Faltam 290 bilhões de reais

Esse é o valor necessário para o país colocar em ordem suas rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. E a conta não pára de crescer
Angelo Maciel/Sambaphoto
Movimento de veículos na rodovia Ayrton Senna: sucesso dos leilões de concessão de estradas aponta um caminho para a redução dos gargalos nos transportes
 
 | 23.12.2008

Revista EXAME - 

O Plano Nacional de Logística e Transportes foi criado para ser um grande canal no qual, a cada quatro anos, podem constar idéias e projetos apresentados por estados, órgãos públicos, empresas privadas e segmentos da sociedade ligados ao setor para colocar em ordem rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias do país. Esse trabalho dá uma dimensão precisa da distância entre a realidade brasileira e o cenário desejável - aquele em que empresas e produtores agrícolas encontrem facilidades e possam escoar suas mercadorias para os mercados interno e externo sem enfrentar barreiras intransponíveis e custos logísticos exorbitantes. Na primeira edição do plano, realizada em 2004, a soma das demandas atingiu 172 bilhões de reais.

Recentemente, foi feita a primeira revisão dessa conta. Agora, em termos de investimentos necessários para resolver os principais problemas de infra-estrutura até 2023, seriam necessários 290 bilhões de reais - o equivalente à média de 20 bilhões de reais por ano no período. O PAC representa um esforço para suprir parte dessas necessidades, com uma média de investimentos no setor de 14,5 bilhões de reais por ano entre 2007 e 2010. Ou seja, mesmo se tudo que estiver planejado sair efetivamente do papel, o dinheiro seria insuficiente para fazer com que o setor brasileiro de transportes chegue perto do cenário ideal projetado pelo plano. Por essa razão, especialistas no setor já falam da necessidade de o governo começar a planejar, desde já, um novo "PAC" para o setor de transportes.

O setor no Brasil

 
 
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