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 | 10.07.2008

 

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EXAME 

ESPECIAL CRISE NA BOLSA
Esta é a hora de comprar
A Bolsa de Valores de São Paulo passou por 13 grandes crises desde meados da década de 80. Na média, cada uma delas provocou uma desvalorização de os investidores perderam metade do que tinham aplicado em ações. Uma do as crises tiveram em comum o fato de sempre serem seguidas por uma forte alta dinheiro, das últimas e autor de um “Isso deve se e a inflação volte a se uma “É um bom diz da de mais de 50% do Índice Bovespa — ou seja, no auge de cada turbulência os p mais de 50% do Índice Bovespa—ou seja, no auge de cada turbulência os ç Uma análise histórica ressalta, porém, a incrível capacidade de recuperação do do mercado brasileiro. Embora com durações e causas diferentes, as cris ises forte alta do mercado. “Quem entrou na bolsa nos piores momentos ganhou din inheiro, porque a tendência histórica de alta se manteve ao longo das últi t mas décadas”, diz Marcelo Kayath, diretor do banco Credit Suisse e autor de um estudo sobre o comportamento da bolsa paulista desde 1986. “Isso deve se se repetir agora, pois acredito que a economia vai continuar crescendo e a infl fla- a ção será domada.” A maioria dos analistas espera que o Ibovespa volte a se valorizar e feche o ano em torno dos 80 000 pontos, o que representa uma ma alta expressiva de cerca de 35% frente ao fechamento de 4 de julho. “É um bom p q p alta expressiva de cerca de 35%frente ao fechamento de 4 de julho. “É umbom momento para investir na bolsa, já que há mais opções de papéis baratos”, diz Mark Mobius, diretor da gestora de recursos americana Franklin Templeton e maior investidor estrangeiro da Bovespa

Apesar de ter sido afetada por diversas crises, a Bovespa manteve a tendência de alta
(comportamento do Ibovespa, em pontos, em dólares)
1986
O fracasso do Plano Cruzado, do governo José Sarney, levou o Ibovespa a cair 90%, em 1986 e 1987. A recuperação veio nos dois anos seguintes, com alta de 200%
1990
O confisco de investimentos autorizado pelo governo Collor prejudicou o mercado por dois anos. Em 1993, porém, a alta foi de 110%
1994
A bolsa viveu um dos períodos mais longosde alta após o Plano Real. O único solavanco foi a crise do México, em 1995. Depois disso, a valorização foi de 220% até julho de 1997
1997
A crise da Ásia motivou a queda de 44% do Ibovespa no segundo semestre de 1997
1998
Com a crise da Rússia, o Ibovespa se desvalorizou 63%
1999
Após a desvalorização do real, o mercado operou em baixa por oito meses seguidos, perdendo 38%
2001
Uma combinação de três crises — o colapso da economia argentina, o apagão energético no Brasil e os atentados terroristas nos EUA — fez a bolsa cair 60% em oito meses. A recuperação veio em apenas três meses
2002
O temor de uma presidência do PT levou o Ibovespa a uma baixa de 65% entre janeiro e outubro. Em 2003, porém, a alta foi de 140%
2006
A alta dos juros nos Estados Unidos, comandada por Ben Bernanke, presidente do Fed, derrubou os preços das ações em 30%. A retomada foi rápida e, no ano, o Ibovespa subiu 46%
2007
Os problemas no mercado de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos contaminaram a economia e fizeram o Ibovespa cair 28%. A recuperação, porém, foi rápida: o mercado voltou a subir em menos de um mês
2008
A piora da crise americana e a alta da inflação em diversos países tornaram a prejudicar a bolsa, que caiu 20% entre o fim de maio e o início de julho(1)
(1) De 20/5/2008 a 4/7/2008



AÇÕES
As barganhas da Bolsa
Quando a queda da bolsa parece não ter mais fim, tal o ritmo do tombo, pode parecer loucura pensar em aplicar em mais ações. No entanto, é exatamente isso que o investidor deve fazer: comprar os papéis quando eles estão baratos. Na opinião de dez analistas ouvidos por EXAME, boa parte das barganhas está em ações historicamente muito negociadas, como as da Vale. Nos últimos 30 dias, os papéis da mineradora ficaram 20% mais baratos — embora as perspectivas da empresa continuem positivas. As ações de bancos são outras que oferecem boas oportunidades.

