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Mais sobre preços

Pelo tom dos comentários, ficou claro que todos os leitores consideram um absurdo o preço de um iPod no Brasil.

A explicação, claro, tem a ver com a carga tributária. Uma reportagem recente de Ricardo Cesar na EXAME mostra com detalhes a absurda cascata de impostos que recai sobre um videogame XBox 360.

Confira aqui.

E é claro que não só os eletrônicos sofrem com o nosso sistema tributário. O mesmo Ricardo tem um blog excelente sobre vinhos, e recentemente abordou a questão dos altíssimos preços praticados pelas importadoras. Merece a leitura.


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 24/01/2007 - 17:34


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O iPod mais caro do mundo é nosso

O que você já suspeitava se confirmou: o iPod mais caro do mundo é brasileiro. Mais um título!

A pesquisa foi feita pelo Banco Commonwealth, um dos maiores da Austrália, e usou uma metodologia parecida com a da revista Economist para calcular o índice Big Mac. Trata-se de uma estimativa do poder de compra de uma determinada moeda com base em um produto global.

O banco usou como referência o iPod Nano com 2 GB de memória. No ranking, o Brasil fica com a inglória liderança. Pagamos pelo tocador de MP3, em média, 327,71 dólares. Num distante segundo lugar vem a Índia, onde o iPod Nano pode ser adquirido por 222,27 dólares. Em último (ou em primeiro, melhor dizendo), vem o Canadá, onde o produto é encontrado por 144,20 dólares, pouco menos de 5 dólares mais barato que o preço de varejo dos Estados Unidos: 149 dólares.

Mas é claro que não precisávamos esperar um banco australiano fazer essa conta para saber disso, não é mesmo?

Os preços do iPod Nano pelo mundo Modelo de 2 GB*
 País Preço (dólares)
1Brasil
327,71
2Índia 
222,27
3Suécia 
213,03
4Dinamarca 
208,25
5Bélgica 
205,81
6França 
205,80
7Finlândia
205,80
8Irlanda
205,79
9Reino Unido 
195,04
10Áustria
192,86
11Holanda 
192,86
12Espanha 
192,86
13Itália
192,86
14Alemanha 
192,46
15China
179,84
16Coréia do Sul 
176,17
17Suíça 
175,59
18Nova Zelândia 
172,36
19Austrália
172,36
20Taiwan
164,88
21Cingapura 
161,25
22México
154,46
23Estados Unidos 
149,00
24Japão
147,63
25Hong Kong 
147,35
26Canadá 
144,20
Fonte: Banco Commonwealth


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 18/01/2007 - 19:52


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Um bilhão de dentes azuis

Um bilhão de aparelhos contendo a tecnologia Bluetooth já foram vendidos em todo o mundo. Isso é mais que o números de PCs em uso no planeta. Um ano e meio atrás, eram vendidos 5 milhões de equipamentos com Bluetooth por semana. Agora, são 12 milhões a cada sete dias. Para uma tecnologia que muita gente não sabe para serve, é um número e tanto.

Bluetooth é o nome de um padrão de transmissão de informações por ondas de rádio de curtíssimo alcance (normalmente, as conexões funcionam até dez metros). Muitos telefones celulares mais sofisticados já vêm com Bluetooth. Eles servem para transferir dados entre dois telefones ou para sincronizar informações com um computador, por exemplo. E também para fazer você falar sozinho: aqueles microreceptores sem fio que viraram moda entre executivos se comunicam com o celular via Bluetooth.

Mas não é só nos telefones que o Bluetooth está presente. Estima-se que em cinco anos, um terço dos carros já virão com viva-voz sem fio de fábrica. Existem equipamentos médicos que conversam com essa tecnologia, e um número cada vez maior de periféricos do PC, como impressoras, também podem ser conectados sem fio.

Em tempo. O nome Bluetooth é uma referência ao rei Harald "Dente Azul" Gormson, da Dinamarca, que viveu no século 10.

 


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 18/01/2007 - 17:01


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A vã ilusão de Hollywood

Será que alguém acreditava que o sistema de proteção dos novos DVDs de alta definição (os formatos HD DVD e Blu Ray) seria mesmo eficiente? Menos de seis meses depois do lançamento, já estão circulando na internet os primeiros filmes pirateados das novas mídias. O filme Serenity já circula pela rede BitTorrent.

É claro que poucos terão a paciência de baixar o arquivo, que tem nada menos que 19 gigabytes, o equivalente a cinco DVDs tradicionais. Numa conexão constante de 150 kbps, muitas vezes mais rápida que a banda larga que temos por aqui, o download do filme demoraria quase dois dias inteiros.

Mas esse obstáculo pouco importa. A velocidade das conexões e a capacidade de armazenamento dos discos rígidos evolui muito mais rápido que o lançamento de novos formatos. Ou seja, é bem provável que em um ou dois anos baixar um filme em alta definição pela internet seja algo corriqueiro (para os piratas, claro).

São cada vez mais claros os sinais de que o mundo da alta definição possa nunca decolar, e que logo logo passemos a pensar em filmes como já pensamos em música -- algo abstrato, que é somente um arquivo no computador, transferido diretamente pro iPod. A locadora online Netflix, que causou enormes estragos à rede Blockbuster nos Estados Unidos, também anunciou esta semana que vai começar a oferecer filmes pela internet, em vez de mandá-los pelo correio para a casa de seus assinantes. O modelo vai ser de streaming. Ou seja, os clientes Netflix não poderão baixar uma cópia dos filmes para o seu PC. Mas já é um sinal de que a era dos discos está com os dias contados.

Sobre a quebra da proteção do HD DVD, leia aqui.

Sobre a experiência da Netflix, leia aqui.


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 17/01/2007 - 13:09


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Minority Report

Dois anúncios desta semana tornam inevitáveis as menções ao filme Minority Report, de Steven Spielberg. O primeiro, claro, foi o celular da Apple, que é todo baseado em um novo tipo de navegação com a ponta dos dedos (você se lembra de Tom Cruise buscando informações com as mãos no filme?)

Outro anúncio saiu ontem. A Mini USA, que fabrica os carros do mesmo nome, colocou um novo tipo de outdoor em quatro cidades. Eles têm um display eletrônico que exibe mensagens personalizadas cada vez que os donos de Minis passam por eles. O sistema funciona com pequenos chaveiros equipados com identificadores de radiofreqüência (RFID, na sigla em inglês). O dono do carro pode escolher a mensagem que quiser, mas, segundo a Mini, a idéia é evitar informações muito pessoais -- afinal de contas, elas serão exibidas num outdoor.


Sérgio Teixeira Jr.

Publicado em 12/01/2007 - 11:54


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Sérgio Teixeira Jr.
Sérgio Teixeira Jr., editor de Exame e responsável pelo Portal Exame, escreve sobre as novidades no mundo da tecnologia.

steixeira@abril.com.br

Camila Fusco

Camila Fusco é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

camila.fusco@abril.com.br

Denise Dweck

Denise Dweck é repórter da editoria de Tecnologia da revista EXAME

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