados emergentes estão no alvo do portal.
A decisão de vir para o Brasil não foi difícil, diz o executivo, especialmente em virtude do crescimento econômico e das oportunidades de desenvolvimento do mercado de trabalho. A demora, porém, se justifica pelo estudo desse mercado que o Monster estava fazendo há alguns anos das oportunidades no país, no qual pretendia entrar por meio de aquisições de outros portais, mas que não aconteceram.
Quem entrar hoje no Monster Brasil, ainda verá um site em versão beta, mas a previsão é que, até novembro, o portal oficial já esteja rodando. Nesses primeiros meses, os esforços do Monster estarão concentrados em analisar o perfil dos usuários brasileiros e montar o layout da página com foco naquilo que é mais procurado. Embora o escritório deva ser estabelecido apenas em 2009, o Monster vai começar a procurar já em setembro um diretor geral para o escritório brasileiro e também alguns dos principais executivos para gerenciar as operações, que até agora eram conduzidas à distância, da base da empresa na região de Boston.
Hyland é modesto ao falar dos resultados por aqui, mas já concorda que o mercado online de recrutamento deverá passar por transformações culturais. Falar em uma fase pré e pós Monster talvez não seja um exagero, especialmente porque são poucos os que vão continuar adeptos exclusivos de um pálido CV.
Publicado em 01/08/2008 - 18:38
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Publicado em 01/08/2008 - 16:01
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Sérgio Teixeira Jr.
Sérgio Teixeira Jr., editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia. steixeira@abril.com.br Camila Fusco Camila Fusco é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME camila.fusco@abril.com.br Denise Dweck Denise Dweck é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME denise.dweck@abril.com.br ![]() |
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