Algumas das ações que mais caíram recentemente e se tornaram boas opções de investimento (potencial de valorização em 12 meses)(1)
Marcopolo 78%
Banco do Brasil 66%
Unibanco 54%
Bradesco 52%
B2W 49%
Vale 48%
Usiminas 48%
Lojas Americanas 41%
(1) Com base no fechamento de 30/6/08 Fontes: Ágora, Coinvalores, CMA, Infinity, Link, SLW, Solidus, Souza Barros, Spinelli e Unibanco



CERTIFICADOS
Não entre numa gelada
O investidor que pretende aproveitar a crise na Agrenco, empresa do setor agropecuário que tem executivos sob suspeita de fraude, para comprar papéis quase de graça deve pensar duas vezes antes de assumir esse risco. A maioria dos analistas acredita que a crise, iniciada com a prisão de diretores pela Polícia Federal, está longe de chegar ao fim. Além disso, a companhia não possui ações na Bovespa, mas, sim, certificados conhecidos pela sigla BDR (brazilian depositary receipt). Nesse caso, fica ainda mais difícil conseguir informações. Em poucas palavras: é melhor ficar fora dessa.


RENDA FIXA
Ganhos acima da Selic
Com a crise financeira mundial, os bancos brasileiros passaram a ter dificuldades de captar no exterior e, por isso, se voltaram para os investidores locais. Para atraí-los, aumentaram os juros de seus títulos de dívida. Isso num momento em que o governo está elevando a taxa básica de juro da economia, a Selic, para conter a inflação. Nos últimos dois meses, os CDBs DI (contratos de dívida de bancos cuja remuneração é uma porcentagem do DI) tornaram-se a opção mais badalada da renda fixa. Num banco pequeno, quem aplica 100 000 reais consegue sempre ganhar mais que a Selic, atualmente em 12,25%. Nos grandes bancos, só os aportes superiores a 500 000 reais conseguem retorno superior à Selic. Mas fica um aviso: analise bem a solidez do banco antes de autorizar a compra.

Investimento Vantagem Risco
Fundo DI Tem liquidez diária e acompanha a variação dos juros de mercado. O risco é diluído entre os papéis que compõem a carteira Baixo
CDB de banco grande Os papéis sem liquidez diária rendem mais que os fundos DI. O IR só é pago na saída Baixo
CDB de banco pequeno ou médio A rentabilidade supera a de CDBs de bancos grandes e, até 60 000 reais, a aplicação tem garantia de crédito Baixo
Fonte: analistas



CÂMBIO
É melhor um colchão sem dólares
No final de junho, em meio às turbulências nas bolsas, o dólar fechou abaixo de 1,60 real pela primeira vez em nove anos. Muita gente começou a se perguntar se teria chegado a hora de voltar a investir na moeda americana, que andava fora do radar desde o início da crise americana. A resposta unânime dos especialistas: esqueça o dólar por mais tempo. Mesmo quem tem dívida em dólar ou vai viajar no fim do ano não deve se apressar. “É melhor deixar seu dinheiro na renda fixa”, diz Rogério Betti, sócio da consultoria Beta Advisors.

O dólar caiu 9% neste ano, mas deve subir um pouco até dezembro, segundo analistas(1) (em reais)
Jan 1,77
Mar 1,68
Jul 1,61(2)
Dez 1,67(3)
Fontes: analistas, BC e Economática
(1) Cotações no início de cada mês (2) No dia 4/7/08 (3) Previsão



Edição: Giuliana Napolitano

Publicado por ALBERTO PEREIRA MOREIRA (02/08/2008 - 20:08)


ESSA REPORTAGEM EMBORA REGULAR,ESTÁ PASSADA.O TEMPO DE AVISAR O LEITOR JÁ PASSOU HÁ MUITO,VIDE AGENCO. ALBERTO PEREIRA MOREIRA.
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